Em programa de proteção, três agricultores do Assentamento Areia falaram à Pública sobre a rotina de ameaças, mortes e trabalho escravo na comunidade dominada por madeireiros e fazendeiros
Por Ciro Barros, na Agência Pública

O Projeto de Assentamento Areia (PA Areia), no município de Trairão (PA), é a porta de entrada para uma imensidão de floresta disputada palmo a palmo por grupos de madeireiros que há décadas dominam a área. Cercado de Unidades de Conservação que formam uma das maiores áreas contínuas de floresta tropical do planeta, o PA Areia é uma rota privilegiada para acessar as madeiras de lei que ainda abundam ali. Por isto, o projeto de assentamento apresenta intensa reconcentração dos lotes de reforma agrária, coleciona inúmeros episódios de violência, trabalho escravo e crimes ambientais já denunciados na Justiça Estadual e Federal do Pará. O acesso ao PA é controlado por madeireiros, que chegam a cobrar entrada para o local, uma área pública pertencente à União.
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