- Populações tradicionais da Amazônia usam há séculos o fogo para fins agrícolas. Por meio de técnicas de manejo ancestrais, indígenas e ribeirinhos queimam a floresta para a abertura de roçados mas permitem que a mata se regenere e a biodiversidade seja preservada.
- Ao contrário dessas comunidades, que mantêm o fogo sob controle, os incêndios provocados para a criação de pastagens e de grandes lavouras comerciais têm o poder de alastrar com muito mais força, destruindo grandes trechos de floresta.
- Por causa da crise climática, os ribeirinhos vêm tendo dificuldades em manter essa prática tradicional de manejo do fogo. Com a floresta está seca e inflamável, o risco de os incêndios se espalharem é grande.
- Práticas tradicionais de controle do fogo, como o aceiro, ajudam. Mas um projeto no oeste do Pará promete juntar ribeirinhos e pesquisadores na criação de um sistema de alerta e previsão de incêndios. A esperança é de que a resposta no combate às queimadas seja mais rápida.
Por: Letícia Klein e Thiago Medaglia, em Mongabay
“O fogo está se tornando uma coisa perigosa”, conta Pedro Pantoja, 69 anos, conhecido como seu Pedrinho. “Se tiver outro jeito para o pessoal fazer seu plantio sem queimadas, vai ser muito melhor”, explica o ribeirinho, um dos mais antigos moradores da comunidade de Jamaraquá, na Floresta Nacional do Tapajós, oeste do Pará, onde cada produtor tem o seu pequeno roçado para plantar mandioca e uma data própria para queimar a área. “Em outubro ou novembro, mais perto da época de chuvas, o pessoal se organiza para a queima”.
(mais…)
Ler Mais