A privatização da educação através das plataformas de ensino remoto. Entrevista especial com Marcos Dantas

Para o professor, “estamos usando Zoom, Google Classroom, Microsoft Teams de uma forma completamente irresponsável” e entregando os dados de estudantes para corporações privadas

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

A pandemia trouxe uma série de transformações e há quem diga que muitas vieram para ficar. Uma delas é a implementação da educação através do ensino remoto e das aulas síncronas a distância. No entanto, enquanto muitos celebram o fato de que, finalmente, a escola se transformou e chegou no mundo da revolução 4.0, o professor Marcos Dantas faz um alerta: “estamos usando ZoomGoogle ClassroomMicrosoft Teams de uma forma completamente irresponsável”. Isso porque essas plataformas, como a maioria das que operam na última geração da internet, capturam dados dos usuários e armazenam tudo que for gerado em seus ambientes. “Considero isso uma tragédia a longo prazo, porque se está entregando a essas plataformas a própria formação da identidade e da cultura brasileira”, acrescenta, em entrevista concedida por chamada de vídeo pelo Telegram à IHU On-Line.

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Sem acesso ao ensino remoto, estudantes podem perder ano escolar nos quilombos

Conselho Nacional de Educação determinou em 2012 a implementação da Educação Escolar Quilombola, mas modalidade ainda está distante de muitas comunidades; com a pandemia, estudantes têm dificuldade de acessar o conteúdo pedagógico 

Por Márcia Maria Cruz, em De Olho nos Ruralistas

Forma mais eficaz de barrar o avanço do novo coronavírus, o isolamento social impôs a transição, às pressas, do ensino presencial para o remoto em escolas públicas e privadas de todo o Brasil. A introdução súbita do ensino à distância trouxe desafios para pais e alunos, como a atenção às aulas, a dificuldade no acesso às plataformas digitais e a falta de um espaço físico adequado. Nos territórios quilombolas, no entanto, boa parte dos estudantes sequer passará por essa adaptação.

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Ganância de mercadores do ensino é motor da volta às aulas, denuncia líder dos professores de São Paulo

No TUTAMÉIA

“As mantenedoras do ensino básico estão ávidas por garantir a rematrícula dos seus alunos para o ano que vem. Com a ganância própria dos comerciantes ávidos, elas estão procurando abrir as escolas de qualquer maneira, para poderem, assim como verdadeiros abutres, atacar a sua clientela e garantir de alguma maneira a sua rematrícula.”

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“É cruel”: professores relatam de aulas on-line com 300 alunos a demissões por pop-up

Em meio à pandemia, milhares de docentes foram demitidos de universidades privadas em São Paulo e relatam precarização e depressão

Por Thiago Domenici, Agência Pública

“A palavra que melhor define meu momento é desespero”, conta Horácio*, professor da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, do grupo Laureate, referindo-se à redução de 75% das suas horas de trabalho no atual semestre letivo. 

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Os desafios da educação não-presencial em comunidades tradicionais da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns (PA)

Por: Tainá Aragão, em Amazônia Real

A educação online transformou-se em uma das alternativas à continuidade do ensino-aprendizagem formal frente ao cenário de novo coronavírus, desde que a pandemia chegou ao Brasil, há mais de seis meses. Mas, essa configuração que tenta abranger a “nova normalidade”, não tem alcançado todas as realidades sociais, econômicas, étnicas e culturais brasileiras. O Conselho Nacional de Educação (CNE), vinculado ao Ministério da Educação, homologou neste mês de setembro uma recomendação sobre a volta às aulas através de um modelo híbrido de ensino, em que parte das atividades seria presencial, e outra, à distância. Este modelo, contudo, tem se mostrado excludente para comunidades tradicionais da Amazônia, como é o caso da região do baixo rio Tapajós, no Pará, devido à falta de acesso à infraestrutura básica para a viabilidade desse novo formato de ensino proposto.

