O mundo pós-pandemia, por Angela Davis e Naomi Klein

No Jornal Floripa

O Brasil ou seu atual presidente são mencionados quatro vezes no debate recente entre dois ícones do ativismo global: a filósofa e ativista negra feminista Angela Davis, 75, e a escritora canadense Naomi Klein, 49.

No encontro, na última quinta (2), foi promovido pela organização norte-americana The Rising Majority (a maioria crescente, em inglês), Davis e Klein analisaram de que maneira o capitalismo predatório, o racismo estrutural, a desregulação do sistema financeiro deixaram boa parte do mundo ocidental em piores condições para o enfrentamento da crise do coronavírus.

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Sobre nossa finitude, as ameaças e o dinheiro. Por George Monbiot

As bolhas de conforto e negação estouraram. A vida não está protegida por cápsulas: a casa, o carro, o shopping. Espalham-se riscos: mudanças climáticas, fome, bactérias resistentes. Enfrentá-las exige desafiar as cegueiras do capital

Tradução de Antonio Martins, em Outras Palavras

Vivemos por muito tempo numa bolha de falso conforto e negação. Nos países ricos, os cidadãos começaram a acreditar que haviam transcendido o mundo material. A riqueza acumulada – com frequência, às custas de outros – blindou-os da realidade. Viver por trás de telas, passando entre cápsulas – as casas, os carros, os escritórios e os shoppings – persuadiu-os de que as contingências haviam recuado, de que eles próprios haviam alcançado o ponto almejado por todas as civilizações: o isolamento dos riscos naturais.

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O ideal é pôr tudo em comum: a Covid-19 e a Revolução do Pensamento

Por Luan Gomes*

Eu tenho trinta e dois anos de idade e não imaginava viver nesses tempos sombrios no Brasil e no mundo. Tempos esses em que muitos alardeiam a pandemia da Covid-19 que está matando a humanidade. Esse vírus impulsiona e revela outros vírus de ordem complexa, se levarmos em consideração a totalidade da vida social material e simbólica. Identifiquei outros vírus, o ódio ao comunismo e aos marxistas em evidência, a sobreposição da mentalidade mercadológica em relação à Vida, etc. O isolamento social como proposta para pensar no bem do coletivo, como um compromisso ético-político, também assume um viés paradoxal, expõe o quanto a humanidade está em ruínas. Posso perguntar – qual o valor de uma vida?

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O modo de funcionamento da humanidade entrou em crise. Por Ailton Krenak

Em entrevista exclusiva, o líder indígena Ailton Krenak reflete sobre o significado da pandemia e faz um alerta:“se voltarmos à chamada ‘normalidade’, não valeram de nada as mortes de milhares de pessoas”

Por Bertha Maakaroun, no Jornalistas Livres

O mundo está em suspensão. O momento é de recolhimento, de silêncio. A experiência do isolamento social, para enfrentar o horror do novo coronavírus, pode trazer lições valiosas à humanidade. “Se essa tragédia serve para alguma coisa é mostrar quem nós somos. É para nós refletirmos e prestar atenção ao sentido do que venha mesmo ser humano. E não sei se vamos sair dessa experiência da mesma maneira que entramos. Tomara que não”, afirma o escritor Ailton Krenak, de 66 anos, um dos mais destacados ativistas do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indígenas e doutor honoris causa pela Universidade de Juiz de Fora.

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Todos viveremos a batalha de Milão

Newsletter do The Intercept Brasil, por Leandro Demori

No dia 27 de fevereiro (que parece século passado), quando a Itália ainda tinha poucos casos confirmados de coronavírus, o prefeito de Milão divulgou em suas redes um vídeo da campanha Milano non si ferma (Milão não para). Em inglês, para atingir sobretudo os turistas que àquela altura já estavam cancelando suas férias na península por causa da epidemia.

Dois dias antes, o prefeito gravara um vídeo garantindo a data de estreia de uma das maiores feiras de móveis do mundo, um evento tradicional na cidade: 16 de junho.

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Coronavírus: como vencer o capitalismo de desastre? Por Naomi Klein

No The Intercept Brasil

PASSEI DUAS DÉCADAS estudando as transformações que acontecem sob a cobertura de um desastre. Aprendi que podemos contar com uma coisa: durante momentos de mudança cataclísmica, o anteriormente impensável de repente se torna realidade. Nas últimas décadas, essa mudança foi principalmente para o pior – mas nem sempre foi esse o caso. E não precisa continuar no futuro.

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Racismo e xenofobia também são ‘assassinos contagiosos’, diz Bachelet

ONU

O surto de coronavírus pode ter forçado milhões ao redor do mundo a se “distanciar socialmente”, mantendo um metro de distância para impedir a propagação, mas isso não impedirá as pessoas de se unirem contra o racismo, declarou em Genebra nesta sexta-feira (13) a alta-comissária da ONU para os direitos humanos.

Michelle Bachelet dirigia-se ao Conselho de Direitos Humanos, cujos membros reuniram-se para para debater o progresso desde o lançamento da Década Internacional de Afrodescendentes, em 2014.

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