“Sua raça é resistente à dor”: mulheres relatam racismo em atendimentos médicos

Ofensas explícitas, diagnósticos imprecisos e procedimentos desnecessários fazem pacientes negras e indígenas evitarem consultas e tratamentos

Por Marília Moreira, em AzMina

“Agora eu uso a desculpa da pandemia, mas na verdade o buraco é bem mais embaixo”. É desse modo que a estudante universitária Jé Hámãgãy, 23 anos, justifica o fato de estar evitando ir a médicos desde que o seu filho nasceu, há pouco mais de seis meses. 

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MPF abre vagas para formação de Grupo de Trabalho Interinstitucional contra o Racismo na Atividade Policial

São oferecidas 5 vagas para entidades da sociedade civil, 4 para pesquisadores e pesquisadoras da temática e 4 para membros do MPF

Procuradoria-Geral da República

Estão abertas, até 30 de março, as inscrições para interessados(as) em fazer parte do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) contra o Racismo na Atividade Policial, vinculado à Câmara de Controle Externo da Atividade Policial e Sistema Prisional do Ministério Público Federal (7CCR/MPF). Instituído em novembro do ano passado, o GTI pretende, entre outros objetivos, identificar práticas de racismo institucional no âmbito das forças de segurança pública federais; propor atuações e medidas para a eliminação de condutas discriminatórias; e fomentar o debate público sobre o racismo nas instituições e nas atividades policiais.

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Diálogo inter-religioso e Ecologia Integral. Por Gilvander Moreira[1]

Que beleza espiritual, ética e profética a 58ª Campanha da Fraternidade, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a 5ª Ecumênica, em 2021, sob coordenação do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) – CFE 2021 -, com o Tema: “Fraternidade e Diálogo: Compromisso de Amor”; e o Lema: “Cristo é a nossa Paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Efésios 2,14)!

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Covid-19: Por que há missionários que não querem vacina para indígenas?

Missões evangélicas que atuam em terras indígenas da Amazônia promovem atitudes antivacina em pleno auge da pandemia de Covid-19. Após décadas de controle do atendimento sanitário, utilizado como barganha para a evangelização, missionários enxergam nas agências de saúde pública um concorrente que ameaça seu monopólio. A situação se agrava em terras indígenas no entorno de povos em situação de isolamento: nelas, igrejas recrutam ‘mateiros’ indígenas usados em expedições ilegais de contato com índios isolados, em um contínuo esforço por ampliar a abrangência da missão.

Miguel Aparicio*, no Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Isolados e de Recente Contato – OPI

As notícias dramáticas sobre a infecção por Covid -19 invadem nossas vidas há quase um ano. Ao início, contávamos um por um os dias de confinamento acreditando que a pandemia seria superada em poucos meses. Não foi assim, a tragédia brasileira já arrancou centenas de milhares de vidas e o contágio continua em ritmo vertiginoso. Diante do caos, as vacinas surgiram como uma luz no fim do túnel, e o Brasil soube priorizar a proteção dos mais vulneráveis – idosos, profissionais de saúde e indígenas. Sim, depois de mais de 500 anos de disseminação de epidemias que assolaram inúmeras vidas indígenas, nosso país promoveu o acesso preferencial desses povos à linha de frente da imunização. Porém, ainda cometeu o grave erro de excluir da prioridade aos indígenas “não aldeados” – uma discriminação injustificada que desconhece que os povos ameríndios sempre promoveram amplas redes de circulação e intercâmbio, que atualmente operam num constante fluxo entre aldeias e cidades. Como disse Inácio Banawá, “terra de índio é para branco não entrar, não é para índio não sair”. O governo, ainda com uma concepção anacrônica que pensa as terras indígenas como ‘reservas’, segregou com essa medida mais de 40% da população indígena do país.

