Resistência e cuidado coletivo marcam a luta das mulheres da metropolitana em MG

Além da saúde e da educação, as mulheres constroem a cada dia os 20 anos de história da regional do MST-MG

Por Agatha Azevedo, na Página do MST

A trajetória das mulheres da metropolitana começa há 20 anos atrás, com a primeira ocupação. Em 2019, o assentamento 2 de Julho, localizado em Betim (MG), completa 20 anos de luta e resistência.

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Futeboleiras: corpos controlados e resistência

Para o patriarcado, mulheres deveriam praticar esportes de pouco impacto, para manter a beleza e preparar-se para maternidade. Futebol seria “violento demais” para elas. Por isso, igualdade no esporte é batalha importante do feminismo

Por Sara Rauch | Tradução: Inês Castilho, em Outras Palavras

“Difícil imaginar um trabalho mais direto com crianças do que programas escolares que as ensinem a mover seus corpos”, escrevem Brenda Esley e Joshua Nadel na introdução de Futeboleira: Uma História de Mulheres e Esportes na América Latina. Essa visão se ajusta perfeitamente à análise provocadora de como a corporalidade das mulheres tem sido controlada e manipulada por meio de atividade físicas socialmente aceitáveis na América Latina. Não por acaso, essa envolvente história social leva o nome daquelas que lutaram para conseguir acesso e representação iguais no campo. Futeboleira é um termo usado [em castelhano, Futbolera] para referir-se à mulher que joga futebol, simplesmente, embora no decorrer dos anos tenha passado a ser mais usado como abreviação para as mulheres que pressionaram as fronteiras culturais.

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A bola está com elas

Exposição, em SP, reconstrói a trajetória das mulheres no futebol. Desde os primeiros tempos no século 19, passando por sua proibição até 1979 e pela popularização de hoje, história é marcada por apagamento e desigualdade de direitos

por Inês Castilho, em Outras Palavras

Um decreto assinado por Getúlio Vargas em 1941 proibiu as mulheres brasileiras de jogar futebol. O impedimento caiu depois de muita luta, durante a segunda onda do feminismo – foi liberado em 1979 e regulamentado em 1983. A exposição do Museu do Futebol Contra Ataque! As Mulheres do Futebol convida a população a refletir sobre o apagamento do futebol feminino e à desigualdade de direitos no esporte.

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Em campo (também) contra o machismo

Proibido até 1979, futebol feminino hoje se populariza e contará com primeira transmissão de Copa. Por mais que mídia e corporações queiram domesticá-lo, prática desestabiliza universo esportivo, tradicional “espaço de homens”

Por Inês Castilho, em Outras Palavras

O grito: vagabundo!, numa voz feminina, fez soar o alarme. Olhei, era um xingamento da mãe de um dos garotos do Sub-11 do Botafogo de Ribeirão Preto, em jogo amistoso contra o rival Comercial, na casa do adversário. Pais torciam pelo time dos filhos como se disso dependessem suas vidas. A manhã de domingo estava fria e ensolarada, e eu me encontrava ali com meu neto, selecionado numa “peneira” do “Fogo” .

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Masculinidade Negra

A branquitude criou imagens visuais que aproximam a mulher negra, como a “doméstica”, a nós, homens negros, fica uma imagem de violência. 

Por João Bigon e Wesley Teixeira*, em CartaCapital

Que quer o homem? Que quer o homem negro? Mesmo expondo-me ao ressentimento de meus irmãos de cor, direi que o negro não é um homem. (FANON, 1952)

Não podemos reduzir toda essa experiência da masculinidade negra à palmitagem, esse não pode ser um bordão, ou frases de efeito, para explicar a complexidade da construção humana. Pois sim, nós homens negros também somos humanos, com toda sua profundidade, apesar de durante muito tempo não termos sido considerados ou construídos para isso.

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Mulheres virtuosas

Obediência e submissão é o que se espera das mulheres evangélicas, que têm na ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos sua maior propagandista

Por Andrea DiP, Julia Dolce, Alice Maciel, Agência Pública

Após longa espera em uma das muitas filas compostas exclusivamente por mulheres, abro minha bolsa para que a moça com um sorriso no rosto e uma lanterninha na mão a vasculhe cuidadosamente. “Ah, amada, celular aqui não entra, você pode descer para guardar no nosso guarda-volumes”, diz, apontando para uma escada com a lanterna. Uma hora e duas filas depois – tivemos também que passar no detector de metais – adentro o gigantesco Templo de Salomão, sede mundial da Igreja Universal do Reino de Deus, para o que seria a “Reunião Autoajuda”, um encontro trimestral que traz orientações exclusivas para as mulheres.

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Quando ser homem faz mal à saúde

Marcada pela antifeminilidade e violência, a masculinidade tradicional afeta mental e psiquicamente os meninos, demonstra novo estudo. Que leva a indústria cultural a estimular uma hipermasculinidade, como em “Vingadores”?

Por Inês Castilho, em Outras Palavras

Dia desses, ao arrumar os brinquedos dos meus netos, três garotos de 5, 7 e 11 anos, levei um susto ao descobrir a quantidade de bonecos de super-heróis que eles acumulam. De Homem de Ferro a Capitão América, todos norte-americanos, exibem uma masculinidade tóxica: músculos que saltam e postura de combate, quando não armas nas mãos e corpos transformados em tanques de guerra.

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Feminicídio não é crime passional. É crime de ódio

As mortes qualificadas como feminicídio em São Paulo aumentaram 12,9% em 2018 na comparação com o ano anterior, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo. Foram registrados 148 assassinatos no ano passado e 131 em 2017.

por Camila Maciel, em Agência Brasil / IHU On-Line

O homicídio qualificado como feminicídio foi definido pela Lei nº 13.104 de 2015, que estabelece penas maiores para os casos em que o assassinato é motivado pelo fato da vítima ser mulher.

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Milton Hatoum: “Bolsonaro liberou o racismo, o machismo e a homofobia”

Em Carta Capital

O jornal francês Libération publicou uma longa entrevista com o escritor brasileiro Milton Hatoum, que recebe na quinta-feira 13 o prêmio Roger-Caillois de literatura latino-americana. O texto é uma longa reflexão sobre os “tempos difíceis que se anunciam no Brasil”, diz o jornal francês, com o novo governo que vai se instalar no País.

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