Falta postura antirracista na esquerda, diz biógrafa de Sueli Carneiro

Assista à íntegra da entrevista de Bianca Santana, autora de “Continuo Preta: A vida de Sueli Carneiro”, à coluna

Por Guilherme Amado, no Metrópoles

“Entre esquerda e direita, continuo preta”. Dita no começo dos anos 2000, a frase da ativista e intelectual Sueli Carneiro segue atual. A reflexão agora inspirou o título da biografia que a jornalista Bianca Santana lança sobre Carneiro. Resume, segundo a biógrafa, a falta de interesse da direita em ter pessoas negras no poder, e evidencia como a esquerda, que diz ser antirracista, tem poucas posturas de fato antirracistas.

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Professor da Unifesp diz que africanos se deixaram escravizar e ensina racismo científico

Em áudio divulgado nas redes sociais, Henrique Soares, do curso de medicina legal, diz que negros e indígenas eram “culturalmente atrasados”; universidade afirma que comissão analisa o caso. Ideia de que negros são “raça inferior” vem do século XIX e não tem mais respaldo científico, apontam especialistas

por Beatriz Drague Ramos, em Ponte

Há tempos que os alunos do curso de medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista, se deparam com falas racistas do professor de medicina legal, Henrique Soares. O incômodo se tornou público recentemente quando um dos estudantes divulgou um áudio em redes sociais no qual o professor dizia que os colonizadores do Brasil se depararam com pretos e povos indígenas “culturalmente atrasados”, ao explicar a noção de “raça pura”.

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Há 70 anos, Brasil ganhava primeira lei contra racismo

Para especialistas, Lei Afonso Arinos teve o mérito de mostrar que o Brasil nunca foi uma “democracia racial” e abrir caminho para normas futuras. Mas efetividade da legislação foi pequena.

Por Edison Veiga, na DW

Em 3 de julho de 1951, o então presidente Getúlio Vargas (1882-1954) promulgou a primeira norma brasileira de combate ao racismo, a Lei 1390, mais conhecida como Lei Afonso Arinos — em referência ao autor do texto, o então deputado federal Afonso Arinos de Melo Franco (1905-1990), jurista e historiador.

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MPF propõe ação contra Rede TV! e apresentador Sikêra Jr por comentários homofóbicos

O MPF assina a ação em conjunto com a associação Nuances – Grupo Pela Livre Expressão Sexual, que atua na defesa dos direitos humanos da população LGBTQIA+

MPF

O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública contra a Rede TV! e Sikêra Jr, apresentador dos programa Alerta Nacional, veiculado na emissora, por conta de falas discriminatórias e preconceituosas contra a população LGBTQIA+ que foram ao ar em 25 de junho de 2021 na grade de programação do referido canal de televisão (aberta e fechada). Na ocasião, Sikêra relacionou a prática de crime, pedofilia e uso de drogas à homossexualidade, entre outras falas de menosprezo e de preconceito.

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Representantes de terreiros denunciam truculência de policiais durante buscas a Lázaro Barbosa no Entorno do DF

Grupo afirma que agentes invadiram chácaras e apontaram armas por suspeita de que Lázaro estaria nesses locais. Secretaria de Segurança de Goiás não se manifestou até última atualização desta reportagem.

Por G1 DF e TV Globo

Lideranças de religiões de matrizes africanas afirmam que policiais agiram com truculência durante buscas por Lázaro Barbosa, de 32 anos, em terreiros de Águas Lindas e em Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. As forças de segurança procuram pelo homem há 11 dias. Ele é apontado como o autor de uma chacina contra quatro pessoas da mesma família na capital.

