Juventude tem muito mais anos de escolaridade do que décadas atrás. Mas não basta, para democratizar a Educação. Sem homogeneizar as trajetórias estudantis, é crucial garantir condições equitativas para o sucesso escolar, a cidadania e a inserção social
por Roberto Rafael Dias da Silva, em Outras Palavras
Em um contexto de democratização, no decorrer do último século, o Brasil tem conseguido prolongar o tempo de permanência de seus adolescentes e jovens na escola. O percurso de garantia do acesso à educação pública, notadamente no que se refere ao Ensino Médio, ainda precisa obter avanços significativos; todavia, não podemos desconsiderar os legados das lutas em torno deste direito no decorrer deste período. Acompanhando o monitoramento das metas do Plano Nacional de Educação podemos afirmar que a escolaridade média, considerando a população de 18 a 29 anos de idade, atingiu no ano de 2023 uma média de 11,8 anos de estudo. Cabe lembrar que, no início da década anterior (2012), a média era de 10,7 anos de escolaridade (variação positiva de 1,1 anos). Em outras palavras, gradativamente, as políticas de democratização do acesso conduziram-nos a um alargamento do tempo de permanência na escola. (mais…)