Quebradeira de coco do Maranhão rompe barreiras e enfrenta gigante da celulose

Eunice da Conceição foi criada ouvindo que mulher não precisava aprender a ler; hoje lidera de movimento interestadual

Mariana Castro, Brasil de Fato

Dona Eunice da Conceição, de 61 anos, aprendeu o ofício da quebra de coco babaçu com os avós, que diziam que mulher sequer precisava aprender a ler, mas, junto dos pais, lhes deram o maior ensinamento: o respeito ao meio ambiente.

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ES – Agricultores de Itaúnas temem despejo pela Suzano

Cerca de 70 famílias, incluindo quilombolas, desenvolvem há 10 anos projeto de agroecologia em Conceição da Barra

Por Vitor Taveira, Século Diário

Desde o ano passado, a região do entorno da estrada que dá acesso a Itaúnas, em Conceição da Barra, norte do Estado, vem sofrendo com uma intensa ocupação de pessoas de fora nas áreas de uso tradicional quilombola que estão sob posse da empresa de celulose Suzano (ex-Fibria e ex-Aracruz Celulose). Movidos pela especulação imobiliária, associações recém-criadas estão loteando e vendendo terrenos, invadindo os territórios já reconhecidos como quilombolas, mas que ainda aguardam a titulação oficial.

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Plantações de soja avançam no leste maranhense com rastro de violência e desrespeito ao meio ambiente

Por Yndara Vasques e Franci Monteles, jornalistas facilitadoras de oficinas de comunicação popular pelo Fórum Carajás 

CPT

“A natureza se encaminhava de criar os animais, tamanha era a fartura”, disse o seu Vicente de Paula Costa, de 64 anos, que cresceu em Carranca, no município de Buriti, distante 400 km de São Luís. A região é disputada por grandes empreendimentos oriundos do Rio Grande do Sul para a prática do agronegócio com fins do plantio da soja no cerrado maranhense. 

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Avanço da monocultura no Maranhão ameaça produção do acampamento Marielle Franco

Mais de 150 famílias produzem alimentos na área, pulverizada com agrotóxicos para plantio de eucalipto e soja

Por Mariana Castro, em Brasil de Fato / MST

Em meio a uma imensidão de soja e eucalipto, o acampamento Marielle Franco, próximo ao município de Itinga, no Maranhão, é considerado um ponto de resistência e sustentabilidade. Apesar de ainda não terem garantia da posse da terra, que está em processo de desapropriação, os agricultores acampados ali já avançam na produção de arroz, feijão, fava, abóbora, farinha, milho e diversas frutas e hortaliças.

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Quilombolas trazem vida de volta a território arrasado pela monocultura de eucalipto

Enquanto aguarda reconhecimento oficial, Comunidade do Córrego do Felipe sofre ação judicial da Suzano

Por Fernanda Couzemenco, Século Diário

Na comunidade do Córrego do Felipe, no Território Quilombola Tradicional do Sapê do Norte, entre São Mateus e Conceição da Barra, no norte do Espírito Santo, 40 famílias estão, há cinco anos, recuperando uma terra arrasada pela monocultura de eucaliptos. Em cerca de 80 hectares, cultivam frutas, verduras, especiarias e árvores nativas, colhem alimentos e fazem rebrotar a água. As mesmas 40 famílias estão sendo ameaçadas de despejo por uma ação de reintegração de posse da Suzano (ex-Fibria e ex-Aracruz Celulose), assinada por 40 advogados pagos com honorários elevados pela papeleira, cujo capital social declarado é de R$ 80 bilhões. 

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Desertificação avança onde predominam monoculturas e concentração de terra

Timidez do Reflorestar mostra falta de compromisso do Estado com a agricultura familiar, avaliam camponeses

Por Fernanda Couzemenco, Século Diário

O que os números oficiais mostram nos relatórios de governo se confirma de forma ainda mais crua no relato dos que vivem, no campo, o descompasso entre o discurso e a prática de governo no que diz respeito à crise climática. Dados do Programa Reflorestar, apresentados em solenidade virtual conduzida pelo governador Renato Casagrande (PSB) nessa segunda-feira (21), contabilizam o plantio de 10 mil hectares de árvores nativas ao longo de sete anos de execução do programa, de 2013 a 2020, resultado de um investimento de R$ 52 milhões.
Os números elevaram o programa ao status de referência mundial em políticas públicas de reflorestamento pelos convidados, especialmente os representantes das ONGs internacionais WWF, WRI e TNC, parcerias do Estado no Reflorestar e no projeto, em elaboração, do Programa Estadual de Carbono.

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