A pandemia de Covid-19 é um grande teste à resiliência de sistemas de saúde no mundo inteiro. Entrevista especial com Beatriz Rache

No Brasil, o enfrentamento da pandemia é agravado pela impossibilidade de agir rapidamente para solucionar problemas ou planejar novas ações pelo fato de “termos dados dispersos, secretarias pouco informatizadas e capazes de processar informações”, diz a economista

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

A pandemia de Covid-19 está gerando um “choque muito adverso na economia e uma sobrecarga sobre os sistemas de saúde” em todos os países do mundo que foram atingidos pelo vírus, mas apesar das adversidades enfrentadas, a crise também “desperta para problemas e desafios novos”, ressalta a economista  Beatriz Rache à IHU On-Line. “Esta está nos mostrando que bem-estar não é só economia ou só saúde, mas que necessita de esforços integrados: proteger vidas e pequenos negócios, equipar o sistema de saúde e garantir condições básicas de vida àqueles em situação de maior vulnerabilidade”, afirma.

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“É preciso que o recurso de 600 reais chegue hoje”. Entrevista especial com Sonia Fleury

Cada favela precisa de um plano emergencial específico, segundo suas especificidades, diz a pesquisadora

Por João Vitor Santos e Patricia Fachin, em IHU On-Line

O coronavoucher de 600 reais para os trabalhadores informais, autônomos e intermitentes, como ficou conhecido o pagamento do auxílio emergencial que será feito pelo governo federal, “pode chegar às pessoas das comunidades, mas para ser operacionalizado, ele requer uma burocracia que pode retardar o recebimento e talvez seja tarde demais”, adverte a cientista política Sonia Fleury. Para ela, a melhor maneira de suprir as necessidades financeiras desses trabalhadores é através de uma renda mínima que possa ser garantida imediatamente. “Um economista liberal disse que deveriam estar jogando dinheiro de helicóptero. É mais ou menos isso; não dá para pensar agora em mecanismos burocráticos, porque as pessoas não têm como prover a renda. Na favela, as pessoas costumam dizer que se vende o almoço para comprar a janta. Se a pessoa não trabalhar, não tem o que comer e isso já está acontecendo”, afirma.

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Profissionais de saúde: “ou a gente se cuida, ou adoece”

Profissionais do SUS enfrentam o coronavírus no corpo a corpo e reivindicam testes, equipamentos de proteção, e informação por parte de gestores e autoridades

Por Marina Amaral, Alice Maciel, Andrea DiP, Thiago Domenici, Julia Dolce, Rute Pina, Joana Suarez, Bárbara D\’Osualdo, Anna Beatriz Anjos, Rafael Oliveira, A Pública

“Nós estamos no começo da pandemia, e já estamos tendo contaminação de funcionários e toda essa dificuldade com UTI. E isso com a orientação das pessoas de ficarem em casa. Imagina se não tivesse essa orientação, como seria”, pergunta Waldir *, enfermeiro que trabalha em duas unidades do SUS em São Paulo. “A palavra é descaso”, diz, referindo-se ao presidente Jair Bolsonaro, depois de ouvir o discurso em rede nacional em que o presidente minimizou a gravidade da pandemia e reclamou das quarentenas decretadas pelos governadores.

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Fiocruz constrói Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 – INI

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Em mais uma iniciativa para contribuir com o enfrentamento do avanço da Covid-19 no Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), vai construir uma unidade hospitalar de montagem rápida. O espaço contará com 200 leitos exclusivos de tratamento intensivo e semi-intensivo para pacientes graves infectados pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Confira aqui uma vista 3D.

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Como nos salvaremos do terraplanismo sanitário?

Dinheiro, há: só o Tesouro Nacional tem R$ 1,3 trilhão em caixa. Estado poderia remunerar trabalhadores em quarentena e incrementar o SUS. Mas governo bloqueia gastos públicos em nome da “austeridade” — enquanto dá bilhões para rentistas

por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

A cada dia que passa a crise do coronavírus se agrava em termos exponenciais. Bolsonaro e Paulo Guedes estão há várias semanas se recusando a encarar a gravidade da situação. O primeiro se mantém com o discurso terraplanista de negação da ameaça proporcionada pela pandemia, para a qual arranja qualificativos como “gripezinha” ou “resfriadozinho”. O segundo não consegue se afastar de seu compromisso com as ideias do monetarismo ortodoxo, por mais que a maior parte dos pensadores desse modelo conservador já estejam flexibilizando suas interpretações pelo mundo afora.

