Em 40 anos, Amazônia perdeu área de vegetação do tamanho da França

Foram 52 milhões de hectares entre os anos de 1985 e 2024

Fabíola Sinimbú* – Repórter da Agência Brasil

A forma como o ser humano ocupou a Amazônia nos últimos 40 anos acelerou a ameaça sobre a capacidade de a maior floresta tropical do mundo contribuir com o equilíbrio do planeta. Uma análise dos dados da série histórica do Mapbiomas sobre o uso do solo, divulgada nesta segunda-feira (15), revela que entre os anos de 1985 e 2024, o bioma perdeu 52 milhões de hectares de área de vegetação nativa. (mais…)

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Organizações e movimentos sociais realizam Jornada em Defesa da Amazônia pelo Clima

A programação inicia com um Tribunal Popular contra Agrotóxicos que será realizado em Santarém

Por Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida, na Terra de Direitos

Santarém (PA) se prepara para uma grande mobilização popular, a ‘Jornada em Defesa da Amazônia pelo Clima, Saúde e Soberania dos Territórios’, que reunirá diversas ações políticas, com debates, atos e a realização do Tribunal Popular Contra os Agrotóxicos. De 26 a 28 de setembro, a cidade acolherá povos indígenas, quilombolas, agroextrativistas, agricultores familiares, representantes dos movimentos sociais, sindicatos, organizações populares e aliados nacionais para denunciar as práticas de exploração dos bens comuns, que agravam o aquecimento global, assim como os impactos do agronegócio, e reafirmar a defesa da vida e da floresta. (mais…)

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Do morango sem amor à jabuticaba que irradia alegria

Há frutas de “gula digital”. As envenenadas pelo agro. Aquelas que não dão em pé, somente nas embalagens de ultraprocessados. E as nativas, que novas gerações desconhecem, mas resistem: nutrem memórias, afetos e outro modelo de sociedade

Por Suzana Prizendt, em Outras Palavras

Em homenagem a Ana Maria Salomão Prizendt (30/11/39 – 15/08/25)

“Jabuticaba não acaba, não
Que eu já botei você no coração”
(Trecho da música “Comida de Jabuti”, coletivo Bichos do Mato)

A antiga mitologia romana disseminou pelo mundo a figura de um deus arqueiro, cujas flechas têm o poder de enfeitiçar as pessoas que atingem. Trata-se do Cupido — cujo equivalente na cultura grega clássica seria Eros. Suas flechadas venenosas podem despertar paixões avassaladoras, muitas vezes envolvidas em conflitos mortais. Não é coincidência que ele seja filho de Vênus, a Deusa do Amor, e também de Marte, o Deus da Guerra. (mais…)

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De forte interesse do agronegócio, STF pode julgar ação que questiona a constitucionalidade da Convenção 169

Ação é um retrocesso irreparável à Constituição e aos direitos de povos indígenas e tradicionais, destacam organizações sociais

Terra de Direitos

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode julgar, nesta quarta-feira (03), a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5905 que questiona princípios da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Povos Indígenas e Tribais. A normativa dispõe sobre direito à consulta prévia, livre e informada, ao território, saúde, educação e políticas públicas direcionadas, entre outros, a povos indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais. (mais…)

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Paraná registra aumento de mais de 200% de casos de violência contra quem defende direitos humanos

Estado somou 44 casos entre 2023 e 2024; 70% das vítimas eram povos indígenas Avá-Guarani, aponta pesquisa

Terra de Direitos e Justiça Global

O Paraná se tornou um dos epicentros da violência contra defensoras e defensores de direitos humanos no Brasil. É o que mostra a nova edição da pesquisa Na Linha de Frente – Violência contra Defensoras e Defensores de Direitos Humanos no Brasil (2023–2024), realizado pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global. No período, foram mapeados 44 casos no estado, representando 9,1% de todas as ocorrências do país. Em comparação com os anos de 2019 a 2022, o Paraná saiu de uma média anual de 6,75 casos, para uma média de 22 casos por ano, nos últimos dois anos, um aumento de mais de 220%. (mais…)

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Nem pop, nem tech e nem ogro: o agronegócio é família

Exame de uma construção semântico-ideológica. Como as classes sociais que se beneficiam do atual modelo agrícola agem para apresentá-lo como natural, desejável ou mesmo caminho único. Por que a desconstrução desta cilada não pode ser feita de forma rudimentar

Por Joelson Gonçalves de Carvalho, em Outras Palavras

Nos últimos anos, o agronegócio tem sido representado de forma dual no imaginário social brasileiro. De um lado, emerge como protagonista de campanhas publicitárias milionárias, descrito como “pop”, moderno, tecnológico e responsável por alimentar o mundo. De outro, é denunciado como um ogronegócio — símbolo da violência contra povos do campo, do desmatamento em larga escala e da concentração de terras e riquezas. Essa polarização, embora revele disputas legítimas, tende a obscurecer a complexidade histórica, política e estrutural do fenômeno. (mais…)

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Modelo econômico que privilegia o agronegócio empurra a população para a fome, dizem pesquisadores

Incentivos fiscais, perdões de dívidas e créditos subsidiados têm produzido mais desigualdade e menos comida aos brasileiros, aponta estudo

Por Erick Gimenes, de O joio e o trigo / MST

Os privilégios econômicos concedidos pelo Estado brasileiro ao agronegócio empurram a população à fome e à miséria, aponta estudo publicado hoje, 18, conjuntamente pela Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra) e pela Fundação Friedrich Ebert Brasil (FES). (mais…)

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