A despedida da drag queen que revolucionou a educação popular no Brasil. Por Milly Lacombe

No UOL

Rita Von Hunty quebrou. A personagem criada pelo professor Guilherme Terreri disse, em vídeo publicado sem seu cana no Youtube, que precisa parar. Guilherme e Rita não suportaram seguir nesse mundo dentro do qual genocídios são tratados como disputas, tretas, polêmicas. Ecoaram o que escreveu Vladimir Safatle em “O Alfabeto das colisões”: a verdadeira decisão ética aqui consiste em recusar qualquer compromisso com a permanência de uma situação histórica fundada na infelicidade de muitos. Nesses casos, a felicidade acaba por ser uma arma apontada contra a consciência da irreconciliação. Ela é apresentada como uma fortaleza individual, mas se realiza na verdade como capitulação”. (mais…)

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Butler vê-se presa na rede kafkiana de Trump

“Serei vigiada? Minhas viagens serão restritas?”, questiona filósofa, que está em lista enviada ao governo dos EUA, com suspeitos de “antissemitismo”. Em resposta, ela compara as perseguições da Casa Branca às sofridas por K, em O Processo

As perseguições políticas que agora marcam o cenário norte-americano, e que se intensificam a cada dia sob Trump, acabam de fazer uma vítima ilustre. Em 7 de setembro, a filósofa Judith Butlher, professora da Universidade de Berkeley, foi incluída numa lista de 160 professores e estudantes da instituição acusados de antissemitismo. (mais…)

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UPAL: “Israel não está lutando contra o Hamas. Está aniquilando uma população inteira com o apoio dos EUA e a cumplicidade covarde do mundo”

Editorial da União Palestina da América Latina

250.000 pessoas expulsas de suas casas em Gaza. 1.500 prédios residenciais arrasados ​​em um mês. Um quarto da população exterminada.

O que está acontecendo em Gaza transcende a ideia de uma operação militar dirigida exclusivamente contra um grupo armado. Não estamos falando de um confronto entre exércitos com regras — estamos falando da destruição deliberada de uma população civil, do apagamento sistemático de bairros, hospitais, escolas, vidas — enquanto poderes e governos fazem vista grossa ou fornecem o apoio necessário para que essa destruição continue. (mais…)

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Israel: a hora dos sádicos. Por Antonio Martins

Isolada e odiada em todo o mundo, Tel Aviv tenta nova fuga para frente e inicia invasão brutal de Gaza. Só Trump a apoia. Cresce o clamor por sanções internacionais. Mas os palestinos vivem seu martírio, enquanto o mundo hesita

Em Outras Palavras

Fatima e Omar

As primeiras colunas de blindados já haviam penetrado na Cidade de Gaza, nesta terça-feira (16/9), e Fatima al-Zahra Sahweil não tinha como tomar uma decisão. Os comunicados dos ocupantes exigiram que esta jornalista de 40 anos rumasse, com mais 1 milhão de pessoas, para o sul do território — mas a estrada precária que beira o mar estava bloqueada pela multidão em fuga. Além disso, como 90% dos habitantes do enclave, ela foi obrigada a se deslocar várias vezes desde que Israel lançou a guerra, e estas mudanças a deixaram, junto com seus quatro filhos, sem nada além das próprias roupas. A sorte as livrou, até agora, de estar entre 65 mil mortos e 165 mil feridos (muitos amputados), vítimas de Israel. Porém, “não tenho uma tenda para nos abrigar, e já não posso comprá-la. Não teria como levar o que ainda nos resta. Além disso, será muito penoso procurar água e faltam espaços. Se sair, irei rumo ao desconhecido”, disse ao Guardian. (mais…)

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Como a ONU poderia agir hoje para impedir o genocídio na Palestina

Um mecanismo pouco utilizado da ONU, imune ao veto dos EUA, poderá trazer proteção militar ao povo palestino – se assim o exigirmos

Por Craig Mokhiber, em Fórum 21

Após vinte e dois meses de carnificina sem precedentes, três coisas estão claras: (1) o regime israelense não acabará com o genocídio na Palestina por sua própria vontade, (2) o governo dos EUA, principal colaborador de Israel, bem como a maioria dos israelenses, e os representantes e lobbies do regime no Ocidente, estão totalmente comprometidos com esse genocídio e a destruição e apagamento de todos os remanescentes da Palestina, do rio ao mar, e (3) outros governos ocidentais, como o Reino Unido e a Alemanha, bem como demasiados estados árabes cúmplices na região, estão totalmente dedicados à causa da violência israelense – impunidade. (mais…)

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“Minha indignação é não aceitar que estamos vivendo no mesmo momento histórico em que acontece um dos maiores genocídios do mundo”. Entrevista especial com Nicolas Calabrese

A bordo [da] Flotilha Global Sumud, ativista brasileiro vive um dia após o outro, preocupa-se com o futuro dos palestinos em Gaza e com a integridade física e a liberdade dos integrantes das embarcações que partiram de vários portos do mundo rumo a Gaza

Por Patricia Fachin, em IHU

A música “Sólo le pido a Dios”, uma composição emblemática nas lutas dos movimentos sociais da América Latina, é rememorada entre aqueles que embarcaram na Flotilha Global Sumud em missão humanitária rumo a Gaza. “Eu só peço a Deus que a guerra não me seja indiferente”, como cantou a argentina Mercedes Sosa, diz Nicolas Calabrese, brasileiro do Rio de Janeiro integrante da tripulação da flotilha, é a mensagem que as 20 embarcações, com participação de representantes de 44 países, desejam transmitir ao mundo. “É isto que queremos: que este genocídio não caia na indiferença. Podem dizer que [Gaza] é muito longe, que temos muitos problemas por aqui [no Brasil] e não precisamos fazer isso. Que [os palestinos] que se defendam. Se ficarmos nisso, estaremos perdendo a nossa humanidade e a nossa capacidade de pensar no próximo, num povo que está sendo massacrado pelo poder e pelo dinheiro”, declara o ativista na entrevista a seguir, concedida por WhatsApp ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU no último domingo, 14-09-2025, quando a embarcação partiu da Tunísia, no norte da África, rumo à Gaza, território palestino no Oriente Médio. A previsão de chegada ao destino, informa, é na próxima quarta-feira, 24-09-2025. (mais…)

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