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‘Como achar que um negro é dono de uma bicicleta tão cara?’, reflete antropólogo ao criticar ‘racismo estrutural’ em caso no Leblon

No Extra

O cenário é a calçada em frente ao Shopping Leblon, na tarde do último sábado. Em meio aos muitos pedestres que vêm e vão, Igor Martins Pinheiro, de 22 anos, agacha-se ao lado de uma bicicleta elétrica, como mostram câmeras de segurança instaladas na rua. Em menos de dois minutos, o rapaz rompe a corrente do cadeado com um alicate, à luz do dia, e deixa o local empurrando o equipamento, sem chamar atenção ou ser incomodado. Cerca de meia hora depois, no mesmo local, Tomás Oliveira e Mariana Spinelli, proprietária do item furtado, interpelaram Matheus Ribeiro, que estava sobre uma bicicleta elétrica similar, relatando o crime recém-ocorrido. A abordagem do casal, filmada pelo instrutor de surfe, gerou intensos debates e virou caso de polícia. Igor, preso na manhã desta quinta-feira por agentes da 14ª DP (Leblon), é branco e loiro. Matheus é negro e usa cabelo no estilo black power. Especialistas ouvido pelo EXTRA enxergam no ocorrido um exemplo do chamado “racismo estrutural”.

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Por que o racismo também mata policiais

Policiais negros, como Leandro Martins e Juliane dos Santos, são 35% da corporação, mas correspondem a 65% dos policias mortos. Segundo especialistas, racismo estrutural mantém policiais negros nos postos mais baixos da corporação, que sofrem mais risco de morte

Por Beatriz Drague Ramos, na Ponte

A pele negra é sempre um alvo, seja por quem veste farda, seja quando ela própria veste a farda. As pessoas negras, que correspondem a 56% da população brasileira, mas representam 79% dos mortos pela polícia, também são as principais vítimas da violência que atinge os próprios policiais, segundo dados do último Anuário Brasileiro de Segurança Pública do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, referentes a 2019. A mesma pesquisa aponta que os negros são 35% dos policiais, mas correspondem a 65% dos policiais asssassinados.

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Mestranda africana acusa PF em Guarulhos de racismo e maus-tratos

Geraldine espera resposta da PF há onze dias para seguir viagem para sua cidade natal

Por Bruna Lima / Gilberto Amado, no Metrópoles

A estudante beninense Geraldine Fadairo, de 28 anos, afirmou ter sido vítima de racismo e xenofobia por parte de agentes da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, durante uma abordagem antes de pegar um voo de partida para seu país. Os policiais também não teriam dado tratamento digno a ela e à filha, uma menina de 2 anos. No dia 31 de maio, a mestranda em antropologia estava embarcando para Porto Novo, capital do Benin, quando foi detida pela PF por suspeita de transportar cocaína nos tecidos de estampa africana que levava de presente para a família.

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Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e entidades da sociedade civil firmam Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Carrefour, em procedimentos instaurados após morte de João Alberto

Acordo prevê R$ 115 milhões para o estabelecimento de Plano Antirracista, com medidas a título de reparação de danos morais coletivos e investimentos sociais

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS), o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE-RS), a Defensoria Pública da União (DPU) e as entidades Educafro – Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes e Centro Santo Dias de Direitos Humanos firmaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Carrefour Comércio e Indústria LTDA, Comercial de Alimentos Carrefour LTDA. e Atacadão S.A., no valor de R$ 115 milhões para estabelecimento de ações de enfrentamento ao racismo, em razão da morte de João Alberto Silveira Freitas, no dia 19 de novembro de 2020 no Carrefour da zona norte de Porto Alegre (RS).

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Benny Briolly cobra escolta e diz que não se sente segura com ronda da PM

Primeira vereadora negra e trans de Niterói (RJ) denuncia ameaças de morte desde campanha eleitoral e chegou a deixar o país por 17 dias; “a PM faz uma ronda e o que a gente quer é uma escolta que faça acompanhamento diário”, diz

Por Jeniffer Mendonça, na Ponte

A vereadora Benny Briolly (PSOL) passou cerca de 17 dias fora do país após denunciar ameaças de morte, de cunho transfóbico e racista, e a falta de segurança para exercer seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Niterói (Grande Rio). Em 30 de maio, anunciou que retornaria ao Brasil após ter sido incluída no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, ligado ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. No entanto, afirma que não se sente segura. “Eu estou em um modelo de ronda, em que uma viatura da PM vai para onde eu estou, mas esses profissionais que fazem a minha ronda não são profissionais para fazer escolta”, aponta.

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