Amazônia enfrenta escalada inédita de temperaturas extremas em áreas ainda preservadas

Estudo mostra que mudanças climáticas colocam em risco mesmo áreas de floresta sem desmatamento

Por Giovana Girardi | Edição: Bruno Fonseca | Infografista: Miguel Tomé Vilela, Ambiental Media, Agência Pública

Em setembro do ano passado, o biólogo Cássio Alencar Nunes foi surpreendido ao sair para uma pesquisa de campo no Parque Nacional do Jaú, no estado do Amazonas. Seu objetivo era gravar os cantos de aves para estimar o tamanho da população de algumas espécies. Logo cedo, então, ele e colegas já estavam de gravador em punho no meio do parque. Mas às 7h, em vez de ouvir a algazarra tradicional da floresta ao amanhecer, o que eles escutaram foi o silêncio. Nada de pássaros, nem insetos, nem nada. (mais…)

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Após recomendação do MPF, estado do Amazonas revoga normas que facilitavam o uso de mercúrio na mineração

Revogação de normas estaduais reforça o combate à contaminação por mercúrio na atividade garimpeira no estado

Procuradoria da República no Amazonas

O Conselho Estadual do Meio Ambiente no Amazonas (Cemaam) revogou integralmente duas normas estaduais que autorizavam o uso de mercúrio na atividade de exploração de ouro no Amazonas. A decisão foi tomada em resposta à recomendação expedida pelo Ministério Público Federal (MPF). (mais…)

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Desastre da Vale: Instituições de Justiça recorrem contra interferência judicial na gestão do acordo de Brumadinho

Entre as decisões questionadas estão a violação da autonomia da gestão de recursos e a elevação dos valores das assessorias técnicas

Ministério Público Federal em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) e a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPEMG) recorreram de decisões que interferem na gestão do Acordo Judicial de Reparação Integral (AJRI), decorrente do rompimento da barragem em Brumadinho. De acordo com o recurso, as decisões representam uma redefinição judicial indevida na gestão de recursos e na autonomia atribuída às Instituições de Justiça em relação aos projetos de demandas das comunidades atingidas. (mais…)

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MPF recomenda suspensão de licenças de mineração de lítio em MG por violação do direito à consulta de povos tradicionais

Além de ouvidas, comunidades afetadas devem ser mapeadas e constar em uma plataforma de dados georreferenciados

Ministério Público Federal em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a suspensão, a revisão ou anulação de licenças ambientais concedidas para projetos de mineração de lítio nos municípios de Araçuaí (MG) e adjacentes. O documento foi enviado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), ao Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) e a outros órgãos vinculados às referidas secretarias. (mais…)

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Caatinga é um dos biomas mais eficientes na captura de carbono, mas sofre com avanço da energia renovável

Vegetação exclusivamente brasileira vem sendo atingida por empreendimentos de energia eólica e solar

Por Afonso Bezerra, no Brasil de Fato / MST

A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, é um dos mais eficazes no chamado sequestro dos gases do efeito estufa. Em compensação, o bioma tem sido um dos mais atacados por empreendimentos de energia renovável, considerada uma fonte limpa. A contradição verde demonstra que estes modelos alternativos, organizados em torno de grandes empreendimentos, têm contribuído para destruir um dos biomas mais importantes para o país. (mais…)

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Conselho da Bacia do Rio Doce toma posse para acompanhar ações de reparação

Colegiado vai deliberar sobre R$ 5 bilhões destinados a projetos sociais

Por Mariah Friedrich, Século Diário

O Conselho de Participação Social da Bacia do Rio Doce (CFPS Rio Doce) tomou posse nesta sexta-feira (26), em Mariana (MG), quase dez anos após o crime da Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton. O colegiado integra o novo modelo de governança do acordo de repactuação, homologado em novembro de 2023, que prevê R$ 170 bilhões em investimentos para reparar os danos do maior crime socioambiental do País. (mais…)

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“Não queremos floresta de contrato, queremos floresta viva”. Entrevista com Alessandra Munduruku

O olhar de Alessandra Munduruku, coordenadora da Associação Indígena Pariri, sobre o avanço de projetos de REDD em territórios indígenas

Fabrina Furtado e Marina Lobo, Le Monde Diplomatique Brasil

Atualmente, os Munduruku são um povo formado por cerca de 14 mil pessoas, distribuídas pelas terras indígenas Munduruku, Sai Cinza e Kayabi, no alto curso do rio Tapajós e no rio Teles Pires; pelas terras Sawré Muybu e Sawré Bap’in, além das reservas Praia do Índio e Praia do Mangue, no médio curso da bacia do Tapajós. Há ainda grupos Munduruku que lutam pelo reconhecimento de seus territórios no Baixo Tapajós, nas proximidades de Santarém, e ao longo do rio Madeira, no estado do Amazonas. Um povo que vem lutando há anos pela demarcação das suas terras, autonomia e a defesa dos seus territórios, florestas e rios contra empreendimentos hidrelétricos como a Usina de São Luiz do Tapajós e Belo Monte, o garimpo ilegal, o agronegócio e a ferrovia Ferrogrão.  (mais…)

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