Eleições 2020: a hipótese Drauzio Varella

Pleito do ano que vem pode promover a difusão do bolsonarismo por todo o país; ou, ao contrário, sua derrota – e a emergência de uma esquerda de valores. Para que esta opção prevaleça, serão necessárias decisões não-convencionais

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Um paradoxo marca as eleições para prefeitos e vereadores do próximo ano. O governo Bolsonaro, que já expôs seu imenso potencial destrutivo e que não tem outro projeto, além da devastação nacional, pode, porém, colher um resultado favorável e espalhar raízes pelo país. Alguns fatores concorrem para isso. Embora seu apoio popular decline, o bolsonarismo consolidou-se fortemente num segmento da população que, em meio à crise, gira pouco abaixo dos 30%. O antigo “centro” e a direita convencional estão enfraquecidos e desestruturados, o que permite à extrema direita avançar sobre um eleitorado mais vasto – em especial, nas capitais e maiores cidades, onde pode haver segundo turno. A esquerda não se recompôs da derrota de 2018; mantém-se desorientada e sem comando; não tem, salvo raras exceções, lideranças municipais prestigiadas e potentes – e nas condições atuais, tende a se dividir. Esta somatória de fatores conjura a ameaça: eleição, em pouco mais de um ano, de várias centenas de prefeitos e milhares de vereadores protofascistas e ou ultracapitalistas, ao estilo Paulo Guedes; ramificação destas correntes pelo país, agora ocupando o importantíssimo poder local. Ainda há tempo e recursos políticos para evitar o desastre – mas é preciso agir rápido.

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Deltan captava recursos de empresários para Instituto Mude

Investigação da Pública em parceria com o Intercept analisou diálogos em que procurador pede recursos para empresários e indica doadores para o instituto contra corrupção

Por Alice Maciel, Bruna de Lara, Agência Pública/The Intercept Brasil

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, captou investimentos de grandes empresários para financiar o Instituto Mude – Chega de Corrupção, criado para promover, além da própria operação, as dez medidas de combate à corrupção e suas opiniões políticas. Mensagens trocadas entre o procurador e membros do Instituto Mude no Telegram, recebidas pelo Intercept Brasil e analisadas em conjunto com a Agência Pública, revelam que ele se reuniu com empresários, às vezes a portas fechadas, na sede da Procuradoria, para arrecadar verbas para a entidade. Uma empresária que foi “investidora anjo” da organização: a advogada Patrícia Tendrich Pires Coelho seria depois investigada pela Lava Jato, mas não foi denunciada pela operação.

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“Quando os juízes passam a ser justiceiros, estamos perdidos”, diz ex-STF

Por Lucas Borges Teixeira, no UOL

O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Cezar Peluso atacou hoje a Lava Jato e acusou alguns juízes de se tornarem “justiceiros” em encontro com Campos do Jordão (SP). O magistrado mostrou preocupação em relação às supostas mensagens vazadas entre promotores e o Judiciário e afirmou que envolvidos fizeram “messianismo”.

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As consequências econômicas da Lava Jato

Para entender o desmonte da indústria nacional: operação preservou fortunas pessoais de empresários e mirou Petrobras e empreiteiras. Milhares foram demitidos, receitas minguaram e setores estratégicos caem em mãos estrangeiras…

Por Artur Araújo, em Outras Palavras

A Operação Lava Jato, sob o disfarce de combate à corrupção, moveu guerra de extermínio contra as empresas brasileiras dos setores de construção civil pesada, petróleo & gás e de construção naval, atingindo também a área metal-mecânica e de máquinas & equipamentos, além de toda a rede produtiva a montante e a jusante dessas cadeias longas.

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#VazaJato 18: Dallagnol mentiu

Newsletter The Intercept Brasil, por Glenn Greenwald e Rafael Neves

A nova matéria da série As mensagens secretas da Lava Jato revela como os procuradores da força-tarefa usaram vazamentos com o objetivo de manipular suspeitos, fazendo-os acreditar que seu indiciamento era inevitável, mesmo quando não era. O intuito, eles disseram explicitamente em chats do Telegram, era intimidar seus alvos para que eles fizessem delações.

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#VazaJato: Procuradores da Lava Jato ironizam morte de Marisa Letícia e lutos de Lula

Por Igor Mello, Gabriel Sabóia, Silvia Ribeiro e Paula Bianchi, no UOL

Integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba ironizaram a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia e o luto do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme revelam mensagens de chats privados no aplicativo Telegram enviados por fonte anônima ao site The Intercept Brasil analisadas em parceria com o UOL.

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#VazaJato17: “Sigilo total”

Por Amanda Audi, Rafael Neves e Victor Pougy, do The Intertcept Brasil

O procurador Diogo Castor de Mattos confessou ao corregedor-geral do Ministério Público Federal que pagou por um outdoor para promover a Lava Jato. A peça, instalada em março ao lado do aeroporto de Curitiba, era ilegal. É papel do corregedor abrir inquérito sobre desvios de conduta de membros do MPF, mas Oswaldo Barbosa deu o caso por encerrado sem investigação formal – e omitiu a confissão do Conselho Nacional do Ministério Público, o CNMP, que também poderia punir o procurador.

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Vaza Jato prova que Deltan fez da perseguição a Lula meio de vida e embolsou R$ 580 mil

O novo capítulo da Vaza Jato demonstra que o procurador Deltan Dallagnol ficou rico ao perseguir o ex-presidente Lula e forjar sua condenação sem provas. Nos últimos anos, ele colocou no bolso pelo menos R$ 580 mil em palestras para empresas do sistema de financeiro, como a XP, para planos de saúde, como a Unimed, e entidades empresariais, que se beneficiaram com o golpe de 2016. Desmoralizado, Deltan hoje dorme à base de remédios

Brasil 247

O novo capítulo da Vaza Jato, revelado hoje em parceria pela Folha de S. Paulo e pelo Intercept, demonstra como Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, ficou rico ao monetizar a Lava Jato e explorar financeiramente a sua perseguição ao ex-presidente Lula – que hoje seria presidente pela terceira vez se não tivesse sido perseguido pela força-tarefa.

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