Guajajara: assim se fustiga um povo indígena

Denúncias de exploração ilegal de suas riquezas sem resposta. Quilômetros de estradas clandestinas abertas por madeireiros em seu território. E diante do assassinato do líder Paulinho, polícia nega motivação política — além de incriminar sobrevivente

Por Yndara Vasques, no Brasil de Fato / Outras Palavras

A aldeia Juçaral, na Terra Indígena (TI) Arariboia, no Maranhão, recebeu a visita de deputados e senadores da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas na última sexta-feira (10). Foram quatro horas de depoimentos denunciando casos de perseguição e violência e a falta de políticas públicas de acesso à saúde, ao transporte e à educação. Nesta área, foi assassinado Paulino Guajajara, em novembro do ano passado.

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Massacrados e criminalizados, guajajara fazem denúncias a frente parlamentar

Indígenas da área em que Paulino Guajajara foi assassinado, em novembro do 2019, relatam casos de violência e abandono

Yndara Vasques, Brasil de Fato

A aldeia Juçaral, na Terra Indígena (TI) Arariboia, no Maranhão, recebeu a visita de deputados e senadores da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas na última sexta-feira (10). Foram quatro horas de depoimentos denunciando casos de perseguição e violência e a falta de políticas públicas de acesso à saúde, ao transporte e à educação. Nesta área, foi assassinado Paulino Guajajara, em novembro do ano passado.

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MPF devolve à PF inquérito sobre morte do indígena Paulino Guajajara no MA

Ministério diz que o inquérito estava incompleto. PF concluiu que a causa foi um furto realizado pelos indígenas, enquanto a DPU alega ‘equívoco’ na conclusão das investigações.

Por Rafael Cardoso, G1 MA

O Ministério Público Federal (MPF) devolveu à Polícia Federal (PF) o inquérito que investiga a morte do indígena Paulo Paulino Guajajara e do não indígena Márcio Gleik Moreira Pereira, em 1º de novembro de 2019, durante uma troca de tiros na região da Terra Indígena Arariboia, no Maranhão.

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Caso Goleiro Bruno: o “não” é civilizatório. Por Djeff Amadeus e Carla Joana Magnago

Um criminalista e uma criminalista contrários à contratação do goleiro Bruno

No GGN

A consciência histórica, segundo Gadamer, é o principal acontecimento do século XX. Por isso, quando os olhos do mundo estavam voltados para o chanceler alemão Wily Brandt, no memorial da resistência judaica, no Gueto da Varsóvia, ele, movido pela vergonha em razão do holocausto, olhou para o chão, dobrou as pernas e… ajoelhou-se para o mundo.

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Conflito em Coari resulta na morte de três indígenas do povo Miranha

Na aldeia vivem não indígenas que há algum tempo entram em conflito com os indígenas. Denúncias foram levadas à Funai

por J. Rosha, em Cimi

Três indígenas do povo Miranha, da Terra Indígena Cajuhiri Atravessado, município de Coari (AM), na região do Médio Solimões, localizado a 363 quilômetros de Manaus, foram mortos no início desta semana. De acordo com o comando da Polícia Militar, Joab Marins da Cruz foi assassinado em sua casa, na aldeia Cajuhiri Atravessado, durante a noite de segunda-feira (6). Marcos Marins da Cruz e Francisco Martins da Cruz foram mortos por volta das seis horas de terça-feira (7), após localização e perseguição aos autores dos disparos contra Joab.

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4 anos sem Nicinha, chega de impunidade!

Há quatro anos do assassinato de Nicinha em Rondônia, as ameaças a vida de defensores de direitos humanos na mesma região tem sido frequentes.

No Mab

Na última terça-feira 7 de janeiro, completam-se 4 anos do assassinato de Nilce de Souza Magalhães, mais conhecida como Nicinha, militante do MAB, mãe, avó e pescadora no rio Madeira. Nicinha lutava pelo reconhecimento dos impactos na sua comunidade, o Distrito de Abunã, causados pela hidrelétrica de Jirau em Rondônia e pelos direitos dos pescadores atingidos pelas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. 

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Pistoleiros matam dois camponeses na Baixada Ocidental Maranhense – Arari

CPT

No dia 5 de janeiro, duas lideranças da Comunidade do Cedro, em Arari, a cerca de 170 quilômetros de São Luís (MA), foram assassinados por pistoleiros. Celino Fernandes e Wanderson de Jesus Rodrigues Fernandes, pai e filho, foram mortos por pistoleiros na frente da família. Entidades e Organizações da sociedade civil, entre elas a Comissão Pastoral da Terra – CPT/MA, divulgaram Nota Pública repudiando as execuções.

Confira a nota na íntegra:

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Nota do Cimi: inquérito da PF sobre assassinato de Paulino Guajajara reforça ciclo de impunidade

Ao reduzir o caso a um lamentável episódio de troca de tiros, investigação desconsidera uma longa história de violência e violações contra os Guajajara e seu território

Cimi

“Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão!” (Lc, 19-40)

O Conselho Indigenista Missionário – Cimi vem a público repudiar a conclusão da Polícia Federal no inquérito cuja finalidade foi investigar a execução do indígena Paulo Paulino Guajajara e o ataque ao indígena Laércio Sousa Silva, baleado no braço, conforme divulgada pela imprensa. O fato ocorreu no dia 1º de novembro de 2019, no interior da Terra Indígena (TI) Araribóia, nas proximidades da aldeia Lagoa Comprida, a 86 km do município de Amarante do Maranhão.

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No caso Erisvan Guajajara, Polícia do Maranhão prende inocentes, acusa adolescente e não mostra provas

O homem que morreu junto com o jovem indígena “furtou galinhas”, diz delegacia. Portanto, não foi o tráfico de drogas o motivo das mortes. A fotografia é do sepultamento de Erisvan na Terra Indígena Arariboia (Foto cedida pela família)

Por Kátia Brasil, no Amazônia Real

Manaus (AM) – Há 11 dias a Polícia Civil do Maranhão se esforça para dar um esclarecimento à sociedade sobre a morte de Erisvan Soares Guajajara, de 15 anos. Seria o primeiro assassinato elucidado de um dos quatro indígenas da etnia mortos em menos de dois meses no sudoeste do estado. Neste período, um policial militar acusou o indígena de suposto envolvimento com o tráfico de drogas e descartou crime de ódio ou conflito territorial para seu assassinato. O mesmo militar prendeu quatro homens,  que foram fotografados e apresentados à imprensa, como sendo os suspeitos da morte do jovem, mas agora seriam inocentes. No fim de semana, a Delegacia Regional de Imperatriz anunciou que apreendeu um adolescente e diz que ele confessou ter matado Erisvan, mas suspeita que o garoto não estava sozinho na cena do crime.

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