Há uma hipótese sociológica, cada vez mais difícil de negar, segundo a qual a elite de poder no Brasil não é apenas “rica”, mas constitui um núcleo relativamente fechado, entrelaçado por décadas (e às vezes séculos) de casamentos, compadrios, heranças fundiárias e redes de confiança que atravessam gerações.
Não se trata de uma classe dominante no sentido marxista clássico, mas de uma continuidade aristocrática que sobrevive às mudanças de regime, à industrialização e até à redemocratização.
Não é qualquer milionário de primeira viagem que entra nesse círculo. A riqueza pode até circular com certa velocidade; o acesso ao núcleo duro do mando, quase nunca. (mais…)
