Feminicídio virou rotina no Brasil. Por Talíria Petrone

O feminicídio é a expressão mais extrema do machismo estrutural que organiza a sociedade brasileira. Ele nasce da desigualdade nas relações de poder, da cultura da posse, da naturalização da violência doméstica e do silenciamento das mulheres

No Le Monde Diplomatique Brasil

O ano de 2025 entrou para a história como um dos mais violentos para as mulheres brasileiras. Não por acaso ou por fatalidade, mas como resultado direto de uma estrutura social que ainda naturaliza a desigualdade de gênero, a violência doméstica e o controle sobre os corpos e as vidas das mulheres. Os dados oficiais escancaram essa realidade e exigem que o país encare o problema com seriedade, compromisso político e ação concreta. (mais…)

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Ministra da Mulher diz que há resistência para política nacional de combate à violência

Em entrevista, Márcia Lopes aponta que oito estados ainda não assinaram Pacto Nacional de 2023

Por Mariama Correia | Edição: Bruno Fonseca, em Agência Pública

Em 2026, ser mulher no Brasil ainda é um risco. Quatro mulheres são assassinadas todos os dias, em média, no nosso país. No ano passado, mergulhamos em uma espiral de violência de gênero, ultrapassando a marca de mil feminicídios no ano. Foram 1.350 ocorrências, segundo o Ministério das Mulheres, com casos que chocam pelos requintes de crueldade. (mais…)

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Feminicídio: aumentar pena não diminui casos, mas custo é baixo e convence eleitor

Especialista em direito penal, Maíra Zapater defende políticas introduzidas por Lei Maria da Penha e aulas sobre gênero

Por Isabel Seta | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Maíra Cardoso Zapater se sente repetindo as respostas que deu em entrevistas de dez anos atrás. Como especialista em direito penal e em violência de gênero, a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foi instada a falar em 2015, ano em que o Brasil inseriu em sua legislação o crime de feminicídio – quando uma mulher é assassinada por ser mulher. Já na época, Zapater alertava para o fato de que a tipificação desse crime poderia não ter efeito nas estatísticas de violência contra mulher. (mais…)

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Ameaças a aborto legal revelam política “patriarcal” e “intimidatória”, diz antropóloga

Débora Diniz explica como o PDL 3/25 ameaça direitos garantidos e aprofunda a violência contra meninas e adolescentes

Por Andrea DiP, Sofia Amaral, Ricardo Terto, Stela Diogo, Agência Pública | Edição: Ludmila Pizarro

O Brasil voltou a testemunhar cenas brutais de violência contra as mulheres. Tentativas de feminicídio, casos de agressões e mortes cruéis têm sido registradas em diversas regiões do país, na última semana. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, mais de 2,7 mil mulheres foram vítimas de agressões graves e pelo menos 1.075 foram assassinadas por feminicídio. (mais…)

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25 de novembro: Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres

A data reforça a necessidade de avançar no enfrentamento às violências que atravessam os corpos e territórios das mulheres, especialmente do campo, das águas e floresta

Por Hanyelle Ohane Lima Santos, da Página do MST

Esta terça-feira, o 25 de novembro não é apenas uma data para marcada no calendário, é um chamado urgente para que sigamos enfrentando as violências que atravessam os corpos e territórios das mulheres, especialmente das mulheres do campo, da floresta e das águas. (mais…)

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“A América Latina é a região que está promovendo a agenda de gênero da maneira mais sofisticada”. Entrevista com Bibiana Aído, diretora-geral da ONU Mulheres

A diretora-geral da ONU Mulheres argumenta que, diante dos retrocessos políticos, o movimento feminista da região oferece muitos motivos para esperança: “É hora de continuar construindo alianças entre mulheres comprometidas e trabalhar mais com os homens.”

A entrevista é de Lorena Arroyo, publicada por El País / IHU

“Será necessária uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados novamente.” A nova diretora da ONU Mulheres para as Américas e o Caribe, Bibiana Aído (Alcalá de los Gazules, Espanha, 48 anos), cita a feminista francesa Simone de Beauvoir para avaliar os recentes ataques de alguns países da região contra os ministérios da mulher. Nos últimos anos, Argentina, Panamá e Equador eliminaram esses departamentos sob o pretexto de cortar gastos públicos, apesar dos enormes desafios enfrentados por metade da população do continente. A violência de gênero continua sendo uma emergência: em 2023, 3.897 mulheres foram vítimas de feminicídio na América Latina e no Caribe — pelo menos 11 mulheres morreram todos os dias simplesmente por serem mulheres. (mais…)

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Reparação e bem-viver: por que marcham as mulheres negras

Caravanas estão rumo a Brasília; marcha acontece nesta terça

Por Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil

Desde o princípio, teimosar, na Paraíba, é verbo. Ele nomeia a obstinação de um contingente de mulheres negras que estão a caminho da 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem-viver, em Brasília. A delegação viajará quase dois dias para se juntar a 1 milhão de mulheres no dia 25 de novembro. (mais…)

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