Rio: Milícia cobra por ‘proteção’, explora caça-níqueis e empresta dinheiro

Comunidade no Rio é considerada berço da milícia mais perigosa da cidade. Moradores evitam falar sobre o tema, a não ser sob a condição de anonimato. Área seria de controle do Escritório do Crime, grupo paramilitar ligado a crimes

Por Sérgio Ramalho, para o UOL

A fila sinuosa formada por crianças, mulheres e homens segue em passos lentos e curtos num exercício de equilíbrio sobre meio-fio, calçadas e até grades numa tentativa de evitar o esgoto que inunda a Rua do Amparo.

O nome da via soa a ironia, sobretudo, nos dias de chuva quando as águas chegam a um metro de altura. Os alagamentos fazem parte da rotina dos moradores de Rio das Pedras, comunidade da zona oeste do Rio erguida às margens da Lagoa da Tijuca, que cresceu desordenada e verticalmente no vácuo do poder público. Foi um dos bairros afetados pelos temporais do começo desta semana na capital.

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Ex-pistoleiro denuncia milícia em organização de Nabhan Garcia, secretário de Bolsonaro

Condenado a 14 anos de prisão, Osnir Sanches trabalhou para a UDR e se diz arrependido. Líder da entidade, Nabhan Garcia, nega participação com milícias e adota políticas para desmontar reforma agrária

Por Daniel Camargos, Repórter Brasil

Osnir Sanches foi um dos responsáveis por organizar uma milícia armada paga pela União Democrática Ruralista (UDR) no final da década de 1990. Era o “chefe de segurança”, como explica em entrevista à Repórter Brasil, com a função de contratar soldados para um exército clandestino a serviço de fazendeiros do interior do Paraná. A atuação de Sanches o levou a ser um dos quatro condenados pelo assassinato do integrante do MST, Sebastião Camargo, executado em fevereiro de 1998.  

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Até quando vão seguir matando Marielle?

Por Editorial da Ponte Jornalismo

Matar nunca foi o bastante. Era preciso, também, profanar o corpo. Foi assim que, após ser traído e assassinado, Zumbi dos Palmares teve a cabeça cortada, salgada e levada para ser exibida ao governador. Tiradentes foi esquartejado e seus pedaços, espalhados por Vila Rica. Antonio Conselheiro já estava morto e enterrado quando o Exército brasileiro invadiu o arraial de Canudos, mas os militares fizeram questão de desenterrá-lo para poder cortar sua cabeça. Após as mortes do bando de Lampião, as cabeças decapitadas dos cangaceiros passaram por diversas exibições e levaram 31 anos para conhecer a sepultura.

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As milícias crescem velozmente por dentro do Estado. Entrevista especial com José Cláudio Alves

por Patricia Facchin, em IHU On-Line

A prisão dos dois acusados de estarem envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, “é a exceção de uma regra”, diz o sociólogo José Cláudio Alves à IHU On-Line. “A regra é que membros de milícias são intocáveis, seus negócios se ampliam e eles têm dimensões crescentes desse poder e agora expressam isso a partir do assassinato de pessoas que ocupam cargos no âmbito político e que são contrárias aos seus interesses”, menciona.

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Quem mandou matar Marielle? E por quê? Por Eliane Brum

Bolsonaro, que governa o Brasil pela administração do ódio, deveria ser o maior interessado em desvendar o crime

No El País Brasil

Quando soube que Marielle Franco havia sido assassinada, eu tinha acabado de chegar de Anapu, a cidade que recebeu o sangue de Dorothy Stang. Quatro tiros tinham arrebentado a cabeça bonita de Marielle e também aquele sorriso que fazia com que mesmo eu, que nunca a conheci, tivesse vontade de rir com ela. Ainda hoje tenho quando vejo a sua fotografia. E rio com Marielle. E então lembro o horror da destruição literal do seu sorriso. E então eu não choro. Eu escrevo.

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Polícia acha fuzis desmontados em casa que seria ligada a PM preso por morte de Marielle

Em várias caixas lacradas, havia armas desmontadas e munição. Polícia investiga se PM reformado Ronnie Lessa trafica armas e se escondia o material na casa de um amigo no Méier.

Por Felipe Freire, Leslie Leitão e Marco Antônio Martins, TV Globo e G1 Rio

Um dos 32 mandados de busca e apreensão da Operação Lume encontrou grande quantidade de armas – incluindo fuzis – e munição em um endereço, segundo a polícia, ligado ao ex-policial Ronnie Lessa. Ronnie e Élcio Lessa, militares expulsos da corporação, foram presos pelo atentado à vereadora Marielle Franco.

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Como vota Rio das Pedras, reduto da mais antiga milícia carioca

Levantamento da Pública mostra quem são os políticos mais votados na favela que ficou famosa após prisão de chefe da milícia ligado a Flávio Bolsonaro

Por Adriano Belisário, Agência Pública

Desde que vieram à luz novas informações sobre as organizações criminosas chamadas de milícias, como o fato de que Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) empregou parentes e homenageou um miliciano do Complexo Rio das Pedras, essa favela da zona oeste do Rio de Janeiro tornou-se epicentro de um dos mais recentes escândalos políticos do país. Para desvendar o jogo político local, a Pública fez um levantamento inédito sobre os candidatos mais votados naquelas seções eleitorais, com foco especial nos cargos de vereador e deputado estadual.

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Milícia no Rio de Janeiro: como é a vida em Rio das Pedras, bairro dos suspeitos da morte de Marielle

Por Luiza Franco*, na BBC News Brasil

Quando deixou sua cidade no Nordeste, ainda jovem, rumo ao Rio de Janeiro, Zélia (nome fictício) sabia da fama de perigosa que a cidade carregava, mas tinha ouvido falar que o lugar onde se instalaria, Rio das Pedras, perto da Barra da Tijuca, na zona oeste, era mais calmo.

Sua fama de “favela tranquila” não se deve à ausência de violência, mas à imposição de certa ordem pela força e pelo medo, não do tráfico, mas da milícia, grupo armado violento formado por integrantes e ex-integrantes de forças de segurança do Estado, como policiais, bombeiros e agentes penitenciários.

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Mandante de massacre em 1985 no Pará é preso durante manifestação de fazendeiros contra a prisão dos chefes da maior da milícia armada no campo paraense

O governador do Pará, Helder Barbalho, mandou um avião para Marabá (PA), no dia 24 de janeiro, para prender o fazendeiro condenado pelo massacre da Fazenda Ubá, de 1985. José Edmundo Ortiz Vergolino tem 82 anos de idade e foi condenado a 152 anos de reclusão, em 2017, pelo assassinato de sete trabalhadores rurais ocupantes da Fazenda Ubá, em São João do Araguaia.

Na CPT Nacional*

No dia em que dezenas de pecuaristas da região fizeram manifestação em Marabá cobrando do estado mais rigor contra as ocupações de propriedades rurais, na ocasião da prisão de José Iran dos Santos Lucena, seu filho Matheus da Silva Lucena e de Hamilton Silva Ribeiro, por integrarem a maior milícia armada com atuação no campo na região sudeste do Pará, o fazendeiro José Edmundo Ortiz Vergolino, condenado a mais de 152 anos de prisão pelo massacre da Fazenda Ubá, foi preso em sua residência. O crime pelo qual foi condenado ocorreu em 1985.

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