ENSP debateu necropolítica, retrocessos e resistências no campo

Por Joyce Enzler, no Informe Ensp

“O conceito de necropolítica atravessou a pesquisa sobre os agrotóxicos, porque, nesta etapa do capitalismo, o que interessa não é mais dominar a exploração de quem vive, é escolher quem vai morrer”, com essa declaração, o pesquisador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Marco Antônio Mitidiero Júnior deu início à palestra Os direitos dos povos dos campos: retrocessos e resistências, no evento em alusão ao mês do ambiente, em 25 de junho, na ENSP.

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Levantar a Esperança

O texto a seguir foi construído por meio de um processo de escuta, durante o “levante da Esperança”, ocorrido na audiência pública sobre a Reforma da Previdência, realizada no último dia 17 de maio, no município de Esperança/PB. A atividade promovida pelo Polo Sindical da Borborema, juntamente com políticos locais, contou com a participação de camponeses, camponesas, juventude e suas organizações, além de parlamentares do estado e da região. As falas e depoimentos da juventude e dos camponeses e camponesas, nesta audiência, me remeteram à tarefa profética da denúncia e também do anúncio da Boa Nova, assim como fez Jesus de Nazaré, assassinado por sua fidelidade na defesa da vida. Presente na atividade representando a CPT, escuto, nessas falas, o chamamento para continuarmos nas ruas, defendendo a vida aonde ela estiver sendo ameaçada, e isso me fez pensar um pouco mais sobre o nosso “que fazer?”.

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Ocupação camponesa de 19 anos sofre ação de despejo em Miravânia, norte de MG

Na terça, 9 de julho, às 8h, teve início a ação de despejo na Ocupação-comunidade Olaria Barra do Mirador. As 52 famílias vivem no local há 19 anos, ocupando a Fazenda Japoré, no município de Miravânia, extremo Norte de Minas Gerais. A ação foi realizada pelo Comando Geral da Polícia Militar de Minas Gerais com cerca de 100 policiais e 20 viaturas. Relatos descrevem que o despejo foi iniciado como “uma operação de guerra e truculência”.

Da CPT MG

As 52 famílias ocupam lotes de 40 hectares cada, em média, e produzem milho, feijão, mandioca, queijos e doces, além de criarem gado, porcos e galinhas para o próprio sustento, além disso as famílias do Acampamento da fazenda Mata do Japoré são responsáveis por mais de 50% da farinha produzida no município de Miravânia, que possui cerca de 7 mil habitantes.

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Comunidades camponesas da Zona da Mata Norte de Pernambuco celebram a colheita do milho crioulo

Cuidar da semente é cuidar da vida. Essa foi a mensagem que marcou a Festa da Colheita e da Partilha do milho crioulo, realizada na comunidade de Belo Horizonte, no município de Aliança, Pernambuco, no último domingo (30). Comunidades posseiras, de assentamentos e acampamentos da Zona da Mata Norte e da Região Metropolitana do Recife estiveram presentes na celebração. As famílias também aproveitaram a ocasião para comemorar os 44 anos da Comissão Pastoral da Terra Nacional, celebrado no mês de junho.

CPT Nordeste II

O momento começou com muito debate e reflexão. Motivados/as pela leitura da passagem bíblica sobre as vinhas de Nabot (1 Reis, 21), os/as participantes discutiram sobre sua relação e os cuidados com a terra, e sobre quais ameaças são enfrentadas hoje pelas famílias camponesas na zona da mata. Um dos aspectos mais destacados no debate foi o amor à terra e importância de cuidá-la para as próximas gerações.

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Declaração da VI Assembleia de Mulheres da CLOC – Via Campesina