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Periferias e Pandemia: Plano de Emergência, já!

Comunidades onde mora a maior parte dos brasileiros requerem ações especiais contra a Covid-19. Enfrentam a precariedade. São solidárias e potentes. Ação do Estado precisa respeitar autonomia local. Eis algumas propostas

Por Sonia Fleury* e Paulo M. Buss**, em Outras Palavras

A pandemia do Covid-19 chegou às favelas. Embora o vírus não discrimine por classe social ou raça, as condições socio-sanitárias serão determinantes para dizer quais estarão em melhores condições de sobreviver e quais estarão destinados a morrer.

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Basta! Decreto de Bolsonaro ataca o SUS em plena pandemia

A denúncia é feita pela Rede Nacional de Médicos Populares

Por Jornalistas Livres, na Página do MST

As entidades que subscrevem essa nota demonstram aqui sua profunda indignação à atitude oportunista de homologação pelo Governo Bolsonaro, em plena pandemia pelo Coronavírus, do Decreto 10.283, de 20 de março de 2020, que institui a Agência Para o Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (ADAPS).

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Sem os cortes recentes na Saúde, enfrentamento da pandemia seria menos dramático. Entrevista especial com Fernando Pigatto

O presidente do Conselho Nacional de Saúde – CNS defende ações emergenciais, mas diz que não se pode esquecer de medidas de longo prazo para fortalecimento do sistema público de saúde

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Há não mais do que seis meses, as discussões em torno da redução do Sistema Único de Saúde – SUS estava na pauta do governo federal. Agora, diante da pandemia de coronavírus, ocorre uma verdadeira força-tarefa para arrecadar recursos financeiros que subsidiem ações do sistema público de saúde. Para o presidente do Conselho Nacional de Saúde – CNS, organismo que fiscaliza e defende as ações do SUS, Fernando Pigatto, infelizmente o desespero diante da falta de recursos materializa o que a entidade vinha há tempos alertando. “Não à toa presenciamos recentemente nosso ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, demandando ao Legislativo recursos para lidarmos com esse momento. Se a EC 95 não existisse, enfrentar esta crise certamente estaria sendo menos dramático. Até 2036, podemos perder mais de R$ 400 bilhões”, acrescenta.

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“Sem democracia, sem ciência, sem educação, sem renda, sem políticas sociais e sem direitos, seguiremos muito doentes”. Entrevista especial com Deisy Ventura

Para pesquisadora, pandemia de coronavírus deve servir como exemplo para a valorização e o aumento de investimentos em saúde pública sob várias perspectivas

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Em meio ao medo e à emergência de conceber saídas para a crise gerada pela pandemia de coronavírus, o Sistema Único de Saúde – SUS tem sido posto como a grande arma para enfrentar o caos. “O SUS é o eixo da resposta brasileira, é nossa única e grande esperança. Trata-se de um grande sistema com acesso universal e gratuito, além de capilaridade e extensão geográfica notáveis. A injeção de recursos que foi anunciada pode torná-lo mais apto a esta resposta pontual”, aponta Deisy Ventura, pesquisadora e professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo – USP. No entanto, ela destaca que não podemos esquecer que esse mesmo SUS, nos últimos anos, vem sofrendo baques contínuos. Os investimentos e ações pontuais de agora não resolverão os problemas estruturais. “Assim que terminar a emergência, é preciso retomar seu fortalecimento de maneira contínua e prioritária. Outras emergências virão, com cada vez maior frequência”, alerta.

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10 razões para defender o SUS

Referência mundial, o SUS é responsável por garantir o acesso ao sistema de saúde à maioria da população brasileira, sendo fundamental no combate ao coronavírus

Por Yuri Simeon, na Página do MST

Você já se perguntou sobre por que defender o SUS? O SUS (Sistema Único de Saúde) nasceu em meio a pressão dos movimentos populares de reafirmar a saúde como um direito de todos. Direito esse assegurado na Constituição Federal de 1988.

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