“Chuva de cinzas” no pantanal fez MPF preparar remoção de comunidade inteira

Preocupação agora é com saúde dos atingidos pelas cinzas das queimadas

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

Um fenômeno climático que desviou cinzas das queimadas no pantanal diretamente para a Comunidade Barra do São Lourenço, a 150 km de Corumbá (MS), mobilizou nessa quarta-feira  (14) equipes da Marinha, Ibama, Defesa Civil e outras instituições. A pedido do Ministério Público Federal, o objetivo seria remover todos os 100 moradores da comunidade ribeirinha, que, na avaliação do MPF, “corriam sério risco”. O plano foi abortado devido à diminuição de intensidade do fenômeno, além de dificuldades logísticas e de segurança da remoção compulsória.

(mais…)

Ler Mais

A pedido do MPF, Justiça suspende construção da barragem Duas Pontes em Amparo (SP)

Além de problemas administrativos, obras poderiam causar danos ao meio ambiente e fornecer água imprópria para abastecimento público

Ministério Público Federal em São Paulo

A 1ª Vara Federal de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, atendeu à solicitação de tutela provisória de urgência feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e determinou a imediata paralisação das obras da represa Duas Pontes, no município de Amparo. A barragem foi planejada para combater a crise hídrica enfrentada no estado desde 2014, mas não cumpriu o devido procedimento administrativo.

(mais…)

Ler Mais

Como ribeirinhos no Pará enfrentaram uma das maiores mineradoras de alumínio do mundo

  • Em 2009, comunidades no município de Juruti (PA) obtiveram um documento inédito no país: o título coletivo das terras e o direito de cobrar pela sua exploração. Na época, a Alcoa estava finalizando as obras de sua jazida.
  • As comunidades cederam à Alcoa o direito de minerar 18 mil hectares da terra, em troca do pagamento pela participação nos resultados da lavra – o equivalente a 1,5% dos lucros líquidos. Em dez anos, a Alcoa já repassou R$ 60 milhões aos ribieirinhos.
  • A mina, localizada na margem direita do Rio Amazonas, é uma das maiores jazidas de bauxita do mundo, estimada em 700 milhões de toneladas.

Por: Thaís Borges e Sue Branford, em Mongabay

Era 28 de janeiro de 2009 quando 1.500 moradores de comunidades ribeirinhas bloquearam a estrada que ligava a zona urbana de Juruti, no oeste do Pará, às obras da mina que a Aluminum Company of America (Alcoa) abria no município amazônico. No dia anterior, havia começado na capital, Belém, o 5º Fórum Social Mundial, sob o lema “Um outro mundo é possível”. A data escolhida para dar início à ocupação das instalações da multinacional tinha razões estratégicas. “Nós sabíamos que o mundo estaria de olho na Amazônia e que haveria repercussão internacional se algo nos acontecesse”, explica Irmã Nilma, freira franciscana responsável pelo contato com participantes do fórum.

(mais…)

Ler Mais

No Pará, cientistas e ribeirinhos trabalham juntos para reduzir os estragos do fogo

  • Populações tradicionais da Amazônia usam há séculos o fogo para fins agrícolas. Por meio de técnicas de manejo ancestrais, indígenas e ribeirinhos queimam a floresta para a abertura de roçados mas permitem que a mata se regenere e a biodiversidade seja preservada. 
  • Ao contrário dessas comunidades, que mantêm o fogo sob controle, os incêndios provocados para a criação de pastagens e de grandes lavouras comerciais têm o poder de alastrar com muito mais força, destruindo grandes trechos de floresta.
  • Por causa da crise climática, os ribeirinhos vêm tendo dificuldades em manter essa prática tradicional de manejo do fogo. Com a floresta está seca e inflamável, o risco de os incêndios se espalharem é grande. 
  • Práticas tradicionais de controle do fogo, como o aceiro, ajudam. Mas um projeto no oeste do Pará promete juntar ribeirinhos e pesquisadores na criação de um sistema de alerta e previsão de incêndios. A esperança é de que a resposta no combate às queimadas seja mais rápida. 

Por: Letícia Klein e Thiago Medaglia, em Mongabay

“O fogo está se tornando uma coisa perigosa”, conta Pedro Pantoja, 69 anos, conhecido como seu Pedrinho. “Se tiver outro jeito para o pessoal fazer seu plantio sem queimadas, vai ser muito melhor”, explica o ribeirinho, um dos mais antigos moradores da  comunidade de Jamaraquá, na Floresta Nacional do Tapajós, oeste do Pará, onde cada produtor tem o seu pequeno roçado para plantar mandioca e uma data própria para queimar a área. “Em outubro ou novembro, mais perto da época de chuvas, o pessoal se organiza para a queima”.

(mais…)

Ler Mais

Organizações pedem afastamento da cúpula da Segurança Pública do Amazonas por massacre no rio Abacaxis

As organizações relatam ainda outras violações dos direitos humanos e indícios de execução das vítimas

por J. Rosha, em Cimi

Um coletivo com mais de cinquenta organizações da sociedade civil manifestou nesta quarta-feira (9) o imediato afastamento da cúpula da Segurança Pública do Estado do Amazonas em razão das mortes praticadas por policiais militares na região do rio Abacaxis, localizado entre os municípios de Nova Olinda do Norte e Borba, a cerca de 150 quilômetros de Manaus.

(mais…)

Ler Mais

CNBB Regional Norte 1 publica nota em manifestação à ação da PM no Rio Abacaxis

Ao todo, sete pessoas foram mortas em massacre que vitimou um indígena e três ribeirinhos, no início do mês de agosto. Além de pessoas feridas há relatos de desaparecimento

CPT

O massacre ocorreu na área que abrange a região do Rio Abacaxis e a Terra Indígena Coata-Larajal, nos municípios de Nova Olinda do Norte e Borba. Foram confirmadas, após a ação policial, a morte de um indígena Munduruku e três ribeirinhos, além da morte de dois policiais militares. 

(mais…)

Ler Mais

Por falta de peixes e de apoio do governo, ribeirinhos da Amazônia estão passando fome

  • Pesquisadores ingleses e brasileiros detectaram que uma combinação de fatores está fazendo com que centenas de famílias ribeirinhas passem fome em plena Amazônia, apesar de viverem cercados da floresta de maior diversidade biológica do planeta.
  • A pesca, principal fonte de alimento das comunidades amazônicas, já é tradicionalmente mais difícil durante a época das cheias, graças à maior dispersão de peixes pelas áreas submersas. Com as mudanças climáticas, enchentes cada vez mais extremas e prolongadas têm feito com que pescá-los seja cada vez mais difícil.
  • Para enfrentar períodos de escassez, muitas famílias contavam com o apoio do governo federal, por meio de programas sociais de transferência de renda e de manutenção da segurança alimentar. Essas políticas de auxílio, porém, têm sofrido grandes cortes desde o governo de Michel Temer – e ainda maiores no de Jair Bolsonaro.

Por: Shanna Hanbury, em Mongabay

(mais…)

Ler Mais