“Parem de nos matar”: aumento da violência policial motiva protesto no Rio de Janeiro

Manifestação na orla de Ipanema foi convocada por dezenas de movimentos populares

Redação Brasil de Fato

Em função da onda crescente de mortes decorrentes de ações policiais em favelas do Rio de Janeiro, moradores e movimentos populares organizaram uma manifestação na manhã deste domingo (26) na orla do Ipanema, zona sul da capital. Com o mote “Parem de nos matar!”, o protestou criticou a política de segurança pública adotada pelo governo de Wilson Witzel (PSC) que já resultou em 434 [mortes] apenas no primeiro trimestre de 2019, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Palavras de ordem como “Fora Witzel”, “Fora Bolsonaro”, “Não tem arrego, se mexer com nossos filhos eu tiro seu sossego” foram entoadas pelos manifestantes.

(mais…)

Ler Mais

Casa de candomblé é derrubada pelo governo do DF; ‘Intolerância religiosa’, diz OAB

Construção é filial da Casa do Caboclo, entidade fundada em 1975. Governo afirma que área pública sofria ‘parcelamento irregular’.

Por Marília Marques e Letícia de Oliveira, G1 DF e TV Globo

Após a derrubada da construção de uma filial do terreiro de candomblé Caboclo Boiadeiro – o centro mais antigo do Distrito Federal, fundado em 1975 – a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) decidiu recorrer do caso por entender que a destruição do imóvel pelo governo foi um “ato de intolerância religiosa”.

(mais…)

Ler Mais

Sociólogo diz que milícias são como a Ku Klux Klan: ‘Para matar, assassinar negros, para explorar’

O professor e sociólogo Jessé Souza aborda o papel do racismo na sociedade brasileira, especialmente o que se traduz no apoio popular ao governo de Jair Bolsonaro

Na RBA

São Paulo – Em vídeo divulgado no You Tube na sexta-feira (24), o professor e sociólogo Jessé Souza aborda o papel do racismo na sociedade brasileira, especialmente o que se traduz no apoio popular ao governo de Jair Bolsonaro (PSL). Jessé diz que o racismo, que no caso brasileiro tem a cor da pele como suporte para o sentimento de superioridade branca, é a única coisa que algumas classes têm para ostentar sentimentos de distinção, diante da fragilidade econômica e da precarização do trabalho.

(mais…)

Ler Mais

Aluno que ameaçou ‘matar a negraiada’ é novamente expulso do Mackenzie

Por Arthur Stabile e Mariana Ferrari, na Ponte

Em novo processo, universidade seguiu regras internas e decidiu, novamente, pela expulsão de Pedro Baleotti; Justiça anulou processo anterior pela comissão descumprir procedimentos

Desde o dia 30 de outubro de 2018, Pedro Baleotti, 25 anos, é protagonista de um processo judicial que envolve racismo e expulsão. Na época, o então aluno de direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie ameaçou “matar a negraiada” em vídeo divulgado nas redes sociais. Menos de dois meses depois da gravação, em 12 de dezembro, a universidade determinou sua expulsão. Após a decisão ser anulada pela Justiça Federal de São Paulo, o Mackenzie abriu novo processo que culminou, novamente, na expulsão de Pedro em 12 de abril de 2019.

(mais…)

Ler Mais

Comitiva suprapartidária vai ao STF pedir criminalização da homofobia

Por Pedro Calvi, CDHM

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Helder Salomão (PT/ES), e os deputados Erika Kokay (PT/DF), David Miranda (PSOL/RJ), Carlos Veras (PT/PE), Tulio Gadelha (PDT/PE) e Camilo Capiberibe (PSB/AP) estiveram nesta quinta-feira (23) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), José Dias Toffoli. O grupo pediu o empenho do ministro na continuidade do julgamento dos processos que discutem se existe omissão do Congresso Nacional em não editar lei que criminalize atos de homofobia e transfobia. O STF Tribunal Federal pode, ainda hoje, retomar esse julgamento. Os dois relatores já votaram. O ministro Celso de Mello reconheceu a omissão do Legislativo. O ministro Edson Fachin também votou para a aplicação da Lei do Racismo, no que se refere à homofobia e à transfobia, até que o Congresso edite uma lei específica.

(mais…)

Ler Mais

Indígenas são alvo de discurso preconceituoso em universidades

Não existem privilégios, mas direitos adquiridos com muita luta pelos segmentos sociais historicamente excluídos

por Leila Borari, em CartaCapital

Toda vez que um indígena entra na universidade é uma afronta para aqueles que dizem que o “índio para ser índio” tem que viver na aldeia. O fato de um indígena ter curso superior, não lhe faz menos indígena, ele pode usar a ciência do não indígena, aprender as tecnologias e a medicina ocidental, mas sempre será um indígena, pois carrega sua ancestralidade em seu sangue e em seu modo de vida.

(mais…)

Ler Mais

Uma feminista na igreja

Evangélica, cientista social, mestre em educação e integrante do coletivo Evangélicas pela Igualdade de Gênero, Simony dos Anjos dá palestras para mulheres da igreja sobre violência doméstica e direitos reprodutivos

Por Andrea DiP, Agência Pública

Simony dos Anjos é evangélica, filha de pastor evangélico e de seminarista, cientista social, mestre em educação e integrante do coletivo Evangélicas pela Igualdade de Gênero. Composto por mulheres feministas e evangélicas, o coletivo promove a igualdade de gênero dentro e fora da igreja e dá palestras sobre direitos reprodutivos e violência doméstica. “A gente age em igrejas neopentecostais, casas-abrigo da prefeitura. Começaram a enxergar na gente, mulheres evangélicas, uma maneira de tratar problemas que a igreja tem enfrentado, a violência doméstica, por exemplo. Porque há duas décadas a violência doméstica era abafada. Hoje, com toda essa efervescência, essa primavera feminista, as mulheres se sentem encorajadas a denunciar e a igreja está em um ponto em que, se ela abafa, vai perder fiéis. Então, vai ter que tratar da violência doméstica de alguma maneira. E aí a gente começou a ser muito convidada”, conta. 

(mais…)

Ler Mais

“Parem de nos matar!”: Domingo tem protesto das comunidades contra as mortes no Rio de Janeiro

Coordenado por moradores de favelas e apoiado por movimentos sociais, ato denuncia massacre por ações policiais; 26 de maio é o primeiro domingo após um mês do assassinato de gari, no Vidigal

Publicado por Cláudia Motta, da RBA 

São Paulo – No mesmo dia em que o ministro da Justiça, Sergio Moro, utilizou as redes sociais para reafirmar seu projeto de lei “anticrime”, moradores de comunidades do Rio de Janeiro confirmaram para o próximo domingo (26) protesto contra o massacre nas favelas por ação da polícia.

(mais…)

Ler Mais

O significado do 13 de maio na luta contra o racismo

Por Marcos Aurélio Ruy*, no Vermelho

Ao assinar a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel não fez um ato de benevolência. Pelo contrário, essa atitude serviu para frear a demanda dos abolicionistas, que defendiam que os seres humanos escravizados recebessem o reconhecimento do Estado como cidadãos e, portanto, fossem indenizados pela exploração a que forma submetidos durante toda a vida.

(mais…)

Ler Mais