Assassinato de indígena Tuiuca é o quarto com o mesmo perfil a ocorrer este ano em Manaus

Em comum, os indígenas viviam em bairros da periferia ou em ocupações da cidade de Manaus com forte presença do narcotráfico

Por J. Rosha, Cimi Norte I AM/RR

Em nota divulgada no último sábado (7) a Arquidiocese de Manaus informou a morte de Humberto Peixoto, que trabalhava na Cáritas Arquidiocesana e assessorava a Associação de Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (AMARN). Humberto era indígena do povo Tuiuca, região do rio Negro, noroeste do Amazonas. Ele tinha 37 anos e deixa esposa e uma filha de cinco anos. O Tuiuca é o quarto indígena morto na cidade de Manaus ao longo de 2019 (leia abaixo).

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Artista faz ativismo poético em Paraisópolis para marcar assassinato de jovens em baile funk

Frases como “o seu voto cheira a sangue” e “não acredite em contos de fardas” foram escritas pela artista Ana Letícia Penedo como forma de marcar uma semana do massacre na comunidade

Por Luisa Fragão, na Fórum

A comunidade de Paraisópolis amanheceu neste domingo (8) com diversas intervenções artísticas em seus becos e vielas. Frases como “o seu voto cheira a sangue” e “não acredite em contos de fardas” foram escritas pela artista Ana Letícia Penedo como forma de marcar uma semana do assassinato de nove jovens pela Polícia Militar de João Doria em baile funk no último domingo (1).

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Nota do Cimi sobre assassinatos de indígenas Guajajara, no Maranhão, e Tuiuca, no Amazonas

Tais crimes têm acontecido na esteira de discursos racistas e ações ditadas pelo governo federal, como o incentivo a invasões às terras indígenas

No Cimi

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) vem a público para denunciar e repudiar mais um atentado com vítimas fatais contra o povo Guajajara, no estado do Maranhão, e contra um indígena Tuiuca, no Amazonas.

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Em novo ataque a tiros, dois caciques Guajajara são mortos no Maranhão

A imagem acima mostra o corpo do cacique Firmino Prexede Guajajara, de 45 anos, da aldeia Silvino. Foto: Mídia Índia

Por Elaíze Farias, na Amazônia Real

Manaus (AM) Um grupo de indígenas do povo Guajajara foi atacado a tiros de revólver, por volta das 12h40 (horário de Brasília) deste sábado (07), enquanto percorria em motocicletas um trecho da rodovia BR-226 próximo à aldeia El Betel, na Terra Indígena Cana Brava, no município de Jenipapo dos Vieiras, no Maranhão. No ataque morreram dois caciques: Firmino Prexede Guajajara, de 45 anos, da aldeia Silvino (TI Cana Brava), atingido por quatro disparos, e Raimundo Benício Guajajara, de 38 anos, da aldeia Decente, Terra Indígena Lagoa Comprida, segundo informou a liderança Magno Guajajara à agência Amazônia Real. Dois indígenas ficaram feridos.

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Justiça de Honduras determina pena de 30 a 50 anos para assassinos de Berta Cáceres

Bertha Zuñiga, filha da liderança indígena, comenta sentença sobre o caso: “O caminho não termina aqui”.

Por Camila Parodi e Zoe PC, Tradução: Luiza Mançano / CPT

O caso de Berta Cáceres, liderança indígena e popular assassinada há 3 anos, segue em pauta na justiça de seu país, Honduras. Na segunda-feira (02), a Suprema Corte hondurenha anunciou a sentença de cada um dos sete envolvidos no assassinato. Entre eles, um funcionário e um ex-funcionário da empresa hidrelétrica DESA, responsável pelo projeto hidrelétrico Agua Zarca, ao qual a líder e as comunidades indígenas lenca sempre se opuseram, e membros das Forças Armadas.

