Transformações, com fim do Bolsa Família e criação do Auxílio Brasil, significam retrocessos que jogam o país para ações que eram discutidas na década de 1990
Por: João Vitor Santos, em IHU
Dedicada há muitos anos a pensar estratégias e ações para políticas públicas que enfrentem a fome no Brasil, Maria Emília Pacheco não esconde o desalento com o fim do Bolsa Família e com a chegada do confuso Auxílio Brasil. “Esta proposta faz parte da estratégia de desconstrução e apagamento da memória institucional de um governo autoritário em lugar de propor o aperfeiçoamento de propostas já existentes. Além de ser provisória, cuja duração é prevista até 2022, não atenderá a milhões de pessoas que recebiam o auxílio emergencial”, desabafa. Por isso, compreende que é mais do que a mudança de um programa para fins eleitoreiros. É reduzir a pó uma política de assistência social no momento em que as pessoas mais precisam. “O Auxílio Brasil não é um novo Bolsa Família. Ele extingue o Bolsa Família que se articulava com a rede de proteção social. A cesta de ‘auxílios’ e ‘bônus’ do Auxílio Brasil retoma proposta dos anos 1990”, dispara.
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