Rondônia: A luta dos indígenas por suas terras e sua identidade

por José Monserrat Filho*, no Sul21

E existe um povo que a bandeira empresta
Para cobrir tanta infâmia e covardia!…
Castro Alves (1847-1871), o poeta dos escravos, O Canto dos Aflitos.

Rondônia tem 1,800 milhão de habitantes vivendo em 243 mil km² (2,87% do território nacional). Entre eles, estão – ou deveriam estar – 60 povos indígenas, que ainda congregam algo em torno de 15 mil sobreviventes. Conheci três desses povos resistentes e li o que pude sobre outros. Foi minha primeira viagem à região, da qual acabo de voltar. Volto atormentado, confuso e confiante diante de uma realidade brutal, onde, apesar de tudo, a esperança ainda teima em soprar. (mais…)

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Nota sobre a condenação do acusado por agenciar o assassinato do missionário Vicente Cañas

Cimi

Prova de Amor maior não há, que doar a Vida pelo Irmão (Conf. João 15, 13)

O Conselho Indigenista Missionário saúda a decisão do júri popular que, nesta quinta-feira, 30 de novembro de 2017, condenou a 14 anos e 03 meses de prisão, em regime fechado, o acusado pelo agenciamento de pistoleiros que mataram o missionário jesuíta e membro do Cimi, Vicente Cañas, em 1987, na cidade de Juína (MT). Vicente atuava com o povo Enawenê Nawê quando foi brutalmente assassinado. Mesmo que transcorridos 30 anos da morte, a condenação do único acusado ainda vivo é um alento para todos os membros do Cimi, especialmente para  aqueles que conheceram e conviveram com o irmão Vicente. (mais…)

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Réu acusado de agenciar o assassinato de Vicente Cañas é condenado a 14 anos e 3 meses

Por Guilherme Cavalli, da assessoria de comunicação – Cimi

Ronaldo Osmar, réu acusado de agenciar a morte de Vicente Canãs em abril de 1987 foi condenado pelo tribunal do júri a 14 anos e 3 meses de reclusão em regime inicial fechado. Em continuidade ao julgamento iniciado ontem, 29, o júri popular acompanhou na manhã de hoje as sustentações orais que direcionam ao réu Ronaldo Osmar a responsabilidade de agenciar a morte de Vicente Canãs e decidiu no fim da tarde de hoje, em Cuiabá, pela condenação do ex delegado da Polícia Civil de Juína, localidade onde ocorreu o crime. (mais…)

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Julgamento do assassinato de Vicente Canãs se estende para segundo dia de júri

Por Guilherme Cavalli, da assessoria de comunicação – Cimi

Iniciado ontem, 29, em Cuiabá (MT), o júri que investiga a morte do missionário Vicente Canãs prosseguirá nesta quinta-feira para as fases de sustentação oral. Está no banco dos réus o delegado aposentado Ronaldo Antônio Osmar, acusado de contratar os assassinos de Vicente. Impune há 30 anos, é o último sobrevivente envolvido na emboscada que vitimou o irmão Jesuíta. A acusação é sustentada pelo Ministério Público Federal.  (mais…)

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Perseguição política é histórica na região do Pontal e no estado de São Paulo

Conflitos travados contra grandes fazendeiros e os processos abertos pelo Poder Judiciário datam do final dos anos 1980

Mariana Pitasse, Brasil de Fato

A criminalização dos trabalhadores rurais e militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região do Pontal do Paranapanema não é novidade. Os conflitos travados contra grandes fazendeiros e os processos abertos pelo Poder Judiciário datam do final dos anos 1980, quando o movimento inicia um processo de enfrentamento na região para reivindicar a distribuição das terras. (mais…)

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Argentina condena à prisão perpétua autores de ‘voos da morte’ da ditadura

