Conheça as mineradoras mais caloteiras do Brasil

Por trás dos calotes de mais de R$ 8,6 bilhões estão empresários, grandes herdeiros, políticos e grupos do exterior

Por Caio de Freitas Paes, Agência Pública

O tempo passa, mas a agonia de mais de 5 mil moradores nos arredores de Sarzedo (MG) permanece como legado do rompimento da barragem da Vale na vizinha Brumadinho. Duas semanas depois do ocorrido, a comunidade em torno do bairro Brasília agrupou-se para cobrar segurança em relação à barragem de outra mineradora, a Itaminas S/A, a 6 km do palco da tragédia. À época, não havia nem sirenes para avisá-los caso ela entrasse em colapso, segundo moradores ouvidos pela Agência Pública. “Primeiro veio o baque, a tristeza, mas depois saímos batendo de porta em porta, chamando o pessoal pra conversar sobre o que a Itaminas faz conosco”, diz Maria José Ramos Soares. Conhecida como dona Lia, ela e a comunidade vivem ressabiadas com a B4, uma das três barragens da empresa diante de suas casas, a 50 km de Belo Horizonte. 

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Servidores se demitem do Ibama em protesto contra exoneração de líder técnico

ClimaInfo

O desmantelamento do Ibama por Ricardo Salles avança a passos largos. A última patacoada foi a exoneração do coordenador nacional do processo sancionador ambiental do órgão, Halisson Peixoto Barreto. Como informou Ana Carolina Amaral na Folha, a saída desagradou a diversos servidores que trabalhavam junto com Barreto. Em resposta, pelo menos oito profissionais colocaram seus cargos à disposição.

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Pescadores e agricultores ainda lutam por reparação dois anos após rompimento em Brumadinho

Atividades econômicas diretamente impactadas pelo crime da Vale até hoje não conseguiram voltar à normalidade com a falta de assistência da empresa e o Paraopeba poluído

por Coletivo de Comunicação MAB MG

Há dois anos, em 25 de janeiro de 2019, o rompimento da barragem mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, deixou mais de 270 vítimas fatais e uma série de danos à natureza que são sentidos até hoje.

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Veneno do agronegócio contamina aldeia indígena na região Oeste do Paraná

Área é reivindicada pelos Avá-Guarani da cidade de Itaipulândia; Itaipu Binacional move processos de reintegração

Redação Paraná, Brasil de Fato

Um vídeo feito pelos Avá-Guarani da aldeia Yva Renda mostra fazendeiros pulverizando veneno em plantação de soja em área ocupada por indígenas, no município de Itaipulândia, no Oeste do Paraná. O vídeo foi gravado no domingo (10) e publicado nas redes sociais do Centro de Trabalho Indigenista.

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O acordo UE-Mercosul e o Cerrado

Qual a relação entre o Acordo da União Europeia com o Mercosul e o Cerrado? Em artigo publicado no jornal Le Monde Diplomatique, Emmanuel Ponte, da ActionAid, e Maureen Santos, da FASE, ambas organizações da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, ressaltam que tratado tende a reforçar o modelo de dependência pós-colonial de exportação de  commodities e importação de industrializados, além de impactar importantes políticas de fortalecimento da agricultura familiar e tradicional e programas de compras públicas, que já vêm sendo sucateados. Para o Cerrado, alvo da expansão da captura de terras, seria uma verdadeira catástrofe.

por Emmanuel Ponte e Maureen Santos, em CPT

Desde que foi anunciado o texto final do acordo de associação entre a União Europeia e o Mercosul, em junho de 2019, diversos debates tomaram corpo. De um lado, a visão corporativa, que enxerga com bons olhos o incremento dos indicadores econômicos como o PIB, resultado de mais exportações, e alguma preocupação com a concorrência no mercado interno, com produtos industrializados europeus entrando no país com preços mais competitivos. De outro, visões críticas que elencam possíveis impactos do acordo sobre os direitos humanos e territoriais, o meio ambiente e o clima, a agricultura familiar e camponesa, assim como para o mundo do trabalho.  

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Biden nomeia crítico da política ambiental de Bolsonaro para cargo no Conselho de Segurança dos EUA

ClimaInfo

A menos de dez dias antes da posse, o novo governo de Joe Biden nos EUA já deixou claro que, se não houver mudanças significativas na política ambiental brasileira, o país deve ficar na “geladeira” da política externa norte-americana. Prova disso foi a nomeação de Juan Gonzalez como diretor sênior para o Hemisfério Ocidental no Conselho de Segurança Nacional dos EUA, confirmada pelo presidente-eleito na semana passada. Veterano da área de segurança internacional na gestão Obama, Gonzalez atuou na campanha de Biden e foi um dos porta-vozes mais vocais da insatisfação do Partido Democrata com o desgoverno ambiental no Brasil de Bolsonaro.

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Autorizada por prefeitura, Vale ameaça desapropriar comunidade em Brumadinho

Em documento, Ministério Público recomenda que nenhuma intervenção seja realizada sem ampla comunicação com atingidos

Larissa Costa, Brasil de Fato

A comunidade de Pires, em Brumadinho (MG), está mais uma vez ameaçada pela Vale. Dessa vez, a mineradora, autorizada pela prefeitura da cidade, pretende desapropriar casas e terrenos dos moradores para construir obras de uma estação de tratamento de água e esgoto. No entanto, segundo Rejane Fernandes, que é moradora da comunidade e membro da comissão de atingidos, as famílias não foram notificadas oficialmente e ficaram sabendo “por acaso” da situação.

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Com Bolsonaro, número de barragens de mineração sem atestado de estabilidade dobra em um ano

Segundo estudo da Universidade Federal de Juiz de Fora, “sub-financiamento crônico” tornou a agência reguladora do setor incapaz de reduzir o risco associado às barragens de mineração existentes

Por Cida de Oliveira, da RBA

O número de barragens de mineração sem atestado de estabilidade praticamente dobrou no primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro. Passou de 21 para 38, o que representa um aumento de 5% para 9% do total monitorado pela Agência Nacional de Mineração (ANM). O quadro tende a se agravar, já que desde que tomou posse, o governo tem reduzido sistematicamente a execução do orçamento de normatização e fiscalização da agência reguladora. Os dados são do estudo “O número de barragens sem estabilidade dobrou, ‘e daí?’”, do grupo de pesquisa e extensão Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade (Poemas) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

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