Há 49 anos, ditadura decretava o AI-5 inaugurando o terror como política

Transformação de adversários políticos em inimigos a serem eliminados é uma das heranças nefastas desse período que ainda permanecem, por exemplo, na atuação das polícias que reprimem negros, pobres e favelados

por Redação RBA

Há 49 anos, no dia 13 de dezembro de 1968, a ditadura civil-militar, iniciada com o golpe de 1964, fazia baixar por decreto o Ato Institucional nº 5 (AI-5), inaugurando um dos períodos mais cruéis da história brasileira, com o recrudescimento da censura, cassação de direitos políticos, perseguição, tortura e mortes. Tratava-se do “golpe dentro do golpe” dado pelos setores linha-dura das Forças Armadas, que pregavam a eliminação dos adversários políticos, tratados a partir de então como inimigos.  (mais…)

Ler Mais

Minas Gerais teve 1.531 presos políticos durante ditadura militar

Relatos revivem crueldade da tortura e sequelas deixadas nas vítimas do regime

Bernardo Miranda e Fransciny Alves – O Tempo

De Minas Gerais partiram as primeiras tropas militares para o golpe de 1964. Se o Estado foi protagonista na derrubada de João Goulart, também teve um importante papel na resistência à ditadura e, consequentemente, nos atos de repressão. O relatório final da Comissão da Verdade em Minas Gerais (Covemg), que vai ser lançado nesta quarta-feira (13), somente em seu primeiro volume, detalha mortes e desaparecimentos forçados de 17 militantes no Estado e o assassinato e “sumiço” de 49 mineiros pelo país, além de identificar 1.531 presos políticos em Minas. (mais…)

Ler Mais

Juventudes, direitos violados e esperança

Com o crescimento da desigualdade e da crise econômica, em 2017 o desemprego entre os jovens atingiu sua maior taxa em 27 anos. A cada três jovens, um está desempregado. Essa parcela da população é ainda fortemente afetada pela violência, sub-representação na política, racismo e sexismo

Por Nathalie Beghin*, no Inesc

As desigualdades no Brasil são abissais. Conforme atesta relatório recentemente lançado pela Oxfam Brasil[1], os 5% mais ricos possuem renda equivalente à de 95% da população! Dito de outra forma, uma trabalhadora que ganha um salário mínimo mensalmente levará 19 anos para receber o equivalente ao que um super-rico ganha em apenas um mês! Esse é o tamanho das nossas desigualdades. (mais…)

Ler Mais

MG – Ato denuncia tentativa de assassinato e ameaças a trabalhadores Sem Terra

Por Geanini Hackbardt, Da Página do MST

Após uma tentativa de assassinato, em Campo do Meio, o MST e defensores dos Direitos Humanos, realizam na tarde desta segunda-feira (11) um ato pelo fim da violência e pela resolução do conflito no local. As terras da antiga usina Ariadnópolis, localizadas neste município, estão em disputa há mais de 20 anos. (mais…)

Ler Mais

Minorias atacadas e mortes no campo compõem cenário de violações de direitos em 2017

No Dia Internacional dos Direitos Humanos, relatórios refletem padrão contínuo de homicídios e desigualdades no país

Norma Odara, Brasil de Fato

“A gente vive uma situação de desmantelamento da Constituição de 88. especialmente os grupos mais vulneráveis têm sido os mais atacados: povos indígenas, vítimas de trabalho escravo, a proteção ambiental está sendo desmantelada”, afirma Juana Kweitel, diretora-executiva da Conectas Direitos Humanos a respeito dos retrocessos sofridos nos direitos humanos durante o ano de 2017 no Brasil. (mais…)

Ler Mais

Liderança de acampamento é assassinada em Candeias do Jamari, Rondônia

Nesta última quinta-feira, 07, pistoleiros armados feriram diversas pessoas e mataram uma das lideranças do Acampamento Boa Sorte, o Hugo Rabelo Leite. O acampamento está localizado na Linha 02 da área do Assentamento Flor do Amazonas, em Candeias do Jamari, município próximo a Porto Velho, em Rondônia.

Por CPT Rondônia

Conforme informações dos acampados, o assassinato de Hugo é resultado do ataque de um grupo de jagunços armados que atiraram nos sem-terra para matar. O conflito ocorreu quando os acampados tentavam recolher suas criações, que haviam ficado para trás após uma reintegração de posse do antigo acampamento – esse despejo ocorreu no dia 17 de novembro desse ano. Os acampados também acreditam que o ataque seja uma retaliação por causa das declarações do grupo, que há semanas denunciam que policiais militares de Candeias e de Porto Velho realizam vigilância privada na região. (mais…)

Ler Mais

CPT Rondônia lança Atlas de Conflitos na Amazônia

Nesta quarta-feira (06), a Comissão Pastoral da Terra em Rondônia (CPT-RO) apresentou o Atlas de Conflitos na Amazônia, construído pelos/as agentes de Pastoral nos estados da Amazônia legal

CPT Rondônia

Essa região tem destaque no aumento da violência no campo no Brasil nos últimos anos, em 2016 foram registrados 61 assassinatos por conflitos no campo no país, sendo que 48 destes assassinatos ocorreram na Amazônia Legal. Neste ano de 2017, já foram registrados 64 assassinatos em conflitos no campo, até o momento, sendo 49 nessa região. (mais…)

Ler Mais

Brasil é um dos países mais perigosos para ativistas, diz Anistia Internacional

Por Pedro Peduzzi, repórter da Agência Brasil

O Brasil é um dos países com o maior registro de mortes de ativistas dos direitos humanos. Até agosto deste ano, 58 defensores dos direitos humanos foram mortos. Em todo o ano de 2016, foram 66 mortes. Os dados constam no relatório Ataques Letais mas Evitáveis: Assassinatos e Desaparecimentos Forçados daqueles que Defendem os Direitos Humanos, divulgado nesta terça-feira (5) pela Anistia Internacional. (mais…)

Ler Mais

Terra, poder e renda produzem monoculturas e violência socioambiental, por Gilvander Moreira[1]

Em Combate Racismo Ambiental

Em um dos livros que a Comissão Pastoral da Terra (CPT) edita anualmente desde 1979, Conflitos no Campo Brasil, Marcelo Resende e eu apresentamos as causas da violência no campo: terra, renda e poder (MOREIRA; RESENDE, 2004, p. 34-38). Recordamos que o estado de Minas Gerais teve como capital a cidade de Vila Rica ainda no século XVIII, em um processo de acúmulo das riquezas forjado desde a invasão pelos portugueses europeus, com o genocídio de nossos parentes ancestrais. Os mais de cem povos indígenas que habitavam o território mineiro, atualmente, estão resumidos a cerca de 11 mil indígenas, em 17 territórios, constituindo apenas doze povos – Xacriabá, Aranã, Maxacali, Xucuru-cariri, Pataxó, Pataxó Hã-hã-hãe, Puris, Pankararu, Krenak, Mukurin, Catu-Awá-Arachá e Kaxixó – na luta pelos seus territórios para que sejam resgatados e demarcados de forma integral. (mais…)

Ler Mais