Protejam Erasmo: ele pode ser assassinado a qualquer momento. Por Eliane Brum

Por que a violência na Amazônia aumentou em 2019 e por que a sociedade precisa se organizar para barrar as mortes

No El País

Quando vi Erasmo Alves Teófilo pela primeira vez, o que me chamou a atenção foi aquele homem se movimentando muito rápido numa velha cadeira de plástico branca. Vítima de paralisia infantil, porque não havia vacina onde ele vivia, Erasmo não pode caminhar. Mas lidera. Este homem que só conta com uma cadeira de plástico branca luta pela vida de cerca de 300 famílias de agricultores familiares e pescadores na Volta Grande do Xingu, em Anapu, na Amazônia paraense, uma das regiões mais sangrentas da Amazônia. Este homem sem movimento nas pernas movimenta-se mais do que a maioria dos brasileiros para manter a floresta em pé. Hoje, ele também conta com pouco mais do que sua cadeira de plástico para escapar da morte.

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Quem deu a ordem para a chacina de Paraisópolis?

Em 2019, foram mais de 7,5 mil operações para sufocar bailes em favelas. Mas punição por crimes dirige-se apenas à baixa patente, enquanto comando da corporação e governo do Estado, verdadeiros responsáveis, permanecem intocáveis

por Almir Felitte*, em Outras Palavras

O mês de dezembro começou com mais uma chacina para a sempre sangrenta história brasileira. Chacina porque não há outra palavra que descreva melhor o que aconteceu em Paraisópolis, São Paulo, na madrugada de 1º de dezembro de 2019. Esse é o nome que se deve dar para uma ação policial que deixou 9 mortos na segunda maior favela paulistana.

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Após dois assassinatos em uma semana, líder rural ameaçado foge de Anapu

Liderança do Pará diz ter presenciado ligação telefônica que tem relação com os dois crimes mais recentes; polícia não confirma se casos envolvem disputa de terra

Por Rafael Oliveira, Thiago Domenici, Agência Pública

Romildo, uma liderança rural de Anapu (PA) que, por questões de segurança, não será identificada com o nome real, está ameaçado há mais de três anos por sua atuação na luta por reforma agrária na região onde foi assassinada a missionária americana Dorothy Stang, em 2005.

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Dois assassinatos em Anapu aumentam preocupação por falta de acesso à justiça para defensoras e defensores do direito à terra no Pará

Front Line Defenders

Em 4 de dezembro de 2019, o defensor de direitos fundiários Marcio Rodrigues dos Reis foi assassinado em uma estrada próxima a Anapu. Ele era a principal testemunha de defesa em um processo de criminalização contra o defensor de direitos humanos Padre Amaro. Márcio é o 15º trabalhador rural assassinado na área desde 2015. Pouco depois, em 9 de dezembro de 2019, o conselheiro tutelar Paulo Anacleto também foi encontrado morto. O conselheiro estava ativamente envolvido nas investigações do assassinato de Marcio Rodrigues dos Reis.

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Nota urgente: Escalada de violência contra povos indígenas revela falhas graves do governo com os direitos humanos no Brasil, afirma Anistia Internacional

Anistia

A escalada da violência contra as populações indígenas no Brasil revela a falha grave do Estado Brasileiro em proteger os direitos humanos de seus povos originários, afirma a Anistia Internacional ao fim de uma semana em que mais um indígena Guajajara foi morto no Maranhão e duas lideranças Uru-Eu-Wau-Wau denunciam ter escapado de uma emboscada em sua terra, em Rondônia. 

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Lideranças indígenas escapam de ataque em aldeia de RO: ‘querem tirar a gente do caminho’

Awapu e Juwi Uru-Eu-Wau-Wau denunciaram ataque à PF, que investiga o caso. Suspeitos armados invadiram a aldeia, mas não localizaram o casal que participava de curso de pilotagem de drones em Porto Velho.

Por Ana Kézia Gomes e Mayara Subtil, G1 RO

Lideranças indígenas da etnia Uru-Eu-Wau-Wau denunciaram à Polícia Federal (PF), em Porto Velho, que foram ameaçadas de morte por madeireiros. A PF informou nesta sexta-feira (13) que a denúncia está sendo apurada por um delegado, que deve instaurar um inquérito.

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Quarto indígena Guajajara é assassinado no Maranhão em menos de dois meses

Dorivan, Guajajara da Terra Indígena Arariboia, foi morto e esquartejado na cidade de Amarante, região oeste do estado

Redação Brasil de Fato

Mais um indígena Guajajara foi assassinado no Maranhão. De acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o corpo de Dorivan do povo Guajajara, da Terra Indígena Arariboia, foi encontrado esquartejado na cidade de Amarante do Maranhão. O corpo de um homem não indígena também foi encontrado. É o quarto assassinato de integrantes da etnia em dois meses. 

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MPF solicita providências para reprimir ameaças e violência contra defensores de direitos humanos em Anapu (PA)

Procuradores da República iniciaram procedimento para acompanhar as investigações dos crimes e viabilizar proteção a lideranças ameaçadas

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento para acompanhar investigações e solicitar providências às autoridades de segurança pública do Pará sobre a nova escalada de violência no município de Anapu, no oeste do Pará.

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Mal enterraram seus parentes, Guajajara sofrem ameaças de morte pelas redes sociais, no Maranhão

Vários áudios chegaram aos telefones celulares das lideranças com discurso de ódio de pessoas ainda desconhecidas, aumentando o clima de tensão na região onde mataram dois indígenasacima, imagem de enterro de um dos Guajajara 

por Elaíze Farias, em Amazônia Real

Manaus (AM) – Uma série de áudios foi disparada e compartilhada por populares em uma rede social neste domingo (08) para os celulares das lideranças indígenas Guajajara, que ainda estavam velando, na ocasião, os dois caciques assassinados no sábado (07), na rodovia BR-226 no trecho próximo à Terra Indígena Cana Brava, entre os municípios de Barra do Corda e Grajaú, no oeste do Maranhão. Os xingamentos, discurso de ódio e ameaças de morte foram enviados após o bloqueio da estrada pelos indígenas em protesto contra os assassinatos a tiros de Raimundo Benício Guajajara, 38 anos, cacique da Aldeia Descendência Severino, da TI Lagoa Comprida, e Firmino Prexede Guajajara, 45 anos, cacique da aldeia Silvino, da Terra Indígena Cana Brava.

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Assassinato de indígena Tuiuca é o quarto com o mesmo perfil a ocorrer este ano em Manaus

Em comum, os indígenas viviam em bairros da periferia ou em ocupações da cidade de Manaus com forte presença do narcotráfico

Por J. Rosha, Cimi Norte I AM/RR

Em nota divulgada no último sábado (7) a Arquidiocese de Manaus informou a morte de Humberto Peixoto, que trabalhava na Cáritas Arquidiocesana e assessorava a Associação de Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (AMARN). Humberto era indígena do povo Tuiuca, região do rio Negro, noroeste do Amazonas. Ele tinha 37 anos e deixa esposa e uma filha de cinco anos. O Tuiuca é o quarto indígena morto na cidade de Manaus ao longo de 2019 (leia abaixo).

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