Em nota histórica, Dilma Rousseff contesta decisão do STF sobre golpe de 2016

Ex-presidenta denuncia que STF lhe negou direito de defesa, reafirma que jamais foi comprovado o crime de responsabilidade do qual foi acusada e, portanto, seu impeachment foi fraudulento

Na RBA

A ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) postou em seu blog, na manhã deste sábado (14) sua resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal, que na quarta (11) manteve a validade do processo de impeachment que a destituiu do poder em 2016. Dilma havia entrado com novo pedido de julgamento dos processos judiciais apontando razões para que o Supremo considerasse todo o processo fraudulento.

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O 31 de março de Jair Bolsonaro. Por Mauro Luis Iasi

O que Bolsonaro precisa é de uma guerra, ou ao menos algo que pareça uma guerra. Os venezuelanos já sabem, Trump já sabe… Os brasileiros ainda não, mas saberão em breve.

No Blog da Boitempo

“Ele se portava como um gênio não reconhecido,
que todo mundo tinha na conta de um simplório.”
Karl MarxO 18 de brumário de Luís Bonaparte

A verdadeira meta do presidente miliciano é um golpe clássico que lhe permita a centralização política necessária, sob a espada militar, sem os incômodos parceiros no Congresso e no STF. Ele expressou várias vezes tal intenção, em entrevistas, declarações, posturas. Portanto, o espanto todo agora manifesto pelos senhores parlamentares e juízes diante da convocação pelo Presidente de um ato pelo fechamento do Congresso e do STF, não passa de pura encenação, pura pantomina de indignação.

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Como a Lava Jato escondeu do governo federal visita do FBI e procuradores americanos e colaborou com eles

Deltan Dallagnol e Vladimir Aras não entregaram nomes de pelo menos 17 americanos que estiveram em Curitiba em 2015 sem conhecimento do Ministério da Justiça

Por Natalia Viana, Andrew Fishman, Maryam Saleh, Agência Pública/The Intercept Brasil

No dia 5 de outubro de 2015, Deltan Dallagnol, procurador-chefe da força-tarefa da Lava Jato, mal dormiu; chegou de uma viagem e foi direto para a sede do Ministério Público Federal (MPF) no centro de Curitiba, onde trabalhou até depois da meia-noite. No dia seguinte, acordou às 7 da manhã e correu de volta para o escritório. Ele já havia avisado a diversos interlocutores que aquela seria uma semana cheia e não poderia atender a nenhuma demanda extra.

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Cavalão, cavalariços e alguns corajosos. Por Janio de Freitas

Convocação com fotos de generais da cúpula está vista como um sintoma do golpismo

Na Folha

Se é Cavalão, escoiceia. É da sua natureza, identificada e batizada pelos colegas. Mas as duas afirmações mais recentes da peculiaridade natural causaram danos severos.

Ao próprio Jair Bolsonaro, com seus ataques à repórter Patrícia Campos Mello e depreciação anatômica de todas as mulheres; e danos vários com seu chamado a uma manifestação contra o Congresso e o Supremo.

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O assobio do Bolsonaro à matilha. Por Jeferson Miola

Em seu blog

Com o assobio à matilha fascista representado na convocação de manifestações hostis ao Congresso e ao STF, Bolsonaro confirma seu desapreço pela débil institucionalidade ainda vigente no regime de exceção e sulca o caminho para o avanço ditatorial.

O assobio do Bolsonaro à matilha tem similitude histórica com o processo de esgarçamento institucional, político e social por meio do qual Hitler se alçou ao poder e implantou o regime nazista na Alemanha dos anos 1930.

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Quatro anos de golpe: um primeiro balanço

Em 13 pontos, o retrato de um Brasil submisso: economia em frangalhos, R$ 19 bi a menos em Saúde, privatizações e desemprego massivo. Bolsonaro é continuação desse projeto — e superá-lo exigirá mais que surpresa a cada novo ataque…

Por José Álvaro de Lima Cardoso*, em Outras Palavras

“O Brasil não é um terreno aberto onde nós iremos construir coisas para o povo. Nós temos que desconstruir muita coisa” (Jair Bolsonaro, em 18/03/2019, na sede da Agência Central de Inteligência norte-americana – CIA, em Washington)

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“Não me deixem só!”: Fora de controle, Bolsonaro imita Collor e pode ter o mesmo fim. Por Ricardo Kotscho

No Balaio do Kotscho

Ao perceber que estava perdendo o apoio do mercado e da mídia, e sem sustentação política no Congresso Nacional, Fernando Collor jogou a última cartada para evitar o impeachment: convocou a população a ir às ruas num domingo, vestida de verde e amarelo, para defender o seu governo, em 1992.

“Não me deixem só!, implorou ele numa reunião com taxistas no Planalto. No domingo, a população foi às ruas, mas vestida de preto, para protestar contra os desmandos do primeiro presidente eleito após o golpe cívico-militar de 1964.

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O mau cheiro do golpismo. Por Janio de Freitas

O chamado ao povo contra o Congresso e o Supremo tem o odor palaciano

Na Folha

Ao instalar o estado típico de pré-golpe, Jair Bolsonaro viu sair de cena o caso do miliciano Adriano da Nóbrega. Uma vitória. Parcial, mas vitória. A possível investigação e a apreensão dos 13 celulares do fugitivo levaram Bolsonaro a mostrar-se, mais do que apreensivo, temeroso mesmo. O miliciano, é claro, não foi por ele defendido e homenageado na Câmara senão por conveniências especiais para fazê-lo.

Pelo visto, também a polícia e o Ministério Público sentiram-se aliviados com o sumiço do caso.

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O ‘golpe’ do capitão e duas esquerdas possíveis. Por Antonio Martins

Em meio a crises globais, que expõem o fracasso de suas políticas, Bolsonaro tenta desviar o foco e encena uma falsa disputa com o Congresso. A oposição está mordendo a isca – mas ainda há tempo de corrigir o erro

No Outras Palavras

Nenhum vento ajuda quem não sabe a que porto quer chegar, escreveu Sêneca, dramaturgo e filósofo estoico, há dois mil anos. A semana do Carnaval, que vai chegando ao fim, foi marcada por dois fatos de enorme profundidade e repercussão – e por um factoide banal e recorrente. O coronavírus espalhou-se pelo mundo, com grandes eclosões na Coreia do Sul, Irã e Itália, e um rastro de novos casos em dezenas de países – inclusive o Brasil, onde já há 300 suspeitas de contaminação. Em sua garupa, um tremor está sacudindo os mercados financeiros do planeta.

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Nota pública da ANPR e ANPT: “A democracia e o respeito às instituições são valores irrenunciáveis”

“A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) vêm a público se manifestar da seguinte forma:

A Constituição Federal de 1988 proporcionou conquistas fundamentais ao povo brasileiro, como o retorno ao regime democrático e o fortalecimento das instituições, em processo que trouxe enormes avanços ao país, com a concretização de direitos e garantias fundamentais, maior transparência e probidade da Administração, e respeito às leis.

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