Agrotóxico e câncer, não; agroecologia, sim. Por Gilvander Moreira[1]

Já está acionada a luz vermelha sobre a relação da ‘epidemia’ de câncer com o uso e a aplicação de agrotóxicos nas lavouras de monoculturas do café, da cana, do eucalipto, do feijão, da soja e outras. Está comprovado pelo Programa de Avaliação de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos – PARA -, da ANVISA[2]: a) a presença de resíduos de agrotóxicos em alimentos acima dos limites máximos “recomendados”; b) a presença em muitos alimentos de venenos não permitidos.  Afora isso, nas fiscalizações junto às empresas produtoras de agrotóxicos observa-se, recorrentemente, muitas irregularidades. “No Município de Lucas de Rio Verde, no Mato Grosso, constatou-se a contaminação do leite materno, das águas da chuva, do solo e até do ar” (MOREIRA, 2016b, p. 224). Estima-se que, a cada ano, 25 milhões de trabalhadores são contaminados por agrotóxicos apenas nos países empobrecidos.

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Documento simulava hipótese de liquefação de barragem da Vale em Brumadinho

Falha na estrutura é apontada pelos investigadores como a provável causa do rompimento

por Junia Oliveira, em Estado de Minas

Um colapso previsto em todas as suas dimensões. O Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM), linha condutora das investigações da força-tarefa que apura as causas do rompimento na Mina Córrego do Feijão, que matou até o momento 207 pessoas e deixou 101 desaparecidas, mostra claramente quais são os sinais de alerta, as medidas a serem tomadas e, a partir disso, os níveis de emergência que vão de 1 a 3, sendo o último situação de ruptura iminente ou que está ocorrendo. A hipótese de liquefação dos rejeitos, levantada nas investigações e por especialistas, é uma das causas apontadas no documento para a falha de estabilidade da Barragem 1, que se rompeu em 25 de janeiro. 

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Por que o Brasil deveria se importar com a morte de abelhas

País enfrenta mortandade de colmeias em vários estados. Diminuição das espécies tem impactos na agricultura, meio ambiente e economia. Mas tema ainda é negligenciado.

Por Clarissa Neher, na Deutsche Welle

A morte de abelhas não é um fenômeno recente: é observada por pesquisadores ao menos desde a década passada. No entanto, nos últimos meses, a mortandade alcançou números alarmantes no Brasil.

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Metodologia defasada permitiu que área do tamanho do Panamá fosse desmatada entre a Amazônia e o Cerrado

Com distorções que chegam a 245%, “linha divisória” adotada pelo IBGE fez o Cerradão, região de florestas, ser enquadrado com grau de proteção inferior ao correto; estudo propõe reposicionar os territórios para proteger a biodiversidade

Por Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

Como definir a separação entre dois biomas? As implicações deste questionamento vão muito além da cartografia e da biologia e afetam diretamente os índices de desmatamento na zona de transição entre a Amazônia e o Cerrado, no norte do Mato Grosso, um dos principais focos de biodiversidade do mundo. Essa é a conclusão de um estudo assinado por um grupo de pesquisadores brasileiros e publicado na última edição da revista Biodiversity and Conservation.

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Massacre de pessoas, violações de direitos e desprezo pela sociedade civil local marcam a experiência em Brumadinho após o desastre criminoso da Vale

Por Beatriz Vignolo Silva*, na Revista Científica Foz

Resumo: Trata-se de um relato de experiência de uma moradora de Brumadinho, professora de direito ambiental e ativista na causa de direitos ambientais. Não se pretende aqui esgotar o tema e/ou torná-lo estritamente acadêmico, mas, pelo contrário, trazer à tona a emergência de um debate em diversas searas, inclusive na academia. Nesse sentido, apresenta-se aqui o desenrolar do desastre-crime um mês após o ocorrido, quem tem sido os participantes e como tem sido o diálogo com os atingidos.