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Relatório aponta sério risco à liberdade acadêmica no Brasil

Estudo divulgado por instituto de Berlim destaca ofensivas em várias frentes contra professores, pesquisadores e instituições brasileiras. Sinais claros de corrosão da autonomia acadêmica já vêm desde as eleições.

Por Bruno Lupion, na DW

A liberdade acadêmica de pesquisar e ensinar, em um ambiente com autonomia didática e científica nas universidades públicas, é garantida pela Constituição, mas está sob ameaça no Brasil. A conclusão é de um relatório elaborado por um grupo de pesquisadores brasileiros e publicado neste mês pelo instituto GPPi (Global Public Policy Institute), baseado em Berlim.

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O brutalismo vai à escola

A violenta lógica de roleta-russa do retorno às aulas presenciais está inscrita também na responsabilização individual dos profissionais da educação, que devem assumir todos os danos possíveis, inclusive pelo contágio. Parece que às vezes se esquece que a educação é fruto de muito trabalho.

Por Carolina Catini. no Blog da Boitempo

“Havendo óbitos de alunos ou de profissionais da escola, e se for algo desejado pela comunidade escolar, o grupo pode organizar ritos de despedida, homenagens, memoriais, formas de expressão dos sentimentos acerca da situação e em relação à pessoa que faleceu, e ainda atentar para a construção de uma rede socioafetiva para os enlutados”.
(Plano de Retorno às aulas presenciais da rede pública estadual de ensino do Espírito Santo, 2020, p. 65).

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MEC corta bolsa de indígenas e instituto faz campanha para apoiar estudantes

Universidade Federal de Roraima tem hoje 604 estudantes indígenas matriculados

Por Martha Raquel, no Brasil de Fato

O ensino à distância durante a pandemia levantou o debate sobre as dificuldades de acesso à internet no Brasil e a eficácia dessa modalidade de ensino quando disponibilizada de forma precária.

Se a conexão pode ser um problema pra quem mora nos centros urbanos, pra quem ocupa os interiores, áreas rurais e terras indígenas, as dificuldades de acesso são ainda maiores. 

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Na pandemia, dificuldade no acesso à internet é desafio para organização e educação quilombola em Santarém-PA

Pará lidera casos de Covid em quilombos. Federação Quilombola de Santarém destaca que alimentos e informações têm sido levados por iniciativas solidárias

Por José Odeveza, na Terra de Direitos

Perto das 100 mil mortes no país, as insuficientes medidas de contenção do aumento exponencial dos casos da Covid-19 têm se mostrado pouco eficazes. O pico da doença estimado inicialmente para o mês de abril se arrasta ao longo de 2020 e registra até o momento mais de mil mortes diárias e cerca de 2,6 milhões de infectados confirmados no Brasil. Entre os povos e comunidades tradicionais, o número de casos e mortes incide com maior intensidade os povos quilombolas, principalmente comunidades remanescentes do estado do Pará. Além de resistirem à falta de políticas públicas emergenciais  específicas para os povos quilombolas, os problemas tecnológicos, como baixo sinal de telefone e internet, também dificultam articulação interna para contenção da doença nos quilombos. 

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TRF4 confirma decisão de que estado deve fazer funcionar adequadamente escola indígena

Secretaria de Estado da Educação tem 120 dias para adotar as providências necessárias para garantir educação adequada na Escola Taguató, na Terra Indígena Itanhaen, no Morro da Palha, em Biguaçu (SC)

Ministério Público Federal em SC

Em decisão final, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF 4) publicou acórdão determinando que o estado promova o adequado funcionamento da Escola Indígena de Educação Básica Taguató, na Terra Indígena Itanhaen (Morro da Palha), em Biguaçu (SC). O estado tem prazo de 120 dias para fazer as adequações determinadas pela Justiça Federal a pedido do Ministério Público Federal (MPF), sob multa diária de R$ 1.000 em caso de descumprimento das obrigações impostas.

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