O agro não é ‘pop’, é catastrófico!

O agronegócio, que tem suas bases no modo de produção econômico capitalista, nunca fez uma ‘Revolução Verde’

Por Eduardo Ricetti*, na Página do MST

“O agro não é verde”, afirma o título de um relatório do De Olho nos Ruralistas, publicado em 2022. O dossiê explica que a “posse” da popularidade do agro é “usufruto” da propriedade de latifúndios e do avanço devastador sobre as roças dos povos originários/tradicionais pela indústria madeireira ilegal, pelo garimpo e pelas queimadas causadas por ação humana, seja por fogo, diretamente ateado, seja pela ação do aquecimento global que agrava a extensão dos impactos das queimadas e incêndios florestais. (mais…)

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A ocupação de terras no Brasil. Por Samuel Kilsztajn

O mesmo gesto que rasgou a floresta para plantar capim ou soja hoje ameaça o futuro do clima e dos povos originários. A grilagem mudou de método, mas não de dono: o ‘desenvolvimento’ ainda se escreve com a mesma tinta da violência de 500 anos

Por Samuel Kilsztajn*, em A Terra É Redonda

O “descobrimento”

No século XVI, depois de invadir terras do além mar, a coroa portuguesa, por direito de conquista, decidiu declarar virgens todas as terras “descobertas”. Para ocupar e administrar a colônia, o Brasil foi dividido em capitanias hereditárias, distribuídas a fidalgos donatários, que ficaram encarregados de doar as terras da coroa, na forma de sesmarias, a nobres, militares e funcionários públicos portugueses. Dominadas, escravizadas, desterradas e, em grande parte, exterminadas, as populações nativas recolheram-se continente adentro. (mais…)

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O “agro” quer carta-branca para a devastação

PL da Devastação tramita no Congresso e pode reduzir licenciamento ambiental a mera formalidade burocrática. Ignora a ciência, silencia os povos e tenta apagar territórios inteiros: um terço das Terras Indígenas e 80% dos territórios quilombolas estariam sob ameaça. Como freá-lo?

por Patrícia Kalil, em Outras Palavras

“Os brancos não pensam muito adiante no futuro. Sempre estão preocupados demais com as coisas do momento. É por isso que eu gostaria que eles ouvissem minhas palavras. Gostaria que, após tê-las compreendido, dissessem a si mesmos: “Os Yanomami são gente diferente de nós e, no entanto, suas palavras são retas e claras. Agora entendemos o que eles pensam. Eles ali foram criados e vivem sem preocupação desde o primeiro tempo. O pensamento deles segue caminhos outros que o da mercadoria. Eles querem viver como lhes apraz. Seu costume é diferente. Querem defender sua terra porque desejam continuar vivendo nela como antigamente. Assim seja! Se eles não a protegerem, seus filhos não terão lugar para viver felizes. Vão pensar que a seus pais de fato faltava inteligência, já que só terão deixado para eles uma terra nua e queimada. Impregnada de fumaças de epidemia e cortada por rios de águas sujas!”
Davi Kopenawa (mais…)

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Aula inaugural no Cesteh/ENSP aborda danos dos agrotóxicos na saúde reprodutiva

Informe Ensp

O Cesteh, da ENSP/Fiocruz, vai realizar a aula inaugural da nova turma do curso de especialização em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana no dia 19 de maio. A programação começará às 9h com o acolhimento aos estudantes. Em seguida, a aula será ministrada pela professora Lia Giraldo, que abordará os danos dos agrotóxicos na saúde reprodutiva. O encontro será na Sala 32 do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh). (mais…)

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Anvisa inicia monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos

Coletas serão feitas em varejista, tais como supermercados e sacolões

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

A Agência de Nacional de Vigilância Sanitária Anvisa (Anvisa) iniciou este mês um novo ciclo de coleta de amostras do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos. A ação é uma parceria com estados e municípios e com o Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais. (mais…)

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MPF recomenda a regulamentação urgente da pulverização terrestre de agrotóxicos no Pará

Instituição também recomenda a implementação de medidas de prevenção e tratamento de doenças e intoxicações por agrotóxicos no estado

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a órgãos públicos do Pará que adotem, com urgência, medidas para regulamentar a pulverização terrestre de agrotóxicos e para prevenir e tratar os impactos à saúde e ao meio ambiente decorrentes da prática no estado. A recomendação foi enviada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), à Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e à Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa). (mais…)

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COP30 será “choque de realidade” sobre Amazônia, diz Thelma Krug

Líder do comitê científico da conferência destaca que as três últimas COPs, realizadas em petroestados, foram “bem complicadas”

ClimaInfo

A cientista Thelma Krug, ex-vice-presidente do Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas (IPCC), disse que a COP30 será um “choque de realidade” para os governos e os negociadores. Para ela, as três últimas COPs, realizadas em países autoritários e petroleiros (Egito, Emirados Árabes Unidos e Azerbaijão), acabaram sendo “bem complicadas”, enquanto a COP na Amazônia será uma oportunidade para “cair a ficha” sobre a realidade dos países em desenvolvimento. (mais…)

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