MPF denuncia igreja e pastor por danos à Rebio Tinguá

Pastor fez construções para realizar eventos da igreja em área da unidade de conservação

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra a Igreja Evangélica Boas Novas, localizada no bairro de Duque de Caxias/RJ, e o pastor Anderson Pereira do Nascimento, responsável pelo empreendimento, por causarem danos ambientais à Reserva Biológica (Rebio) do Tinguá. Durante a fiscalização, os agentes ambientais constataram diversos fatores que causam danos diretos e indiretos à unidade de conservação. Dentre eles, estão o despejo sem tratamento de resíduos sólidos e sanitários no curso do rio, a supressão da vegetação e o impedimento da regeneração natural da floresta. Os servidores chegaram a encontrar uma construção de fossa que era utilizada pra despejo de resíduos sanitários.

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Há um mês em hotel, atingidos pela Vale denunciam desassistência

Moradoras afirmam estar sem seus pertences e sem renda. Vale teria negado inclusive remédios

Rafaella Dotta, Brasil de Fato

Trinta dias de pedinte e desabrigada. Mesmo tendo sua casa própria, é assim que Guiomar Marotti Dumont descreve o seu último mês, desde que um alarme tocou na barragem B3/B4 da Vale, em São Sebastião das Águas Claras, e ela teve que sair às pressas da sua residência. Eram 20h de 16 de fevereiro de 2019, um sábado, dia que mudou a vida de cerca de 3 mil pessoas.

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Resíduos de Brumadinho já matam os peixes do rio São Francisco

Dados da Fundação S.O.S. Mata Atlântica mostram que alguns trechos do Velho Chico já estão com água imprópria para uso da população; Concentração de ferro, manganês, cromo e cobre está acima dos limites permitidos por lei

Por Joana Oliveira, El País Brasil

Um dos maiores temores dos ambientalistas depois do rompimento da barragem da Vale Córrego do Feijão, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro, concretizou-se: os rejeitos da barragem já contaminaram o rio São Francisco. Os dados recolhidos pela Fundação S.O.S. Mata Atlântica —que monitora o impacto ambiental da tragédia através de uma expedição pelo rio Paraopeba (afluente do Velho Chico)— mostram que alguns trechos do Alto São Francisco já estão com água imprópria para uso da população.

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Campeã de requerimentos minerários, Terra Indígena Yanomami sofre com explosão do garimpo

Extração ilegal se alastra pelo território, contaminando rios e degradando a floresta; levantamento do ISA mostra que região é a mais cobiçada por mineradoras

por Instituto Socioambiental – Isa / IHU On-Line

Entre 6 e 7 mil garimpeiros estão retirando ouro ilegalmente na Terra Indígena Yanomami, no norte do país. É o maior número registrado até hoje. O garimpo ilegal tem se intensificado nos últimos meses e explodiu em janeiro, depois que o Exército desativou as bases de proteção nos Rios Uraricoera e Mucajaí, as principais entradas para a Terra Indígena.

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Marcelo Firpo: ‘Se quisermos retornar a democracia teremos que construir um outro modelo de desenvolvimento’

Por Daiane Batista, no blog do CEE-Fiocruz

“Temos uma relação de neoextrativismo e envenenamento, não só dos trabalhadores e da população, mas das bases civilizatórias da democracia e da proteção da vida e do meio ambiente. Estamos em um grande abismo civilizatório”. A análise é do pesquisador Marcelo Firpo da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Coordenador do Núcleo Ecologias, Epistemologias e Promoção Emancipatória da Saúde (Neepes) da instituição, Marcelo discute o atual cenário brasileiro no que tange à liberação desregulamentada de agrotóxicos no país, em comentário ao blog do CEE-Fiocruz. Em 2019, já são 74 produtos ligados a agrotóxicos – cerca de um por dia – liberados, sendo já com formalização no Diário Oficial da União. “A forma com que a regulação está sendo violentamente quebrada, só é possível porque o Brasil é um caso absurdo do que alguns autores chamam de paraíso da poluição”, explica.

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Índios devem ser consultados sobre linha de transmissão entre Manaus e Boa Vista, defende MPF

Em reunião com indígenas, PGR e 6CCR dizem que governo deve respeitar protocolo de consulta aos waimiri-atroari na construção do linhão

MPF

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recebeu nesta segunda-feira (18) lideranças indígenas da etnia waimiri-atroari para tratar sobre o projeto de linha de transmissão energética entre Manaus (AM) e Boa Vista (RR), em debate no governo federal. O chamado linhão, com 700 km de extensão, deve cortar a terra waimiri-atroari. Por isso, Raquel Dodge defende que os índios sejam previamente consultados e ouvidos sobre o empreendimento. O encontro foi promovido pela Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF (6CCR).

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Pescadores relatam morte de animais em área atingida por vazamento de óleo na Zona Oeste do Rio

Vizinhos dizem que chuva do fim de semana piorou o quadro. Não se sabe de onde veio o combustível.

Por Lívia Torres, no G1

Pescadores da Baía de Sepetiba relatam mortandade de peixes na área atingida por vazamento de óleo em Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. O incidente foi na sexta-feira, e as chuvas espalharam a mancha no mar, podendo chegar a Grumari e até o Recreio.

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Moradores de Macacos resistem e Justiça bloqueia 1 bilhão da Vale

Atingidos realizaram protesto contra a empresa um mês após a evacuação de emergência

No MAB

Na sexta-feira (15) os moradores da comunidade de São Sebastião das Águas Claras – Macacos, situada no município de Nova Lima, realizaram uma manifestação marcando um mês da evacuação de emergência que retirou, aproximadamente, 200 moradores de suas casas. A data também marca o bloqueio de 1 bilhão de reais da Vale pela Justiça. O bloqueio foi pedido pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público de Minas Gerais para garantia de ressarcimento dos prejuízos decorrentes da evacuação ocorrida.

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Raposos, uma cidade que a mineração criou e destruiu

Município com prazo de validade: após escassez da mina da região, cidade se tornou um dormitório

Raíssa Lopes, Brasil de Fato

Camila Madeira é moradora de Raposos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas não trabalha na cidade, assim como a maioria de seus familiares e dos mais de 15 mil habitantes de lá. “Meus primos estudam e trabalham fora, meus tios e a maior parte das pessoas. A gente depende muito de coisas que estão em outros municípios, até mesmo para atividades de lazer”, conta.

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Pobres pagam mais pela água do que ricos, afirma ONU

Em todo o mundo, pessoas pobres ou que sofrem discriminação social têm maior probabilidade de ter acesso limitado a água potável e saneamento adequado, afirma relatório da Unesco.

Na Deutsche Welle

A ONU divulgou nesta terça-feira (19/03) seu relatório mundial sobre o desenvolvimento dos recursos hídricos, que destacou que mais de 2 bilhões de pessoas não têm acesso a uma fonte adequada de água potável e que um número ainda maior, 4,3 bilhões, não têm saneamento básico.

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