Operação Ojuara: MPF denuncia 22 envolvidos em crimes ambientais e formação de milícia no AC e no AM

O ex-superintendente do Ibama no Acre, Carlos Gadelha, e o empresário José Lopes estão entre os denunciados; trabalho é resultado de atuação da FT Amazônia

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 22 pessoas em decorrência da Operação Ojuara, deflagrada em maio deste ano pela Polícia Federal (PF) e pela Força-Tarefa Amazônia, do MPF. Entre os crimes apresentados nas denúncias, estão: corrupção, constituição de milícia privada, divulgação de informações sigilosas, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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Assassinato de Marielle: homem flagrado com 117 fuzis incompletos deixa a prisão

No Extra

Preso em março passado, depois que a Divisão de Homicídios encontrou em sua casa 117 fuzis incompletos, Alexandre Motta de Souza deixou na manhã deste sábado o presídio em Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Ele teve teve a prisão revogada na sexta-feira pela juíza Alessandra Bilac. Alexandre é amigo do ex-PM Ronnie Lessa, acusado de participação nas mortes da vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes e foi preso no mesmo dia em que a DH realizou operação para prender Lessa. No momento da prisão, a polícia achou as peças novas, desmontadas em caixas e concluiu que Ronnie Lessa traficava armas e escondia o material na casa de Alexandre.

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Lições de Marielle. Por Luiz Eduardo Soares

Quando combatemos as execuções extrajudiciais nas favelas, combatemos a matriz da putrefação da política e, por consequência, da democracia

Blog da Boitempo*

Em 17 de março de 2000, fui exonerado do governo estadual. No dia 20, deixei clandestinamente o Rio de Janeiro e saí do país, com o apoio da Polícia Federal. Em poucos dias, minha família foi a meu encontro, nos Estados Unidos. Voltei a viver no Rio dois anos depois. Minhas filhas demoraram mais a voltar. Em dezembro de 2000, lancei Meu casaco de general: 500 dias no front da segurança pública do Rio de Janeiro, pela editora Companhia das Letras, relatando o dia a dia daquela batalha pelos direitos humanos e contra a corrupção policial, irmã siamesa da brutalidade policial. O genocídio de jovens negros e de jovens pobres vinha se tornando mais evidente, ao longo dos anos 1980 e 1990, não só no Rio, onde, porém, acontecia com especial destaque e intensidade. O esforço que liderei contava com uma equipe destemida: éramos apenas sete, três homens e quatro mulheres, mas dispostos a mudar as instituições da segurança, o imaginário social relativo à questão e as políticas públicas na área. Inauguramos, em 1999, uma política orientada por valores democráticos e progressistas, inscrevendo, no centro de nossos compromissos, além da mudança na relação com as comunidades, temas como desarmamento, homofobia, racismo e violência doméstica contra a mulher. Essa inscrição rompeu padrões num setor que parecia inexoravelmente dominado pela direita. Acabamos derrotados, mas muita coisa ficou, além da memória: por exemplo, um conjunto de programas e projetos que seriam replicados adiante, em diferentes estados e em âmbito nacional – ao menos como tentativa.

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Novo decreto de armas segue inconstitucional e acentua ilegalidades da normativa anterior, destaca PFDC

Novo texto mantém, por exemplo, autorização para que qualquer cidadão adquira, registre e tenha em posse alguns tipos de fuzis

O novo decreto de armas – publicado pelo governo federal em 21 de maio para, supostamente, retificar problemas na normativa anterior – não só manteve a inconstitucionalidade e a ilegalidade do Decreto 9.785/2019, como em diversos aspectos agravou as ilegalidades que marcam a medida.

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Jair fora de si

Por Laurez Cerqueira, em seu blog

Certamente o povo brasileiro não está preparado para assistir a cenas de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e outras pessoas da família sendo presos. Isso seria inimaginável até a semana passada, mas essa hipótese, ainda turva, surge no horizonte.

O Ministério Público e a Polícia Civil do Rio de Janeiro avançam sobre o crime organizado no Estado, penetram nos subterrâneos da família Bolsonaro e põem o presidente da República, recém-eleito e empossado, em situação dramática.

