Quando veremos a autocrítica da velha mídia?

Criaram falsas simetrias em nome de um “paraíso ultraliberal”. Mentiram. Normalizaram o absurdo e ajudaram a catapultar um deputado medíocre à Presidência. Ameaçados pelo autoritarismo, barões da mídia fingem-se de paladinos da liberdade…

Por Almir Felitte, em Outras Palavras 

Autocrítica é uma palavra que foi bastante repetida desde outubro de 2018. Geralmente usada para críticas ao petismo, a palavra acabou virando mantra na boca de quem assiste de camarote ao estrago que a direita liberal faz ao país e consegue ter o cinismo de escrever textos e mais textos sobre como a esquerda seria a grande culpada por isso. E é assim, com a culpa sempre sendo dos outros, que a classe jornalística brasileira que trabalha nas grandes mídias vai colocando o país cada dia mais perto do abismo autoritário bolsonarista.

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O retorno à mais bruta selvageria e a falta de decoro para o exercício da presidência. Entrevista especial com Lenio Streck e Roberto Romano

Por: João Vitor Santos e Patricia Fachin, em IHU On-Line

As recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre as vítimas da ditadura militar fazem com que ele ingresse “no perigoso terreno da falta de decoro para o exercício da presidência”, diz o jurista Lenio Streck à IHU On-Line, por e-mail. “O governo Bolsonaro emitiu declaração oficial dizendo que foi o Estado, por seu órgão repressivo, que fez desaparecer o pai de Felipe Santa Cruz. Em seguida, o presidente da República diz uma inverdade, ao insinuar ou explicitar uma outra versão. Problema grave: se  Bolsonaro sabe e sabia que o pai de Felipe não foi morto do modo como o governo atestou, ele pode ter ferido o decoro do cargo e incidir no artigo 9º, da lei que trata do impeachment: é ‘crime de responsabilidade contra a probidade na administração proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo’”, explica.

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#VazaJato 14: “Quem aposta que Toffoli cai até o fim da LJ?”

“Procurador incentivou colegas a investigar o ministro clandestinamente quando ele passou a ser visto como um adversário disposto a frear o avanço da operação”

Nos diálogos apresentados hoje pelo The Intercept Brasil, vemos a ação de procuradores da República buscando interferir até mesmo na composição dno Supremo Tribunal Federal, nada menos.

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Impeachment?

Ele pode surgir como brecha real, diante de um governo de horrores, que multiplica atritos com seus próprios aliados. O grave é vê-lo como atalho para o vasto esforço de politização que continua a não ser feito pela esquerda

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Um sonho ronda as noites da esquerda brasileira, produzindo esperanças e sobressaltos: o do possível afastamento de Jair Bolsonaro, por impeachment (após múltiplos crimes de responsabilidade) ou anulação do pleito de 2018 (por financiamento empresarial proscrito pelo STF). Em alguns sites, as polêmicas se multiplicam. O que há algum tempo era incogitável, subitamente tornou-se objeto de debates intensos. Três fatores produziram esta mudança.

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Não houve eleição e não há presidente. Por Vladimir Safatle

O que vimos foi simplesmente um processo sem condição alguma de preencher critérios básicos de legitimidade. Ou seja, uma farsa

El País

Desde que a opinião pública brasileira descobriu a natureza das mensagens trocadas entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol ficou claro que não houve nada parecido a eleições minimamente legítimas no ano de 2018. O que vimos foi simplesmente um processo sem condição alguma de preencher critérios básicos de legitimidade. Ou seja, uma farsa, mesmo para os padrões elásticos da democracia liberal.

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Destruição da Petrobras mostra que Lava Jato é “cavalo de Troia”, diz Flávio Dino

Em entrevista à Pública, o ex-juiz e atual governador do Maranhão (PCdoB) critica abusos e ilegalidades por parte de Moro e procuradores

Por Vasconcelo Quadros, Agência Pública

Ex-juiz criminal, jurista e ex-deputado federal, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), 51 anos, fala com conhecimento jurídico sobre a Lava Jato. Embora defenda a operação, afirma que houve parcialidade nas investigações contra o ex-presidente Lula e outros réus, o que, segundo ele, foi demonstrado “imensamente” nos diálogos revelados pelo Intercept entre procuradores e o ex-juiz Sergio Moro. “Na hora em que o juiz orienta a acusação, sugere medidas à acusação, monta estratégia junto com a acusação, indica provas, faz o debate, orienta a acusação de como fazer o debate na imprensa, ao mesmo tempo ele chama a defesa, no curso do processo, de ‘showzinho’, significa que ele não estava disposto a fazer aquilo que tecnicamente é chamado de bilateralidade da audiência. O juiz deve ouvir as partes de verdade, não de modo fake, não teatrinho. Não havia isso. E isso contamina de morte o processo inteiro”.

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ABJD protocola reclamação junto ao CNPM: “corregedor se acovarda diante da gravidade das mensagens envolvendo membros do Ministério Público”

A ABJD – Associação Brasileira de Juristas pela Democracia protocolou nesta segunda-feira (29/07) uma reclamação disciplinar no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) para que o órgão cumpra sua responsabilidade institucional, pare de arquivar sumariamente as solicitações e instaure procedimento administrativo para apurar as condutas dos procuradores Deltan Dallagnol e demais integrantes do Ministério Público Federal envolvidos na #Vazajato.

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Por que Moro ainda não caiu

Bastariam os delitos que ele mesmo relatou para tirá-lo do governo – talvez, rumo à prisão. Sua persistência, e as ações explícitas dos EUA para protegê-lo, confirmam: ele é um nó central da guerra híbrida na qual o Brasil foi mergulhado

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Do alto de décadas de experiência, o jornalista Jânio de Freitas chamou-a de operação virada de mesa. Seu fulcro ocorreu na quinta-feira (25/7). O ministro Sérgio Morto tentou, num movimento de ousadia extrema, destruir os sinais cada vez mais abundantes de que, quando juiz, agiu com parcialidade flagrante, visando interferir na disputa pela Presidência e favorecer uma coalizão de forças que o levaria ao governo.

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#VazaJato 13: “O risco tá bem pago rs”

“O procurador Deltan Dallagnol foi o destaque de um evento secreto com representantes dos bancos e investidores mais influentes do Brasil e do exterior. O encontro foi organizado pela XP Investimentos em junho de 2018. A representante da XP que contactou o coordenador da força-tarefa da Lava Jato prometeu que o bate-papo seria “privado, com compromisso de confidencialidade”, e destacou que já havia feito um evento parecido com o ministro do Supremo Luiz Fux: “não saiu nenhuma nota na imprensa”, garantiu.

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E se o grande hacker for Moro?

A quem interessaria diluir suas próprias transgressões, fazendo aparecer vazamentos de “mil políticos”? E quem tem acesso aos órgãos norte-americanos de vigilância capazes violar as comunicações de qualquer pessoa no planeta?

Por Antonio Martins, no Outras Palavras

Rememore os fatos, como num filme. O ministro da Justiça está nas cordas, acuado pelo vazamento de diálogos que revelam como, quando juiz, abandonou a imparcialidade, feriu a lei e imiscuiu-se em assuntos políticos para favorecer um candidato que, no ato seguinte, o levaria ao governo. Em certa altura, sua linha de defesa, que jamais nega a possibilidade de os diálogos serem reais, torna-se ineficaz. Ele viaja aos Estados Unidos, pela segunda vez em apenas três semanas, tomando agora o cuidado de licenciar-se do posto – o que desobriga tanto a si próprio quanto (em especial) as autoridades norte-americanas de reportarem com quem se encontrou, e em que circunstâncias.

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