Entidades pedem ação e Força Nacional para conter ataques de ruralistas a indígenas no MS

Por meio da Defensoria Pública da União em Campo Grande, inúmeras organizações de direitos humanos dirigem ofício ao governador do estado, o tucano Reinaldo Azambuja

Por Redação RBA

São Paulo – Por meio da Defensoria Pública da União em Campo Grande, diversas entidades, entre as quais a Associação dos Juristas para a Democracia, a Comissão Pastoral da Terra (CPT/MS), a Comissão Regional de Justiça e Paz de Mato Grosso do Sul (MS), a CUT-MS, o coletivo Terra Vermelha, o Conselho Indigenista Missionário, encaminharam ao governador do Mato Grosso do Sul (PSDB), Reinaldo Azambuja, e ao secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), Eduardo Corrêa Riedel, um ofício pedindo providências para que sejam contidos atos violentos na cidade de Dourados contra indígenas.

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Protejam Erasmo: ele pode ser assassinado a qualquer momento. Por Eliane Brum

Por que a violência na Amazônia aumentou em 2019 e por que a sociedade precisa se organizar para barrar as mortes

No El País

Quando vi Erasmo Alves Teófilo pela primeira vez, o que me chamou a atenção foi aquele homem se movimentando muito rápido numa velha cadeira de plástico branca. Vítima de paralisia infantil, porque não havia vacina onde ele vivia, Erasmo não pode caminhar. Mas lidera. Este homem que só conta com uma cadeira de plástico branca luta pela vida de cerca de 300 famílias de agricultores familiares e pescadores na Volta Grande do Xingu, em Anapu, na Amazônia paraense, uma das regiões mais sangrentas da Amazônia. Este homem sem movimento nas pernas movimenta-se mais do que a maioria dos brasileiros para manter a floresta em pé. Hoje, ele também conta com pouco mais do que sua cadeira de plástico para escapar da morte.

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Ataque a indígenas em Caarapó, há três anos, foi articulado por Whatsapp

Conversas no aplicativo mostram como fazendeiros planejaram a violência, em junho de 2016; engenharia do ataque contra retomada envolve funcionários do Sindicato Rural, da cooperativa Coamo e funcionários das fazendas da região

Por Igor Carvalho, no De Olho nos Ruralistas

Dia 14 de junho de 2016, por volta de 8 horas: aproximadamente 70 pessoas, distribuídas em 40 camionetes, chegam até a sede da Coamo em Caarapó, no Mato Grosso do Sul. Nas dependências da maior cooperativa agroindustrial da América Latina, um dos principais atores do agronegócio brasileiro, homens circulam e conversam em rodinhas. A movimentação anormal chama a atenção dos trabalhadores que circulam pelo local.

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A vida dos Akroá-Gamella dois anos após terem as mãos decepadas

Por Sabrina Felipe, no Intercept Brasil*

O INVERNO AMAZÔNICO é quente. Em Viana, noroeste do Maranhão, fazia 26 graus às cinco da tarde, mas parecia mais por causa do mormaço das chuvas constantes. A umidade do ar e o suor colavam a roupa no corpo, aumentando a sensação de calor. Contrariando a quentura, Aldeli vestia um roupão grosso e felpudo. Mas não era frio que ele sentia. Era dor.

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Sitiados pelo progresso

Acusadas de “anti-desenvolvimsnto”, comunidades no Maranhão resistem a um porto chinês enquanto seus direitos são atropelados

Por Aldem Bourscheit, da InfoAmazonia, em Dialogo Chino

A terra treme na comunidade do Cajueiro. O maquinário pesado avança sobre onde havia pessoas e floresta amazônica. O vermelho do chão escorre com as chuvas, soterra manguezais e a esperança de quem não vê mais futuro onde a vida seguia com ritmos e sons tão diferentes. Em São Luís, capital do estado do Maranhão, a obra de um porto para transporte de grãos, combustíveis e minérios une Brasil e China a casos de violência contra populações rurais, dribles na legislação e suspeita de grilagem de terras.

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Chacina de Pau D’arco faz dois anos

Em maio de 2017, 29 policiais, 21 militares e 8 civis entraram na Fazenda Santa Lúcia, Pau D’Arco, Pará onde executaram 10 pessoas, segundo relatos dos sobreviventes

Por Cassiano Ricardo Martines Bovo, no Justificando

Essa cova em que estás,com palmos medida, é a cota menor que tiraste em vida. / É de bom tamanho,nem largo nem fundo, é a parte que te cabe deste latifúndio. / Não é cova grande, é cova medida, é a terra que querias ver dividida. (Morte e Vida Severina[1])

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“O governo não diz que vai combater o crime organizado? Vá lá no assentamento e combata”, diz agricultor jurado de morte no Pará

Em programa de proteção, três agricultores do Assentamento Areia falaram à Pública sobre a rotina de ameaças, mortes e trabalho escravo na comunidade dominada por madeireiros e fazendeiros

Por Ciro Barros, na Agência Pública

O Projeto de Assentamento Areia (PA Areia), no município de Trairão (PA), é a porta de entrada para uma imensidão de floresta disputada palmo a palmo por grupos de madeireiros que há décadas dominam a área. Cercado de Unidades de Conservação que formam uma das maiores áreas contínuas de floresta tropical do planeta, o PA Areia é uma rota privilegiada para acessar as madeiras de lei que ainda abundam ali. Por isto, o projeto de assentamento apresenta intensa reconcentração dos lotes de reforma agrária, coleciona inúmeros episódios de violência, trabalho escravo e crimes ambientais já denunciados na Justiça Estadual e Federal do Pará. O acesso ao PA é controlado por madeireiros, que chegam a cobrar entrada para o local, uma área pública pertencente à União.

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