Pedro Cardoso sobre Era Bolsonaro: “Em que momento e de que modo nós nos fizemos um povo mal educado?”

por Pedro Cardoso, em Diario do Centro do Mundo

Quando nos defrontamos com as mazelas do Brasil, a solução apontada quase com unanimidade é sempre EDUCAÇÃO, não é verdade? Eu fico então me perguntando: Em que momento e de que modo nós nos fizemos um povo mal educado? Os habitantes daqui antes de os europeus chegarem eram eles sem educação? Os africanos trazidos a força para cá, o eram? É certo que não. Nem tampouco o português que aqui chegou era um deseducado.

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União não poderá aplicar decreto que extingue cargos e funções no Instituto Federal de Goiás e no Instituto Federal Goiano

Decisão foi proferida em Ação Civil Pública ajuizada pelo MPF em agosto do ano passado

Sentença da 3ª Vara da Justiça Federal de Goiânia, proferida no último 12 de fevereiro, acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) para determinar à União que se abstenha de aplicar o Decreto 9.725, de 12 de março de 2019, no âmbito do Instituto Federal Goiano e do Instituto Federal de Goiás, bem como para obstar os efeitos concretos da referida norma. O decreto prevê a extinção de cargos em comissão e funções de confiança no âmbito da Administração Pública federal.

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Escola cívico-militar em RO afasta professores que queriam ir a reunião do sindicato

Paulo Saldaña e Bruno Boghossian, Folhapress/GaúchaZH

Uma escola cívico-militar em Rondônia, gerenciada pela PM (Polícia Militar), mas com professores da rede estadual de educação, determinou a dispensa de dez professores por eles terem indicado interesse em participar de assembleia do sindicato da categoria.

O caso ocorreu no colégio Tiradentes da PM, em Porto Velho, na última quinta-feira (19). A direção da unidade argumentou que, por terem se organizado para a atividade, os docentes não teriam perfil para a escola. Há docentes no grupo que atuavam na unidade havia mais de 20 anos. Segundo eles, o episódio é inédito. 

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MPF recomenda que prefeitura de Santarém (PA) não altere educação indígena sem consulta prévia a indígenas

Recomendação também alerta para a necessidade de manutenção dos contratos temporários com professores indígenas até a realização de concurso específico

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou ofício nesta terça-feira (18) à prefeitura e à secretaria de Educação de Santarém (PA) com recomendação para que não seja adotada qualquer medida administrativa que altere a política municipal de educação escolar indígena sem consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas interessados.

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Um encontro impreCionante

Newsletter do The Intercept Brasil, por Leandro Demori e Rafael Moro Martins

Vasculhando as agendas públicas dos ministros do Bolsonaro, o repórter Rafael Neves notou que Abraham “imprecionante” Weintraub recebeu anteontem lobistas de um método de ensino de matemática chamado Cingapura. O método ficou famoso nos últimos tempos por ter sido adotado por Jeff Bezos, dono da Amazon. O problema não é o método, mas as pessoas envolvidas no lobby. Weintraub apagou o nome de um deles de sua agenda oficial (por quê?), mas nós vamos contar quem são ele e sua turma.

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Educação Pública: E se Bolsonaro destruir o Fundeb?

Em sua escalada ultraliberal, governo pode acabar com Fundo que banca 56% dos recursos da rede pública municipal e o Piso Nacional a professores. Mais de 20 milhões de estudantes seriam prejudicados, principalmente no Norte e Nordeste

Uma nota técnica do Dieese, em Outras Palavras

Introdução

A garantia legal de recursos para a educação é fruto de longas e intensas lutas dos profissionais da educação, que remontam ao período imperial de nossa história. A primeira fonte de financiamento para a educação pública brasileira é datada de 1772, com a criação do subsídio literário, que era um tributo incidente sobre “[…] as vendas de carne nos açougues e de cachaça nos alambiques” (BRASIL, 2006, p.24). Em 1834, por meio de Ato Adicional, atribuiu-se às províncias a responsabilidade pela educação primária (ou elementar) e estipulou-se que seu financiamento deveria advir de “recursos da receita geral, de loterias e de rifas.” (CURY, 2018, p. 1.221).

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No mundo do Balão Mágico: discípulo de Olavo de Carvalho que vai decidir o conteúdo dos livros didáticos para crianças de 6 e 7 anos

por Rafael Moro Martins, Rafael Neves, Beatriz Amaro, no The Intercept Brasil

UM DISCÍPULO DE OLAVO DE CARVALHO que afirma ter desenvolvido seu próprio método para alfabetizar crianças será o responsável por definir qual o conteúdo dos novos livros didáticos do primeiro e segundo anos do ensino fundamental a partir de 2021.

Trata-se de Carlos Nadalim, um bacharel em direito e mestre em educação que jamais assinou publicações científicas sobre alfabetização, mas tornou-se ícone conservador por manter um blog em que dá orientações a quem prefere educar os filhos em casa e longe da escola – uma obsessão de radicais cristãos.

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Representantes de programas de pós-graduação em biodiversidade divulgam carta sobre novo presidente da Capes

Assinam a carta aberta 82 coordenadores e vice-coordenadores de 81 programas de pós-graduação em biodiversidade do País

Na USP

Coordenadores e vice-coordenadores de 81 programas de pós-graduação em Biodiversidade, em carta aberta, expressaram preocupação com a nomeação de Benedito Guimarães Aguiar Neto como presidente da Capes. A apreensão, segundo os signatários, vem da convicção de Aguiar Neto a respeito da relevância do estudo e consequente ensino do chamado “Design Inteligente”.  A preocupação, dizem,  mais do que uma disputa que poderia ser puramente “acadêmica”, é de que a área de Biodiversidade, uma das maiores da Capes em número de programas, seja desprestigiada, dado que utiliza a evolução biológica como fio condutor em pesquisas e no ensino em todos os seus programas. Abaixo, leia a carta na íntegra. 

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‘Vouchers vão gerar um apartheid educacional’

Roberto Leher, pesquisador da educação e ex-reitor da UFRJ, vê grave encontro de fundamentalismos na política de vouchers anunciada pelo ministro da economia, Paulo Guedes, para a educação infantil

Beatriz Mota – EPSJV/Fiocruz

Enquanto o ministro da educação Abraham Weintraub tenta sobreviver a uma crise gerada pelas falhas de correção no Enem, vem de fora da pasta (e do país) o anúncio que pode impactar fortemente o futuro da educação no Brasil. No Fórum Econômico Mundial, em Davos, o ministro da Economia Paulo Guedes afirmou que haverá um “gigantesco” programa de distribuição de vouchers para a educação infantil. A ideia é que os cupons – que funcionam como uma espécie de cheque – sejam entregues diretamente às famílias das crianças, para que elas possam escolher “livremente” onde aplicar esses recursos: em mensalidades de creches e escolas privadas ou públicas.

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Gestão Weintraub é marcada por erros, retrocessos e ataques à educação, professores e estudantes

Nesta quarta-feira, MPF divulgou despacho em que é detectada nova irregularidade no Sisu: número de vagas a deficientes é menor do que deveria

por Eduardo Maretti, da RBA

São Paulo – O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília detectou mais um problema no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Segundo despacho do procurador Felipe Fritz Braga divulgado ontem (29), um “expressivo número de cursos em todo o país” teve vagas reservadas à população com deficiência em número inferior ao determinado pelas normas, de acordo com a Lei nº 12.711/2012 (a Lei de Cotas). “Ou mesmo não tiveram nenhuma vaga reservada para esses candidatos.” O procurador pede esclarecimentos ao Ministério da Educação (MEC).

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