Resistência na cidade, no quintal e no prato

Agricultura urbana avança no país em um contexto em que se busca produzir alimentos saudáveis, novas formas de sociabilidade e geração de renda

Viviane Tavares – EPSJV/Fiocruz

Bem no meio de uma praça com ponto de ônibus e comércio tem alface, mamão e ervas aromáticas – e tem também alimentação saudável, autoestima, educação ambiental, sociabilidade, ocupação do espaço urbano e trabalho coletivo. Essa é a horta comunitária da Praça Edmundo Rego, que fica no Grajaú, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, que desde 2015 se mantém por trabalho voluntário dos moradores da região. Hoje, além de fazer a manutenção do cultivo em eventos mensais, o coletivo promove debates sobre segurança alimentar com estudantes, manejo de águas e incentivo à multiplicação de hortas em outros espaços públicos em parceria com o movimento InterHortas.

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Movimentos de moradia protocolam representação no MP contra o novo Código Ambiental do RS

Da Redação Sul21

Movimentos populares da luta por moradia protocolaram nesta quinta-feira (09) representação na Promotoria da Habitação e Defesa da Ordem Urbanística questionando o novo Código de Meio Ambiente do Estado, sancionado na manhã de hoje pelo governador Eduardo Leite (PSDB). Os movimentos estão preocupados com artigo 64 do código, que fragiliza os direitos das comunidades afetadas por empreendimentos, diferentemente do que previa o código anterior.

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MPF, MP, DPU e DPE reúnem-se com Braskem para definir novo mapa e o cronograma de atendimento aos moradores de bairros afetados pela mineração em Maceió (AL)

Instituições autoras da ação civil pública, que culminou num acordo para beneficiar cerca de 17 mil pessoas, debateram sobre o novo mapa contendo o novo perímetro e trataram do cronograma de atendimento aos moradores e demais etapas do Programa de Apoio à Realocação e Compensação Financeira

No MPF

Representantes do Ministério Público Federal (MPF) da Defensoria Pública da União (DPU), da Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), do Ministério Público Estadual (MP/AL) e da Braskem reuniram-se nesta quarta-feira (8) para estabelecer as áreas que estarão inseridas no novo mapa e tratar do cronograma de atendimento aos moradores dos bairros em Maceió (AL) atingidos por extração mineral, e demais etapas do Programa de Apoio à Realocação e Compensação Financeira.

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Janeiro Marrom é um alerta sobre os impactos da mineração

Idealizada por movimentos e entidades ambientalistas, a iniciativa marca um ano do crime da Vale em Brumadinho

Da Redação Brasil de Fato

“Levaram primeiro o ouro e não fizemos nada; depois, as pedras preciosas, e também não fizemos nada. Agora levam nosso minério e, de quebra, nosso passado e nossa identidade. Olhem bem as montanhas. Elas são Minas. Elas são nossa ancestralidade. Estavam aqui muito antes de nós. Não deveria haver dinheiro que comprasse o que faz parte da alma de um povo. Não deveria. E nenhum povo deveria aceitar vender sua alma”. Com essas palavras da escritora Elisa Santana, foi lançada, neste mês, a campanha Janeiro Marrom, para alertar sobre a mineração e lembrar um ano do crime da Vale em Brumadinho.

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Mega-projeto para exploração de potássio no Amazonas gera controvérsias

Antes de a voadeira alcançar o porto por onde se desembarca em Autazes, município localizado a 113 quilômetros de Manaus, é possível avistar o outdoor que comunica aos visitantes aquilo que a prefeitura considera ser a vocação econômica da cidade: “Terra do Leite e do Potássio”. O município amazonense tem 37 mil habitantes, um rebanho de 82 mil bois e búfalos e fica sobre uma jazida de sais de potássio descoberta há pouco mais de uma década.

por Thaís Borges, Sue Branford e Maurício Torres, em Mongabay / IHU On-Line

A maior parte da produção mundial de potássio é utilizada como fertilizante agrícola – 95%, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração – Ibram. O Brasil é o terceiro maior consumidor mundial desse tipo de insumo e o agronegócio dificilmente sobreviveria sem o produto. De acordo com o vice-presidente, general Hamilton Mourão, o país importa 70% do potássio consumido internamente. E liberar a exploração do minério na região de Autazes foi uma das prioridades anunciadas por Mourão na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, em março deste ano.

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“El feminismo socioambiental proviene de las luchas por los territorios”

La antropóloga feminista Francisca Fernández Droguett, dentro de los variados temas que habló en una entrevista exclusiva para El Mostrador, se refirió al feminismo tradicional, el ecofeminismo, la Cumbre de los Pueblos y el extractivismo en América Latina. Sobre el feminismo socioambiental afirma que se diferencia del clásico “porque es desde la vivencia de cómo las mujeres somos más afectadas en el extractivismo, en término de economías masculinizadas, territorios masculinizados, donde hay violencia tanto en el nivel de nuestra precariedad laboral y flexibilidad laboral”.

Por Andrés Kogan Valderrama*, en El Mostrador / Servindi

La antropóloga Francisca Fernández Droguett, integrante del Movimiento por el Agua y los Territorios (MAT), conversó en una entrevista en profundidad con el sociólogo Andrés Kogan, para El Mostrador sobre las diferencias que ve entre el feminismo tradicional y el ecofeminismo, la Cumbre de los Pueblos, el extractivismo en América Latina, entre otros temas. Droguett además es magíster en Psicología Social, doctora en Estudios Americanos y vocera del comité socioambiental de la Coordinadora Feminista 8M.

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Mineração para além dos territórios

Especialistas denunciam impactos da ganância na extração de recursos naturais

Daniel Lamir*, Brasil de Fato

São mais de 400 anos de exploração de recursos naturais no território brasileiro. Dentre o passado secular do período colonial e passado recente do neoextrativismo, a ganância de quem controla a mineração coloca em xeque vidas humanas e o meio ambiente. Movimentos populares que atuam no debate sobre a mineração estão cobrando mais prudência e equilíbrio na extração de minérios no Brasil.

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A destruição da soberania brasileira e a debacle de ‘agendas ambientais’ nunca vista na história. Entrevista especial com Telma Monteiro

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

Entre as inúmeras declarações polêmicas do governo Bolsonaro na condução da agenda ambiental em seu primeiro mandato, “o que nos atingiu neste ano desastroso no trato do meio ambiente foi a incompetência e o firme propósito de tornar o Brasil um deserto, um campo farto para a exploração de riquezas minerais, da extração de madeiras nobres da floresta, para a produção de commodities agrícolas”, diz Telma Monteiro à IHU On-Line.

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Água do Rio Doce: rejeitos de minérios e muito, muito agrotóxico

Dos oito pesticidas mais usados, três não têm seus resíduos analisados e um está proibido na UE

Por Fernanda Couzemenco, Século Diário

Dos oito agrotóxicos mais usados na Bacia Hidrográfica do Rio Doce, três – glifosato, 2,4D e Mancozeb – não tiveram seus resíduos analisados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e um – Paraquate – está proibido na União Europeia. Os dados são inéditos e foram produzidos pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Fórum Espírito Santense de Combate ao Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (Fresciat), a partir da sistematização dos relatórios de vendas de agrotóxicos enviados pelas lojas especializadas ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf).

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