Posts tagged: direito à educação

Inaugurada Escola Municipal Indígena Ignês Benedicto

Por , 25/04/2012 10:12

A Prefeitura de Boa Vista inaugurou na comunidade do Milho, na manhã desta terça-feira (24), a Escola Municipal Indígena Ignês Benedicto. A solenidade encerrou a programação do Abril Indígena, com a presença de autoridades municipais e de moradores da comunidade.

A escola tem o mesmo padrão das demais unidades construídas pela Prefeitura, com salas de aulas, despensa, cozinha, banheiros masculinos, femininos e para deficientes físicos, pátio coberto, área administrativa e laboratório de informática. O plano pedagógico também é o mesmo desenvolvido nas escolas da Capital.

De acordo com o secretário municipal adjunto de educação e cultura, Airton Lima, a Prefeitura dobrou o número de unidades escolares na administração do prefeito Iradilson Sampaio.“Antes, eram apenas três escolas. Hoje são sete escolas e cinco anexos atendendo a 12 comunidades indígenas”, afirmou.

O Tuxaua Manduca agradeceu em nome da comunidade a nova unidade de ensino. “Nós recebemos essa escola com muito carinho, com muito amor, pois vai nos ajudar a buscar melhorias para a educação, para a nossa vida, a dos nossos filhos e da comunidade”, disse. Continue lendo… 'Inaugurada Escola Municipal Indígena Ignês Benedicto'»

Só dois em cada 10 ‘pretos’ no 5º ano de públicas sabem o esperado para a série em que estão

Por , 17/04/2012 11:00

De acordo com Francisco Soares, especialista em avaliações em educação e professor da UFMG, apesar de os números serem ruins, há motivos para comemorar: diferenças entre pardos e brancos tem diminuído

Fonte: UOL Educação

Enquanto quase quatro em cada dez estudantes do 5º ano do ensino fundamental brancos de escolas públicas tiveram desempenho na Prova Brasil 2009 em matemática compatível com a série em que estão, apenas dois em dez dos pretos tiveram o mesmo resultado. Essa é uma das conclusões de um estudo da Fundação Lemann, obtido pelo UOL Educação.

“Pretos” é o termo utilizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para se referir a negros. Os outros termos utilizados são “brancos”, “pardos”, “amarelos” e “indígenas”. A pesquisa do instituto tem base autodeclaratória.

Por mais que os resultados dos autodeclarados brancos sejam melhores em todas as séries na qual a prova foi aplicada (5º e 9º anos) e em todas as disciplinas (português e matemática), mais de 60% de todos os alunos, em todas as categorias, não haviam atingido em 2009 o conhecimento adequado para o nível que frequentam. Continue lendo… 'Só dois em cada 10 ‘pretos’ no 5º ano de públicas sabem o esperado para a série em que estão'»

Alunos ‘mais pobres’ têm o pior desempenho em prova que avalia ensino fundamental público

No geral, independentemente da classe econômica, o resultado é melhor nos anos iniciais do Ensino Fundamental do que nos finais

Fonte: UOL Educação

O grupo de alunos com pior situação econômica teve os piores desempenhos em matemática e português na Prova Brasil de 2009, mostra um cruzamento de dados feito pela Fundação Lemann e fornecido ao UOL Educação. A prova é aplicada a alunos do 5º e 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas e acontece a cada dois anos. Os dados de 2009 são os mais recentes disponíveis.

Segundo Francisco Soares, especialista em avaliações em educação e professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a proficiência do aluno reflete, ao mesmo tempo, todas as características dele, inclusive as socioeconômicas. Os alunos que têm melhores condições econômicas, diz, têm mais condições de se saírem melhor na escola.

