O que a educação precisa aprender ?

Seminário na URFJ debate desigualdades na Educação brasileira e lança pergunta incômoda: uma de suas causas não estará em termos desprezado, desde o início, os saberes dos não-brancos?

Em Outras Palavras

O seminário “Desigualdades na educação no Brasil: desafios para o ensino de ciências e saúde” apresentará um panorama crítico sobre as políticas e práticas educativas a partir da interculturalidade, descolonização e diversidades. Construindo essa análise estarão 30 pesquisadores na área  de educação, ciências e saúde da Bahia, Ceará, Brasília, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo, além do Rio de Janeiro e uma participação da Argentina. A programação inclui conferências, mesas de debates, mostra de filmes, apresentações artísticas, exposições e oficinas que relacionam a educação com teatro, alimentação, patrimônio e artes. (mais…)

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Achille Mbembe: O devir-negro do mundo

Reviravolta: no instante em que o capitalismo quer reduzir-nos todos a coisa e mercadoria, o negro tornou-se símbolo do oposto: desejo consciente de vida, força engajada no ato de criação

Por Achille Mbembe | Tradução: Sebastião Nascimento, em Outras Palavras

Queríamos escrever este livro* à semelhança de um rio com múltiplos afluentes, neste preciso momento em que a História e as coisas se voltam para nós, e em que a Europa deixou de ser o centro de gravidade do mundo. Efetivamente, esse é o grande acontecimento ou, melhor diríamos, a experiência fundamental da nossa época. Em se tratando, porém, de medir as implicações e avaliar todas as consequências dessa reviravolta, estamos ainda nos primeiros passos.De resto, se tal revelação nos é graciosamente concedida, se ela suscita perplexidade ou se, em vez disso, mergulha-nos num tormento, uma coisa é certa: esse desmantelamento, também ele carregado de perigos, abre novas possibilidades para o pensamento crítico, e isso é parte do que tentaremos examinar neste ensaio. (mais…)

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Doutora em física, primeira professora negra do ITA denuncia preconceito de alunos e colegas: ‘Me odeiam’

Em entrevista no programa ‘Conversa com Bial’, Sônia Guimarães diz que precisa reafirmar sua autoridade em sala de aula diariamente. Ela ressalta baixo número de alunas meninas nos cursos do ITA.

Por G1

ônia Guimarães foi a primeira mulher negra a se tornar doutora em física no Brasil e a ser professora no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP). Mesmo após 25 anos trabalhando na instituição de ensino, ela afirma que ainda sofre preconceito por parte de alunos e de colegas. (mais…)

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Em encontro inédito, indígenas debatem racismo no Recôncavo da Bahia

O “índio” enquanto o Outro foi atirado num espaço de antítese às ideias de civilização, progresso, tecnologia, ciência, educação e moral

por Felipe Milanez, em Carta Capital

Cacheira, bela cidade no Recôncavo da Bahia, palco das lutas históricas do povo negro pela liberdade, território sagrado dos quilombos e dos terreiros, recebe esta semana indígenas de todo o Brasil para um encontro inédito para debater o racismo contra os povos indígenas. (mais…)

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Audiência pública na PGR discute efetivação de direitos e políticas públicas para os povos ciganos

Atividade faz parte da ação coordenada Maio Cigano, desenvolvida pelo Ministério Público Federal

MPF

Como parte das ações de visibilidade para os povos ciganos programadas para o mês de maio, o Ministério Público Federal realiza em Brasília (DF), no dia 28 de maio, audiência pública para discutir implementação de direitos e de políticas públicas voltadas para as populações ciganas no Brasil. O encontro é parte da ação coordenada Maio Cigano, desenvolvida pela Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF (6CCR), e acontece sede da Procuradoria-Geral da República (PGR) em Brasília, a partir das 19h. Aberta a todos os interessados, a audiência terá a participação de lideranças ciganas e representantes de órgãos governamentais e não governamentais envolvidos com a temática. (mais…)

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‘Negro não tem que falar só sobre raça’, defende professora

Fernanda da Escóssia, na BBC Brasil

A professora Katemari Rosa ainda se lembra de um dia em que esperava o ônibus até a Universidade Federal de Campina Grande (PB), onde lecionava física. Já era formada em física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com mestrado em Filosofia da Ciência na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutorado em Ensino de Ciências na Universidade Columbia, nos EUA. No ponto do ônibus, aguardavam alunos, técnicos e funcionários da universidade. Ela avisou a uma moça que o transporte estava chegando, e a moça perguntou o que ela fazia. Katemari respondeu que era professora. (mais…)

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“A gente via o agronegócio crescendo nas costas daqueles que eles massacravam”

Entrevista com liderança de comunidade de posseiros em Pernambuco – é a 2a da série sobre mulheres e direito à terra

Na OXFAM

Edina Maria da Silva é uma jovem liderança da comunidade de posseiros do Engenho Barra do Dia, pertencente à falida usina Vitória, de cana-de-açúcar, localizada em Palmares, Pernambuco. A usina foi flagrada em 2008 com trabalhadores em condições análogas à escravidão, e faliu. As famílias que moram no local há cerca de 80 anos hoje aguardam a formalização da desapropriação da área para reforma agrária, e com isso terem seus direitos garantidos. (mais…)

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Racismo institucional e repressão cultural: “Tão bonito que nem parece índio”

Mais de seis mil índios moram em Brasília e arredores. Homens, mulheres e crianças que, devido ao preconceito, encontram vários obstáculos nas oportunidades de emprego, saúde, educação e qualidade de vida

 Por Verônica Nunes de Holanda, no Cimi

Mais de 896 mil pessoas se declararam indígenas no censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, inclusive 379.534 que vivem fora de terras demarcadas. Em 2015, uma pesquisa feita pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) apontou que mais de seis mil índios moram em Brasília e arredores. Homens, mulheres e crianças que, devido ao preconceito, encontram vários obstáculos nas oportunidades de emprego, atendimento de saúde, educação, segurança e qualidade de vida. (mais…)

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Racismo nas políticas públicas é tema da nova edição da Revista Poli

EPSJV/Fiocruz

A revista Poli nº 57, de maio e junho de 2018, já está disponível. A matéria de capa desta edição discute o racismo institucional que persiste ainda na atualidade e que amplia a desigualdade no acesso das pessoas negras às políticas públicas. No mês dos 130 anos da Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, a reportagem chama atenção para as iniquidades a que a população negra brasileira ainda está submetida: ela tem menor escolaridade, apresenta taxas de analfabetismo duas vezes superior ao registrado entre o restante dos habitantes, tem os menores salários, é a mais afetada pelo desemprego, tem menor acesso ao sistema de saúde e é a que morre mais cedo. (mais…)

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