VI Assembleia de Mulheres da CLOC – Via Campesina, realizada no dia 26 de junho durante o VII Congresso da Coordenadoria Latinoamericana de Organizações do Campo, em Cuba, divulga sua Declaração Final. As mulheres destacam no documento que: “as mulheres rurais lutamos por uma sociedade justa e igualitária, que transforme as relações de poder que marcaram a subordinação das mulheres e, especialmente, das que vivemos em áreas rurais, em condições de pobreza e discriminação a que temos sido submetidas pelas políticas patriarcais, pelos sistemas de exploração do agronegócio transnacional, pelos deslocamentos, migrações forçadas e pela violência. Durante essas duas décadas de formação sociopolítica, dedicamos estudo diligente às categorias de gênero, de classe e étnica / racial, entendendo que as desigualdades que afetam as mulheres são estruturais de uma sociedade capitalista, patriarcal, colonialista e racista. Estamos certas de que a opressão, dominação e exploração de gênero e raça não podem ser eliminadas sem eliminar a opressão de classe. Na construção do feminismo camponês e popular, a partir de nossa evolução e definição política, propusemos levantar com força a proposta de que desde nossa diversidade e auto-reconhecimento construamos o compromisso político de uma identidade feminista, camponesa e popular”. Confira:

tradução: Cristiane Passos – CPT

Dez anos após o momento histórico que, a partir deste espaço da Escola Niceto Pérez da Articulação Nacional de Pequenos Agricultores e Agricultoras de Cuba (ANAP), em que a CLOC-Via Campesina definiu que os camponeses e camponesas da América Latina abririam caminho para o socialismo, as mulheres se levantaram e a plenos pulmões gritaram: SEM FEMINISMO, NÃO HÁ SOCIALISMO.

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Declaração Política do VII Congresso da CLOC – Via Campesina

VII Congresso da Coordenadoria Latinoamericana de Organizações do Campo (CLOC), encerrado no dia 30 de junho na cidade de Havana, Cuba, divulga Declaração Política. O documento ressalta que “nosso plano de ação deve priorizar o trabalho de base e a organização popular, a formação política ideológica e o desenvolvimento da comunicação popular para enfrentar o agronegócio e a privatização das sementes, e avançar para territórios livres de capital financeiro, transgênicos e agrotóxicos, onde a produção agroecológica forje a Soberania Alimentar respeitando mãe terra”. Confira o documento na íntegra:

tradução: Cristiane Passos – CPT

“A revolução é um sentido do momento histórico, é mudar tudo o que deve ser mudado, é igualdade e liberdade plenas, é ser tratado e tratar os demais como seres humanos, é emancipar-nos a nós mesmos e com nossos próprios esforços, é desafiar as poderosas forças dominantes dentro e fora do âmbito social e nacional, é defender os valores em que se crê ao preço de qualquer sacrifício”.

Fidel Castro Ruz, 1 de maio de 2000.

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Paraguaios ampliam solidariedade ao juiz que garantiu justiça em Curuguaty

Por Leonardo Wexell Severo*, no Correio da Cidadania

Os movimentos populares paraguaios do campo e da cidade começaram a realizar uma série de mobilizações em apoio ao juiz Emiliano Rolón Fernández, acusado pela procuradora geral do Estado, Sandra Quiñonez, de “mal desempenho em suas funções” por ter absolvido os camponeses condenados pelo massacre de Curuguaty.

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Reforma agrária, unidade e socialismo: os eixos principais do VII Congresso da CLOC

Durante o Congresso, a questão do socialismo, a reforma agrária e a unidade foram apresentadas aos 400 delegados e delegadas, para ajudar no debate que ocorreu nos grupos de trabalho e que foi enriquecido por cada militante presente no Congresso. As apresentações foram feitas pelos principais líderes da Coordenadoria Latino-Americana de Organizações do Campo (CLOC – Via Campesina). Declaração dos Direitos dos Camponeses, aprovada na Organização das Nações Unidas (ONU) em dezembro de 2018, também foi debatida e analisada como importante instrumento de reafirmação do modo de vida e produção camponês, da valorização dos saberes seculares das comunidades originárias e dos direitos coletivos desses povos.

Coletivo de Comunicação do VII Congresso CLOC Via Campesina / tradução: Cristiane Passos – CPT

Faustino Torrez, da Associação dos Trabalhadores no Campo (ATC) da Nicarágua, analisou que para muitos quando se fala em socialismo, está se falando sobre o passado. No entanto, a CLOC por natureza sempre deu o seu apoio à revolução cubana e à revolução bolivariana. Todo este debate tem sido trabalhado nesses 25 anos e vai continuar, a partir das contribuições feitas pelos grandes pensadores da América Latina como Che, Mariátegui, Fidel, e que nos permite compreender o caminho para o socialismo.

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