“A proficiência do aluno reflete de forma muito próxima sua característica sociodemográfica. Isto [a diferença nos resultados] é uma prova de que a escola no Brasil não consegue cumprir sua função. Aprendem principalmente os alunos que já trazem de casa as condições adequadas para o aprendizado.” Continue lendo… 'Alunos ‘mais pobres’ têm o pior desempenho em prova que avalia ensino fundamental público'»

O amor pelas letras

Por , 16/04/2012 10:21

Na sala de aula, em Santa Luzia, na Grande BH, Julinha Maria da Silva convive com colegas de todas as idades

Mulher que dedicou toda a vida a cuidar dos outros começa, aos 80 anos, a abrir as portas do conhecimento. E já tem muitos planos para o futuro, como ser motorista de Fusquinha

Gustavo Werneck

Na carteira de identidade, o espaço reservado à assinatura do titular traz em letra azul: não assina. A situação não envergonha – pelo contrário, anima – a portadora do documento, que promete na emissão do próximo pegar a caneta com jeito e escrever certo, por linhas mais certas, o nome inteiro. No mês em que completa 80 anos, Julinha Maria da Silva, que prefere ser chamada de Índia ou Júlia, se dá um presente para abrir as portas do conhecimento, encher o coração de orgulho e iluminar o rosto de alegria. “Ainda tenho dificuldades para ler umas palavras, mas já sei escrever o meu nome todo”, diz a filha de um índio com uma baiana e nascida “no mato entre o Norte de Minas e o sertão da Bahia”. Morando sozinha numa casa modesta em Santa Luzia, na Grande BH, Júlia faz planos para o futuro e não esquece um passado que ressurge às vezes e faz brotar lágrimas amargas sob os óculos de grau.  Continue lendo… 'O amor pelas letras'»

UnB oferece 11 vagas para estudantes indígenas

Por , 12/04/2012 11:44

As inscrições poderão ser feitas entre os dias 9 de abril e 18 de maio no site do Cespe/UnB

A Universidade de Brasília (UnB) abriu 11 vagas para o vestibular destinado a estudantes indígenas nos cursos de Agronomia, Ciências Biológicas (Licenciatura/Bacharelado), Ciências Sociais, Enfermagem, Engenharia Florestal, Medicina e Nutrição. A seleção é resultado do convênio firmado em 2004 entre a Instituição e a Fundação Nacional do Índio (Funai).

O processo seletivo é restrito a candidatos indígenas que tenham cursado, ou estejam cursando, o ensino médio em escolas da rede pública ou da rede particular, desde que por meio de bolsa de estudos integral. As inscrições podem ser feitas entre os dias 9 de abril e 18 de maio no endereço eletrônico www.cespe.unb.br/vestibular/vestunb_12_1_2_funai. É imprescindível que o candidato possua CPF para realização da inscrição.

A avaliação dos candidatos será por meio de provas objetivas e de redação em Língua Portuguesa, além de análise da documentação requerida no comunicado de abertura do processo e entrevista. No momento da inscrição, o candidato deverá optar pelo polo regional para realização das provas, dentre as cidades de Cruzeiro do Sul/AC, Oiapoque/AP, Porto Velho/RO e Tabatinga/AM. Continue lendo… 'UnB oferece 11 vagas para estudantes indígenas'»

Noam Chomsky pergunta: educação para quê?

Por , 01/04/2012 11:18


Noan Chomsky: El objetivo de la educación: La… por filosofiacr

“Educação deveria ser a grande prioridade brasileira”, dizem muitos, repetindo uma frase que já se tornou bordão. Mas de que educação se trata? Num mundo em rápida mudança, qual o sentido de ensinar: acalentar um passado que já não voltará? Ou instigar os que construirão o futuro a fazê-lo de maneira consciente e autônoma? Continue lendo… 'Noam Chomsky pergunta: educação para quê?'»

Professores acusam grupo de ex-alunos de invadir escola em SE e ameaçar homossexuais

Por , 29/03/2012 10:24

Paulo Rollemberg
Do UOL, em Aracaju

Um grupo de cinco ex-alunos, armados com revólver e faca, tem realizado “invasões” na Escola Municipal de Ensino Fundamental João Teles de Menezes, na zona norte de Aracaju, de acordo com professores da instituição. As ações seriam direcionadas contra estudantes homossexuais.

Segundo uma das coordenadoras da escola, que preferiu não ser identificada, o grupo começou a invadir a escola desde o último dia 12, início do ano letivo, e faz isso  todos os dias, sempre nos turnos da tarde e noite. O grupo tem acesso à escola pelos fundos, pulando o muro que divide o prédio de um matagal.

