PF pede bloqueio de bens de Temer e a prisão do Coronel Lima

Presidente foi indiciado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no inquérito dos portos. Além de Temer, a PF indiciou outras dez pessoas

por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu (Reuters), em El País

Na conclusão das investigações do inquérito dos portos entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal pediu o indiciamento e o sequestro e bloqueio de bens do presidente Michel Temer, a filha dele Maristela Temer, do ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures e de outros oito investigados, conforme despacho do relator do caso na corte, Luís Roberto Barroso, a que a Reuters teve acesso. (mais…)

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Economia feminista, uma forma de organização que tem mudado vidas no Vale do Ribeira

Conheça projeto desenvolvido na Barra do Turvo, interior de SP, que fortalece a organização de mulheres nas comunidades

Mayara Paixão, Brasil de Fato

Há quase três anos, um projeto de agroecologia na região da Barra do Turvo, município do Vale do Ribeira, no interior de São Paulo, tem transformado a vida de cerca de 70 mulheres agricultoras. (mais…)

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Está aberta para Consulta Pública a revogação do Estatuto do Desarmamento

Propostas de revogação do Estatuto do Desarmamento ganham corpo no Congresso em meio ao crescimento da criminalidade no país. Especialistas em segurança pública questionam argumentos trazidos por parlamentares e temem escalada da violência caso projetos sejam aprovados

André Antunes – EPSJV/Fiocruz

Os dados são ao mesmo tempo estarrecedores e banais: 61.619 pessoas foram assassinadas no Brasil em 2016, segundo informações do 11º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgados em outubro do ano passado. Nunca se matou tanto no país: são 168 homicídios por dia, sete por hora. Em nenhum país do mundo se mata mais do que no Brasil, em números absolutos: um em cada dez assassinatos cometidos no mundo acontecem em território brasileiro. Esse é o lado estarrecedor. O banal? Nada disso é novidade. O país convive há décadas com índices de violência altíssimos, maiores do que os de países em guerra civil. Ainda assim, o Estado brasileiro fez pouco para enfrentar esse quadro. É praticamente consenso entre especialistas em segurança pública que a falta de prioridade da agenda de redução dos homicídios é um problema crônico no Brasil. E eles alertam: no vácuo de políticas públicas de longo prazo ganham força propostas que, amparadas pelo pânico social criado pela escalada dos índices de violência, procuram desmontar as poucas iniciativas efetivas implementadas nos últimos anos. (mais…)

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Os lados da polarização que vivemos no Brasil. Por Janio de Freitas

Formadores do poder econômico têm o que comemorar com mais especulações

Na Folha

Esta é a verdadeira polarização: “mercado vive euforia com pesquisas eleitorais”, “Bolsa sobe e dólar cai com pesquisa”. Sobe o candidato que chega à eleição presidencial sem pronunciar, nem sequer uma vez, qualquer coisa parecida com “justiça social” ou “redução das desigualdades”.  (mais…)

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Emenda 95, o enfraquecimento do pacto social

Por trás da aprovação da lei de teto dos gastos, um programa de privatização, concentração de renda e exclusão social

Fabiana Reinholz, Brasil de Fato

Em 1988 surge a Constituição Federal. Um grande pacto social é assinado em nome do bem-estar e proteção social. São reconhecidos como direitos sociais, entre outros, a educação, a saúde, a segurança, a previdência social, a assistência. Sendo o Estado o detentor e responsável pela sua aplicação. A emenda 95, conhecida como a PEC da Morte (PEC 241/2016, quando em tramitação na Câmara dos Deputados e PEC 55/2016, no Senado Federal), rompe esse pacto. Essa austeridade econômica defendida pelo governo, interrompe o que vinha sendo implantado. Enfraquece e limita os investimentos em políticas sociais, fragilizando toda a rede de proteção social. (mais…)

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Estudo mostra riscos do Projeto de Lei (PL) 3.751/2015 sobre prazo para criação de unidades de conservação

Unidades de Conservação – Um grupo de biólogos, ambientalistas e procuradores do Ministério Público Federal (MPF) vem manifestando preocupação com o Projeto de Lei (PL) 3.751/2015, em tramitação na Câmara dos Deputados.

Por Leo Rodrigues, da Agência Brasil

A proposta pretende estabelecer o limite de cinco anos para que as unidades de conservação ambiental no país concluam todo o processo de desapropriação e indenização de propriedades. Do contrário, perderia efeito o decreto de criação da unidade. (mais…)

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A possível reinvenção da Política

Manifestações gigantescas foram muito além do #elenão e sugerem que há, nas ruas, enorme potência repolitizadora – não captada pelos partidos. Como articulá-la?

por Antonio Martins, em Outras Palavras

A multidão que se uniu contra o fascismo, no sábado, foi imensa e ubíqua. Centenas de milhares em São Paulo, Rio, Salvador, Recife, Belo Horizonte, Manaus e tantas outras capitais. Passeatas como há muito não se via em cidades médias de quase todos os Estados. Presença de grupos importantes mesmo nas ruas de muitas localidades menores. Sons e cores do Brasil em capitais do mundo, sugerindo que, depois de dois anos de infâmia, o país pode voltar a ter presença internacional importante. A multidão autoconvocou-se rapidamente pela internet, para lembrar que a rede, mesmo em tempos de vigilância, precisa ser disputada e pode ser ferramenta indispensável de convocação. Em duas semanas, um chamamento lançado por poucas mulheres – porém, capaz de dialogar com o desejo político de muit@s, articulou o que foi, de longe, a manifestação mais numerosa e mais importante e da campanha eleitoral. (mais…)

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Amorim: militares que querem tutelar e submeter o país vão perder peso

Por Eleonora de Lucena e Rodolfo de Lucena, no Tutameia

“Eles queriam pegar o Lula. Alguns grupos econômicos internos e externos queriam tirar o Lula e o projeto progressista no Brasil. Mas, para fazer isso, eles acabaram debilitando todas as instituições políticas. E aí os militares ressurgem. O que eles não perceberam é que, para desacreditar o Lula, eles acabaram tendo que desacreditar a política como um todo, e o filho disso é o Bolsonaro. Agora que está chegando ao final eles estão assustados”.

As palavras são de Celso Amorim em entrevista ao TUTAMÉIA (acompanhe no vídeo abaixo). Na conversa, ele analisa o papel das Forças Armadas no país, condena a possibilidade de venda da Embraer e da Eletronuclear e defende a anulação ou revisão de negócios prejudiciais à soberania do país. (mais…)

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