Eleições: A direita sem candidato dos sonhos. Por Rômulo Paes de Sousa

O bolsonarismo quer, a todo custo, que Flávio esteja na urna. E o recuo de Tarcísio revela a dependência da direita ao ex-presidente. Farialimers, pastores, jornalões e Centrão reféns de uma agenda que exige a infame anistia aos golpistas

Em Outras Palavras

A melhora dos resultados do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto selou, na prática, o enterro da última quimera daqueles que apostavam em Tarcísio de Freitas como único representante do direitismo na disputa presidencial. Farialimers, pastores influentes, grandes jornais, partidos do Centrão e até a ex-primeira-dama defendiam que o governador de São Paulo liderasse uma ampla frente de direita, empurrando a disputa para o posto de vice na chapa. Enquanto setores do mercado prefeririam outro governador nessa composição, Michelle Bolsonaro e parte expressiva de lideranças evangélicas insistem no seu nome para a vaga. (mais…)

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Nas eleições, o necessário resgate da Questão Nacional

O conturbado início de 2026 mostra que o Brasil precisa repensar sua posição no mundo. Um caminho é combater a cultura de subordinação interna e construir plataforma pela soberania para gerar autonomia política – e alavancar desenvolvimento nacional

Por Ivandilson Miranda Silva*, em Outras Palavras

O ano de 2026 será decisivo para o futuro do Brasil. As eleições que se aproximam não dizem respeito apenas à escolha de um presidente, mas à definição do próprio projeto de país que estará em disputa. Em jogo está uma decisão histórica: o Brasil seguirá como uma nação soberana ou continuará preso a uma trajetória de subordinação a interesses externos e às suas elites internas associadas? (mais…)

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O evangelho da política segundo o diabo: como figura do mal absoluto afeta seu voto

Personificação do mal, diabo atravessou religiões e regimes até se tornar recurso recorrente do tabuleiro político

Por Duda Sousa, em Agência Pública

No princípio era o verbo. O coisa ruim, no entanto, faz sucesso desde então como adjetivo. A primeira menção da personificação do mal na Bíblia cristã é a serpente, outra que nunca teve a melhor das imagens, no primeiro livro de Gênesis. A figura do “adversário”, o acusador diante de Deus, só tem vez no primeiro capítulo do livro de Jó, o paciente, e sequer recebe nome em todo o Velho Testamento. “O diabo é uma figura que carrega milênios de medo acumulado”, explica o psicólogo e pós graduando em psicanálise pela PUC Goiás Eduardo Afonso. “Ela opera antes do pensamento”. E não é necessário que se acredite na existência dele para que se produzam efeitos. “Basta reconhecer o peso simbólico da acusação. O medo vem antes da razão. E o ‘diabo’ sabe disso há muito tempo”, avalia. (mais…)

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Eleições em Portugal. Por Valerio Arcary

A vitória política da extrema-direita expõe a contradição entre um crescimento econômico superficial e o mal-estar social profundo, onde a crise habitacional, o envelhecimento e a emigração juvenil fertilizam o terreno reacionário

Em A Terra é Redonda

“Mais faz quem quer do que quem pode” “Mais vale prevenir que remediar”
(Provérbios populares portugueses).

1.

O desfecho das eleições foi um desastre, mas não uma surpresa. O candidato mais votado foi António José Seguro (31%, 1,7 milhões de votos) que, pela pressão do voto útil, diante da incerteza das pesquisas, foi beneficiado pela maioria da votação da esquerda, que caiu de 9% nas legislativas de 2025, para 4,5% agora. (mais…)

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Tarcísio x Flávio Bolsonaro: o que há de novo?

Entre os pré-candidatos para 2026, mais do que uma disputa familiar ou partidária. A Faria Lima tenta domesticar o extremismo, e buscar um “CEO” que garanta a agenda ultraliberal sem sobressaltos. Por trás do rótulo da moderação, o mesmo projeto

Por Glauco Faria, em Outras Palavras

O recente confronto velado entre o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) envolvendo a disputa presidencial de 2026 é revelador das condições estruturais e conjunturais da cena política brasileira e de como as classes dirigente e a elite econômico-financeira se movimentam em meio a esse processo para não perder seu controle. E também uma continuidade de uma história distorcida sobre uma dita “terceira via”, propagandeada pela mídia tradicional como uma espécie de “voz da razão” diante da polarização. (mais…)

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INSS: A derrapagem de Lula. Por Paulo Kliass

Doze milhões de brasileiros não terão reajuste real da Previdência neste ano – o que se agrava num país onde o poder de compra do salário-mínimo está entre os mais baixos da América Latina. Além de injusta, medida é tiro no pé em ano eleitoral

Por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

O início de 2026 já veio marcado por notícias nada boas para o campo progressista no mundo. Refiro-me ao ato terrorista de Donald Trump, invadindo a Venezuela e sequestrando o presidente Maduro e sua esposa. Estávamos apenas no terceiro dia do novo ano e a comemoração de um novo ciclo foi substituída pela denúncia da agressão militar estadunidense e da violência perpetrada contra a soberania do país vizinho. (mais…)

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O momento é de ruptura dialética da historicidade social: “um eclipse total da lua”. Entrevista especial com José de Souza Martins

Para o sociólogo, vivemos tempos de anomalia. A sociedade pós-moderna “esfacelou as identidades sociais” e está difícil “ter uma percepção clara e objetiva do que está acontecendo”

Por: Patricia Fachin, em IHU

A imagem que melhor ilustra a atual fase histórica do mundo é “um eclipse total da lua”. É a ela que o sociólogo José de Souza Martins recorre para dizer que “estamos vivendo um momento de ruptura dialética da historicidade social”. E mais do que isso: “estamos envolvidos num fazer história que não sabemos que história é”, alerta. “Não está acontecendo o que supúnhamos que aconteceria”, reitera, fazendo referência às tendências sociológicas elaboradas nos últimos 80 anos. (mais…)

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