Depois das bombas, Israel fabrica a fome e cilada: ajuda humanitária animalizada. Mercenários distribuem farinha; soldados, tiros e granadas. Corpos são pisoteados. 400 morreram no último mês. Ajuda médica é precária. “Que escolha temos?”
Por Ahmed Ahmed e Ibtisam Mahdi*, no +972 | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras
Nas primeiras horas de 11 de junho, antes do amanhecer, Hatem Shaldan, de 19 anos, e seu irmão Hamza, de 23, foram esperar por caminhões de ajuda perto do Corredor Netzarim, no centro da Faixa de Gaza. Eles esperavam voltar com um saco de farinha branca para sua família de cinco pessoas. Em vez disso, Hamza voltou com o corpo do irmão mais novo envolto em um sudário branco. (mais…)
