O governo deixou de garantir o armazenamento estratégico de alimentos. Não há mais grãos essenciais. ONU recomenda estoque mínimo de três meses para consumo; país teria menos de um dia de arroz, em caso de emergência
Por Lilian Caramel, do Le Monde Diplomatique Brasil, no Outras Palavras
Falta orçamento, falta execução, falta vontade política. E faltam alimentos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) possuía, conforme dados abertos de outubro, 34,7 mil toneladas de milho, 21,5 mil toneladas de arroz, uma tonelada de café e estoques zerados de açúcar, algodão, feijão e farinha de mandioca. Amendoim, castanha e fécula de mandioca também estão, há anos, no zero. Em um país agrícola, que se vangloria das exportações recordes de soja, os estoques públicos deste grão também são nulos, desde 2013.
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