Maior processo judicial argentino sentencia 48 pessoas por massacres e repressão

Em O Globo

BUENOS AIRES – Pela primeira vez, foi feita justiça sobre os “voos da morte” da Argentina. Se ao menos seis mil das cerca de 30 mil pessoas desaparecidas durante a ditadura de 1976 a 1983 foram drogadas e jogadas vivas no Rio da Prata e no mar para morrerem afogadas, na quarta-feira 29 dos principais responsáveis pelos crimes de lesa-Humanidade foram condenados à prisão perpétua pela primeira vez por causa dos voos. Para dar fim ao maior processo da história judicial argentina, está na lista dos sentenciados para toda a vida o ex-capitão Alfredo Astiz (o chamado “anjo da morte” da ditadura argentina). Ele é um dos mais conhecidos rostos do centro de torturas da Escola Mecânica da Armada (ESMA) durante o regime. (mais…)

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Justiça da Itália ouve presidente de ONG de direitos humanos em processo contra ex-agentes da ditadura

Brasileiro explicou quais eram e como funcionavam os aparelhos repressivos detalhando o caso Viñas e de outras vítimas da Operação Condor

Por Janaina Cesar, de Roma, no Opera Mundi

O caso julga o envolvimento dos ex-agentes militares brasileiros João Osvaldo Leivas Job, Calos Alberto Ponzi, Átila Rohrsetzer e Marco Aurélio da Silva no sequestro e assassinato do ítalo-argentino Lorenzo Viñas Gigli, ocorrido em 1980, época de atuação do plano Condor. Opera Mundi é o único veículo de imprensa brasileiro que cobre o processo. (mais…)

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‘Justiça’ manda soltar fazendeiros envolvidos em ataque a indígenas com morte em Caarapó

Episódio ocorrido na Fazenda Yvu deixou um morto e oito feridos

Por Flávio Brito, na Capital news

O TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), que abrange Mato Grosso do Sul e tem sede em São Paulo, concedeu habeas corpus aos fazendeiros acusados de ataques a indígenas em Caarapó. Conforme a defesa de dois dos réus, a liminar foi concedida nesta terça-feira (28). (mais…)

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Vicente Cañas. Manter um processo vivo por trinta anos é uma vitória no país da impunidade. Entrevista com Michael Nolan e Ricardo Pael Ardenghi

Patricia Fachin – IHU On-Line

“O fato de que mantemos o processo vivo por trinta anos, e o réu respondendo, já é uma vitória num país onde a impunidade em relação aos crimes envolvendo indígenas e indigenistas é a regra”. O depoimento é da advogada criminalista e religiosa da Congregação das Irmãs da Santa Cruz, Michael Nolan, que há 30 anos acompanha a investigação do assassinato do Irmão Vicente Cañas, jesuíta espanhol, assassinado aos 48 anos nas proximidades da terra indígena dos Enawenê-nawê, em Mato Grosso. (mais…)

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Vicente Cañas, jesuíta, trinta anos depois do assassinato, acontece um novo julgamento. Entrevista especial com Aloir Pacini

Patricia Fachin – IHU On-Line

No dia de hoje, 29-11-17, depois de 30 anos do assassinato do Irmão Vicente Cañas, acontece em Cuiabá, no Mato Grosso, o segundo julgamento do assassinato do jesuíta espanhol que se dedicou à causa indígena no Brasil durante os anos 60, 70 e 80, antes de ser assassinado, aos 48 anos de idade, no barraco em que vivia, nas proximidades do território indígena dos Enawenê-nawê, em Mato Grosso. “O Irmão Vicente iniciou esta inculturação quando auxiliou a socorrer os Ivetin (Tapayuna); depois foi morar com os Pareci, na aldeia Rio Verde ainda próximo de Utiariti -MT. Com a intermediação dos jesuítas se conseguiram as primeiras identificações de terras para os Pareci e Rikbaktsa, em 1968. Em seguida, os amigos Thomaz (Lisbôa) e Vicente fizeram os primeiros contatos com os Mÿky (1971) e com os Enawenê-nawê (1974), com quem passaram a conviver, segundo os princípios do Vaticano II e as orientações da Companhia de Jesus e do Cimi”, resume Aloir Pacini, ao contar a trajetória de Vicente Cañas à IHU On-Line. (mais…)

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