O coro das Universidades contra o Future-se

Projeto de sucateamento do ensino superior no Brasil sofreu rejeição em quase 70% das instituições. Não resolve problema no curto ou médio prazo – com situação agravada pelos cortes – e não inova atual modelo de financiamento

Por Juca Guimarães, no Brasil de Fato

O projeto do governo Jair Bolsonaro (PSL) que prevê a ingerência do capital privado nas universidades públicas federais, batizado de Future-se, é total ou parcialmente rejeitado por todas as instituições que já iniciaram o debate sobre assunto. Ao todo, 43 das 63 universidades federais (68%) se reuniram para analisar a proposta do governo e fizeram diversas críticas ao projeto.

(mais…)

Ler Mais

A Revolução 4.0 e a reedição das lógicas das revoluções burguesas. Entrevista especial com Gaudêncio Frigotto

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

As revoluções burguesas que iniciam no século XVII e seguem até o século XIX varrem toda a Europa e trazem um novo regime sociopolítico mundial. Caem os reis absolutistas, mas sobram os burgueses liberais. E, se por um lado o Estado se organiza em torno da universalidade e da cidadania, com o tempo, percebe-se que esses avanços de fato não tocam a vida dos mais pobres. Para o professor Gaudêncio Frigotto, o momento que vivemos, da chamada Revolução 4.0, tem provocado uma espécie de atualização dessas desigualdades. “Trata-se de um processo contínuo de substituição na atividade produtiva do trabalho vivo (força física e mental dos trabalhadores) em trabalho morto (máquinas, computadores, robôs etc.). O que a história mostra é que aqueles capitalistas ou grupos que se valem de uma tecnologia que lhes permite, em menos tempo e com menos pessoal, produzir mais lhes dá vantagens na competição com os demais capitalistas”, analisa.

(mais…)

Ler Mais

Quase 70% das universidades federais rejeitam projeto Future-se

Programa do governo Bolsonaro promove terceirização da gestão e ingerência privada nas instituições públicas de ensino

Juca Guimarães, Brasil de Fato

O projeto do governo Jair Bolsonaro (PSL) que prevê a ingerência do capital privado nas universidades públicas federais, batizado de Future-se, é total ou parcialmente rejeitado por todas as instituições que já iniciaram o debate sobre assunto. Ao todo, 43 das 63 universidades federais (68%) se reuniram para analisar a proposta do governo e fizeram diversas críticas ao projeto.

(mais…)

Ler Mais

Belo Horizonte é a primeira capital a aprovar o Escola sem Partido

Projeto deve ser votado em segundo turno na Câmara Municipal no ano que vem. População foi impedida de acompanhar a votação

por Ana Luiza Basilio, em CartaCapital

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou na segunda-feira 14, em primeira votação, o projeto de Lei Escola sem Partido. Foram 25 votos favoráveis, 8 contrários e nenhuma abstenção. A votação aconteceu a portas fechadas, sem a participação da população. A cidade é a primeira capital do Brasil a aprovar o tema.

(mais…)

Ler Mais

Quem ataca a universidade e por quê?

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

Nos últimos dias, em Santa Catarina, temos lido alguns colunistas da imprensa comercial atacar de maneira violenta a universidade, os estudantes, os trabalhadores públicos. Isso não é novidade alguma. Sempre que, por algum motivo, os governos procuram destruir a universidade pública, logo assomam os cães de guarda, os puxa-sacos, os lambe-botas, os boca-alugadas, essa gente que só ocupa o lugar que têm nos jornais e emissoras de televisão justamente porque defendem a lógica do capital. Nada se pode esperar desses comentaristas a não ser justamente a defesa da classe dominante. É para isso que estão onde estão. 

(mais…)

Ler Mais

‘Saí do corte de cana para me tornar professor’: Incra quer acabar com a escola do MST que mudou minha vida

por Greisson Izidorio, em The Intercept Brasil

LEMBRO DE QUANDO meu pai, minha mãe e meus quatro irmãos íamos juntos para o corte de cana. Acordávamos cedo, 4 horas da manhã, e a mãe acordava antes ainda para preparar a comida. A gente cortava cana em um engenho próximo de nossa casa em Ribeirão, no interior do Pernambuco — uma região à mercê da oligarquia da cana de açúcar, imposta há séculos por senhores de engenho e usinas açucareiras.

(mais…)

Ler Mais

Orçamento do MEC regride uma década com Bolsonaro e Weintraub

Redução dos investimentos e despesas cotidianas no orçamento do MEC vai da educação básica à universidade e contradiz discurso de campanha do presidente

Por redação RBA

O corte no orçamento do Ministério da Educação (MEC) previsto para 2020 vai fazer a área regredir 10 anos em disponibilidade de recursos. Os R$ 15,73 bilhões previstos para investimentos e despesas cotidianas – energia, segurança, alimentação, transporte – são equivalentes ao investido no ano de 2010: R$ 15,33 bilhões. O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, consolidam assim a redução de recursos para a educação que já praticaram esse ano, com graves consequências para o país. O levantamento sobre o orçamento do MEC foi feito pela liderança do PT no Senado Federal.

(mais…)

Ler Mais

O ataque estratégico do neoliberalismo à educação

Desde o início da sua expansão o neoliberalismo mirou a escola, o sistema escolar e a universidade, pois esses são lugares fundamentais de formação de um certo tipo de subjetividade.

Por Christian Laval, no blog da Boitempo*

Desde o início da sua expansão o neoliberalismo mirou a escola, o sistema escolar, a universidade etc. Isso por várias razões diferentes, mas uma das motivações fundamentais é que se trata de um lugar de formação de um certo tipo de subjetividade. Em termos mais simples, é o lugar de criação de um “capital humano”, pensado como tal, que vai alimentar um sistema produtivo baseado na concorrência generalizada. Por isso, acredito que estudar, analisar o sistema educacional neoliberal é absolutamente fundamental para compreendermos o que é o neoliberalismo.

(mais…)

Ler Mais

Dois caminhos para as Novas Ciências

Plano de Weintraub é subordinar universidade à lógica do mercado e do “inovacionismo”. Mas uma comunidade científica militante e cidadã, diversa e abrangente, pode assumir seu caráter público no rumo do desenvolvimento sustentável

Por Ricardo T. Neder*, em Outras Palavras

“(…) quem não se aproximar com inquietude da compreensão e do domínio das novas ciências como ciências da complexidade não entenderá (e praticará mal) não só o que fazer tecnocientífico como também o artístico e o político”
Pablo Gonzalez Casanova. As novas ciências e as humanidades — da academia à política¹

Este é o terceiro e último artigo da série. Constatamos que a universidade está diante de uma bifurcação (para usar uma metáfora de Ilya Prygogine2) frente ao mesmo tempo, das Novas Ciências, e das Tecnociências empresariais. O que nos obriga a trabalhar fundo uma perspectiva política emancipadora para a pesquisa científica e tecnológica na América Latina não perder a atual revolução científica como oportunidade para aperfeiçoar organizações universitárias.

(mais…)

Ler Mais