Evangélicos parecem coesos para definir agenda de Bolsonaro, diz Monica de Bolle

Para diretora de estudos latino-americanos e mercados emergentes da Johns Hopkins University, implosão dos partidos gerou espaço político para os evangélicos, que, unidos a outros grupos fora da estrutura partidária, buscam ditar rumos do novo governo

 Por Ciro Barros, na Agência Pública

Quando o bispo Marcelo Crivella (PRB) foi eleito para a prefeitura do Rio de Janeiro, a economista Monica de Bolle, PhD pela London School of Economics e diretora de estudos latino-americanos e mercados emergentes da Johns Hopkins University, passou a sentir uma “coceira”, como ela diz. A eleição de um quadro importante da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) para a prefeitura da segunda cidade mais rica do Brasil lhe pareceu simbólica. “Como a crença nos partidos caiu enormemente, mas a crença nas igrejas não, parece que isso está levando a uma coesão maior da frente parlamentar evangélica, que está se unindo a outros grupos para definir a agenda do futuro Governo Bolsonaro”, argumenta. “Isso talvez seja a história da implosão dos partidos políticos relacionados à corrupção. No Brasil, isso deu espaço para ser ocupado por um grupo que almejava um espaço político maior tendo em vista a eleição do Crivella no Rio de Janeiro, em 2016. Agora esses grupos veem esse espaço aberto porque as pessoas não acreditam mais em partido político mesmo. Elas vão acreditar no quê? Elas vão acreditar na igreja.” (mais…)

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Escola Sem Partido: Depois do esculacho, como fica a vida?

Três professores expostos pelo Escola Sem Partido contam o que sofreram e por que não desistiram de seguir lecionando

Na Revista Digital Nova Escola

Três datas que mudaram a vida de três professores. Para Valéria Borges, foi 22 de maio de 2017. Numa sala de 3º ano do Ensino Médio do Liceu Nilo Peçanha, em Niterói (RJ), a professora concluía uma explicação sobre a ascensão da juventude hitlerista. Fez um aparte para responder a um aluno que comparava Adolf Hitler com o deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL à presidência. “Ele era LGBT e se sentia oprimido pelas falas de Bolsonaro. Empatizei com ele, sou uma professora de discurso forte quando atacam direitos humanos”, afirma. Durante o breve comentário – pouco mais de dois minutos numa aula de 1 hora e 40 minutos –, Valéria criticou o deputado e seus apoiadores, chamando-os de homofóbicos e misóginos. A intervenção foi gravada. Acabou caindo na internet, onde viralizou. (mais…)

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Coalizão da sociedade civil lança mobilização nacional pela revogação do teto dos gastos

Mobilização vai até 28 de abril e propõe a realização de rodas de conversa pelo país em prol do fim da política econômica de austeridade e da Emenda Constitucional 95.

Por Terra de Direitos

Redes e entidades de sociedade civil, movimentos sociais, conselhos nacionais e pesquisadoras e pesquisadores de várias áreas das políticas sociais realizam a primeira mobilização nacional da Campanha Direitos Valem Mais, Não aos Cortes Sociais: por uma economia a favor da vida e contra todas as desigualdades. A Campanha foi lançada em março deste ano no Fórum Social Mundial (FSM), realizado em Salvador (BA). (mais…)

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Crivella, um ano. Menosprezo à diversidade, culto à intolerância e Rio de abandono

Depois de um ano de gestão desrespeitosa com a cidade, e sem rodeios ao aparelhar equipamentos públicos, prefeito do Rio começa o ano com corte de verba que fecha Casa do Jongo da Serrinha

por Maurício Thuswohl, para a RBA

O ano mal começou, e o anúncio do fechamento por tempo indeterminado da cinquentenária Casa do Jongo da Serrinha já dá mostras de que em 2018 a rotina de abandono pela Prefeitura do Rio de Janeiro das manifestações culturais ligadas a matrizes africanas repetirá o ano anterior. Mesmo tombada em 2005 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Imaterial da Região Sudeste, a tradicional casa localizada no bairro de Madureira (zona norte) viu ser interrompido desde outubro o repasse financeiro que recebia da Secretaria Municipal de Cultura: “Não sabemos sequer o motivo. Tentamos várias reuniões, mas nunca fomos recebidos”, diz Dyonne Boy, diretora da ONG que administra o espaço. (mais…)

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‘Escola Sem Partido’ sofre nova derrota em comissão na Câmara de BH

Projeto de lei que busca instituir o “Programa Escola Sem Partido” sofre nova derrota na câmara e é rejeitado pela comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor

Por Lúcia Fontes, O Tempo

Pela segunda vez consecutiva, o projeto de lei que busca instituir o “Programa Escola Sem Partido” em Belo Horizonte, recebeu parecer contrário da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de BH. No início do mês, a Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo também votou contra a proposta. (mais…)

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“Queimem a bruxa!” Visita de Judith Butler provoca manifestações nas ruas de São Paulo

Por Juliana Gonçalves, The Intercept Brasil

Aproveitando a passagem da feminista, lésbica, judia, ativista LGBT e teórica queer Judith Butler pelo Brasil, um grupo de direita se inspirou livremente na Idade Média para promover uma caça às bruxas em pleno 2017, fazendo uma queima simbólica da filosofa em um protesto em frente ao Sesc Pompeia, nesta terça (7), em São Paulo. Empunhando crucifixos, manifestantes atearam fogo em uma boneca vestida bruxa com o rosto de Butler aos gritos de “queimem a bruxa!” (mais…)

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Como fabricar monstros para garantir o poder em 2018, por Eliane Brum

Enquanto o país é tomado por assaltantes do dinheiro público, parte dos brasileiros está ocupada caçando pedófilos em museus

No El País Brasil

Pense. Preste atenção na sua vida. Olhe bem para seus problemas. Observe a situação do país. Você acredita mesmo que a grande ameaça para o Brasil – e para você – são os pedófilos? Ou os museus? Quantos pedófilos você conhece? Quantos museus você visitou nos últimos anos para saber o que há lá dentro? Não reaja por reflexo. Reflexo até uma ameba, um indivíduo unicelular, tem. Exija um pouco mais de você. Pense, nem que seja escondido no banheiro. (mais…)

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Do antipetismo ao falso moralismo: Como manter a influência pelo medo, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

A queda de Dilma Rousseff e a retirada de seu partido do poder levaram a determinados grupos e movimentos que construíram sua identidade no antipetismo a procurarem outro ”inimigo” para poderem manter sua influência sobre uma parte do público que os segue desde o processo de impeachment. Ao que tudo indica, esse novo fator agregador tem sido uma visão distorcida da sexualidade, o que pode se verificar pelas acusações infundadas de crimes sexuais envolvendo artistas nas últimas semanas. Isso pode se transformar em uma espécie de ”macarthismo tupiniquim”: que, ao invés de acusar inimigos de comunistas, como ocorreu nos Estados Unidos da década de 50, encontram pedofilia em todos os lugares. (mais…)

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