Destruição de escola quilombola em Santa Catarina está ligada à luta pela terra. Por Elaine Tavares

em Palavras Insurgentes

No feriado da semana santa os moradores do quilombo Invernada dos Negros, localizado na divisa entre os municípios Campos Novos e Abdon Batista, em Santa Catarina, foram surpreendidos com a notícia da derrubada da escola estadual José Faria Neto que era utilizada por eles para atividades de educação de mais de 100 alunos e também de organização da comunidade. Uma máquina chegou e simplesmente colocou no chão o prédio. Todo o material da educação quilombola que estava dentro sumiu. Ninguém sabe, ninguém viu. O governo estadual, responsável pelo patrimônio público, diz que não mandou derrubar, mas declarou em nota que uma nova escola foi construída a 500 metros da que caiu, sugerindo que os quilombolas se conformem e passem a usar o prédio novo. Um inquérito sobre o caso, registrado como dano ao patrimônio público, foi aberto na policia civil de Campos Novos, mas até ontem, terça-feira (07/04), não havia sido iniciada a oitiva das testemunhas.

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Desumano! Em plena pandemia, escola de comunidade quilombola é destruída

Comunidade foi pega de surpresa ao vivenciar a ação violenta de demolição da escola quilombola

Da Página do MST

A Articulação Sul em Defesa da Educação do Campo divulgou neste fim de semana uma nota em solidariedade à comunidade remanescente de quilombola Invernada dos Negros. De acordo com a denúncia, o crime, ocorrido no município de Campos Novos (SC), é uma transgressão de direitos humanos e, em particular, de direitos educacionais.

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Universidade preta segue sem um prédio próprio em plena pandemia

Os estudantes do Campus Malês da Unilab, na Bahia, destinada a alunos do Brasil e da África, denunciam o racismo estrutural que impede a entrega de um prédio adequado para poderem estudar

por Irmandade Malês*, especial para a Ponte

A Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira) realiza a integração com os Palop (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) do continente Africano: Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Tem a missão de promover desenvolvimento regional e o intercâmbio cultural, científico e educacional. É a única instituição de ensino superior na América Latina que possui um projeto de pesquisa e ensino afrorreferenciado, pois viabiliza, na sua produção acadêmica científica, conhecimentos e cosmopercepções africanas, afrodescendentes e indígenas. A universidade, portanto, é uma instituição de encontro entre países que possuem uma história colonial portuguesa e que tiveram um processo de marginalização e genocídio histórico, ainda não reparado pelas políticas nacionais e internacionais.

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Adeus, meu Santo Amaro: o fechamento de uma escola e as disputas territoriais no Recife

Por Felipe dos Santos*, do coletivo CINE S.A, no Marco Zero Conteúdo

Em minha vida passa um rio

E se erige uma cidade

Podre as águas desse rio

Sob o tom cinza da cidade

Mangue aterrado

Esgoto a céu aberto

Em mim há lama

E há lama em mim

CANTO DE AMOR E LAMA II (ERICKSON LUNA)

Fazendo parte do anel central da cidade do Recife e compreendendo uma porção de seu centro histórico e do centro expandido, o bairro de Santo Amaro segue um processo de formação territorial comum aos demais territórios alagadiços da cidade do Recife. Foi formado por ocupações sob o mangue aterrado, conhecidas como mocambos.

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Auxílio Sim, Desmonte Não! Orçamentos da Saúde e Educação são conquistas do povo brasileiro e não podem ser mexidos

Ambos os direitos têm caráter prestacional e dependem de recursos para a sua efetividade. Sem a garantia de recursos suficientes à sua manutenção, o País viverá um grande retrocesso e um desmonte da rede escolar e do SUS.

por Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO / IHU On-Line

Há normas pétreas na Constituição Federal que não podem ser abolidas por emenda constitucional, como as que garantem direitos e garantias individuais, incluídos os direitos sociais considerados fundamentais pelo Supremo Tribunal Federal. Assim, saúde e educação são direitos pétreos que não podem ser abolidos sob nenhum pretexto.

