Liberação de armas em propriedades rurais vai agravar conflitos no campo, alerta professor

Wagner Romão (Unicamp) também diz que novo procurador geral da República não deverá “incomodar” a família Bolsonaro e crítica benesses concedidas a militares

Por Redação RBA

A sanção da lei que amplia a posse de armas em propriedades rurais pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (17) deve colaborar para o aumento da violência no campo, segundo o professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de Campinas (Unicamp) Wagner Romão. Segundo ele, trata-se de uma medida que atende aos interesses da bancada ruralista, no Congresso Nacional, e também ao campo conservador que apoia o governo.

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#VozesDasMulheres | Judite Simoa: Um retrato das mulheres que resistem aos empreendimentos do capital no campo

por Maria Aparecida de Jesus Silva*, em CPT

Na coluna Vozes das Mulheres, da Comissão Pastoral da Terra (CPT) na Bahia, Maria Aparecida de Jesus Silva, agente da CPT, narra a história de Dona Judite Simoa, moradora da comunidade de Itapicuru, Jacobina (BA). A história de Dona Judite, amalgamada à luta pela terra na região, é um exemplo de incessante resistência e reconta o constante enfrentamento que a comunidade faz para ter seus direitos respeitados. Confira o artigo na íntegra:

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Em Rondônia, militantes de organizações populares se formam em Educação do Campo

O curso teve início em setembro de 2015 e se encerra com 37 formandos

Da Página do MST

Nesta última quinta-feira (29), aconteceu em Rolim de Moura (RO), pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR), o ato de formatura da primeira turma de licenciatura em educação do campo nas áreas das Ciências Humanas e Sociais, com Habilitação em Sociologia, Filosofia e Ciências da Natureza e com Habilitação em Química, Física e Biologia.

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Bacurau em Barra: “A gente hoje está no mapa”

Como o povoado Barra, no sertão nordestino, se ressignificou a partir de Bacurau, filme vencedor de Cannes que foi rodado ali

Por Étore Medeiros, Agência Pública

Os 24 quilômetros de estrada de terra que separam a cidade de Parelhas (RN) do povoado Barra, uma das suas comunidades rurais, dão ricas mostras do poder de resistência da caatinga. Ao contrário do que a etimologia sugere – caatinga vem do tupi, “mata branca” – e apesar do clima seco do semiárido nordestino, o verde persiste em fragmentos da paisagem. Meses após o fim das chuvas, enormes caibreiras erguem suas copas a 20, 30 metros de altura, sinalizando os locais onde a água costuma correr em tempos de “inverno” – como os sertanejos chamam a estação chuvosa, de janeiro a abril. Nos fundos dos vales, as sempre verdes carnaúbas – espécie de palmeira endêmica do semiárido nordestino – demarcam o leito seco do rio Seridó, que dá nome à região. O bonito dourado da babugem, capim que sustenta os rebanhos locais, dá os toques finais ao cenário.

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De Olho na História (I) — Margarida Maria Alves: “Da luta não fujo”

A camponesa de Alagoa Grande (PB) foi assassinada a mando de latifundiários em 1983; os criminosos não foram condenados, mas Margarida tornou-se inspiração para milhares de mulheres que, como ela, resistem a injustiças e retrocessos

Por Maria Lígia Pagenotto, em De Olho nos Ruralistas

Nascimento: 5 de agosto de 1933 em Alagoa Grande (PB), município da região do Brejo Paraibano, a 100 quilômetros de João Pessoa.

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Christiane, Aida, Marcia, Maria, Adelia: cinco histórias de Margaridas

Mulheres de todas as idades, do campo e da cidade, levaram para Brasília diferentes pautas para o encontro de camponesas; em comum, a intenção de fortalecer a luta por seus direitos 

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

Luta, esperança e coragem. As palavras resumem os propósitos das milhares de mulheres que ocuparam as ruas de Brasília com um chapéu na cabeça e um sorriso no rosto durante a Marcha das Margaridas, nos dias 13 e 14, maior evento de luta feminina da América Latina. Apesar dos desafios impostos pela política, estavam felizes por encontrar as companheiras e ter as suas vozes ampliadas. Elas falam, cada uma a seu modo, sobre as mudanças que gostariam de ver no Brasil.

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Marcha das Margaridas deixa recado em meio à retirada de direitos: “Vamos renascer das cinzas”

Protesto contra retrocessos nas políticas públicas do governo Bolsonaro marcaram ato que reuniu recorde de cem mil pessoas em Brasília durante os dias 13 e 14; mudanças nas regras da aposentadoria são a maior preocupação das mulheres do campo

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

“Vamos renascer das cinzas, plantar de novo um arvoredo. Bom calor nas mãos unidas, na cabeça de um grande enredo”. Em uma nova versão, na voz de uma mulher, os versos de Martinho da Vila permearam a abertura da 6ª Marcha das Margaridas, ato que levou 100 mil mulheres à capital durante os dias 13 e 14. Trata-se de um número recorde de participantes da ação, que, desde 2000, acontece de quatro em quatro anos, com desfecho em Brasília. Esta edição aconteceu sob o lema “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”.

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