Gilmar Mendes vira principal alvo de Paulo Figueiredo para Magnitsky nos EUA

Comentarista diz que é “prioridade” e anuncia aplicação de lei que foi usada contra Alexandre de Moraes

Por Ethel Rudnitzki | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

O decano, membro mais antigo do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, entrou na mira do comentarista Paulo Figueiredo, que atua com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em ofensiva contra autoridades brasileiras nos EUA. O motivo é que o ministro defendeu uma ‘lei anti-embargo’ para proteger autoridades e instituições contra sanções estrangeiras. A medida protegeria o ministro Alexandre de Moraes da aplicação da Lei Magnitsky, que proíbe a sua entrada nos EUA e o uso de cartões de crédito de bandeira do país. (mais…)

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‘Dosimetria’: a política pode revogar o Direito e a lei da gravidade? Por Lenio Luiz Streck

Na Conjur

Pensei em não mais escrever sobre este tema. Mas, como dizia Darcy Ribeiro, Deus é tão treteiro, faz as coisas tão recônditas e sofisticadas, que ainda precisamos dessa classe de gente — os cientistas — para desvelar as obviedades do óbvio. Porque o óbvio se esconde. Além disso, o assunto corre o risco de ficar perigosamente “patrimonializado”, pelo qual o Brasil se acostumou a fazer “acordões”, uma vez que paira no ar suspeita (não desmentida) de que o governo concordaria com a “nova dosimetria” (sic) e até haveria acenos por parte do Supremo Tribunal Federal, face a uma entrevista recente do presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso. (mais…)

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A vassalagem da extrema-direita: idolatria aos EUA e nepotismo familiar para minar a soberania nacional. Entrevista especial com Ricardo Costa de Oliveira

“O projeto bolsonarista, como o de um Milei na Argentina, é a falência, o endividamento, a subordinação e a subalternidade internacional”, adverte o sociólogo

IHU

Embora se autodenomine patriota, a extrema-direita brasileira demonstra uma idolatria pelos Estados Unidos. Curvam-se ao imperador, sacrificando a soberania nacional – o princípio fundamental do patriotismo – em favor de interesses próprios e de um movimento político global. (mais…)

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Cinco lições de um domingo grandioso. Por Valerio Arcary

Além ou aquém, sempre vejas com quem.”
— provérbio popular português

No Blog da Boitempo

1. As mobilizações de rua do último domingo, 21 de setembro de 2025, foram o maior protesto nacional desde a eleição de Lula em 2022, com centenas de milhares de pessoas nas ruas, se considerarmos todas as capitais, sem esquecer as cidades médias, e com surpreendente interiorização. Foi admirável e maravilhoso, também, que, pela primeira vez a esquerda foi capaz de nivelar, e até superar em algumas cidades, a dimensão dos atos bolsonaristas. Concentrações de rua têm sido, historicamente, o método de luta mais poderoso para colocar em movimento grandes massas em torno de bandeiras políticas nas últimas décadas. (As greves são muito importantes, mas mesmo nas três maiores greves gerais, ocorridas em 1987, 1989 e 2017, a escala foi outra.) Foi assim nas “Diretas já” e na campanha pelo Fora Collor; no início das jornadas de junho, rechaçando a repressão às passeatas contra o aumento das passagens; quando do Ele Não e durante o Tsunami da Educação, ainda que o tamanho das manifestações tenha variado, algumas superando os milhões. Três elementos em comum podem ser identificados: (mais…)

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Punir não basta: “temos de definir para que as Forças Armadas servem”, diz especialista

Especialista em Forças Armadas Ana Penido alerta sobre necessidade de “derrubar muros” entre civis e militares

Por Caio de Freitas | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

Duas semanas após os ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, em 8 de janeiro de 2023, o general Tomás Paiva assumiu o comando do Exército sob a expectativa, pelo governo Lula, de afastar militares da política e controlar os ânimos internos com o que viria adiante, em especial a investigação da trama golpista e do papel de oficiais militares. (mais…)

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As ruas enfrentam o “Congresso dos privilegiados”

Quem esteve nas ruas neste domingo (21) sentiu a energia, presença jovem e convicção de que é possível virar o jogo. Nesta semana, clima será outro no Congresso: pressão para o Senado barrar PEC da Blindagem e expectativa de novas jornadas…

Por Rômulo Paes de Sousa, em Outras Palavras

Uma boa manifestação popular é pressentida na véspera. Mesmo os que não dispõem dos serviços de monitoramento de atividade nas plataformas digitais, percebe o engajamento do seu entorno, que se expressa no interesse transmitido pelas pessoas do seu convívio. Familiares, amigos e colegas, vão por diversos meios nos alertando do evento, nos instigando a ir e antecipando suas presenças. O carinhoso “bora!” é mais que um convite. É uma convocação. (mais…)

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Quando a esquerda é também antissistema

Multidões respondem à arrogância do Congresso, colocam ultradireita e Centrão na defensiva e mostram ao governo o caminho esquecido da pressão popular. Como transformar energia em mobilização por outro país – e faxina no Legislativo?

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Tenho sangrado demais / Tenho chorado pra cachorro / Ano passado eu morri / Mas este ano eu não morro! Dezenas de artistas identificados com as lutas sociais compareceram às manifestações deste domingo, mas poucos foram tão sensíveis quanto Emicida. Ao resgatar, na tarde de São Paulo, o Belchior de 1976, ele deu voz a uma multidão que se sentia ultrajada pelos retrocessos políticos e pela prepotência dos conservadores — mas também pela dificuldade de articular uma resposta nas ruas. Ela começou, finalmente. Centenas de milhares de pessoas tomaram as principais cidades do país, contra a anistia aos golpistas de 2023 e a blindagem que a maioria parlamentar conservadora quer garantir a si própria e aos crimes que pratica. Os significados da possível virada iniciada ontem — e os recados emitidos pelas ruas — são, no entanto, mais vastos. (mais…)

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