Atingidos pela mineração da Hydro apontam contaminação e cobram mudanças em acordo

Na última segunda-feira, 17, completaram dois anos do vazamento de rejeitos da refinaria norueguesa em Barcarena. 

Catarina Barbosa, do Brasil de Fato, no IHU

Cerca de 70 moradores de comunidades atingidas pelo vazamento de rejeitos da refinaria Hydro Alunorte em fevereiro de 2018, se reuniram na manhã da última segunda-feira (17), em frente à sede do Ministério Público Federal (MPF), em Belém, para cobrar ajustes do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado pela empresa em setembro de 2018.

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Decisão do STJ obriga Harsco e CSN a limitar lançamento de escória às margens do Paraíba do Sul

Atuação conjunta do MP/RJ e MPF busca reparação dos danos ambientais causados pelo pátio de escória em Volta Redonda (RJ)

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou o efeito suspensivo concedido a recurso especial interposto pela Harsco Metals sobre decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) que a obriga a limitar o lançamento de escória de minério de ferro no pátio junto ao rio Paraíba do Sul em Volta Redonda (RJ). A medida cautelar foi protocolada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP/RJ), que atua em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) para reverter o impacto ambiental causado pelo depósito da escória do mineral beneficiado pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

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Fernanda Giannasi fala sobre o retorno de exportação do amianto em Goiás

Por Ensp/Fiocruz

A assessora da Abrea, Fernanda Giannasi, esteve na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) e concedeu entrevista para o portal, ocasião em que comentou a volta da exportação do amianto pela empresa Eternit, no interior de Goiás. Mesmo com a proibição do STF, a empresa voltou às atividades se respaldando pela Lei 20.514 do Estado, que libera a extração em caso exclusivo de exportação no Estado.

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BA – Itamaraju, um município encurralado pelo plantio de eucalipto das Empresas SUZANO e STORA ENSO

Por Ivonete Gonçalves*

Circundada por mais de um milhão de hectares de eucaliptos plantados, o município de Itamaraju, no extremo sul da Bahia, ainda conta com áreas de remanescentes da Mata Atlantica e uma economia diversificada. A agricultura familiar é o setor econômico mais importante do município, considerado o maior gerador de emprego e renda, acompanhado das atividades como a pecuária, café conilon, cacau, pimenta-do-reino e frutas como maracujá, mamão e banana.

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Enquanto Brasil debate isenção de agrotóxicos, Europa tem imposto maior para os mais tóxicos

STF decide hoje sobre benefícios ao comércio de agrotóxicos, isenções chegam a 10 bilhões de reais por ano

Por Pedro Grigori, Agência Pública/Repórter Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira se são constitucionais os benefícios fiscais dados às empresas produtoras de  agrotóxicos no país. Por ano, o Governo Federal e os Estados deixam de arrecadar quase R$ 10 bilhões devido a um pacote de isenções e reduções de impostos, segundo levantamento da Abrasco obtido pela Repórter Brasil e Agência Pública.

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O movimento global de justiça ambiental e o EJAtlas

A economia neoliberal triunfa desde a década de 1970. Esse fundamentalismo de mercado é um grande inimigo do meio ambiente

por Joan Martinez-Alier*, em CartaCapital

O Atlas de Justiça Ambiental, co-dirigido por Leah Temper e por mim, coordenado por Daniela Del Bene, é financiado por uma subvenção da European Research Council ao projeto “EnvJustice” no ICTA UAB. Atingiu mais de três mil fichas em janeiro de 2020, permitindo avanços no estudo da Ecologia Política Comparada. Começou seu caminho público em 2014 com 920 casos. Mais de cem pessoas (remuneradas ou voluntárias) contribuíram com fichas para o EJAtlas que, antes de serem publicadas, são checadas cuidadosamente. Essas três mil fichas do catálogo representam uma amostra bastante grande fornecida por estudantes universitários ou ativistas em um total de conflitos ambientais que ninguém sabia o que poderia ser, de dezenas ou de milhares, ao redor do mundo.

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MPF pede esclarecimentos ao presidente do ICMBio sobre reunião com pecuaristas

Encontro divulgado nas redes sociais pelo senador Zequinha Marinho reuniria criadores de gado da Resex Verde para Sempre, onde só pode haver exploração econômica pelas comunidades locais

O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofício ao presidente do Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio) pedindo esclarecimentos sobre a presença dele em uma reunião de pecuaristas que atuam na Reserva Extrativista Verde para Sempre, no Pará. A divulgação está sendo feita pelas redes sociais e intitula o evento de “III Encontro dos Criadores de Gado da Resex Verde para Sempre”, com a presença anunciada do senador Zequinha Marinho (PSC/TO), do deputado federal Júnior Ferrari (PSD/PA) e do presidente do ICMBio, Homero De Giorge.

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Ambev diz que vai “fazer chover” fora da cidade para não molhar foliões em SP

Empresa contratou para o carnaval a ModClima, que prestou sem concorrência serviços para a Sabesp, entre 2007 e 2016; técnica utilizada na agricultura foi questionada por especialistas e levanta questão ética: setor privado tem poder sobre as nuvens?

Por Alceu Luís Castilho, em De Olho nos Ruralistas

A notícia apareceu em três veículos de marketing e passou um tanto despercebida: a Ambev quer fazer chover. Ou, mais precisamente, evitar chuvas durante a folia em São Paulo, do ponto de vista mercadológico o maior carnaval do Brasil. Para isso, simples assim: fazer chover fora do centro. Como? Induzindo chuva em nuvens. Pode isso, Arnaldo? Do ponto de vista técnico, a polêmica está no ar: a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) utilizou, entre 2007 e 2016, o mesmo sistema a ser adotado pela cervejaria. E ele não é um consenso.

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“Zona de sacrifício”: dois anos após crime, Barcarena sofre com rejeitos da mineração

Pesquisadora aponta que pessoas são “escolhidas” para morrer em nome do desenvolvimento na região

Catarina Barbosa, Brasil de Fato

A lista de crimes ambientais em Barcarena é extensa. Nesta segunda-feira, 17, completam dois anos do último grande crime ambiental noticiado no município: o transbordo da bacia de rejeitos da refinaria norueguesa Hydro Alunorte, que inundou as comunidades com metais pesados advindos do processo de beneficiamento da alumina.

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