A desigualdade brasileira posta à mesa

Tradicionais na dieta brasileira, arroz e feijão tiveram queda brusca de consumo em 15 anos. Hoje, os ricos comem muito mais e melhor que todos: 187% mais hortaliças e 303% mais frutas que os 25% mais pobres

Por Maister F. da Silva*, em Outras Palavras

Os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo IBGE e pelo Ministério da Saúde e divulgados no último mês de abril, podem ter passado um tanto desapercebidos, no entanto são reveladores. Especialmente no que se refere ao tipo e quantidade de alimentos adquiridos pelas famílias brasileiras. O arroz, o feijão e a farinha, bases de nossa alimentação cotidiana, tiveram o consumo diminuído consideravelmente. A pesquisa aponta que em 2003 o consumo per capta anual desses alimentos girava em torno de 52 kg, ao passo que em 2018 era de 28 kg.

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Fome, desigualdade e a geografia do Bolsa Família

Quais os estados brasileiros onde quase metade da população depende do programa. Por que, mesmo em regiões “mais ricas”, repasses são cruciais. Tímida, porém pioneira, iniciativa garantiu comida na mesa, mas também justiça espacial

Por Igor Venceslau, na coluna Outras Cartografias, em Outras Palavras

Bolsa Família é um termo que faz parte do debate político e do cotidiano da população brasileira das últimas duas décadas. Não é somente um programa de transferência direta de renda: é a garantia de uma renda mínima para alimentação da população mais pobre. É a responsabilidade, ainda que insuficiente, de uma sociedade que por séculos conviveu com a miséria extrema e com o maior de seus males – a fome, que mereceu um estudo específico no clássico de Josué de Castro, Geografia da Fome (1946).

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Indígenas acusados de furtar espigas de milho dizem que fazendeiro usa trabalho infantil

O cacique Crídio Medina passou duas noites na delegacia de Terra Roxa (PR), sob a acusação de levar comida não levada por colheitadeira; os Guarani dizem que crianças colhiam o excedente da produção de uma fazenda ao lado para consumo próprio

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

O cacique Avá Guarani Crídio Medina, da aldeia Ywyraty Porã, localizada no município de Terra Roxa, no oeste do Paraná, foi preso na última quarta-feira (26) acusado de furtar espigas de milho de uma propriedade vizinha da comunidade. Segundo o irmão do cacique, Laucídio Medina, de 38 anos, ele dormiu duas noites na delegacia e foi liberado apenas por volta das 14 horas da sexta-feira.

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Pandemia agrava situação de marisqueiras e pescadores no Ceará

Ainda se recuperando do derramamento de óleo em 2019, comunidades relatam problemas para vender o pescado; sem receber sequer o seguro-defeso, mulheres voltam a depender dos companheiros e de doações para sobreviver

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

Maria Eliene Pereira, a Maninha, de 50 anos, olha para um dos seus sete filhos e diz: “Hoje não tem. A gente vai ter que se virar”. Moradora da comunidade de Jardim, em Fortim, no litoral cearense, ela perdeu não só a renda, de cerca de R$ 300 semanais, que tirava da venda de pescado, como também o acesso direto ao alimento, ainda em 2019.

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MST doa 12 toneladas de alimentos em região marcada pelo agronegócio e pela fome

Cidade é Capital Nacional do Leite, mas a fome é a realidade. Demanda por ajuda do CRAS cresceu 200% na pandemia

Brasil de Fato

Arroz, feijão, legumes, frutas, verduras, leite, pão e até macarrão caseiro compuseram as mais de 12 toneladas de alimentos doados para cerca de 800 famílias carentes de Castro, no Paraná, no último final de semana. 

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Do padre Júlio Lancellotti para uma quebradeira de coco: “Olho para você e acredito”

Em live sobre pandemia e fome, ele apontou “estrutura de perversidade” do governo Bolsonaro e se emocionou com Rosalva Gomes, quebradeira de babaçu no Maranhão: “Olhar para você, uma mulher negra, trabalhadora, é olhar para a imagem de Deus”

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

O padre Júlio Lancellotti, da Arquidiocese de São Paulo, fez um alerta para o aumento da fome e da vulnerabilidade das pessoas em situação de rua durante a pandemia de Covid-19. Em live organizada pela Oxfam Brasil na noite de quinta-feira (06), ele disse que muitas mães não têm nem gás para cozinhar. O religioso também criticou a “estrutura de perversidade” do governo Jair Bolsonaro.

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Bahia: Agricultura familiar, crucial no combate à fome

Comitê Emergencial baiano aposta na interlocução com governo estadual e prefeituras, para fortalecer programas de aquisição de alimentos. Ao invés de vouchers, campo pode garantir segurança alimentar e incentivar economia solidária

por Juliana Dias*, em Outras Palavras

Para mapear a criação dos comitês e compartilhar as experiências em âmbito nacional, a comissão organizadora da Conferência popular organizou a oficina virtual “Fortalecimento dos Comitês Estaduais e Municipais de Emergência”, no dia 25 de junho. Participaram do evento cerca de 100 pessoas de diversas regiões do país. Mais da metade dos inscritos não estavam inseridos em comitês. Na avaliação da comissão, este é um indicativo de que há interesse em criá-lo ou se inserir em espaços que já existem. Foram apresentadas as experiências na Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo. Conheça a experiência do Comitê emergencial de Segurança Alimentar e Nutricional da Bahia:

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