Lula não foi à Europa apenas para discutir uma nova agenda financeira global na Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global e confirmar que é um ícone pop mundial, ao defender a preservação da Amazônia no festival Power Our Planet. O presidente ainda tentou destravar o acordo entre União Europeia e Mercosul, particularmente junto à França, cujo parlamento aprovou um veto ao tratado. (mais…)
Europa
Ongs de 21 países pedem que União Europeia não ratifique acordo com Mercosul usando nova lei de desmatamento como álibi
Em carta ao Parlamento Europeu e ao Conselho da UE, as organizações afirmam que o novo regulamento da UE contra o desmatamento não deve ser usado para legitimar o acordo UE-MERCOSUL
Por ocasião do Dia Internacional da Biodiversidade, e enquanto os ministros do comércio da União Europeia (UE) se reúnem esta semana em Bruxelas, 50 grupos ambientalistas e de direitos humanos expressaram séria preocupação com o fato de a UE usar sua nova regulamentação para conter o desmatamento vinculado à importação de determinadas matérias-primas para ratificar o acordo comercial com o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). (mais…)
Brasil resiste a sanções propostas pela UE para protocolo ambiental em acordo com Mercosul
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, fez uma crítica contundente à proposta apresentada pela União Europeia para o protocolo ambiental que será adicionado ao texto do acordo comercial com o Mercosul. Para o chanceler, o documento é “extremamente duro e difícil” para o Brasil e os demais parceiros do bloco sul-americano. (mais…)
Proposta ambiental da UE para Mercosul é “impossível de aceitar”, diz Lula
Revolta e esperança: teoria, história e política. Por José Luís Fiori
Como há cem anos, ciclo de expansão do capital esgota-se, com rastro de desigualdade e levantes. Resultado é incerto: a voragem fascista está diante de nós. No Brasil, esquerda precisa inovar para voltar a ser porta-voz do sonho das massas
A história contemporânea sugere que Karl Polanyi tenha razão: os grandes avanços da internacionalização capitalista promovem grandes saltos econômicos e tecnológicos, mas ao mesmo tempo aumentam geometricamente as desigualdades na repartição da riqueza entre as nações e as classes sociais. E como consequência, no final dos grandes “ciclos de globalização”, aumenta e generaliza-se a insatisfação das grandes massas, e multiplicam-se as revoltas sociais e reações nacionalistas, ao redor do mundo. O que ele chamou exatamente de “duplo movimento” das sociedades de mercado. Mas se isto parece ser verdade, não é verdade que estas “inflexões reativas” tenham sempre um viés progressista ou revolucionário. Pelo contrário, elas nunca foram homogêneas, e podem tomar direções radicalmente opostas, sendo impossível deduzir teoricamente e prever de antemão a orientação ideológica e o desdobramento concreto que tomará cada uma destas revoltas, e destas explosões nacionalistas. (mais…)
