Unicamp rompe acordo de cooperação com instituto israelense: ‘Somos contra o genocídio’

Universidade brasileira e Instituto Tecnológico Technion, de Israel, tinham parceria de cooperação acadêmica

Brasil de Fato

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) anunciou, nesta terça-feira (30), o rompimento do acordo de cooperação com o Instituto Tecnológico Technion, de Israel, em protesto ao genocídio na Faixa de Gaza. O convênio entre Unicamp e Technion tinha como objetivo fomentar a cooperação acadêmica. (mais…)

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O ultimato dos genocidas

Por que o “acordo” proposto por Trump e Netanyahu para Gaza é um ultraje. O que ele revela sobre a pequenez moral do presidente dos EUA, a crise interna de Israel e a necessidade de superar a “ordem” internacional comandada pelo Ocidente

Jeffrey Sachs, entrevistado por Andrew Napolitano | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Poucas cenas expressam o declínio político e ético do Ocidente quanto o “acordo” de paz proposto ontem por Donald Trump ao primeiro ministro israelense Benyamin Netanyahu. Apresentada ontem (29/9) em meio ao genocídio contra a população de Gaza, a proposta surgiu sem qualquer consulta à liderança palestina. Foi lançada na forma de um ultimato. Ou o Hamas, que dirige o enclave, a aceita, ou Telaviv terá carta branca para tornar ainda mais brutal a carnificina, anunciou Trump a um sorridente Netantyahu. (mais…)

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Flotilha Global Sumud: “Estamos chegando no ponto crítico da nossa missão”. Entrevista especial com Gabi Tolotti

Se Israel intervier na missão humanitária da flotilha, diz ativista gaúcha que está a bordo do Spectre, “o país cometerá mais um crime porque a flotilha não está cometendo nenhuma ilegalidade. Ela está amparada em todas as leis do Direito Internacional”

Por Patricia Fachin, em IHU

“Não estamos indo para Israel. Estamos indo para Gaza. Em nenhum momento queremos chegar a Israel. Se nos interceptarem e nos levarem para Israel, isso será um sequestro”, declara Gabi Tolotti, integrante da delegação brasileira a bordo da Flotilha Global Sumud. (mais…)

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Por que o mundo precisa de uma nova ONU

O genocídio em curso em Gaza é um sintoma de impotência do órgão. Um mundo globalizado e em crise civilizatória precisa de uma organização de outro tipo. Primeiros passos: mudar o sede para o Sul Global, frear o comércio de armas e voltar a fortalecer agências humanitárias

Por Vijay Prashad, no Instituto Tricontinental

Existe apenas um tratado no mundo que, apesar de suas limitações, une as nações: a Carta das Nações Unidas. Representantes de cinquenta nações redigiram e ratificaram a Carta da ONU em 1945, com outras aderindo nos anos subsequentes. A Carta apenas estabelece os termos para o comportamento das nações. Não cria e não pode criar um novo mundo. Depende de cada nação viver de acordo com a Carta ou perecer sem ela. (mais…)

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“Gaza é um ponto de virada na história, uma mudança de era, e a esquerda só olha para trás”. Entrevista com Laura Rita Segato

A antropóloga feminista argentina Rita Segato (Buenos Aires, 1951) é conhecida por seu trabalho pioneiro sobre a violência contra as mulheres (A Guerra Contra as Mulheres, 2016), como pensadora crítica sobre a relação entre gênero, racismo e colonialidade (A Crítica da Colonialidade em Oito Ensaios, 2021) e como uma das vozes feministas mais lúcidas da América Latina.

IHU

Nesta entrevista, ela traça conexões entre o genocídio em Gaza e os feminicídios que estudou em Ciudad Juárez, entendendo ambos como espetáculos de violência, entrelaçados com o poder patriarcal. Segato reflete sobre a atividade de gangues e a atual guinada fascista, e como algumas de suas ideias-chave sobre colonialidade, raça e violência nos ajudam a decifrá-las. Ela também analisa o que isso significa para o que chama de política com influência feminina: “Há um fim, um esvaziamento de slogans e de todas as maneiras como pensamos a história. É necessário gerar uma nova retórica para as aspirações das pessoas.” Devemos desminorizar as aspirações das mulheres, argumenta ela: “São aspirações para a história coletiva. Não são para a história das mulheres, mas para a história de toda a humanidade.” (mais…)

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Para adesões: Proteção à Global Sumud Flotilla e garantia de segurança para a entrada de ajuda humanitária em Gaza

A Global Sumud Flotilla manifesta grande preocupação com a escala da violência praticada contra sua frota.

A poucos dias de chegar a Gaza, em 23 de setembro, em águas internacionais ao sul da ilha de Creta, a flotilha que transporta ajuda humanitária sofreu ataques explosivos direcionados. Foram arremessados, sobre as embarcações e em suas proximidades, objetos não identificados e substâncias químicas irritantes.

Pelo menos 14 artefatos explosivos foram lançados por múltiplos drones que sobrevoavam a Global Sumud Flotilla, causando danos significativos, obstruindo os rádios de comunicação e colocando em risco os mais de 600 voluntários que integram esta missão de solidariedade humanitária não violenta. (mais…)

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PFDC recomenda veto a lei do RJ que gratifica policiais por morte de criminosos

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão avalia que norma estimula letalidade policial e viola a Constituição e tratados internacionais

PFDC

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal (MPF), solicitou ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o veto integral ao Projeto de Lei (PL) nº 6.027/2025, recentemente aprovado pela Assembleia Legislativa do estado. A proposta normativa prevê a concessão de gratificação pecuniária a policiais civis pela chamada “neutralização de criminosos”. A PFDC ressalta que a medida, apelidada pela imprensa de “gratificação faroeste”, contraria parâmetros constitucionais e de direitos humanos.

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