No chão da Bahia e de Sergipe, elas percorreram caminhos de libertação, empoderamento, resistência, denúncia e anúncio
Por Jucelene Rocha, da Cáritas Brasileira, na ASA
“O machismo até hoje ainda existe. Eu via nas reuniões de mulheres… eu via as mulheres chorar com um menino pequeno e dizer, — fazer como diz a história, vocês me desculpem que eu vou falar mesmo —, e dizer que pra ela ir pra aquele encontro, pra aquela reunião foi obrigado ela servir ao marido tantas vezes na noite, que era pra ela não ter vontade para os outros. Pense, uma mulher servir a um homem no desejo dele três, quatro vezes numa noite pra poder sair? É muito difícil”. Relata no filme Sem medo de ser mulher, a veterana nas lutas femininas, Maria Faraildes Alves Dantas, 83 anos, moradora de Brejo Grande, município do estado de Sergipe. (mais…)
