Fotógrafa busca a alteridade e a subjetividade no novo trabalho que relaciona território, angústia, medo, sonhos e autocuidado nas imagens de mulheres indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu e assentadas do Maranhão
Por Alberto César Araújo e Juliana Pesqueira, da Amazônia Real
Manaus (AM) – A relação entre as ameaças sofridas pela fotógrafa e antropóloga Ana Mendes e as mulheres do Maranhão é de identificação e aprendizado mútuo diante da violência. Em 2019, Ana foi perseguida por homens desconhecidos que estavam dentro de um carro, em São Luís, após cobrar publicamente uma postura do governo sobre ataques ao povo Akroá Gamella. Essa experiência de pânico e vulnerabilidade fez com que ela transpassasse o limite de documentarista e militante para se tornar também uma vítima de violência, o que a levou a questionar como as lideranças femininas (indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco) conseguem manter o empoderamento e permanecer em seus territórios após sofrerem ameaças semelhantes ou piores. (mais…)
