Albanese apresenta seu relatório à ONU: “Gaza é a cena de um crime”

A Palestina é “cena de um crime”, nas palavras de Francesca Albanese, relatora especial das Nações Unidas para os Territórios Palestinos, que ontem, 3 de julho, apresentou seu relatório “Da Economia da Ocupação à Economia do Genocídio” ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Nele, ela analisa a responsabilidade de dezenas de empresas na política de ocupação e genocídio do apartheid que está sendo executada por Israel com a cumplicidade de Estados e empresas. Uma situação apocalíptica, resultado de um dos genocídios mais cruéis da história moderna.

por El Salto / IHU

Entre 2 e 3 de julho, enquanto o relatório era apresentado, 118 pessoas foram mortas por Israel no território palestino de Gaza. O último relatório do Ministério da Saúde do enclave, correspondente a quinta-feira, indica que, desde 07-10-2023, 57.130 pessoas foram mortas e 135.173 ficaram feridas na campanha genocida travada pelas Forças Armadas de Israel (FDI). São mais de 200 mil vítimas, mas, como apontou este advogado, vários estudos estimam que o número real de mortos e feridos é muito maior. (mais…)

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“Nenhum profissional de saúde pode se calar sobre Gaza”. Por Luiza Brazuna

Na Unifesp, Mustafa Barghouti expôs o horror que os palestinos enfrentam. Equipamentos de saúde foram destruídos, faltam água, comida e remédios. Não há vacinas, epidemias alastram-se. É hora de o Brasil cortar relações diplomáticas e impor sanções a Israel

Por Luiza Brazuna, em Outra Saúde

Desde 7 de outubro de 2023, a crescente agressão de Israel sobre os territórios palestinos causou 132 mil feridos e mais de 55 mil mortos. Já são 20 meses de genocídio na Palestina ocupada ilegalmente por Israel. Os números correspondem a 10% de toda a população do enclave – proporcionalmente falando, seria como se 16 milhões de brasileiros ou 33 milhões de estadunidenses tivessem sido atingidos. A comparação aterradora foi feita por Mustafa Barghouti, médico e ativista político palestino, em sua participação na mesa “Sob fogo: a saúde da população de Gaza”, que aconteceu nesta terça-feira (1º) na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). (mais…)

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Israel e a crise da exceção: hegemonia nuclear e hierarquia racial. Por Renato Xavier

por Renato Xavier*, no blog da Boitempo

Mesmo após o cessar-fogo anunciado por Donald Trump e as declarações de vitória de Irã e Israel, permanece uma pergunta: o que está realmente em jogo no Oriente Médio?

Israel é a única potência nuclear da região. Ainda assim, o discurso dominante insiste que o maior risco vem do Irã, caso o país obtenha armamento atômico. Essa equação, aceita sem contestação por anos, pode estar errada desde o início. O que está em jogo, para Tel Aviv e para Washington, talvez não seja segurança, mas a erosão de um regime hierárquico de privilégio e hegemonia. (mais…)

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Petrobras e Faixa de Gaza: combustível brasileiro no massacre do povo Palestino? Por Sérgio Botton Barcellos

O governo do Brasil tem adotado uma posição oficial de condenação aos ataques de Israel contra a população palestina na Faixa de Gaza, denunciando o massacre como uma violação do direito internacional e da dignidade humana. No entanto, uma contradição gritante coloca em xeque a coerência dessa postura: o país, por meio da Petrobras, tem exportado derivados de petróleo ao próprio Estado de Israel, mesmo com a escalada do genocídio em curso.

Desde março de 2024 se noticia sobre o envio de petróleo brasileiro para Israel e que isso vem aumentando desde o conflito iniciado entre Hamas e Israel em outubro de 2023. No Brasil de Fato, a notícia publicada em 02/07/2025 é que essa denúncia não é apenas política ou retórica, mas foi incorporada a um relatório oficial da Organização das Nações Unidas (ONU), que cita no item 59 a Petrobras entre as empresas internacionais que fornecem recursos essenciais à máquina de guerra israelense, como petróleo e combustível para jatos de guerra. (mais…)

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Como funciona o poderoso lobby sionista. Por Ed McNally

Como explicar o incansável e desastroso apoio do Ocidente e da mídia a Israel? O lobby israelense desempenha um papel fundamental, persuadindo os políticos de que o apoio a Israel ainda é do interesse estratégico de seus países.

Por Ed McNally / Tradução: Pedro Silva, na Jacobin

Em 2017, um diplomata israelense em Londres foi gravado exigindo medidas contra Alan Duncan, então ministro das Relações Exteriores britânico. Logo depois, Duncan foi informar o secretário executivo do departamento sobre a revelação, relembrando a conversa em seu diário: “Eu o lembrei, em tom de brincadeira […] do que eu disse a ele no meu primeiro dia como ministro. ‘Simon […] eu não te contei? O CFI [Conservadores Amigos de Israel] e os israelenses acham que controlam o Ministério das Relações Exteriores. E controlam!’” (mais…)

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Cidade de Gaza, Dachau do século XXI. Por Hugo Souza

É mais fácil passar uma corda pelo buraco de uma agulha do que o número de palestinos mortos por Israel na Faixa de Gaza desde outubro de 2023 ainda não ter passado de 100 mil cadáveres

Por Hugo Souza, em Come Ananás

Saiu há pouco, no dia 23 de junho, o primeiro levantamento independente do número de mortos por Israel na Faixa de Gaza na etapa atual do projeto sionista contínuo de limpeza étnica da Palestina. A estimativa é que Israel matou 83,7 mil palestinos em Gaza entre outubro de 2023 e janeiro de 2025. O número de seis meses atrás é 49% maior até do que a mais recente contagem de mortos do próprio Ministério da Saúde de Gaza, que é de 56,2 mil cadáveres. (mais…)

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Em Gaza, os jogos da morte do sionismo. Por Ahmed Ahmed e Ibtisam Mahdi

Depois das bombas, Israel fabrica a fome e cilada: ajuda humanitária animalizada. Mercenários distribuem farinha; soldados, tiros e granadas. Corpos são pisoteados. 400 morreram no último mês. Ajuda médica é precária. “Que escolha temos?”

Por Ahmed Ahmed e Ibtisam Mahdi*, no +972 | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Nas primeiras horas de 11 de junho, antes do amanhecer, Hatem Shaldan, de 19 anos, e seu irmão Hamza, de 23, foram esperar por caminhões de ajuda perto do Corredor Netzarim, no centro da Faixa de Gaza. Eles esperavam voltar com um saco de farinha branca para sua família de cinco pessoas. Em vez disso, Hamza voltou com o corpo do irmão mais novo envolto em um sudário branco. (mais…)

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