O passo largo do golpismo

“Bolsonaro subjugou o Exército, que não punindo o general Pazuello, assumiu-se como partido armado de Bolsonaro, e não como instituição de Estado. Mas não são apenas as Forças Armadas. O bolsonarismo está dominando as PMs, a PRF e a PF”, aponta Tereza Cruvinel

Por Tereza Cruvinel, no Brasil 247

Mais tarde será tarde, se já não for. Bolsonaro respondeu aos protestos populares, à CPI, ao panelaço e ao fracasso de seu governo com um passo vigoroso em seu projeto golpista. Subjugou o Exército, que não punindo o general Pazuello, assumiu-se como partido armado de Bolsonaro, e não como instituição de Estado.  Mas não são apenas as Forças Armadas. O bolsonarismo está dominando as PMs, a PRF e a PF.

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À espera de Mourão

Generais críticos a Bolsonaro articulam uma “terceira via” para as eleições de 2022 e não descartam impeachment

Por Vasconcelo Quadros, Agência Pública

Em 27 meses no cargo, o general Hamilton Mourão construiu uma trajetória bem diferente da dos vices nos últimos 60 anos. Ele tem atribuições de governo e comanda efetivamente nichos importantes da política ambiental e de relações exteriores. É, por exemplo, mediador de conflitos com a China, processo iniciado com um encontro com o presidente do país, Xi Jinping, em 2019, restabelecendo a diplomacia depois de duros ataques feitos por Jair Bolsonaro ainda na campanha.

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O fim da Lava Jato e o patético Barroso

A derrota dos “justiceiros de Curitiba” constitui também a derrota de uma interpretação equivocada do Brasil.

Por Leonardo Avritzer*, em A Terra é Redonda

A decisão do STF por sete votos a dois corroborando a tese da suspeição do juiz Sérgio Moro no processo do assim chamado “triplex” representa, efetivamente, o fim da operação Lava Jato. Os principais derrotados pelo fim dessa via inquisitória de combate à corrupção são os justiceiros de Curitiba que atuavam em conluio, Deltan Dallagnol e Sérgio Moro, e seus parceiros no STF.

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STF julga hoje a anulação da parcialidade de Moro; entenda impactos sobre Lula e Lava Jato

Ao declarar a Vara de Curitiba incompetente, Fachin se posicionou pela nulidade da decisão da 2ª Turma contra o ex-juiz

Por Daniel Giovanaz, no Brasil de Fato

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá nesta quinta-feira (22) se mantém ou anula o julgamento da 2ª Turma que considerou o ex-juiz Sergio Moro parcial ao condenar Lula (PT) sem provas no caso “triplex do Guarujá”.

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O Supremo Tribunal Federal e o juiz natural

Por Kenarik Boujikian*, na Revista Consultor Jurídico

Está na pauta de julgamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal desta quarta-feira (14/4) o Agravo Regimental do Habeas Corpus 193726, que tem como relator o ministro Edson Fachin, referente à ação proposta por Luiz Inácio Lula da Silva, cuja demanda é a incompetência do Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba para o processo e julgamento da ação penal conhecida como processo de Atibaia, ou processo da incompetência (nº 5046512-67.2016.4.04.7000).

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O que está em jogo em novo julgamento do STF sobre anulação das condenações de Lula

No início de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin deflagrou uma reviravolta na política brasileira ao decidir individualmente anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal do Paraná dentro da Operação Lava Jato, o que devolveu ao petista o direito a se candidatar na eleição de 2022.

por Mariana Schreiber, em BBC News Brasil em Brasília

Nesta quarta-feira (14/04), o plenário da Corte vai julgar se mantém ou não a decisão de Fachin que considerou a Justiça do Paraná incompetente para julgar Lula, transferindo os processos para a Justiça do Distrito Federal.

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PF produziu perícia para ajudar Moro e procuradores de Curitiba

Por Márcio Chaer, em ConJur

Um sargento morreu por causa da explosão de uma bomba dentro do automóvel em que estava e que arrebentou também grande parte da barriga do capitão que o acompanhava. Os dois, trabalhando para o serviço secreto do Exército, haviam sido incumbidos de explodir um centro de convenções onde 20 mil pessoas assistiam a um show alusivo ao Dia do Trabalhador.

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Bolsonaro e a lógica miliciana. Por Arthur Trindade Maranhão Costa

Presidente usa seu prestígio com Forças Armadas e polícias como instrumento de chantagem política

Na Piauí

Dentre os principais grupos de apoio ao presidente Jair Bolsonaro destacam-se os militares das Forças Armadas e os policiais civis e militares. Durante seu mandato, Bolsonaro tem buscado transformar esse apoio em instrumento político. Mas, ao contrário do que muitos pensam, a lógica bolsonarista de instrumentalização é diferente para cada uma das corporações. Dois episódios recentes marcam bem essas diferenças.

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Os militares e o golpe de 2016

Por Ana Penido, Mariana Janot e Jorge Rodrigues*, no A Terra é Redonda

Cronologia de uma marcha silenciosa

A publicação do livro General Villas Bôas: conversa com o comandante (FGV, 2021), de Celso Castro, trouxe à tona a incontornável participação de setores das forças armadas no golpe contra a presidente Dilma Rousseff (PT). À época, muito se discutiu sobre estarmos diante de um novo tipo de golpe, um “golpe do judiciário”, pois não havia participação aparente do elemento que caracterizava golpes de Estado: a organização militar. Contudo, a ausência de quarteladas não indica ausência de participação.

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“Bolsonaro blefa”, diz general Santos Cruz

Oficiais ouvidos pela Pública dizem que Bolsonaro perdeu apoio entre os militares após demissão de comando das Forças Armadas e está longe de poder falar em “meu Exército”

Por Vasconcelo Quadros, na Fonte Agência Pública

Rompido com o presidente Jair Bolsonaro desde que a gestão da pandemia se revelou um desastre, o general Paulo Chagas – ex-candidato ao governo do Distrito Federal em dobradinha com o então candidato Bolsonaro – avalia a crise militar com a lembrança de um episódio que explica a incursão do militarismo pela política nos últimos 60 anos. “A atitude de Bolsonaro lembra o Jânio Quadros”, disse Chagas à Agência Pública, se referindo ao ex-presidente que, em 1961, renunciou na expectativa de gerar comoção para voltar ao poder pelos braços do povo. A renúncia abriu caminho para o golpe, dois anos depois. “A história não se repetirá porque os sinais estão trocados”, acrescenta. 

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