Rio Gramame: MPF recomenda que usinas preservem nascentes e olhos d’água na bacia que abastece João Pessoa (PB)

Objetivo é que empresas apresentem projetos de recuperação das áreas de preservação permanente de que são proprietárias ou de onde adquiram cana-de-açúcar

Procuradoria da República na Paraíba

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) entregaram recomendações às usinas Tabu, Olho d’Água e Biosev-Giasa (segunda maior processadora de cana-de-açúcar do mundo) com vistas à preservação dos recursos ambientais das bacias dos rios Gramame e Abiaí, que abastecem a capital da Paraíba e região metropolitana. As recomendações, entregues na terça-feira (15), foram feitas no âmbito de inquéritos civis que apuram a poluição dos rios e os danos causados ao meio ambiente e a comunidades ribeirinhas. O rio Gramame é responsável por fornecer água para 70% da Região Metropolitana de João Pessoa.

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No Panamá, jovens indígenas brasileiros denunciam realidade de violência contra os povos originários

Durante Encontro Mundial da Juventude Indígena, a delegação do Brasil relatará a espinhosa realidade dos povos frente a invasões de seus territórios tradicionais pelo agronegócio e as violações dos direitos constitucionais do atual governo

Cimi

Em encontro que inicia hoje (17) na cidade de Soloy, no Panamá, jovens indígenas no Brasil se reunirão com outras representações indígenas para debater a situação dos povos tradicionais no mundo. A delegação brasileira de 10 jovens indígenas integrará o grupo de aproximadamente uma centena que se reúne no Encontro Mundial da Juventude Indígena. O evento antecede a Jornada Mundial da Juventude, que reunirá aproximadamente 200 mil jovens de 150 países com o papa Francisco.

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Os oceanos apelam todos os dias: #plásticosnão

Por Sucena Shkrada Resk*, do Blog Cidadãos do Mundo

A imagem é desconcertante e dramática. Olhamos de um lado e de outro e os oceanos têm mais plásticos do que peixes. O ano é 2050. Cena de filme de ficção? Longe disso. Este é um prognóstico mais próximo do real descrito em estudo da fundação da navegadora Ellen MacArthur e da consultoria McKinsey, se o modelo de desenvolvimento e comportamento das sociedades no planeta permanecer do jeito que está. O anúncio foi feito no Fórum Econômico Mundial de Davos, em 2016, e é reforçado por pesquisadores em um dos alertas principais da Campanha “Mares Limpos” da ONU Meio Ambiente, que começou em 2017 e deverá vigorar por cinco anos. Como suportar 8 milhões de tonenadas de plásticos despejadas anualmente? 

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Manifestação de atingidos acaba após 35 horas de ocupação dos trilhos da Vale

Fernanda Couzemenco, Século Diário

Uma promessa de resposta dentro de quinze dias por parte da Fundação Renova. Por força de uma liminar judicial, foi com esse resultado que os cerca de mil manifestantes que ocupavam a estrada de ferro da Vale, em Baixo Guandu, no noroeste do estado, tiveram que encerrar o movimento reivindicatório iniciado na manhã de segunda-feira (14).

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“Parem de exportar o amianto assassino!”: grito internacional contra empresa brasileira

Parem de exportar o amianto assassino! Seu comportamento hipócrita é a causa de um desastre humanitário para os países asiáticos, e nós publicamente os condenamos por suas ações”. Este é o brado de  Dasmarian, representante da Rede Indonésia de Banimento de Amianto (INA – BAN), direcionado à Eternit, gigante brasileira no ramo da fibra natural. O pronunciamento veio após a empresa anunciar que, apesar de paralisar a venda de produtos derivados de amianto (como telhas e caixas d’água) em âmbito nacional, continuará exportando a matéria-prima para outros países. 

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“Fora Renova, queremos Samarco!”, exigem pescadores atingidos em Baixo Guandu

Manifestantes só liberarão a estrada de ferro da Vale na presença de representantes das empresas

Por Fernanda Couzemenco, Século Diário

“O que eles estão fazendo está errado!”, suplica o pescador Litunoy Araújo, de Colatina, um dos mais de mil manifestantes que bloqueiam a estrada de ferro da Vale em Baixo Guandu. “O Rio Doce não pertence mais à União, pertence à Samarco, à Vale e à BHP. Os juízes não pertencem mais ao Judiciário, pertencem à Samarco, à Vale e à BHP. E nós, atingidos, somos os criminosos que jogaram lama no rio”, ironiza, com tristeza, durante o protesto pacífico que ele e mais de mil pescadores atingidos realizam em Baixo Guandu, nesta segunda-feira (14).

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Repórter SUS | Orçamento da saúde para 2019 indica perda de R$ 1 bilhão

Redução de recursos pode ser agravada por reforma da Previdência, alerta especialista em orçamento de seguridade social

por Ana Paula Evangelista, em Saúde Popular

Com a redução de 1 bilhão de reais no orçamento da Saúde para 2019, autorizada pelo Congresso Nacional, programas como o Farmácia Popular, que teve redução de 20% na modalidade gratuita, passando de R$ 2,5 bilhões para R$ 2 bilhões, ações de prevenção e tratamento à dengue, chikungunya e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), assim como investimentos na saúde indígena deverão ficar comprometidos.

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ONG ligada à ministra Damares levou malária a indígenas isolados e foi acusada de extrair mogno

Roteiro de missionários incluiu construção de pistas de pouso clandestinas, contrabando de sementes e viagens sem autorização em busca das etnias a serem convertidas; na guerra de propaganda, valeu até fraude em documentário

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Em seu diário, o missionário Nivaldo Oliveira de Carvalho, da Jocum, contava sobre viagem feita em 1995 rumo a territórios de indígenas isolados no Alto Rio Piranha, na Amazônia. “O diabo não esta satisfeito em perder terreno para nós e vai tentar o que estiver ao alcance para nos fazer recuar, voltar atrás”, escreveu. “Mas em nome do Senhor Jesus Cristo continuaremos até o tempo determinado pelo Senhor. Neste local, certamente nem a Funai, nem a Polícia Federal poderá nos encontrar”.

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Destruição ecossocial e barbárie. Por Cândido Grzybowski

do Ibase

A onda de calor que nos sufoca é, sem dúvida, um fenômeno climático típico de verão. Mas este, pelas médias históricas, como já é de conhecimento público, está bem acima do normal. O pior é que além do calor imediato, quem acompanha o debate científico em torno à mudança climática tem a cabeça fervendo nestes dias de péssimas notícias. Enquanto aqui no Brasil estávamos em plena disputa do segundo turno eleitoral, o Painel Internacional das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) divulgou um contundente estudo sobre os riscos de total descontrole climático se a temperatura média subir mais de 1,5°C acima do patamar da era pré-industrial. Apesar disto, a COP-24, em Katowice, Polônia, em dezembro último, não passou de um pobre acordo político de intenções mais do que engajamento efetivo na redução das emissões. Não deixa de ser uma grande ironia na conjuntura mundial que a COP, tendo no centro o mandato de enfrentar a descarbonização da economia e das sociedades, tenha acontecido no coração da indústria do carvão da Polônia. Pior seria ter acontecido nos EUA com o líder da maior economia mundial negando que o clima seja uma ameaça, apesar de estar lidando com a intensificação do número e tamanho dos ciclones, o registro de temperaturas particularmente extremas (inverno e verão) e com os devastadores incêndios.

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