Rio 2016: o esporte foi transformado em um grande negócio nacional e global. Entrevista especial com Christopher Gaffney

Patricia Fachin – IHU On-Line

“Só daqui a cinco ou dez anos vamos ter uma conta real dos custos desse evento, e acho que vamos ver que ele custou muito mais do que imaginamos”, afirma Christopher Gaffney, ao comentar os custos envolvidos na realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O geógrafo tem estudado as maneiras como a política econômica do esporte tem influenciado e alterado as relações sociais em grandes centros urbanos que se tornam cidades sedes dos eventos. (mais…)

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Olimpíadas Rio 2016: várias questões não foram respondidas. Entrevista especial com Orlando Alves dos Santos Junior

“É preciso desconstruir a própria ideia de legado; as cidades precisam de justiça social, de democracia, de integração social, e não de exclusão social”, afirma o sociólogo

Patricia Fachin – IHU On-Line

A crítica de que os Jogos Olímpicos se transformaram em “um grande negócio” tem sido recorrente entre muitos especialistas que analisam os impactos financeiros e sociais que esse tipo de evento tem causado às cidades-sedes. Mas o que é mais “grave”, diz Orlando Alves dos Santos Junior à IHU On-Line, é perceber que há “uma opção por parte do governo municipal em subordinar o desenvolvimento urbano à lógica da acumulação urbana. Ou seja, é possível perceber uma subordinação do financiamento para o desenvolvimento urbano a essa lógica de valorização imobiliária”.  (mais…)

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Front Line Defenders pede fim das ameaças contra defensores de direitos humanos no Rio

Ava Rose Hoffman – RioOnWatch

No dia 28 de julho, Front Line Defenders (Defensores na Linha de Frente) organizou uma coletiva de imprensa com cinco defensores de direitos humanos cariocas. A coletiva foi parte de uma campanha para trazer mais visibilidade ao aumento de intimidações, ameaças e formas de violência sofridas por vários defensores no período pré-Olimpíadas.

O objetivo da Front Line Defenders–uma organização de origem irlandesa, mas com alcance mundial–é de dar proteção aos defensores de direitos humanos de acordo com as necessidades de segurança explicitadas pelos próprios defensores. Os riscos são particularmente elevados para os defensores de direitos humanos no Brasil: o país está em primeiro lugar na lista mundial de defensores assassinados em 2016; foram 24 nos primeiros quatro meses de 2016. O fato de denunciar violações de direitos humanos coloca essas pessoas e suas famílias gravemente em perigo. Por isso, alguns recursos disponíveis para os defensores de direitos humanos, em risco, incluem oficinas de segurança pessoal, subsídios para segurança física e digital e para cobrir despesas jurídicas e médicas; e apoio de emergência (tais como transferência temporária em caso de perigo iminente). (mais…)

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Protestos Anti-Olimpíadas no Rio na véspera dos “Jogos da Exclusão”

Adam Talbot – RioOnWatch

Ao longo da semana, uma série de eventos protestando as Olimpíadas estão ocorrendo no Rio, culminando em uma grande manifestação antes da cerimônia de abertura, no dia 5, sexta-feira. Sob o lema “Jogos da Exclusão”, vários movimentos sociais e coletivos têm se reunido para organizar uma série de eventos que destacam os problemas com a realização das Olimpíadas na cidade.

Há muitos motivos para os moradores do Rio protestarem contra as Olimpíadas. O projeto urbanístico do Prefeito Eduardo Paes mudou a cidade tornando-a mais desigual, segregada e dividida. Em nome dos jogos mais de 77 mil moradores de favela foram removidos de suas casas e outros moradores, tanto das favelas como da cidade formal, foram forçados a sair de suas residências por causa do processo de gentrificação. Cerca de 2.500 cidadãos foram mortos pela polícia na cidade, desde que o Rio foi selecionado para sediar os jogos em 2009. Todos os planos, considerados grandiosos, de legados ambientais, incluindo a limpeza dos canais da cidade, foram desfeitos. Além de não ajudar o meio ambiente, os jogos ajudaram a danificar ainda mais a natureza, o campo de golfe construído na Reserva Municipal Marapendi sendo um exemplo desse prejuízo ao meio ambiente. (mais…)

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“Olimpíadas para quem?”

