Juarez Xavier: ‘Não tem sentido eu virar um velho amedrontado’, conta professor após ataque racista em Bauru

Juarez Xavier conta sua trajetória e fala sobre as consequências do ataque sofrido no Dia da Consciência Negra, quando levou duas facadas

Por Lorenzo Santiago, do Jornal Dois, na Ponte

“Eu poderia ter morrido”. Juarez Xavier, 60 anos, é professor, jornalista, militante do movimento negro, candomblecista, marido e pai. Há pouco mais de um mês, ele foi vítima de um ataque após reagir a ofensas racistas em Bauru, cidade onde mora. “Uma jornalista alemã me perguntou: ‘e se você não reagisse?’, não teria sido eu. O problema não foi a minha reação, e sim a provocação do cara”, respondeu de forma enfática enquanto pontuava os acontecimentos que o construíram como indivíduo. “Um ato banal me deu a consciência de que eu sou mortal, de que eu com certeza já vivi grande parte da minha vida”.

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Funk, reprimido na rua e ignorado na escola

Tese demonstra que professores — como a maioria da população — desconhecem e têm preconceito pelo ritmo, apreciado por quase 70% dos alunos. Não exploram a rica possibilidade de usar essa referência musical na educação

Por Rogério Pelizzari*, em Outras Palavras

Após a tragédia na madrugada de 1 de dezembro, que deixou nove mortos na favela de Paraisópolis, multiplicaram-se manifestações em apoio à atuação da polícia entre autoridades e populares. O Governador de São Paulo tratou de esclarecer, antes de qualquer apuração sobre o episódio, que as ações ostensivas seriam mantidas. Nas redes sociais, pipocaram mensagens que tratavam de responsabilizar as próprias vítimas, sob o argumento de que aqueles não eram nem lugar, nem horário e nem trilha sonora para pessoas de bem.

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Vilma Reis: Decidimos interromper a hegemonia branca na política

A socióloga tentará ser a primeira mulher negra a governar Salvador e avisa: “Não haverá nada sobre nós, sem nós”

Por Igor Carvalho e José Eduardo Bernardes, no Brasil de Fato

Durante o encontro internacional da Coalizão Negra por Direitos, no mês de novembro, em São Paulo, o movimento negro definiu como uma prioridade a conquista de espaços representação política.

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Silvio Santos não aceita vitória de mulher negra em competição e internet o acusa de racismo

Mesmo com o placar apontando vitória a Jennyfer Oliver, Silvio não gostou do resultado e optou por outra competidora branca

Na Fórum

Na noite deste domingo (8), Silvio Santos protagonizou mais uma polêmica ao mudar o resultado de uma competição musical em seu programa, impedindo uma mulher negra de vencê-lo. Mesmo com o placar apontando vitória a Jennyfer Oliver, Silvio não gostou do resultado e optou por outra competidora branca.

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Artista faz ativismo poético em Paraisópolis para marcar assassinato de jovens em baile funk

Frases como “o seu voto cheira a sangue” e “não acredite em contos de fardas” foram escritas pela artista Ana Letícia Penedo como forma de marcar uma semana do massacre na comunidade

Por Luisa Fragão, na Fórum

A comunidade de Paraisópolis amanheceu neste domingo (8) com diversas intervenções artísticas em seus becos e vielas. Frases como “o seu voto cheira a sangue” e “não acredite em contos de fardas” foram escritas pela artista Ana Letícia Penedo como forma de marcar uma semana do assassinato de nove jovens pela Polícia Militar de João Doria em baile funk no último domingo (1).

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Cidinha da Silva: Precisamos reagir ao genocídio da população negra sem tripudiar na dor das famílias

No The Intercept Brasil

AS VARIAÇÕES DO BORDÃO IRREFLETIDO que atribui à Marielle morta poderes de promover justiça ou vingança sobre seus algozes, como “Marielle vai nos vingar”, podem ser lidas como ingenuidade, boa fé desprovida de leitura política, ou ainda o modismo de tornar tudo um espetáculo. Mas desconsidera a dor das famílias, amigas, companheiras, admiradoras e todas as pessoas que de alguma forma se sentem sobreviventes de um crime que nos assombrará para sempre.

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Procurador de Justiça e Ouvidor-geral do Pará diz que ‘problema da escravidão no Brasil foi porque índio não gosta de trabalhar’

Em áudio vazado, procurador Ricardo Albuquerque diz não acreditar que há dívida para reparar com a população quilombola já que ‘nenhum de nós tem navio negreiro’. Ele, que é ouvidor-geral do MPPA, diz que veiculação de áudio está fora do contexto.

Por G1 PA — Belém

O procurador de Justiça do Ministério Público do Pará (MPPA), Ricardo Albuquerque, disse que o “problema da escravidão no Brasil foi porque o índio não gosta de trabalhar”, durante palestra para estudantes do curso de Direito, nesta terça-feira (26), em Belém. Um áudio com esse trecho da fala do procurador viralizou nas redes sociais. O procurador disse, em nota, que o áudio foi divulgado fora de contexto.

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Câmara foi racista ao passar pano em racismo de deputados do PSL. Por João Filho

No The Intercept Brasil

OS DEPUTADOS DO PSL têm se sentido cada vez mais à vontade para barbarizar a vida política brasileira. Até o ano passado, Jair Bolsonaro era um dos poucos parlamentares que usava o mandato para expressar seu desprezo pelos valores democráticos. Com o bolsonarismo, isso virou padrão. Todo dia tem um figurão do PSL xingando opositores, atacando as instituições, perseguindo jornalistas, exaltando assassinos e fazendo ameaças de todo tipo contra a democracia. A coisa já está fora de controle.

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Ao negro escravizado eram oferecidos pão, pano e pau, pancada. Isso acabou? Por Chico Alencar

Horrizamo-nos diante do Holocausto dos judeus no século XX. Esquecemo-nos do Holocausto e da Diáspora africana

Chico Alencar*, no Brasil de Fato

Para Joel Rufino dos Santos (1941-2015), mestre eterno, suave quilombola dos nossos tempos

Joaquim Nabuco (1849-1910), nascido na aristocracia, constatou: “a escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”. Escravidão, além de exploração brutal da mão de obra, é a negação do outro como pessoa, sua invisibilização. Durante um, dois, três, quatro séculos a escravidão vigorou oficialmente no Brasil. Aos negros escravizados eram “oferecidos” três pês: pão, pano e pau, pancada. Isso acabou?

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Quando Damares conheceu as Mães pela Diversidade

Como um grupo de mulheres valentes e amorosas compareceu a um ato da ministra, em MG, ergueu bem alto suas faixas e símbolos e levou ao chilique um deputado-coronel. Elas avisam: “Estaremos sempre presentes!”

Por Lelena Lucas*, em Outras Palavras

Nós, as Mães pela Diversidade, não poderíamos deixar de nos fazer presentes em um evento que trouxe a Ministra Damares como palestrante em defesa da família. O atual governo, que ela representa muito bem, se elegeu com base em discursos preconceituosos e homofóbicos e com isso atiçou nos ignorantes a intolerância contra nossos filhos. Em um país que carrega a vergonha de ser líder em assassinatos e violências contra a população LGBTQI+, vamos sempre nos manifestar em defesa de todas as famílias, neste movimento alicerceado no amor.

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