Mandante de massacre em 1985 no Pará é preso durante manifestação de fazendeiros contra a prisão dos chefes da maior da milícia armada no campo paraense

O governador do Pará, Helder Barbalho, mandou um avião para Marabá (PA), no dia 24 de janeiro, para prender o fazendeiro condenado pelo massacre da Fazenda Ubá, de 1985. José Edmundo Ortiz Vergolino tem 82 anos de idade e foi condenado a 152 anos de reclusão, em 2017, pelo assassinato de sete trabalhadores rurais ocupantes da Fazenda Ubá, em São João do Araguaia.

Na CPT Nacional*

No dia em que dezenas de pecuaristas da região fizeram manifestação em Marabá cobrando do estado mais rigor contra as ocupações de propriedades rurais, na ocasião da prisão de José Iran dos Santos Lucena, seu filho Matheus da Silva Lucena e de Hamilton Silva Ribeiro, por integrarem a maior milícia armada com atuação no campo na região sudeste do Pará, o fazendeiro José Edmundo Ortiz Vergolino, condenado a mais de 152 anos de prisão pelo massacre da Fazenda Ubá, foi preso em sua residência. O crime pelo qual foi condenado ocorreu em 1985.

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“No Rio de Janeiro a milícia não é um poder paralelo. É o Estado”

Em entrevista, sociólogo José Cláudio Souza Alves, que estuda as milícias há 26 anos, explica as relações entre legisladores e milicianos e diz que a família Bolsonaro é herdeira política de deputados ligados a grupos de extermínio nos anos 90

Por Mariana Simões, Agência Pública

Na semana passada, a operação “Os Intocáveis” prendeu integrantes da milícia que opera em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um dos alvos da operação foi o ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado de chefiar a milícia de Rio das Pedras e integrar o grupo de extermínio Escritório do Crime – atualmente investigado pela morte de Marielle Franco. Sua mãe e sua esposa já trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Flávio também havia homenageado Adriano com a Medalha Tiradentes, a maior honraria concedida pela Alerj.

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Assista ao vídeo: Glenn Greenwald reporta sobre o escândalo dramático e sombrio que está afogando a presidência de Bolsonaro e forçou Jean Wyllys a fugir

Por Glenn Greenwald, no The Intercept Brasil

Um escândalo dramático, multi-nível e cada vez mais sombrio está engolindo a presidência de Jair Bolsonaro no último mês.

Nesta semana, em Davos, onde o Brasil planejava revelar sua nova face para o capital estrangeiro, Bolsonaro e seus principais ministros deixaram uma conferência de imprensa vazia para evitar responder a perguntas sobre o que seria seu novo governo, em vez de aproveitar a oportunidade para apresentar  políticas favoráveis aos investidores.

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Eleição de Witzel no Rio uniu Flávio Bolsonaro e milícia denunciada

Quadrilha de Rio das Pedras ameaçou moradores que não votassem no atual governador, “adotado” por Flávio na campanha

Por André Barrocal, na Carta Capital

A recente prisão de milicianos no Rio traz à tona elos do grupo, acusado à Justiça por formação de quadrilha e assassinato, com Flávio Bolsonaro. Como deputado estadual no Rio, Flávio empregou a mãe e a esposa de um dos chefes da milícia das favelas de Rio das Pedras e Muzema, propôs condecorações e fez discursos a favor de milícias.

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As ligações dos Bolsonaro com as milícias

por Cecília Olliveira, em The Intercept Brasil

“HOJE É NO AMOR!” A cena do miliciano Major Rocha felizão em um churrasco, em que ele comemora com tiros para o alto os quatro anos do centro comunitário em “Rio das Rochas”, no filme Tropa de Elite 2, é um bom retrato da realidade das milícias no Rio de Janeiro. “É tudo nosso!”, ele grita. Mas um dia a casa cai. E foi o que aconteceu hoje, quando o Ministério Público e a Polícia Civil anunciaram a prisão de cinco milicianos acusados de grilagem de terras na zona oeste do Rio de Janeiro. Não era a intenção – mas, por tabela, a operação, batizada de Intocáveis, também esbarrou em dois suspeitos da execução de Marielle Franco e Anderson Gomes.

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As ligações de Flávio Bolsonaro com 2 milicianos do “Escritório do Crime”

Flávio Bolsonaro homenageou duas vezes na Alerj o Capitão Adriano, apontado pelo MP como chefão do Escritório do Crime – um grupo de milicianos cuja principal atividade é matar sob encomenda. Adriano é amigo de Fabrício Queiroz, e sua esposa e mãe também eram funcionárias do gabinete de Flávio. Assim como o ex-capitão do Bope, o miliciano Ronald Pereira é suspeito de ter participado do assassinato de Marielle Franco

Jornal GGN

O portal G1 e o jornal O Globo publicaram reportagens expondo a ligação de Flávio Bolsonaro com 2 milicianos alvos da operação Os Intocáveis, deflagrada nesta terça (22). Eles são apontados como membro e chefe do “Escritório do Crime”, que é um grupo de milicianos de Rio das Pedras cuja principal atividade é matar sob encomenda, e que teria relação com a morte de Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

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