Anúncios da época da escravidão mostram por que o Brasil precisa acertar as contas com o passado

Por Alexandre Andrada, no The Intercept Brasil

As elites brasileiras parecem ter um hábito secular de pôr uma pedra sobre o nosso passado. Apesar de sermos o país com a maior população negra fora da África, quase não há museus sobre o tema e mal estudamos o assunto nas escolas. O desconhecimento do brasileiro médio em relação aos horrores e às consequências da escravidão é enorme. O esquecimento não é um acaso, é um projeto.

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Professor e doutor Babalaô Ivanir dos Santos recebe prêmio em Washington

O prêmio International Religious Freedom (IRF) será entregue pelo State Department’s Office of International Religious Freedom.

No Brazilian Times

Em sua primeira edição, o prêmio destacou quatro pessoas, selecionadas em todo o mundo. A principal missão do referido departamento é “monitorar as perseguições religiosas e a discriminação em todo o mundo,  com o intuito de implementar políticas nas respectivas regiões ou países e desenvolver programas para promover a liberdade religiosa”, além de destacar ativistas que lutam incansavelmente pela causa, como é o caso de Ivanir dos Santos, que é interlocutor da CCIR – Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. 

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Glotofobia: da discriminação linguística ao racismo pelo sotaque

A minha professora disse que era preciso dominarmos bem a língua francesa1

Por Graça dos Santos, no Buala

Na nossa sociedade a linguagem é um instrumento de dominação e de discriminação poderoso e desconhecido. Impor a sua língua como a única aceitável, estimável, razoável e menosprezar, desqualificar, rejeitar uma pessoa pela sua maneira de falar, o seu sotaque ou o seu vocabulário é tão ilegítimo como rejeitá-la pela sua religião, a cor da sua pele ou a sua orientação sexual – as várias discriminações mais ou menos reconhecidas e punidas pela lei em França”2.

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Mulheres negras na mira: Guerra às drogas e cárcere como política de extermínio. Por Juliana Borges

Na Sur/Conectas

Este artigo expõe de que forma mulheres negras têm sido criminalmente punidas no Brasil. Resgata-se que desde o período da escravidão no Brasil, mulheres negras eram punidas por meio do estupro sistemático. Contemporaneamente, quando mulheres são punidas criminalmente, a elas é reservado o lugar de anormalidade, desequilíbrio emocional, desestabilidade moral, levando a diagnósticos “incorrigíveis” como loucura e histeria, corroborando inclusive para sustentar uma esfera privada de punição por redes religiosas e estabelecimentos psiquiátricos. Constata-se que 62% das mulheres está confinada pela tipificação de associação ou tráfico. Este dado leva o artigo a questionar por fim a precariedade da guerra às drogas e levantar a necessidade de potencializar a voz das mulheres em situação prisional como uma pauta emergente de direitos humanos.

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Terreiro de candomblé é destruído em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense

Traficantes invadiram o local e obrigaram sacerdotisa responsável pela casa a destruir objetos

Por Tatiana Nascimento, no G1

Traficantes atacaram um terreiro de candomblé localizado no bairro Parque Paulista, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O crime ocorreu nesta quinta-feira (11). Os criminosos invadiram a casa, que funciona há mais de 50 anos, e obrigaram a sacerdotisa responsável pelo espaço a destruir todos os símbolos que representavam os orixás.

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Comitiva do Japão discute com CDHM os direitos das pessoas com hanseníase

Por Pedro Calvi, CDHM*

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), Helder Salomão, (PT/ES) esteve nesta manhã (9/7) com representantes do governo japonês e da embaixada do Japão, e com empresários japoneses em Brasília. Eles solicitaram o apoio da CDHM na divulgação de ações contra o preconceito e discriminação contra pacientes de hanseníase. As iniciativas também alertariam para o diagnóstico precoce, que é importante para evitar sequelas provocadas pela doença.

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Nota de Repúdio da ABA aos novos ataques do governo Bolsonaro aos Direitos Humanos e a questões de Gênero e Sexualidade na ONU

Aba Antropologia

A Associação Brasileira de Antropologia, por meio do seu Comitê de Gênero e Sexualidade, manifesta repúdio às nefastas posturas defendidas recentemente pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil nas reuniões preparatórias da ONU que acontecem em Genebra esta semana. Nos últimos dias os jornais brasileiros têm noticiado novas instruções do Itamaraty que vetam que em assuntos diplomáticos multilaterais seja usada a palavra “gênero”. Tais instruções também definem que “gênero” se resumiria apenas ao “sexo biológico”.[1] Como se não bastasse, o Governo Bolsonaro, no dia de hoje, também se absteve de votar na ONU sobre questões de saúde sexual e reprodutiva de populações afetadas por crises humanitárias, justo em um momento em que abundam notícias sobre violações de direitos humanos de mulheres e crianças em situação de crise humanitária.[2]

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Jornalista é condenado por ofensas à Comunidade Indígena Morro dos Cavalos, SC

Justiça Federal em Santa Catarina

A juíza Marjôrie Cristina Freiberger, da 6ª Vara da Justiça Federal em Florianópolis (Ambiental) condenou o jornalista Moacir Pereira ao pagamento de R$ 50 mil de indenização por danos morais à Comunidade Indígena Morro dos Cavalos, de Palhoça (SC). A sentença, proferida sexta-feira (21/6/2019), atendeu a pedido da Defensoria Pública da União (DPU), que alegou a publicação, no blog e na coluna do jornalista, vinculados a jornal de grande circulação no Estado, de afirmações preconceituosas e discriminatórias contra a comunidade. O jornalista, que em sua defesa alegou exercer o “papel de informar, comentar e abordar assuntos de interesse da população”, pode recorrer ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre.

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Do Stonewall à Parada do Orgulho LGBT

Em entrevista exclusiva, fundador do consórcio que comemora os 50 anos de Stonewall fala sobre o episódio que marcou a luta por direitos nos Estados Unidos e no mundo

Por Anna Beatriz Anjos, André Lopes, na Agência Pública

Neste ano, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que ocorrerá no próximo domingo (23), celebrará o aniversário de 50 anos da Revolta de Stonewall. Em 28 de junho de 1969, frequentadores do lendário bar gay Stonewall Inn, localizado no bairro de Greenwich Village, em Nova York, reagiram a uma das corriqueiras batidas policiais no estabelecimento e deram início a seis noites de protesto que são consideradas um divisor de águas para o movimento LGBT nos Estados Unidos e no mundo. O Dia Internacional do Orgulho LGBT, inspirado pelo evento, é comemorado anualmente na mesma data.

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Carta final da I Plenária dos Povos de Terreiro do Baixo Sul da Bahia

Os Povos de Terreiro do Baixo Sul da Bahia reunidos em plenária realizada no dia 15 de junho de 2019, no auditório da Universidade do Estado da Bahia-UNEB/Campus XV, durante o “I Seminário: Pedagogia do Terreiro, Educação e Direitos dos Povos de Terreiro”, vêm por meio desta carta, saudar os Voduns, Orixás, Mikisi, Caboclos e todas as forças ancestralizadas que emanam das águas, das matas, do ar, do calor, das estradas, dos ventos que tocam as palhas dos dendezeiros e fazer as seguintes denúncias, anúncios e reivindicações.

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