Países ricos usam seis vezes mais recursos naturais do que países de baixa renda, aponta relatório do PNUMA

Relatório publicado nesta sexta-feira (01/03) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) mostra que a extração dos recursos naturais triplicou nas últimas cinco décadas, alertando para disparidades entre os países industrializados e os países de baixa renda em relação às causas da tripla crise planetária.

ONU Brasil

A extração dos recursos naturais triplicou nas últimas cinco décadas, em decorrência da significativa expansão de infraestrutura em muitas partes do mundo e dos altos níveis de consumo de materiais, especialmente em países de renda média-alta e alta. (mais…)

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Os desafios da esquerda

Diante da crise do prolongada capitalismo, os partidos que comandaram a construção do Estado de bem-estar social poderão se reerguer? Ou continuarão abrindo espaço à ultradireita? Tudo dependerá de reexaminarem sem medo sua trajetória recente

Por Paulo Nogueira Batista Jr., em Outras Palavras

Decifra-me ou te devoro
Esfinge de Tebas

Em vários países do Ocidente e do Sul Global, inclusive no Brasil, a esquerda se defronta nas décadas recentes com desafios talvez sem precedentes – e não está se saindo bem, de uma forma geral. Com o passar do tempo, os desafios se avolumam e esquerda se debate sem sucesso contra eles. O Brasil, com Lula, até constitui uma exceção, mas apenas parcial. (mais…)

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‘Se o povo pobre não planta e não colhe, ninguém come’, diz padre Júlio em inauguração do Sacolão Popular do MST

Parceiro do movimento na iniciativa, o padre esteve ao lado do ministro Paulo Teixeira no lançamento do novo espaço

Por Lucas Weber, no Brasil de Fato

“São Pedro de Betancur caminhava com uma sacolinha, onde ele levava pão e alimentos. E também um sininho, que ia tocando pela estrada para que o povo fosse até ele encontrar alimento.” Na inauguração do Sacolão Popular Irmão Pedro Betancur, resultado de uma união do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) com a Pastoral do Povo de Rua, o padre Júlio Lancellotti fez questão de explicar a referência da homenagem no nome.

Ao lado do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, o religioso lembrou que Pedro Betancur “foi um santo leigo, terciário franciscano latino-americano, de um povo sofrido”. (mais…)

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Fiocruz: taxa de suicídio e autolesões entre crianças e jovens vêm aumentando 6% e 29% ao ano no Brasil

Por Mariana Sebastião (Cidacs/Fiocruz Bahia)

A taxa de suicídio entre jovens cresceu 6% ao ano no Brasil entre os anos de 2011 e 2022. Já as taxas de notificações por autolesões na faixa etária de 10 a 24 aumentaram 29% a cada ano nesse mesmo período. O número foi maior que na população em geral, cuja taxa de suicídio teve crescimento médio de 3,7% ao ano e a de autolesão 21% ao ano, neste mesmo período. Esses resultados foram encontrados na análise de um conjunto de quase 1 milhão de dados, divulgados em um estudo recém-publicado na The Lancet Regional Health – Americas, desenvolvido pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), em colaboração com pesquisadores de Harvard. (mais…)

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Desigualdade no mundo: Pirâmide UBS 2023. Por Ladislau Dowbor

A pirâmide acima ajuda, pela forma visual, a ter uma noção real, a “ver” os números. Uma ferramenta útil, por exemplo, para os professores que queiram fazer os alunos entenderem a dimensão dos nossos desafios.

No Fórum21

Todos sabemos do drama da desigualdade, ainda mais porque somos um dos países mais desiguais do planeta. Mas muitos têm dificuldade em dimensionar realmente a que ponto isso é catastrófico.

A pirâmide acima ajuda, pela forma visual, a ter uma noção real, a “ver” os números. Por exemplo, professores que queiram fazer os alunos entenderem a dimensão do desafio. A fonte é de banqueiros, e confiável. E acrescentamos um parágrafo da Oxfam, que mostra que no tempo a situação piora.

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Uma ofensiva contra doenças com causas estruturais

Comitê interministerial traça estratégia robusta para erradicar ou reduzir drasticamente 12 enfermidades ligadas à pobreza. Brasil tem oportunidade de ser líder global nesse combate, agora que há disposição renovada para enfrentá-las

por Gabriel Brito, Outra Saúde

“Nosso compromisso é eliminar essas doenças, além da transmissão materno-infantil de HIV/aids, por meio da integração das políticas públicas de ministérios, alguns de cunho social, outros tecnológicos, articulando sociedade civil e movimentos sociais. Me perguntam se não é sonho, um desejo onírico, mas essas doenças foram eliminadas nos países desenvolvidos. É factível, não só para países ricos e desenvolvidos”, explicou Dráurio Barreira, diretor do Departamento de HIV/aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi). (mais…)

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Judith Butler: Por um feminismo sem medo do gênero. Entrevista Margem Esquerda

“Essa radical e obscena desigualdade tem de ser denunciada em todos os aspectos do movimento feminista, assim como o feminicídio, a violência contra os migrantes, a homofobia e a transfobia. Temos de achar uma maneira de articular todas essas dimensões do movimento e renovar nossa teoria social para impedir a devastação do presente, inclusive às florestas tropicais e os lugares de promessa para uma nova aliança.” Confira abaixo a entrevista de Judith Butler à Margem Esquerda, revista semestral da Boitempo. Carla Rodrigues, Maria Lygia Quartim de Moraes e Yara Frateschi conduziram a entrevista de abertura da edição n.33, volume especial “Marxismo e lutas LGBT”, do 2º semestre de 2019.

No Blog da Boitempo

Apresentação

Judith Butler é uma filósofa estadunidense, nascida em 1956, cuja trajetória pode ser descrita como uma “criadora de problemas”. Referindo-se a uma experiência de infância, ela explica o título de Problemas de gênero – feminismo e subversão da identidade, publicado há quase trinta anos nos EUA, e que desde então reverbera nas interlocuções propostas pela autora. “Criar problemas era, no discurso da minha infância, algo que nunca se deveria fazer exatamente para não estar metida em problemas. A rebeldia e sua repressão pareciam ser apreendidas nos mesmos termos, fenômeno que me deu o primeiro discernimento crítico acerca da artimanha sutil do poder: a lei dominante ameaçava com problemas, ameaçava até mesmo nos fazer estar metida em problemas, para evitar que tivéssemos problemas. Assim, concluí que problemas são inevitáveis, e nossa tarefa é descobrir a melhor maneira de tê-los”.1 (mais…)

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