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PEC 186: Guedes prepara sua bomba atômica

País tem meios para retornar (e até ampliar) auxílio emergencial. Emissão de moeda é um caminho. Mas, sob o signo da “austeridade”, ministro lança projeto que exime Estado de oferecer serviços como Saúde e Educação. É preciso freá-lo

por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

O ano era 2019, o primeiro do mandato de Bolsonaro. No entanto, as tragédias ocorridas em nosso País desde a sua posse foram tantas que tudo até parece muito mais longevo do que foi de fato. Paulo Guedes assumia sua condição de superministro da economia com toda a pompa e a arrogância que lhe são características. Sua primeira missão concluída com sucesso foi a aprovação da Reforma da Previdência. Se é verdade que o texto da votação definitiva em 23 de outubro estava bem distante da intenção destruidora total do Regime Geral da Previdência Social desejado pelo liberaloide, o fato é que as forças do financismo ficaram bem satisfeitas com o resultado obtido. Afinal, tratava-se ainda da primeira entrega do old chicago boy. Imaginava-se que as demais encomendas chegariam a pleno vapor.

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A luta dos universitários indígenas para não desistir das aulas em ensino remoto nas aldeias durante a pandemia

Por Vinícius Lemos, na BBC News Brasil em São Paulo

Logo que o ensino remoto teve início em meio à pandemia de covid-19, no ano passado, a universitária Maria da Penha, de 25 anos, passou a enfrentar diversos problemas para continuar no curso de serviço social da Universidade de Brasília (UnB).

A estudante indígena, que faz parte do povo Atikum, morava em Brasília desde que ingressou no ensino superior em 2019. No início da pandemia, em março passado, a jovem precisou deixar a capital federal e retornar para a sua aldeia no município de Carnaubeira da Penha, no sertão de Pernambuco.

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‘Educação é um princípio da luta social’, afirmam educadores da Reforma Agrária

XXXIII Encontro de formação do setor está ameaçado por falta de reconhecimento formal do governo do Estado

Por Fernanda Couzemenco, Século Diário

No princípio era a Educação. Educação como princípio da luta pela justiça social. Antes mesmo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se organizar no Espírito Santo, a Educação já era um pilar da organização das famílias reivindicantes da reforma agrária. Inicialmente chamado de Equipe de Apoio, o Setor de Educação do MST trabalha a educação das crianças e adolescentes seguindo as bases da Educação do Campo e da Pedagogia da Alternância. “Não é só uma escolarização conteudista, mas uma educação para a transformação social, para fortalecer a luta pela reforma agrária”, sintetiza Sebastião Ferreira, educador do MST. A formação humana dos educandos, o trabalho como princípio educativo, a auto-organização, a mística, a gestão democrática das escolas (com participação da família, da comunidade e com a auto-organização dos educadores), crítica e autocrítica, a pesquisa, entre outros elementos.

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Escola só chegará ao século XXI se enfrentar desigualdades educacionais e sociais. Entrevista especial com Rodrigo Manoel Dias da Silva

Para o professor, a experiência da pandemia escancara que é preciso educar para promoção de justiça social, hospitalidade e cidadania global e digital

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Entre todas as áreas drasticamente impactadas pela pandemia, a escola, sem dúvidas, tem lugar de destaque. A suspensão das aulas presenciais e a imposição do ensino remoto escancararam as desigualdades que vivemos e que se refletem no ambiente das escolas. O resultado é uma sombra dos chamados déficits de aprendizagem. O professor Rodrigo Manoel Dias da Silva reconhece o abismo que se abriu entre as realidades de muitos estudantes, mas observa que é preciso serenidade para encarar o tema. “Assumir imperfeições exige uma ética e uma pedagogia. O horizonte ético é reconhecer nossas fragilidades humanas e nossa vulnerabilidade coletiva – traços acentuados pela pandemia”, diz. Assim, compreende que “falar que retomaremos aprendizagens não significa supor que iremos realinhar déficits ou perdas, mas principalmente que devemos seguir novos caminhos”.

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Manutenção do Enem 2020 amplia desigualdades no acesso às universidades públicas

A realização das provas em plena pandemia também pode trazer enormes prejuízos a sociedade brasileira e uma crise de saúde pública sem precedentes

Por Solange Engelmann, na Página do MST

Em 2021 o Brasil comemora o centenário do Patrono da Educação Brasileira. Paulo Freire completaria 100 anos em 19 de setembro. O educador sonhava com uma escola cidadã e defendia uma educação democrática e emancipadora, que fosse capaz de libertar o povo e estimular a luta pela superação das violências, a cidadania e os direitos dos trabalhadores e trabalhadores explorados. Ele também apoiava as lutas pela liberação da classe trabalhadora no campo e cidade.

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