Por trás do massacre, o cálculo eleitoral da direita?

Há algo brutal demais no morticínio praticado pela polícia fluminense esta semana. E se o objetivo não tiver sido o “combate ao crime organizado”, mas causar uma comoção capaz retomar a pauta conservadora e mudar os rumos das eleições de 2026?

Por Beto Vasques, em Outras Palavras

Estudo do Instituto Democracia em Xeque sobre a megaoperação policial no Rio de janeiro aponta para uma virada na pauta política, até então centrada na agenda de reestabelecimento das relações entre os governos do Brasil e EUA e seus possíveis impactos na reversão do tarifaço, das sanções contra autoridades brasileiras e a escalada das operações militares norte-americanas nas águas do Caribe e os riscos de uma eventual ação militar no continente sul-americano. (mais…)

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Inteligência, participação social e coordenação: como combater o crime sem chacinas

Especialistas apontam formas mais efetivas e menos letais de combate ao crime; medidas estariam sendo ignoradas pelo RJ

Por Laura Scofield | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Venda de gás, água, transporte e combustível. Para além do tráfico de drogas, há vários outros mercados lícitos que hoje alimentam e financiam o crime organizado. Por isso, o combate às facções, que assombram a vida de moradores e perpetuam a violência, deve passar por estratégias que vão além das incursões e operações policiais, já comprovadamente falhas. É o que três especialistas em segurança pública defenderam em entrevistas à Agência Pública. (mais…)

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Milei vence. A Argentina segue em transe

O triunfo do “libertário” nas eleições legislativas de meio de mandato reconfigura a política argentina. Enquanto o peronismo vai ao divã, o país aprofunda uma nova forma de dependência – financeira, ideológica e simbólica – em relação aos Estados Unidos

Por Glauco Faria, em Outras Palavras

No meio da tarde desta segunda-feira (27), com 99,3% das urnas apuradas, a Argentina já tinha praticamente consolidado o cenário de triunfo para o La Libertad Avanza (LLA), partido do presidente argentino Javier Milei, nas eleições legislativas de meio de mandato. A legenda obteve 40,7% dos votos totais para a Câmara dos Deputados, superando o Fuerza Patria, que obteve 34,9%. Na disputa pelo Senado, a vantagem foi de 42% a 36,9%. (mais…)

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Made in USA: Nos EUA, Eduardo Bolsonaro se diz pré-candidato a presidente do Brasil

Chantagem: deputado diz que eleições podem não ser reconhecidas pelos EUA se ele ou o pai não puderem ser eleitos

Por Ethel Rudnitzki | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

No dia 15 de julho deste ano, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o empresário Paulo Figueiredo Filho viajaram a Washington D. C. em mais uma etapa da ofensiva para a aprovação de sanções contra autoridades brasileiras nos EUA. Essa seria mais uma de muitas viagens que os dois fariam à capital americana neste ano. Até a publicação desta reportagem, já foram mais de dez idas da dupla à cidade em 2025. Desta vez, no entanto, além de reuniões com autoridades, os dois dedicaram um tempo para gravar uma live nos estúdios do Rumble – plataforma de extrema-direita bloqueada no Brasil, que move processo contra o ministro Alexandre de Moraes na Flórida. (mais…)

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2026: Boulos, e o que pode mudar o jogo no Planalto

Levado ao ministério, líder do MTST pode ser mais que um articulador com os movimentos populares. Caberia a ele, junto com outros dois colegas, dar ao governo a face combativa e comunicacionalmente atualizada que ainda lhe falta

Por Beto Vasques, em Outras Palavras

Qualquer analista de pesquisas qualitativas que acompanhe a política brasileira já se deparou, incontáveis vezes, com a associação imediata que parte do eleitorado faz entre o presidente Lula e seu novo ministro, Guilherme Boulos. “Parecem pai e filho”, “lembra o Lula jovem”, “é como o Lula de antigamente”, “até a voz é igual”, “têm as mesmas ideias e causas”, “se parecem demais, física e politicamente”, “é o mini-Lula!”. (mais…)

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2026: A Folha aposta em mais rentismo. Por Antonio Martins

Uma reportagem de encomenda tenta demonizar o investimento público. Para fazê-lo, esconde quem ganha com os juros e sustenta que o caminho para melhorar a vida dos mais pobres é o mesmo que faz a fortuna… da Faria Lima

Em Outras Palavras

Poderá o Brasil – onde o investimento do Estado em bem-estar social e infraestrutura despencou – melhorar as condições de vida das maiorias, se apostar no programa neoliberal? No último sábado (18/10), a Folha de S.Paulo voltou a insistir que sim, por meio de uma matéria editorialmente manipulada, de autoria do Fernando Canzian. Vale a pena examinar a peça: ela integra uma série de textos produzidos pelo jornal para influenciar o debate político pré-eleitoral. Seu foco: demonizar políticas de investimento maciço em áreas como a Saúde e Educação públicas; alegar que, se adotadas, elas desorganizarão as finanças do Estado, resultarão em atraso econômico e penalizarão os mais pobres. (mais…)

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Eleições 2026: a Folha começa a abrir o jogo

Jornal produz e destaca em manchete matéria com informações distorcidas. Objetivos: garantir o “ajuste fiscal” a qualquer preço e evitar que, em ano de disputa eleitoral, o Estado brasileiro seja capaz de atender às necessidades sociais

Por Glauco Faria, em Outras Palavras

Folha de S. Paulo estampou em sua capa desta sexta-feira (17/10) matéria sobre a possível aprovação pelo Congresso de um projeto que abre uma brecha bem-vinda no “arcabouço fiscal”. Se o texto for aprovado, estarão livres das regras que achatam o gasto público as despesas com educação e saúde financiadas com o Fundo Social do Pré-Sal e também os investimentos financiados por empréstimos internacionais. (mais…)

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