A bordo [da] Flotilha Global Sumud, ativista brasileiro vive um dia após o outro, preocupa-se com o futuro dos palestinos em Gaza e com a integridade física e a liberdade dos integrantes das embarcações que partiram de vários portos do mundo rumo a Gaza
Por Patricia Fachin, em IHU
A música “Sólo le pido a Dios”, uma composição emblemática nas lutas dos movimentos sociais da América Latina, é rememorada entre aqueles que embarcaram na Flotilha Global Sumud em missão humanitária rumo a Gaza. “Eu só peço a Deus que a guerra não me seja indiferente”, como cantou a argentina Mercedes Sosa, diz Nicolas Calabrese, brasileiro do Rio de Janeiro integrante da tripulação da flotilha, é a mensagem que as 20 embarcações, com participação de representantes de 44 países, desejam transmitir ao mundo. “É isto que queremos: que este genocídio não caia na indiferença. Podem dizer que [Gaza] é muito longe, que temos muitos problemas por aqui [no Brasil] e não precisamos fazer isso. Que [os palestinos] que se defendam. Se ficarmos nisso, estaremos perdendo a nossa humanidade e a nossa capacidade de pensar no próximo, num povo que está sendo massacrado pelo poder e pelo dinheiro”, declara o ativista na entrevista a seguir, concedida por WhatsApp ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU no último domingo, 14-09-2025, quando a embarcação partiu da Tunísia, no norte da África, rumo à Gaza, território palestino no Oriente Médio. A previsão de chegada ao destino, informa, é na próxima quarta-feira, 24-09-2025. (mais…)
