Perspetivas de mundo, conversa com Daniel Lima, curador de “Agora somos todxs Negrxs”

Por Marta Lança, no Buala

A questão racial tem sido uma disputa permanente no debate público brasileiro, conquistando mais espaço e posicionamentos articulados. São várias as exposições de artistas negros pelo país que inscrevem na sua obra, entre outras coisas, uma antiga história de opressão e de resistência com continuidades no presente. A reflexão e produção negra há muito tempo que vem questionando as estruturas de poder, no entanto, considera-se haver agora uma espécie de boom no circuito da arte contemporânea. Mas para quem? “Boom da arte negra é uma narrativa que só faz sentido da perspectiva normalizada pelo mundo branco”, diz a artista Jota Mombaça. Cúmplice das hierarquias da visualidade e das estruturas da branquitude, a arte brasileira terá forçosamente que rever os seus padrões. Daniel Lima, curador de Agora somos todxs negrxs, exposição integrada no 20º Festival Videobrasil, que decorre em São Paulo, explica a dimensão deste debate.  (mais…)

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Sobre o racismo de William Waack e os seus risinhos irônicos

Não foi um destempero do Waack. Foi a exposição do raio-X do que pensa o jornalismo da Globo. Ele pode ser afastado, demitido. Mas a Globo continuará sendo a Globo

Por Dennis de Oliveira, na Fórum

Bombou nas redes sociais o comentário racista feito pelo jornalista William Waack (veja AQUI), âncora do Jornal da Globo, durante o intervalo de uma transmissão. Diante da repercussão negativa, a emissora agiu rápido: soltou uma nota e afastou temporariamente o jornalista. (mais…)

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ONU Brasil lança campanha pelo fim da violência contra a juventude negra

A Organização das Nações Unidas no Brasil lançou, ontem, a campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra jovens negros.

ONU Brasil

A iniciativa, ligada à Década Internacional de Afrodescendentes, envolve os 26 organismos da equipe de país da ONU. O objetivo é sensibilizar sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais a respeito da importância de políticas de prevenção e enfrentamento da discriminação racial. (mais…)

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Novembro Negro: Ministério Público BA realizará encontros com povos de terreiros

Entre os anos de 2014 a 2017, foram registrados pelo Gedhdis 132 procedimentos envolvendo casos de intolerância religiosa no estado. “O intuito dos encontros é justamente promover um diálogo com os povos de terreiros, agentes públicos e sociedade civil sobre a tradição religiosa e a necessidade de combater qualquer tipo de preconceito”

MP Bahia

Fortalecer as relações das comunidades religiosas de matrizes africanas com os órgãos públicos a fim de atender demandas específicas desse seguimento, a exemplo do combate à intolerância religiosa, é uma das metas do Ministério Público estadual. Em uma das atividades realizadas pela instituição este mês, quando se comemora o ‘Novembro Negro’, o MP realizará encontros com povos de terreiros, sociedade civil e representantes de órgãos públicos ligados à temática para identificar as principais dificuldades enfrentadas e traçar diretrizes conjuntas para resguardar direitos das comunidades de matrizes africanas. (mais…)

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A questão racial e a “política do checklist”

Por Lia Vainer Schucman, no Justificando

É novembro e, como de costume, as pessoas que dedicam a vida à luta antirracista são chamadas para eventos, palestras e celebrações para lembrar a consciência negra.

Eu tenho recusado convites para ir em instituições que não querem encarar o tema de frente. O motivo é simples: não aceito mais colaborar com a “politica do checklist”. (mais…)

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Inep recorre ao STF contra decisão que impede regra de direitos humanos no Enem

Jornal do Brasil*

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), ingressou com recurso no Supremo Tribunal Federal contra a decisão judicial que anulou um dos critérios de correção da redação do Enem 2017, que tratava da eliminação de candidatos que usassem termos contrários aos direitos humanos no texto da prova. (mais…)

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Movimento Negro: Ministra Luislinda Valois não nos representa

Entidades do movimento negro brasileiro detonaram em nota a ministra dos Direitos Humanos do governo de Michel Temer, Luislinda Valois, que queria receber R$ 62 mil mensais de salário, alegando que seus atuais vencimentos de R$ 31 mil por mês a colocam em condições de ‘trabalho escravo’. Para justificar o pedido de aumento de 100% no seu salário, a ministra disse que com R$ 31 mil ‘é difícil se vestir, se alimentar, calçar e ir ao salão de beleza’. (mais…)

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Os santos perseguidos

Crimes de ódio contra praticantes de Umbanda e Candomblé no Rio Janeiro representam 90% dos casos do disque-denúncia estadual; no país, as denúncias de discriminação por motivo religioso cresceram 4960% em 5 anos

por Gabriele Roza, da Agência Pública

Mãe Merinha foi bem rápida, amarrou um pano branco na roupa e colocou alguns colares fios-de-conta coloridos no pescoço. ‘‘O mais triste disso tudo é saber que eles não param’’, disse, enquanto prendia um tecido também branco na cabeça. Estava pronta, com sua vestimenta de mãe-de-santo. Sinalizou que poderia começar a entrevista e se apresentou, ‘‘sou Mãe Merinha de Oxum, fui iniciada no Candomblé há 36 anos, sou filha de Mima de Oxossi, do Ilê Axé Obá Ketu’’. Há um ano e meio, Rosimere Lucia dos Santos abriu um terreiro de Candomblé em Belford Roxo, município do Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense, onde também começou um trabalho social com crianças da região. No dia 27 de setembro,quarta-feira, completou 51 anos e, naquele mesmo dia, seu terreiro foi invadido e incendiado. (mais…)

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