“O racismo estrutura a sociedade brasileira, está em todo lugar”. Entrevista com Djamila Ribeiro

IHU On-Line

Foi pelas redes sociais que, na manhã de 20 de novembro, data em que o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra, a filósofa, escritora e feminista negra Djamila Ribeiro soube do espancamento e assassinato de João Alberto Freitas, ocorrido em um supermercado Carrefour de Porto Alegre. “Fui ver a fundo do que se tratava e não consegui assistir ao vídeo”, conta. “Até hoje não assisti.”

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Carrefour tergiversa há décadas porque conta com o silêncio da mídia e da Justiça

Por Mario Cesar Carvalho, no Poder360

O Carrefour tergiversa, enrola e seria maravilhoso se a multinacional francesa estivesse sozinha nessa política da infâmia. Basta colocar um problema diante das empresas que elas recorrem à encenação de que fizeram tudo certo. Dizem que estão colaborando com as autoridades, quando não estão, como fazia a Odebrecht antes de assinar os acordos de colaboração. Que a intenção não era enganar o consumidor, quando entregam um produto que não era o contratado. Que estão cobrando uma taxa que não estava no contrato porque a situação mudou, mas essa condição não estava prevista.

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Carrefour: Agressões a negros em mercados não têm punição severa

Considerada crime hediondo, tortura tem pena máxima de 8 anos de prisão. Nos tribunais, acusações acabam virando “lesão corporal”, delito mais brando e com previsão de até 5 anos de cadeia

O Estado de S. Paulo

Em casos famosos de violência contra negros em supermercados, a maioria dos agressores segue sem punição e as empresas não foram responsabilizadas na Justiça. É o que mostra levantamento em outros processos em que as vítimas foram torturadas, agredidas ou mortas por funcionários das lojas.

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ONU pede reformas urgentes contra racismo estrutural no Brasil

Alto Comissariado para os Direitos Humanos condena morte de Beto Freitas em Carrefour como ato deplorável e insta governo brasileiro a reconhecer o racismo persistente no país. “É o primeiro passo para combatê-lo.”

por Deutsche Welle

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou nesta terça-feira (24/11) o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, ocorrido num supermercado Carrefour em Porto Alegre, como “deplorável” e uma triste amostra do racismo estrutural que aflige o país.

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Comitê em Defesa da Democracia cobra investigação pelo assassinato de João Alberto

Em nota, entidade repudia o crime ocorrido no Carrefour, revelador do “racismo estrutural da sociedade brasileira”

Redação Brasil de Fato RS

Em nota de repúdio ao assassinato de João Alberto Silveira Freitas por seguranças do Carrefour em Porto Alegre, na quinta-feira (19), o Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito se coloca ao lado das diversas entidades nacionais e internacionais que exigem a rigorosa investigação e punição dos autores do crime.

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Movimentos negros cobram R$ 100 milhões em ação contra o Carrefour

Centro Santos Dias de Direitos Humanos e a ong Educafro exigem reparação de “dano moral coletivo” e “dano social” à população negra em razão do assassinato de João Alberto Freitas em Porto Alegre

Natália Bosco*, no Correio Braziliense

Nesta segunda-feira (23/11), grupos engajados no movimento negro ingressaram com ação civil pública contra o supermercado Carrefour. Na ação, as entidades exigem “reparação de dano moral coletivo e dano social infligido à população negra e ao povo brasileiro de modo geral, em razão do cometimento de possível crime de tortura qualificada pelo resultado morte ou homicídio doloso qualificado pela tortura, por seguranças a serviço das empresas rés, amplamente divulgado na mídia e em redes sociais”.

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Movimentos pedem ao MPF que investigue Carrefour por morte de João Alberto

No documento, Coalizão Negra por Direitos pede providências para responsabilização das empresas Carrefour e Vector Segurança Patrimonial

Por Redação RBA

A Coalizão Negra por Direitos ingressou com uma representação no Ministério Público Federal (MPF) pedindo a abertura de investigação contra o Carrefour e a empresa de segurança Vector. A entidade, que reúne 150 organizações do movimento negro, pede para que seja investigada a responsabilização das empresas na participação da morte de João Alberto Silveira Freitas, na última quinta-feira (19).

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A morte de João Alberto e a banalização do ódio que vem do Golpe e do fascismo

Tarso Genro*, no Sul21

Se a mídia tradicional usasse os mesmos critérios que usou para tentar exterminar o PT,  condenar Lula e promover a deposição da presidenta Dilma, para noticiar a morte do homem negro assassinado dentro do Carrefour em Porto Alegre, seu relato seria diferente. Diria, em primeiro lugar, que o assassinato de João Alberto não começou na quinta-feira trágica, que os diretores do Carrefour tinham o “domínio do fato”, que o clima de ódio e o fortalecimento do racismo, no País, têm autores bem conhecidos: fazem “arminhas”, medem filhos de ex-escravos em “arrobas”, acham que progresso é incendiar florestas e tratam os indígenas como mercadores de Coca-Cola, que entregam a preço vil a biodiversidade da Amazônia.

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Erika Hilton: “Este é o país dos paradoxos, que elege mulheres negras e tem homens negros assassinados”

Mulher periférica, negra e trans, Erika Hilton foi eleita vereadora em SP com votação recorde. Ela sonha com candidatura “preta e travesti” à presidência, enquanto lamenta a morte de João Alberto

Por Joana Oliveira, no El País Brasil

Erika Hilton é boa de briga. Na lista das muitas batalhas que travou em seus 27 anos, se destacam algumas vitórias. A primeira delas foi em 2015, contra uma empresa de transporte público em Itu (SP), sua cidade natal, que negava o uso de seu nome social na carteirinha de transporte escolar. Com uma petição digital teve mais de 100 mil assinaturas em dois dias, seu nome chegou ao conhecimento do PSOL, que a convidou para militar pelo partido. Alguns anos depois, criou o curso pré-vestibular da Universidade Federal de São Carlos —onde cursou Pedagogia— destinado a pessoas trans. Agora, Erika se prepara para uma batalha mais longa, de quatro anos, como a primeira mulher negra e transexual eleita vereadora de São Paulo. Com 50.508 votos, ela foi a parlamentar mais votada do Brasil nestas eleições. Ela quer mais: diz que ainda sonha com uma candidatura à Presidência da República de uma mulher negra e travesti. “Isso já seria um grande passo. Que meu corpo sirva para abrir caminhos para que outras possam vir”, afirma, em entrevista concedida ao EL PAÍS em 19 de novembro, quatro dias após ser eleita.

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Racismo mata: o caso do Carrefour e outros tantos Brasil adentro

Por Vera Lúcia Santana Araújo*, em ConJur

20 de Novembro é Dia da Consciência Negra. Conquista arrancada pelo Movimento Negro para assinalar a persistência do racismo que estrutura e dá forma ao Brasil, a data segue sendo uma construção renovada pelas forças vivas da negritude e homenageia nosso líder quilombola, revolucionário, Zumbi dos Palmares.

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