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MST repudia violência da PM em Paraisópolis

A ação da Polícia Militar terminou com nove jovens mortos na madrugada do último domingo (1º)

Da Página do MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público prestar solidariedade aos amigos e familiares de Gustavo Xavier, 14 anos, Denys Quirino da Silva, 16, Marcos Paulo dos Santos, 16, Dennys dos Santos Franca, 16, Luara Victoria de Oliveira, 18, Gabriel de Moraes, 20, Eduardo Silva, 21, Bruno Gabriel dos Santos, 22 e Mateus dos Santos Costa, 23, mortos durante uma operação policial feita para dispersar o Baile da DZ7, na favela de Paraisópolis, na madrugada de sábado (30), para domingo (1º). Além dos mortos mais outras 12 pessoas foram feridas e encaminhadas para hospitais da região.

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O dia em que Henry Sobel enfrentou a ditadura militar

Por Felipe Souza, da BBC News Brasil

No dia 27 de outubro de 1975, o corpo do jornalista Vladimir Herzog era levado para ser enterrado como o de um suicida no Cemitério Israelita do Butantã, em São Paulo.

Segundo o judaísmo, a causa da morte previa que ele fosse sepultado às margens do local.

Mas Henry Sobel, na época com 31 anos, se negou a aceitar a versão oficial de que Herzog tinha tirado a própria vida. O Exército afirmou que o jornalista tinha cometido suicídio em sua cela, no dia 24, e divulgou uma foto na qual ele aparecia pendurado por um cinto amarrado ao pescoço.

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Vingança e busca por moto são principais linhas da PF para elucidar morte de Paulino Guajajara e outra vítima

Homem branco que morreu no mesmo episódio estaria buscando por moto furtada; indígenas falam em emboscada armada por pessoas que foram alvo de ações de fiscalização dos Guardiões

Por Ciro Barros, em Agência Pública

A Polícia Federal (PF) investiga se o assassinato do guardião da floresta, Paulo Paulino Guajajara, morto a tiros no interior da Terra Indígena (TI) Arariboia no último dia 1º de novembro, foi cometido por madeireiros e/ou caçadores em retaliação a ações de fiscalização por parte dos Guardiões, grupo de indígenas que faz o monitoramento do território em busca de invasores. Márcio Greykue Moreira Pereira, conhecido como Gleyson, que estava caçando com mais três pessoas na TI, também foi morto no episódio, após uma troca de tiros com Paulino e Laércio Guajajara, segundo a polícia. A PF ainda tenta estabelecer as circunstâncias exatas das mortes e as motivações que levaram aos homicídios.

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Caso Ágatha: investigações confirmam que PM foi responsável pela morte da menina

Conclusão do inquérito foi divulgada nesta terça (19); Polícia Militar disse que cabo será afastado de atividades na rua

Redação Brasil de Fato

Um tiro disparado por um cabo da Polícia Militar foi responsável pela morte da menina Ágatha Félix, de oito anos, em setembro deste ano, no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Essa é a conclusão do inquérito feito pela Delegacia de Homicídios da Capital, da Polícia Civil, divulgada nesta terça-feira (19). As investigações confirmam a versão de familiares de Ágatha e do motorista da kombi em que a menina estava quando foi baleada.  

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Guarani de 28 anos é morto a pauladas e pedradas no Paraná

Corpo de Demilson Ovelar Mendes foi encontrado na quinta-feira, poucas horas depois do crime em uma plantação de soja, a cinco quilômetros da aldeia Tekoha Jevi, em Guaíra, onde ele vivia com mãe e irmãos; parentes relatam ameaças

Por Priscilla Arroyo, em De Olhos nos Ruralistas

O indígena Demilson Ovelar Mendes, de 28 anos, era considerado uma pessoa tranquila. Vivia com a mãe, dois irmãos e uma irmã na aldeia Tekoha Jevi, uma das quatorze localizadas no município de Guaíra, no oeste do Paraná.  São comunidades tradicionais que abrigam famílias da etnia Avá-Guarani.

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