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No Dia Internacional de Lutas contra Barragens, audiência pública com a PFDC destaca necessidade de escuta das comunidades afetadas

Diálogo teve como foco a segurança desses empreendimentos. Há no Brasil mais de 700 barragens classificadas como de risco ou de alto potencial de destruição

Na PFDC

“Temos leis boas, mas práticas péssimas”. Assim a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, definiu a atual política de segurança de barragens no Brasil. A questão foi tema de uma audiência pública promovida pelo Senado Federal na quinta-feira, 14 de março, data que marca o Dia Internacional de Lutas contra as Barragens.

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Atingidos por barragens cobram desarquivamento de política estadual de direitos

Lei que assegura assistência aos atingidos pela construção, ampliação ou operação de barragens foi arquivada em janeiro

Redação Brasil de Fato

Cerca de 400 atingidos participaram, na manhã desta quinta-feira (14), de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para exigir o desarquivamento do Projeto de Lei 3.312/16. O texto trata da Política Estadual dos Atingidos por Barragens e outros Empreendimentos (PEAB). A lei define o conceito de atingidos, lista seus direitos, determina as formas de reparação, os mecanismos de financiamento e o órgão gestor da política, prevendo a participação da população.

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Pesquisadores do Programa Trópico em Movimento da UFPA apresentam estudo sobre a situação da Mineração no Estado do Pará em artigo

O artigo “Mineração e (in)segurança socioambiental no Estado do Pará”, discute os aspectos econômicos, sociais e ambientais desses grandes projetos mineradores.

Por Karina Samille Costa*, do Trópico em Movimento

Os rompimentos das barragens nas cidades de Mariana e Brumadinho no estado de Minas Gerais, ativaram o alerta para os demais estados brasileiros onde se encontram mineradoras em atividade como é o caso do estado do Pará, no norte do país. De acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM), foram mapeadas 132 barragens, sendo 58 delas licenciadas pelo Estado.

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Lançamento do mapa temático “¡Esto no Vale! Isso não Vale!”: conflitos socioambientais causados pela Vale no mundo

EJAtlas

Na ocasião do Dia Internacional de Ação pelos Rios 2019, a equipe doENVJUSTICE – EJAtlas no Instituto de Ciência e Tecnologia Ambiental (ICTA) da Universidade Autônoma de Barcelona divulga “¡Esto no Vale! Isso não Vale! Vale S.A. operations and socio-environmental conflicts”, um mapa temático sobre os conflitos socioambientais no mundo relacionado aos projetos de mineração e infraestrutura da Vale SA. Entre eles estão projetos de mineração e o uso de barragens de rejeitos, como as que se romperam em Mariana (2015) e Brumadinho (jan. 2019), deixando centenas de mortos e contaminando rios e terras de forma irreversível.

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MST no sul de MG e Agroecologia: que beleza! Por Gilvander Moreira[1]

Para Combate Racismo Ambiental

O Projeto de Assentamento (PA) Primeiro do Sul, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), em Campo do Meio, no sul de Minas Gerais, foi formado, primeiro, para produzir alimentos com a finalidade de matar a fome e eliminar a miséria que reinava no seio das 48 famílias camponesas assentadas. Ainda não se tinha a consciência do paradigma agroecológico. Diferentemente, o PA Santo Dias, em Guapé, de 12 de maio de 2006, distante 70 quilômetros de Campo do Meio, nasceu dentro da concepção agroecológica e, por isso, sua produção é hoje, basicamente, agroecológica. É o que informa Sílvio Neto, da Direção Nacional do MST: “No PA Santo Dias, em Guapé, desde que os Sem Terra pisaram lá não jogaram nem uma gota de agrotóxico no assentamento. Lá tem 19 modelos agroecológicos sendo praticados. Temos, inclusive, homeopatia para o manejo do gado. Enfim, temos no PA Santo Dias um amplo processo agroecológico, coisa que não existe em nenhuma outra propriedade da região sul de Minas”.

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