“Um deles arrancou o brinco de um rapaz e disse que aquilo não era coisa de homem. Eles ficam zombando dos homossexuais”, disse a coordenadora. Em uma das invasões, um dos jovens entrou no banheiro feminino. Segundo ela, as ações dos ex-alunos são ato de vandalismo. Orientada pelo secretário municipal de educação, Antônio Bittencourt, a coordenadora registrou um boletim de ocorrência no dia 27.

Bittencourt disse que, assim que tomou conhecimento do fato, entrou em contato com o major Edênisson Santos, comandante da Guarda Municipal. De acordo com o secretário, a guarda vai fazer o monitoramento da escola mais de perto a partir de agora.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/03/28/professores-acusam-ex-alunos-de-invadirem-escola-em-aracaju-e-ameacarem-homossexuais.htm

Enviada por José Carlos.

Primeira travesti brasileira a fazer doutorado defende tese sobre preconceito

Por , 28/03/2012 11:24

Luma Andrade é a primeira travesti a fazer doutorado no Brasil

Luma Andrade descreve o preconceito sofrido por travestis na rede pública de ensino e aponta lacunas na formação de professores; defesa será em julho

Antes de se tornar supervisora regional de 26 escolas públicas e ingressar no doutorado em Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luma Andrade assinou o nome João por 30 anos, foi rejeitada pelos pais na infância, discriminada na escola e, mais tarde, no trabalho.

Na tese de quase 400 páginas que irá defender em três meses, a primeira travesti a cursar um doutorado no Brasil relata a discriminação sofrida por pessoas como ela na rede pública de ensino. Ela também aponta lacunas na formação dos professores.

Criança nos anos de 1970, no município de Morada Nova, a 170 quilômetros de Fortaleza, o único filho homem de um casal de agricultores era João, mas já se sentia Luma. Em casa, escondia-se para evitar ser confrontada. Na escola, apanhava dos meninos por querer parecer uma menina. Em uma das vezes que foi espancada, aos nove anos, queixou-se com a professora e, ao invés de apoio, ouviu que tinha culpa por ser daquele jeito. Continue lendo… 'Primeira travesti brasileira a fazer doutorado defende tese sobre preconceito'»

“É preciso uma educação construída com o protagonismo dos sujeitos do campo”

Por Mayrá Lima

O governo federal lançou o Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo), na semana passada. Segundo o governo, serão investidos R$ 1,8 bilhões para oferecer apoio técnico e financeiro aos estados, Distrito Federal e municípios para implementação da política de educação do campo.

Entre as ações previstas no programa, estão a construção de três mil escolas, a instalação de recursos digitais em 20 mil unidades e a aquisição de oito mil ônibus, duas mil lanchas e 180 mil bicicletas. Além disso, o governo pretende implantar educação integral em dez mil escolas rurais e quilombolas.

O Ministério da Educação (MEC) ainda afirma que 23,18% da população do campo com mais de 15 anos é analfabeta e 50,9% não concluiu o fundamental. Enquanto isso, o quadro das escolas do campo não é o dos mais animadores: são 76 mil escolas, 6,2 milhões de alunos matriculados e 342,8 mil professores, dos quais apenas 182,5 mil têm estudo superior.  Continue lendo… '“É preciso uma educação construída com o protagonismo dos sujeitos do campo”'»

RS – Quilombo Chácara das Rosas

Por , 26/03/2012 09:28

Liderança Quilombola , Isabel Genelício, realiza um levantamento da situação de escolaridade no quilombo e das condições de moradia e qualidade de vida. Imagem por fotos pelos próprios quilombolas. Filmagem e Edição de Vídeo Professor Luiz Antonio e Direção Professora Sirlândia Gheller.

