Comissão da OEA recebe movimentos negros para denunciar pacote anticrime de Moro

Essa será a primeira vez desde a Conferência de Durban, na África do Sul, em 2001, que missão oficial brasileira composta exclusivamente por movimentos negros participa de um encontro para fazer denúncia internacional

por Paloma Vasconcelos, na Ponte Jornalismo

A CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) da OEA (Organização dos Estados Americanos) vai receber 14 ativistas e militantes dos movimentos negros brasileiros para falar sobre o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que pretende modificar o sistema penal e denunciar violações dos direitos da população negra no Brasil. A comitiva será composta por 10 mulheres e 4 homens de 7 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Goiás, Pará e Maranhão.

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Índio bom é Índio na Amazônia!

Artigo escrito pelo procurador da República, Ricardo Pael Ardenghi, titular do Ofício de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais no Ministério Público Federal em Mato Grosso.

Por Ricardo Pael Ardenghi, Ministério Público Federal em Mato Grosso

Segundo as professoras Ruth Amossy e Anne Pierrot, “a visão que nós fazemos de um grupo é o resultado de um contato repetido com representações inteiramente construídas ou bem filtradas pelo discurso dos meios de comunicação. O estereótipo seria principalmente resultado de uma aprendizagem social” (Estereótipos e Clichês, p. 41).

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Matar negro é adubar a terra

Comentarista de arbitragem da Globo denuncia agressões racistas que ouviu no campo e na cabine

Por Márcio Chagas da Silva, para o UOL Esportes, no Geledes

Um dia meu filho de cinco anos me perguntou por que os pretos dormem na rua e são pobres. Expliquei que é um resquício da escravatura, que estamos tentando mudar isso, mas que é difícil. Não sei se ele entendeu. Às vezes nem eu entendo. Sendo negro em um estado racista como o Rio Grande do Sul, eu me acostumei a ser o único da minha cor nos lugares que frequento.

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Duplamente punidas

O moralismo do judiciário nega a prisão domiciliar a mulheres gestantes ou com filhos sob a alegação de que são mães “perniciosas” e com “personalidade distorcida”

Por Julia Dolce, Agência Pública

“É você que vai me fazer chorar?”, questiona Marlene Cataldo, irônica, sem dar chances para que eu comece as perguntas. O som do cadeado pesado fechando atrás de nós ecoa no ambiente sem janelas, vibrando pelas paredes coloridas com tons pastel. A ala da maternidade da Penitenciária Feminina de Pirajuí, no centro-oeste paulista, foi a escolhida pela diretoria para as entrevistas.

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Um país tropical – e individualista?

Seminário debate recente pesquisa da Oxfam Brasil, que aponta preocupação dos brasileiros com as desigualdades. Conclusão é que o Estado mínimo, defendido pelo governo Bolsonaro, é rechaçado: o povo quer mais políticas públicas e justiça social

Por Inês Castilho, em Outras Palavras

“As coisas só mudam quando deixam de ser vistas como naturais. Assim foi com a escravidão, assim foi com a proibição do voto das mulheres”. E assim poderá ser agora com a desigualdade.

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No Rio, parlamentares negras enfrentam racismo propondo políticas públicas

Em dois meses, três deputadas foram barradas na Alerj e no Congresso; PL visa formação antirracista para servidores

Clívia Mesquita, Brasil de Fato

Desde fevereiro, quando tomaram posse como deputadas estaduais, a rotina de trabalho de mulheres negras na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) é marcada por “constrangimentos”. Nos espaços de poder e decisões importantes, dominado historicamente por homens brancos, Dani Monteiro (PSOL), é categórica: “Corpos negros e femininos não são bem-vindos aqui”.

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#AbrilIndígena Justiça Federal suspende página eletrônica que difamava comunidade indígena Guarani de Palhoça

Liminar pedida pelo MPF determinou que Walter Alberto Sá Bensousan retire em 24 horas do meio eletrônico o site denominado “Antropowatch”

Ministério Público Federal em SC

A 6ª Vara da Justiça Federal em Florianópolis concedeu liminar na última quinta-feira (11) determinando que Walter Alberto Sá Bensousan retire do meio eletrônico, em 24 horas, a página denominada “Antropowatch”, sob pena de multa pecuniária diária de R$ 1 mil, além da possibilidade de responsabilidade criminal por desobediência à ordem judicial. Na ação civil pública em que pediu a liminar, o Ministério Público Federal (MPF) em Santa Catarina mostrou que as publicações eram contra a população indígena brasileira em geral e, muito especialmente, difamavam a comunidade indígena Guarani da Terra Indígena de Morro dos Cavalos, localizada em Palhoça.

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Essas mães repudiam o pacote anticrime de Moro

Marcia, Glaucia, Janaína e Laura têm uma luta em comum: provar que os filhos foram mortos ilegalmente em ações policiais. Casos vão de execução por causa de um pacote de pipoca a tiro no rosto dentro do camburão.

Karina Gomes, Deutsche Welle

Moradoras de comunidades no Rio de Janeiro, Marcia Jacintho, Glaucia Santos, Janaína Alves e Laura Azevedo são incansáveis, apesar da dor constante. São mães que se tornaram a voz de seus filhos, executados por policiais em ações nas favelas.

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