EUA, o herói vilão. Por Luiz Marques

Ao trocar a hegemonia moral pela força bruta, os EUA não revelam poder, mas desespero: seu ato de pilhagem é a confissão cínica de que já não conseguem liderar, só podem saquear

Em A Terra é Redonda

1.

Ao desrespeitar os organismos multilaterais e as leis que regulam as relações entre as nações, os Estados Unidos já não disfarçam que o imperialismo sempre teve por base a força das armas, uma tradição que remonta a uma lição maquiaveliana – o “Príncipe” deve preferir ser temido e não amado. A cooperação com a ONU, Unesco, Clube de Paris e assim por diante serviu de fachada enquanto perdurou a Guerra Fria. Havia que defender a “sociedade aberta” em contraposição à “cortina de ferro”. (mais…)

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MST e movimentos populares convocam atos contra sequestro de Maduro e invasão dos EUA à Venezuela; veja locais

Onda de protestos ocorre em vários países desde sábado (3)

No Brasil de Fato

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outros movimentos populares brasileiros se somam à onda de protestos em todo o mundo contra a invasão estadunidense na Venezuela. Atos estão marcados em várias capitais do país para esta segunda-feira (5). (mais…)

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EUA: Nova Estratégia de Segurança Nacional é a maior ruptura ao Direito Internacional desde 1945. Entrevista especial com Armando Alvares Garcia Junior

Para o Brasil e a América Latina os maiores riscos são, no entanto, internos, do uso político e da normalização da barbárie que as instituições e as mídias impõem frente a governos com medidas impopulares ante os poderosos

No IHU

Mesmo com a Guerra Fria, na segunda metade do século XX, o mundo não vivia uma ameaça tão grande à estabilidade global desde a Segunda Guerra. O sequestro de Nicolás Maduro a mando de Donald Trump estabelece uma nova fronteira. “O ataque [à Venezuela] marca uma ruptura explícita com os limites jurídicos que estruturam a ordem interamericana desde 1945, porque nenhum dos requisitos da Carta da ONU para o uso da força – legítima defesa diante de ataque armado ou autorização do Conselho de Segurança – foi cumprido”, explica o professor e pesquisador Armando Alvares Garcia Junior, em entrevista por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. (mais…)

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Venezuela: a fabricação de uma mentira. Por Ted Snider

Alegação de que Caracas trafica fentanil oscila entre o trágico e o patético. As agências de inteligência dos EUA a desmentem. Aliados ocidentais de Washington tomam distância. Mas Trump insiste, pois seus propósitos imperiais o exigem

No Outras Palavras*

Segundo relatos, Donald Trump manteve uma conversa telefônica surpresa com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na semana passada. Dias depois, o Departamento de Estado dos EUA designou formalmente o Cartel de los Soles da Venezuela como uma organização terrorista estrangeira e, além disso, declarou que Maduro é o líder dessa organização terrorista estrangeira. (mais…)

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EUA são a nova Alemanha Nazista declarando a 3ª guerra mundial. Por Ualid Rabah

Os crimes estadunidenses na América Latina e no Caribe sempre buscaram roubar território – do México e da Colômbia – e suas riquezas.

No GGN

O ataque dos EUA à Venezuela, nesta madrugada, e o sequestro de seu presidente Nicolás Maduro, não diferem da longa lista de crimes estadunidenses na Península Coreana (1950/53) e no Vietnã (1955/75), ambas guerras de agressão com até 3 milhões de assassinados cada, a maioria civis; das invasões a países americanos – Granada (1983), Panamá (1989), Haiti (1915, 1994 e 2004), República Dominicana (1965) – ou dos assassinatos aos seus presidentes, dentre eles o panamenhos soberanistas José Antonio Remón Cantera (1955) e Omar Torrijos (1981), o chileno Salvador Allende (1973), para citar poucos na América Latina. (mais…)

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Gesto é poder. Por Edward Magro

Em sua página

A respeito da reunião bilateral, atrevo-me, talvez com certa imprudência, a interpretar o encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, hoje em Kuala Lumpur, não pela política, cujo conteúdo permanecerá envolto em reserva diplomática, mas pela semiótica, mais precisamente pela imagética — esse território em que os corpos revelam o que as palavras preferem omitir. No vídeo da conferência pré-reunião reservada, o essencial não está no que se diz, mas no que se move e, sobretudo, em como se move. O que se viu ali não foi propriamente uma conversa entre chefes de Estado, mas o contraste claro entre quem domina a arte de governar e quem ainda joga peladas na várzea da política internacional. (mais…)

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