Glicéria Tupinambá, a voz da mulher indígena na ONU: “Só cabe a nós definir como queremos viver e morrer”

Contar o fragmento de história recente do povo fez Glicéria levar à comunidade internacional o retrato do que ocorre com os povos indígenas no Brasil

Por Renato Santana*, Cimi

Glicéria Tupinambá vive na Serra do Padeiro, uma das 22 aldeias da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, no sul da Bahia. De lá partiu no início deste mês e chegou a Genebra, na Suíça, para denunciar um intrincado plano de assassinatos, revelado em janeiro, contra integrantes de sua família.

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MAB denuncia assassinatos de atingidos por barragens no Pará

Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

O Movimento dos Atingidos por Barragens está denunciando o assassinato de atingidos pela barragem de Tucuruí no Pará. Entre as pessoas assassinadas está Dilma Ferreira Silva, que é da Coordenação Regional do MAB em Tucuruí.

Segundo informações preliminares a líder do MAB no Pará teria sido assassinada junto com seu esposo e familiares.

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Não basta não ser racista, devemos ser anti-racistas

Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial e a importância da data no Brasil

Da Página do MST

Uma das formas pelas quais a produção capitalista se estruturou no mundo tem com base material no racismo. Isso provocou a exclusão violenta de grande parte da humanidade, seja nas terras africanas com territórios ocupados e sua população mercadorizada, seja em terras americanas com genocídio da população nativa e escravização da população negra sequestrada além mar.

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Obrigado por mostrar como se faz, Jacinda Ardern

Com proibição de armas de estilo militar, apoio às vítimas e solidariedade a muçulmanos, premiê mostra que a política pode ser algo simples e feito com sensibilidade e sensatez

Por Martin Muno, Deutsche Welle

Quando pessoas indefesas são mortas por terroristas, sentimentos como incredulidade e horror são dominantes. Os políticos se refugiam em lugares-comuns. Outros exigem leis mais rígidas ou condenam grupos sociais inteiros por ações individuais.

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A barbárie como ameaça. Por Cândido Grzybowski

Do Ibase

O cotidiano da vida parece cheio de ameaças. Os bárbaros ataques contra mulheres por serem mulheres estão escancarados e viraram notícia quase diária. Quantos mais ainda se escondem na sacrossanta vida de domínio privado de homens machistas em nome do patriarcado? No entanto, no léxico do poder instituído no Brasil isto é apenas “ideologia de gênero”.  

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Os jovens kamikazes: como nascem as crianças-soldado das facções do Ceará

Por Nayara Felizardo , no The Intercept Brasil

Mateus* ouviu cochichos e achou estranho. Com apenas 14 anos, ele dividia o alojamento de um centro socioeducativo de Fortaleza com quatro adolescentes da sua idade, todos membros do Comando Vermelho.

Mas Mateus era um rival: havia jurado lealdade à facção Guardiões do Estado. O menino sentiu medo,  já sabia das mortes provocadas por disputas entre adolescentes de facções rivais dentro da instituição e precisava agir rápido.

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Líder indígena Sergio Rojas é assassinado na Costa Rica

Por Alberto Gutiérrez Arguedas*

Nesta segunda feira, 18 de março de 2019, foi assassinado o líder indígena da etnia Bribri, Sergio Rojas Ortiz. Sergio morreu por causa dos 15 disparos com arma de fogo que foram executados contra ele, quando se encontrava sozinho na sua casa, na comunidade de Yeri, Território Indígena Bribri de Salitre, na região Sul da Costa Rica.

Diga-se claramente: o assassinato de Sergio Rojas é um crime político. Ele foi uma das principais lideranças do movimento indígena nas últimas décadas, cuja principal reivindicação tem a ver com o reconhecimento e o respeito aos seus direitos territoriais e sua autonomia como povos originários que aqui estavam muito antes da invasão dos espanhóis e da conformação do Estado. O assassinato de Sergio não é um evento isolado: é o último de uma série de ataques e violências que vem acontecendo há vários anos nas comunidades indígenas da região Sul, cujo principal foco de conflitividade é justamente no território de Salitre.

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Força Tarefa Araguaia: MPF denuncia novamente Sebastião Curió por crimes na ditadura militar

O militar que comandou a repressão à Guerrilha do Araguaia, acusado pela terceira vez, é denunciado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver de duas vítimas.

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu nova denúncia contra Sebastião Curió, o major do exército brasileiro que comandou a repressão à Guerrilha do Araguaia, no sudeste do Pará, resultando em centenas de camponeses torturados e dezenas de guerrilheiros mortos, cujos corpos jamais foram encontrados. A ação penal é assinada por oito Procuradores da República que integram a Força Tarefa Araguaia e foi apresentada à Justiça Federal em Marabá, tratando do assassinato, tortura e ocultação dos cadáveres de Cilon da Cunha Brum (“Simão”) e Antônio Teodoro de Castro (“Raul”).

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Até quando vão seguir matando Marielle?

Por Editorial da Ponte Jornalismo

Matar nunca foi o bastante. Era preciso, também, profanar o corpo. Foi assim que, após ser traído e assassinado, Zumbi dos Palmares teve a cabeça cortada, salgada e levada para ser exibida ao governador. Tiradentes foi esquartejado e seus pedaços, espalhados por Vila Rica. Antonio Conselheiro já estava morto e enterrado quando o Exército brasileiro invadiu o arraial de Canudos, mas os militares fizeram questão de desenterrá-lo para poder cortar sua cabeça. Após as mortes do bando de Lampião, as cabeças decapitadas dos cangaceiros passaram por diversas exibições e levaram 31 anos para conhecer a sepultura.

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