TKCSA – “Nota da Regional IX sobre a situação do Colégio Estadual Erich Walter Heine”

Por , 25/03/2012 14:31

NOTA PÚBLICA DA REGIONAL IX DO SEPE/RJ SOBRE O COLÉGIO ESTADUAL ERICH WALTER HEINE E O FIM DE MAIS UMA ILUSÃO DA TKCSA EM SANTA CRUZ

I – O SEPE/RJ (Sindicato Estadual dos profissionais de Educação – RJ) na luta por uma educação pública de qualidade para todos vem informar aos estudantes e comunidade escolar do CE Erich Walter Heine que apóia a denúncia contra a farsa da TKCSA e dos governos que alimentam a ilusão da escola sustentável. Já era previsto o triste fato entre a parceria TKCSA e governo do estado com a suposta “Primeira Escola Verde” construída em Santa Cruz, pois sabemos qual o verdadeiro interesse político-pedagógico do mercado, das empresas e dos governos que permitem estas parcerias. É uma lavagem cerebral ideológica para manter o projeto hegemônico e os filhos da classe trabalhadora como escravos alienados e excluídos.

II – As denúncias sobre os problemas do C. E. Erich Heine que apareceram na imprensa são apenas a revelação mais pública das ilusões alimentadas desde que essa unidade escolar foi inaugurada. Laboratórios foram montados cenograficamente para depois serem desmontados. O autoritarismo e a falta de diálogo da direção com alunos, profissionais de educação e comunidade são patentes.

III – O pior é saber que esta dita “Escola Verde” assim como a obra do Hospital Pedro II foram decididas em conversas feitas na Alemanha com a presidência da TKCSA alemã, utilizando-se de recursos públicos (do povo brasileiro!!!) provenientes de projetos “sociais” de mitigação, com isenções fiscais e financiamentos do BNDES, ou multas recebidas por um processo errôneo. Continue lendo… 'TKCSA – “Nota da Regional IX sobre a situação do Colégio Estadual Erich Walter Heine”'»

Proposta institui política de prevenção da violência contra educadores

Por , 20/03/2012 09:46

Iracema Portella: além das agressões físicas, há número significativo de agressões verbais.

Lara Haje* - Agência Câmara de Notícias

A Câmara analisa projeto que institui a Política de Prevenção à Violência contra Educadores. Pela proposta (Projeto de Lei 3273/12), da deputada Iracema Portella (PP-PI), serão considerados educadores os profissionais que atuam como professores, dirigentes educacionais, orientadores educacionais, agentes administrativos e demais profissionais que desempenham suas atividades no ambiente escolar.

O objetivo da proposta é implementar medidas preventivas, cautelares e punitivas para situações de violência física e moral contra educadores, ocorridas em decorrência do exercício de suas funções. Além disso, a ideia é estimular a reflexão acerca desse tipo de violência.

Segundo a autora, agressões sofridas por educadores vêm se tornando cada vez mais frequentes no cotidiano das escolas brasileiras. “Tais agressões não são apenas físicas, sendo registrados números significativos de agressões verbais”, afirma a deputada. Iracema também cita a ocorrência de furtos e vandalismo dentro das escolas. “Intensifica-se a percepção de que a escola deixou de ser um território protegido”, complementa. Continue lendo… 'Proposta institui política de prevenção da violência contra educadores'»

“A sociedade chilena espera mudanças profundas”, afirma Camila Vallejo

Por , 17/03/2012 13:22

A dirigente universitária revela que os estudantes estão discutindo a relação que terão com as organizações sociais e suas demandas, que estão sobre a mesa. E que o governo de Piñera vai privatizar e alienar os recursos.

A entrevista é de Christian Palma e Marcelo Garay e está publicada no jornal argentino Página/12, 15-03-2012. A tradução é do Cepat.

Na sede da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECH) o verão ainda não dá trégua. Os 30 graus em média que abrasam Santiago não impedem que a dirigente universitária Camila Vallejo pose com sóbria naturalidade para as lentes de um repórter fotográfico. Já concedeu várias entrevistas à imprensa local e mostra-se um pouco agoniada. Diz estar inquieta porque “insistem com a minha candidatura ao Congresso”. Mas nos pátios da também chamada Casa dos Estudantes do Chile não há vontade para comemoração alguma, menos ainda por Piñera, que esta semana completou dois anos no governo do Chile. Para Vallejo, o fato de que Piñera ocupe a cadeira principal do La Moneda não é única coisa que hoje inquieta o país. Também o roteiro escrito pelos seus antecessores. Eis a entrevista. Continue lendo… '“A sociedade chilena espera mudanças profundas”, afirma Camila Vallejo'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.