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Políticas identitárias

O governo Bolsonaro tem nos dado a triste lição de que estamos perdendo essa luta ou disputa quando ele coloca as vítimas históricas para desempenharem o papel de nossos algozes. Damares e Camargo respectivamente machistas e racistas são a ponta de um iceberg bem mais complexo e que nos obriga, pelo menos assim percebo, a refinar nossos discursos e ampliar os nossos horizontes em face dos modos de lidar com a opressão

por Érico Andrade, no Le Monde Diplomatique Brasil

“o fascismo que está em todos nós,
que ronda nossos espíritos e nossas condutas cotidianas,
o fascismo que nos faz gostar do poder,
desejar essa coisa mesma que nos domina e nos explora”.
Foucault

Tentar inferir da condição de vítima a condição de um agente revolucionário parece-me ter sido um dos principais equívocos de Marx quando atribuiu ao proletariado (a classe explorada) uma vocação revolucionária e que parte da esquerda mimetiza agora sobre o formato das lutas identitárias. Essa passagem longe de estar dada tem que ser ainda construída. E não se trata, é o que gostaria de mostrar, de um exercício simplesmente de desalienação nos mesmo moldes de Marx; como se bastasse apenas descortinar o véu da alienação para que a classe trabalhadora tomasse consciência de classe e imprimisse a tão esperada revolução ou que as minorias tomassem consciência da opressão que sofrem e compusessem as condições sociais para a mudança. O destino que se dá à opressão não está definido.

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Racismo Reverso: a dissimulação do discurso

Por Monique Rodrigues do Prado*, em Alma Preta

Na realidade brasileira, as cotas raciais sempre foram em favor da branquitude. O Estado Brasileiro garantiu que negros não entrassem na escola (Constituição de 1824); não tivessem acesso à terra (Lei de Terras 1850, n 601) e que, mesmo depois da “abolição” a distribuição das terras fossem endereçadas aos imigrantes europeus (Decreto 528 de 1890). Ou seja, além de colonizadores, foram também historicamente os cotistas e favorecidos pela lei nacional.

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MPF seleciona representantes da sociedade civil e pesquisador@s para Grupo de Trabalho contra o Racismo na Atividade Policial

Inscrições podem ser feitas até as 18h do dia 30 de março

Procuradoria-Geral da República

Estão abertas, até 30 de março, as inscrições para entidades da sociedade civil e grupos de pesquisa que atuam na temática da violência policial e do racismo institucional interessados em fazer parte do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) contra o Racismo na Atividade Policial. O GTI é vinculado à Câmara de Controle Externo da Atividade Policial e Sistema Prisional do Ministério Público Federal (7CCR/MPF) e terá, ainda, representantes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Defensoria Pública da União. 

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Jovem negro e sem antecedentes foi condenado por “familiaridade” na voz

Familiares, amigos e alunos buscam a inocência do educador Fernando Henrique dos Santos, que foi sentenciado a oito anos de prisão

Por José Cícero, Agência Pública

Em setembro do ano passado, Fernando Henrique dos Santos, um jovem negro de 26 anos e sem nenhuma passagem pela polícia, foi condenado a oito anos de prisão (regime fechado) pelos crimes de roubo e formação de quadrilha. Fernando, que é professor de educação física e educador num projeto social na zona sul de São Paulo, foi acusado de participar de um assalto a um caminhão da empresa Philip Morris no município de São Caetano do Sul, no dia 30 de outubro de 2019.

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Marx feminista? Por Maria Rita Kehl

Comentário sobre o livro de Karl Marx

Em  A terra é redonda

Exato: Marx, feminista. A opressão sexual das mulheres, no grande século burguês, não poderia passar despercebida à sensibilidade libertária do inventor do socialismo científico. Nem que fosse por acaso: é o que revela este pequeno livro que contém o ensaio Sobre o suicídio. Este, escrito em janeiro 1846, foi impresso pela Gesellschafts spiegel, Órgão de Representação das Classes Populares Despossuídas e de Análise da Situação Social Atual. Que outra sociedade, seja capitalista social democrata, teria criado um órgão público com funções tão precisas? Nada a ver com nossas vagas (e hoje praticamente obsoletas) Secretarias de Bem-Estar Social.

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MPF investiga novos casos de racismo on-line contra indígenas em MS

Autoras de comentário ofensivo são rés por racismo

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou investigação para apurar supostos casos de racismo on-line contra indígenas na região sul de Mato Grosso do Sul. Os comentários ofensivos e discriminatórios foram postados em notícia que anunciava que o estado iniciava vacinação contra covid e “maioria das doses vai para indígenas”, publicada em 18 de janeiro em um site de notícias.

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