Justiça favorece especuladores estrangeiros e 70 famílias podem ser despejadas no TO

Comunidade Taboca, em Babaçulândia, tem ordem de reintegração de posse marcada para esta quarta (20)

Redação Brasil de Fato

Na comunidade camponesa de Taboca, em Babaçulândia (TO), 70 famílias cultivam suas roças de arroz, feijão, mandioca, farinha de puba e abóbora, garantindo sua subsistência e abastecendo o município. As crianças e adolescentes vão à escola e os trabalhadores da cidade desenvolvem uma parceria de pesquisa sobre agroecologia com a Universidade Federal de Tocantins (UFT). Essa realidade, no entanto, está ameaçada por uma decisão da justiça que favorece os proprietários da terra que sequer habitam a região.

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Margaridas e Marielles: quatro histórias de luta camponesa na Paraíba

Em seu décimo ano, Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia, no Polo da Borborema, homenageia vereadora carioca, no primeiro aniversário de sua morte; expectativa é reunir 5 mil pessoas

Por Helena Dias e Inês Campelo, em Remígio (PB)
Em parceria com a Marco Zero Conteúdo, em De Olho nos Ruralistas

Quem chega em Remígio (PB) logo percebe que as chuvas das últimas semanas vestiram de esperança a vegetação da cidade, como se fosse para contrastar com o lilás da 10ª Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia. Desde segunda, a Marco Zero Conteúdo, em parceria com o De Olho nos Ruralistas, está no município do agreste paraibano para sentir o clima da mobilização e conhecer algumas das líderes que compõem o movimento camponês do Polo da Borborema – rede de 13 sindicatos de trabalhadoras e trabalhadores rurais.

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PFDC firma termo de cooperação com Movimento dos Atingidos por Barragens

Protocolo focará em denúncias de violências, perseguições e outras ações arbitrárias contra populações impactadas por esses empreendimentos no Brasil

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão

Contribuir para a garantia dos direitos de populações impactadas pela construção e operação de barragens no Brasil – especialmente no que se refere à proteção à vida, à dignidade, à moradia, à função social da propriedade e também à liberdade de expressão e de associação.

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MST no sul de MG e Agroecologia: que beleza! Por Gilvander Moreira[1]

Para Combate Racismo Ambiental

O Projeto de Assentamento (PA) Primeiro do Sul, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), em Campo do Meio, no sul de Minas Gerais, foi formado, primeiro, para produzir alimentos com a finalidade de matar a fome e eliminar a miséria que reinava no seio das 48 famílias camponesas assentadas. Ainda não se tinha a consciência do paradigma agroecológico. Diferentemente, o PA Santo Dias, em Guapé, de 12 de maio de 2006, distante 70 quilômetros de Campo do Meio, nasceu dentro da concepção agroecológica e, por isso, sua produção é hoje, basicamente, agroecológica. É o que informa Sílvio Neto, da Direção Nacional do MST: “No PA Santo Dias, em Guapé, desde que os Sem Terra pisaram lá não jogaram nem uma gota de agrotóxico no assentamento. Lá tem 19 modelos agroecológicos sendo praticados. Temos, inclusive, homeopatia para o manejo do gado. Enfim, temos no PA Santo Dias um amplo processo agroecológico, coisa que não existe em nenhuma outra propriedade da região sul de Minas”.

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¿Insubordinación político electoral de indígenas y campesinos?

Por Ollantay Itzamná, en Servindi

Guatemala, al igual que el resto de los bicentenarios estados republicanos de América Latina, se construyó sobre los hombros de indígenas y campesinos obedientes y esquilmados. Aquí, como en el resto de los países, el sistema político electoral estuvo ideado para que únicamente pudiesen participar y ganar elecciones los ciudadanos plenos (blancos, ricos, y con estética urbana).

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Camponesas vão às ruas neste 8 de março pela memória de Marielle

Movimentos do campo e viúva da vereadora ressaltam semelhanças entre bandeiras defendidas por ela na Câmara do Rio e as pautas referentes à reforma agrária; assassinato completa um ano no dia 14

Por Julia Dolce, em De Olho nos Ruralistas

“Pela vida das mulheres, somos todas Marielle!”. Com essa palavra de ordem, milhares de camponesas pelo país marcharão neste 8 de março, Dia Internacional da Luta das Mulheres, dando início a uma jornada de lutas que se estenderá até a próxima quinta-feira (14). A data marca o aniversário de um ano do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes.

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Nota das Pastorais Sociais do Campo: A esperança luminosa dos pobres vencerá a escuridão

Comissão Pastoral da Terra (CPT)

O ano de 2019, início do governo Bolsonaro, como já se temia, começou sob o signo da tragédia. No dia 05 de janeiro um trabalhador rural foi assassinado e outros nove ficaram feridos, três gravemente, em um ataque por seguranças privados de uma fazenda em Colniza (MT), grilada por poderosos políticos do estado. No mesmo município, em maio de 2017, ocorreu um massacre, que resultou na morte de nove camponeses. A região é cobiçada por suas imensuráveis riquezas em madeira e minério.

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Para lideranças, denúncias contra família Bolsonaro escancaram violência por trás de seus planos para o campo

De Olho nos Ruralistas ouviu oito representantes de movimentos sociais sobre conjuntura política e a legitimidade do governo em crise; indígenas adotam falas mais contundentes que as dos camponeses e quilombolas 

Por Julia Dolce e Igor Carvalho, em De Olho nos Ruralistas

As denúncias de corrupção e de ligação com milícias do Rio de Janeiro envolvendo o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente, podem deslegitimar parte de suas ações contrárias aos povos do campo: indígenas, quilombolas e camponeses. Isto conforme lideranças de movimentos sociais ouvidas nos últimos dias pelo De Olho nos Ruralistas.

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Carta em defesa dos povos indígenas, dos territórios culturais e dos direitos humanos: “nenhuma gota de sangue a mais”

Na CPT

Em documento, a Arquidiocese de Porto Velho (RO), a Comissão Pastoral da Terra e o Grupo de Pesquisa em Gestão do Território e Geografia Agrária da Amazônia (GTGA) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) destacam: “Não podemos nos silenciar frente a política do atual governo brasileiro que estimula violências contra os povos do campo e comunidades tradicionais, com o objetivo de entregar os territórios culturais aos interesses do capital internacional”. Confira:

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CPT realiza segundo módulo do curso de Formação em Educação e diversidade camponesa

Entre os dias 13 e 18 de janeiro ocorrerá em Ibiúna (SP), o segundo módulo do Curso de Formação para agentes sociais que atuam em condições de conflitos agrários. O curso faz parte do Projeto Nacional de Formação em Educação e diversidade camponesa, elaborado pela Universidade Federal de Goiás com a Comissão Pastoral da Terra (CPT)

por CNBB Regional Sul 1 / CPT

O curso de formação faz parte das ações da Comissão Pastoral da Terra (CPT). A meta do programa é formar seus agentes sociais para atuarem de forma organizada em áreas de conflitos, principalmente os vinculados as pastorais sociais, de todas as regiões brasileiras um espaço ambiente de Formação e de pesquisa acadêmica sobre a diversidade camponesa.

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