No IHU

A maior parte das Olimpíadas, se não todas, até agora, promoveu a especulação de terras e a consequente gentrificação para incorporadoras imobiliárias, proprietários de terras e construtoras, resultando em segregação urbana, exclusão, desalojamento, combinados com processos de remoção violentos”. O comentário é de Jaeho Kang, doutor em Sociologia da Mídia pela Universidade de Cambridge e professor e pesquisador da Escola de Estudos Orientais e Africanos (SOAS) da Universidade de Londres, em entrevista Goethe-Institut Brasil, 28-07-2016. Eis a entrevista. (mais…)

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Protestos Anti-Olimpíadas ganham ritmo no Rio

Com a proximidade dos Jogos, inúmeros protestos contra as Olimpíadas já ocorreram e outros estão sendo organizados no Rio de Janeiro

Alejandra O’Connell – RioOnWatch

Na noite do dia 5 de julho, centenas de pessoas reuniram-se em frente à Alerj para protestarem contra violações de direitos humanos relacionadas aos Jogos Olímpicos. Povo Sem Medo e Rio 2016 – Os Jogos da Exclusão organizaram o evento chamado “Calamidade Olímpica – 30 dias para os Jogos da Exclusão”. De acordo com a descrição do evento no Facebook: “Tem dinheiro para financiar megaevento, enquanto atrasa salários de servidores e corta serviços básicos para a população. [O Estado] está em crise, mas vai receber bilhões do governo Temer só para repressão”. (mais…)

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Falta apenas um mês: segurança olímpica para quem?

Adam Talbot – RioOnWatch

Daqui a um mês, quando os Jogos Olímpicos forem oficialmente inaugurados, a cidade espera receber 10 mil atletas, 30 mil jornalistas e centenas de líderes mundiais, ao mesmo tempo em que uma platéia de cerca de 4 bilhões de pessoas em todo o mundo acompanhará pela televisão. Inevitavelmente, isso vai significar um grande foco em segurança durante o evento. O terrorismo é uma preocupação em particular e, desde o 11 de setembro de 2001, os orçamentos de segurança para Jogos Olímpicos aumentaram para níveis beirando o ridículo, com mais de 1 bilhão de dólares gastos regularmente para garantir a segurança das Olimpíadas.

Historicamente, houve apenas dois incidentes de terrorismo nos Jogos Olímpicos: o sequestro e assassinato de israelenses pelo grupo paramilitar palestino “Setembro Negro”, nos Jogos de Munique, em 1972, e em 1996, quando uma bomba foi plantada no Parque Olímpico Centennial de Atlanta por um grupo terrorista antiaborto, que esperava interromper as Olimpíadas, e acabou matando uma pessoa e ferindo mais de cem. O terrorismo, na história de 120 anos dos Jogos Olímpicos, foi responsável pela morte de 13 pessoas, em comparação com as mais de 2500 pessoas mortas pela polícia do Rio desde 2009, quando foi anunciado que o Rio seria a sede dos Jogos de 2016. (mais…)

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Zona de exclusão das Olimpíadas: a gentrificação da Favela da Babilônia

Leia a matéria original por Jo Griffin em inglês no The Guardian aqui. O RioOnWatch traduz matérias do inglês para que brasileiros possam ter acesso e acompanhar temas ou análises cobertos fora do país que nem sempre são cobertos no Brasil.

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Os moradores do Morro da Babilônia se queixam de estarem sendo empurrados para fora da favela enquanto ela é submetida a uma rápida ‘urbanização’ antes das Olimpíadas. Jo Griffin escuta os bastidores do projeto de gentrificação do Rio.

“Olha para aquela casa”, diz Nivia Bruno Ribeiro de Cajazeira, apontando para uma pequena habitação escondida pela abundante vegetação, perto do topo do Morro da Babilônia na Zona Sul do Rio de Janeiro. “Todas as casas na favela eram construídas assim, de pau-a-pique.” (mais…)

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O desastre na Ciclovia Tim Maia e as formas de contratação de obras públicas

Por Raquel Rolnik, no Portal Yahoo!

Na semana passada, em pleno feriado, o desabamento de um trecho da recém-inaugurada ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro, surpreendeu o país. Pelo menos duas pessoas morreram nessa tragédia e, desde então, poder público, especialistas e imprensa se debruçam em investigações e debates para esclarecer as causas e encontrar os responsáveis. (mais…)

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