Familiares de vítimas da violência policial e nos presídios fazem relatos à presidência da CDHM; denúncias serão enviadas para a ONU

Por Pedro Calvi / CDHM

“O servidor púbico que você paga mata seu filho, na rua ou dentro de casa. Todos os dias entram nas casas matando. Ainda temos que lidar com a pandemia, tem casa com 10 pessoas amontoadas e se sair para sentar na calçada, é morto. Vivemos uma situação terrível não só no Ceará, mas em todo país. Uma situação que destrói sonhos, deixa famílias adoecidas, mães com depressão. Basta de tanta morte na periferia, de só os pobres serem bandidos. Bandidos estão nos gabinetes, na presidência do país. É muito importante essa ajuda para levar nossa dor para a ONU, porque é uma dor que não passa. Não aguentamos mais.”

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Cor, gênero e classe: os desafios da mulher preta

Para a professora Zélia Amador de Deus, a mulher preta é alvo de uma tríade de discriminações

Catarina Barbosa, Brasil de Fato

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base em dados de 2019, aponta que mais da metade dos brasileiros era de pretos ou pardos: 56,10%. As desigualdades podem ser verificadas em diversas estatísticas, contudo, elas são ainda mais gritantes quando se trata da mulher preta.

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Violação de direitos humanos contra o povo negro e de terreiro em tempos de pandemia

Povos de terreiro historicamente foram excluídos de políticas públicas e invisibilizados 

Por Hugo Silva Caetano*, na CPT NE2

Contraditoriamente, o vírus, antes estrangeiro, sobrevoou a América Latina e vem contaminando uma diversidade de países em significativas condições de pobreza, entre os quais o Brasil vem liderando as estatísticas de mortes e superlotação de hospitais, ocupados não menos pela população preta e pobre das periferias das capitais do país.

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População de rua na pandemia será discutida com o Alto Comissariado da ONU

Movimentos sociais e Frente Parlamentar entregam carta identificando violações de direitos humanos desta população

Por Brasil de Fato 

O agravamento das condições de vida da população em situação de rua em todo o Brasil no período da pandemia de covid-19 tem sido verificado principalmente nas grandes cidades. No Rio Grande do Sul não é diferente, mas apesar dos alertas, inclusive pela Defensoria Pública da União no RS, as políticas públicas para amenizar o aumento da vulnerabilidade desse grupo são insuficientes.

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Refugiada negra comandará redes sociais do ACNUR Brasil durante o fim de semana

Por ONU Brasil 

Mulher, mãe de cinco filhos e avó. É assim que Prudence Kalambay gosta de se apresentar. Se a vida de qualquer pessoa com essa biografia já seria cheia de histórias e desafios, imagina quando se trata de uma mulher negra, nascida na República Democrática do Congo, que chegou ao Brasil grávida, com uma criança de colo, sem falar português e sem conhecer ninguém.

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MPF pede informações a entidades sobre letalidade policial e racismo na Baixada Fluminense e cria grupo de trabalho sobre o tema

Objetivo da medida é garantir o monitoramento de ação civil pública e o cumprimento de decisão judicial que mandou o governo federal elaborar diagnóstico e coordenar ações sobre o tema. Um grupo de trabalho será criado para acompanhar as medidas

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) expediu ofícios a entidades de direitos humanos e movimentos sociais com o fim de obter subsídios sobre a violência policial na Baixada Fluminense (RJ). O objetivo é constituir um grupo de trabalho que discuta o tema.

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Capitalismo e crise: o que o racismo tem a ver com isso?

A história do racismo moderno se entrelaça com a história das crises estruturais do capitalismo.

Por Silvio Luiz de Almeida, no Blog da Boitempo

Há dois fatores sistematicamente negligenciados pelas analistas da atual crise econômica. O primeiro é o caráter estrutural e sistêmico da crise. Em geral, são destacados como motivos determinantes da crise os erros e ou excessos cometidos pelos agentes de mercado ou pelos governantes da vez. O caminho intelectual dessa explicação é o individualismo, o que reduz a crise a um problema moral e/ou jurídico. Desse modo, a avaliação da crise e suas graves conseqüências sociais – fome, desemprego, violência, encarceramento, mortes – convertem-se em libelos pela reforma dos sistemas jurídicos, pela imposição de mecanismos contra a corrupção ou ainda, por campanhas pela conscientização acerca dos males provocados pela “ganância” ou pela sede de lucro. Enfim, tanto causas como efeitos recaem apenas sobre os sujeitos e nunca são questionadas as estruturas sociais que permitem a repetição dos comportamentos e das relações que desencadeiam as crises.

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Racismo: religiões de matriz africana relatam ataques durante a pandemia

Reportagem flagrou oferenda destruída em Portal de Iemanjá, na Lagoa da Pampulha

Por Leandro Couri e Márcia Maria Cruz, no Estado de Minas

Em momento de constrição motivada pelo isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus, cada religião manifesta a fé de maneira própria. No entanto, as religiões de matrizes africanas nem sempre podem usufruir do direito de livre profecia da fé, prevista na Constituição Federal de 1998. A reportagem do Estado de Minas flagrou, neste fim de semana, uma oferenda feita à Iemanjá, no portal dedicado ao orixá da fecundidade e da família, na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, destruída. 

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PFDC pede análise sobre possível desvio de finalidade na atuação do presidente da Fundação Cultural Palmares

Retirada de informações do site oficial da instituição se tornou pública a partir de publicação de reportagem jornalística

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC)

O procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, solicitou, na noite desta quinta-feira (18), análise da Procuradoria da República no Distrito Federal (PR/DF) em relação à suposta [sic] ordem do presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, para retirada de informações do site oficial da instituição, fato que se tornou público a partir de publicação de reportagem jornalística. “Não é a primeira conduta institucional da entidade e de seu presidente a denotar a intenção de negar a relevância de figuras historicamente associadas ao papel essencial da população negra na construção e no desenvolvimento da sociedade brasileira”, afirmou Carlos Alberto Vilhena, em ofício enviado ao procurador regional dos Direitos do Cidadão.

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