Quase 70% das universidades federais rejeitam projeto Future-se

Programa do governo Bolsonaro promove terceirização da gestão e ingerência privada nas instituições públicas de ensino

Juca Guimarães, Brasil de Fato

O projeto do governo Jair Bolsonaro (PSL) que prevê a ingerência do capital privado nas universidades públicas federais, batizado de Future-se, é total ou parcialmente rejeitado por todas as instituições que já iniciaram o debate sobre assunto. Ao todo, 43 das 63 universidades federais (68%) se reuniram para analisar a proposta do governo e fizeram diversas críticas ao projeto.

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Belo Horizonte é a primeira capital a aprovar o Escola sem Partido

Projeto deve ser votado em segundo turno na Câmara Municipal no ano que vem. População foi impedida de acompanhar a votação

por Ana Luiza Basilio, em CartaCapital

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou na segunda-feira 14, em primeira votação, o projeto de Lei Escola sem Partido. Foram 25 votos favoráveis, 8 contrários e nenhuma abstenção. A votação aconteceu a portas fechadas, sem a participação da população. A cidade é a primeira capital do Brasil a aprovar o tema.

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Quem ataca a universidade e por quê?

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

Nos últimos dias, em Santa Catarina, temos lido alguns colunistas da imprensa comercial atacar de maneira violenta a universidade, os estudantes, os trabalhadores públicos. Isso não é novidade alguma. Sempre que, por algum motivo, os governos procuram destruir a universidade pública, logo assomam os cães de guarda, os puxa-sacos, os lambe-botas, os boca-alugadas, essa gente que só ocupa o lugar que têm nos jornais e emissoras de televisão justamente porque defendem a lógica do capital. Nada se pode esperar desses comentaristas a não ser justamente a defesa da classe dominante. É para isso que estão onde estão. 

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‘Saí do corte de cana para me tornar professor’: Incra quer acabar com a escola do MST que mudou minha vida

por Greisson Izidorio, em The Intercept Brasil

LEMBRO DE QUANDO meu pai, minha mãe e meus quatro irmãos íamos juntos para o corte de cana. Acordávamos cedo, 4 horas da manhã, e a mãe acordava antes ainda para preparar a comida. A gente cortava cana em um engenho próximo de nossa casa em Ribeirão, no interior do Pernambuco — uma região à mercê da oligarquia da cana de açúcar, imposta há séculos por senhores de engenho e usinas açucareiras.

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Orçamento do MEC regride uma década com Bolsonaro e Weintraub

Redução dos investimentos e despesas cotidianas no orçamento do MEC vai da educação básica à universidade e contradiz discurso de campanha do presidente

Por redação RBA

O corte no orçamento do Ministério da Educação (MEC) previsto para 2020 vai fazer a área regredir 10 anos em disponibilidade de recursos. Os R$ 15,73 bilhões previstos para investimentos e despesas cotidianas – energia, segurança, alimentação, transporte – são equivalentes ao investido no ano de 2010: R$ 15,33 bilhões. O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, consolidam assim a redução de recursos para a educação que já praticaram esse ano, com graves consequências para o país. O levantamento sobre o orçamento do MEC foi feito pela liderança do PT no Senado Federal.

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O ataque estratégico do neoliberalismo à educação

Desde o início da sua expansão o neoliberalismo mirou a escola, o sistema escolar e a universidade, pois esses são lugares fundamentais de formação de um certo tipo de subjetividade.

Por Christian Laval, no blog da Boitempo*

Desde o início da sua expansão o neoliberalismo mirou a escola, o sistema escolar, a universidade etc. Isso por várias razões diferentes, mas uma das motivações fundamentais é que se trata de um lugar de formação de um certo tipo de subjetividade. Em termos mais simples, é o lugar de criação de um “capital humano”, pensado como tal, que vai alimentar um sistema produtivo baseado na concorrência generalizada. Por isso, acredito que estudar, analisar o sistema educacional neoliberal é absolutamente fundamental para compreendermos o que é o neoliberalismo.

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Dois caminhos para as Novas Ciências

Plano de Weintraub é subordinar universidade à lógica do mercado e do “inovacionismo”. Mas uma comunidade científica militante e cidadã, diversa e abrangente, pode assumir seu caráter público no rumo do desenvolvimento sustentável

Por Ricardo T. Neder*, em Outras Palavras

“(…) quem não se aproximar com inquietude da compreensão e do domínio das novas ciências como ciências da complexidade não entenderá (e praticará mal) não só o que fazer tecnocientífico como também o artístico e o político”
Pablo Gonzalez Casanova. As novas ciências e as humanidades — da academia à política¹

Este é o terceiro e último artigo da série. Constatamos que a universidade está diante de uma bifurcação (para usar uma metáfora de Ilya Prygogine2) frente ao mesmo tempo, das Novas Ciências, e das Tecnociências empresariais. O que nos obriga a trabalhar fundo uma perspectiva política emancipadora para a pesquisa científica e tecnológica na América Latina não perder a atual revolução científica como oportunidade para aperfeiçoar organizações universitárias.

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As mentiras da ciência a serviço do mercado

A doutrina inovacionista cria mitos de que o setor privado pode impulsionar universidades e, assim, gerar emprego. Incompatibilidade é evidente: pesquisas devem atender a toda sociedade, e não apenas ao imediatismo do capital

Por Ricardo T. Neder*, em Outras Palavras

As novas Ciências, o mundo encantado das “startups”, patentes e o projeto Weintraub do Instituto Millenium¹

Mito 5 – O inovacionismo nas universidades depende de inversões do setor privado, em parcerias do tipo público-privadas com a gestão das universidades públicas brasileiras, para superar a dificuldade da universidade não cumprir sua função que é chegar a ciência e a tecnologia para a sociedade; já o inovacionismo cumpre este papel porque leva o conhecimento técnico-científico embarcado no produto final para os consumidores.

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PGR apresenta ADPF contra censura a docentes na abordagem plural nas escolas

Para Raquel Dodge, vedação do debate pedagógico acerca de temas político-partidários, de gênero e orientação sexual fere preceitos fundamentais

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), com pedido de medida cautelar, a fim de suspender qualquer ato do poder público que autorize ou promova censura a docentes no ambiente escolar. De acordo com a PGR, a medida foi motivada pelo crescente número de leis e movimentos que buscam implantar um modelo de ensino que contraria o modelo educacional vigente, definido pela Constituição Federal e regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei  9.394/1996).

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