Novas tecnologias revolucionam a medicina, mas transformam pacientes em dados, submetidos a um modelo exploratório e de vigilância. É hora de pensar a Reforma Sanitária Digital – para democratizar o poder de decisão sobre o rumo dessas tecnologias
Por Luiz Vianna Sobrinho, em Outra Saúde
Entre 2015 e 2020, preparava a minha tese de doutorado sobre a relação do antigo e permanente conflito entre o programa da Reforma Sanitária e a biomedicina – a questão do acesso a especialidades, as iniquidades e ilhas tecnológicas, a utilização da dificuldade de acesso e falhas do SUS para a segmentação de oferta pelo mercado e o encantamento, na onda de financeirização, com os modelos de gestão baseada em valor. (mais…)