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Governo federal pede acesso a dados sigilosos sobre testemunhas ameaçadas no RJ e MPF atua para assegurar proteção à vida garantida por lei

Contrariando o que determina a legislação, Ministério dos Direitos Humanos requisitou informações que podem colocar em risco a vida de testemunhas e colaboradores em investigações no RJ

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão – que integra o Ministério Público Federal – encaminhou na terça-feira (21) uma recomendação ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) para que a pasta revogue a requisição de informações feita à entidade que administra o Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas no Rio de Janeiro.

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O rastro de sangue que encurrala o clã Bolsonaro

Quebra de sigilo bancário do filho Flávio revelou envolvimento de 95 no esquema de “rachadinha”. Basta menos da metade abrir a boca para investigação ligar os pontos entre família do presidente, milícias e morte de Marielle

Por Gil Alessi, do El País Brasil, no Outras Palavras

Pouco mais de cinco meses após o nome do motorista Fabrício Queiroz vir à tona em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras citado por movimentações atípicas, o primogênito do clã Bolsonaro, o senador Flávio, que até o final do ano passado o empregava em seu gabinete na Assembleia do Rio, começou a sofrer uma profunda devassa em suas contas bancárias. O Ministério Público do Estado pediu a quebra do sigilo bancário do parlamentar por um período de dez anos (entre janeiro de 2007 e dezembro de 2018), alegando haver indícios de lavagem de dinheiro e da operação de uma organização criminosa em seu gabinete —no total, 95 pessoas terão suas contas reviradas, sendo que ao menos nove delas também atuaram em algum momento com funcionários do atual presidente, segundo informações do jornal O Globo, e duas delas são ligadas ao miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, buscado pela polícia sob acusação de ser o chefe do grupo Escritório do Crime, suspeito de ter ligação com o assassinato da vereadora Marielle Franco.

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É hora de parar Bolsonaro, por Luis Nassif

O que está ocorrendo não são apenas erros de políticas públicas que poderão ser consertados a partir das próximas eleições: estão promovendo desmontes irreversíveis, que se refletirão sobre o presente e sobre as futuras gerações

No GGN

O país ainda não se refez do trauma do impeachment de Dilma. O desmonte institucional, induzido por Aécio Neves e convalidado pelo Supremo Tribunal Federal, produziu um caos geral. Assim, há sempre o prurido de reincidir e banalizar o impeachment como saída para as crises institucionais.

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Rio: Milícia cobra por ‘proteção’, explora caça-níqueis e empresta dinheiro

Comunidade no Rio é considerada berço da milícia mais perigosa da cidade. Moradores evitam falar sobre o tema, a não ser sob a condição de anonimato. Área seria de controle do Escritório do Crime, grupo paramilitar ligado a crimes

Por Sérgio Ramalho, para o UOL

A fila sinuosa formada por crianças, mulheres e homens segue em passos lentos e curtos num exercício de equilíbrio sobre meio-fio, calçadas e até grades numa tentativa de evitar o esgoto que inunda a Rua do Amparo.

O nome da via soa a ironia, sobretudo, nos dias de chuva quando as águas chegam a um metro de altura. Os alagamentos fazem parte da rotina dos moradores de Rio das Pedras, comunidade da zona oeste do Rio erguida às margens da Lagoa da Tijuca, que cresceu desordenada e verticalmente no vácuo do poder público. Foi um dos bairros afetados pelos temporais do começo desta semana na capital.

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Ex-pistoleiro denuncia milícia em organização de Nabhan Garcia, secretário de Bolsonaro

Condenado a 14 anos de prisão, Osnir Sanches trabalhou para a UDR e se diz arrependido. Líder da entidade, Nabhan Garcia, nega participação com milícias e adota políticas para desmontar reforma agrária

Por Daniel Camargos, Repórter Brasil

Osnir Sanches foi um dos responsáveis por organizar uma milícia armada paga pela União Democrática Ruralista (UDR) no final da década de 1990. Era o “chefe de segurança”, como explica em entrevista à Repórter Brasil, com a função de contratar soldados para um exército clandestino a serviço de fazendeiros do interior do Paraná. A atuação de Sanches o levou a ser um dos quatro condenados pelo assassinato do integrante do MST, Sebastião Camargo, executado em fevereiro de 1998.  

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