MPF pede multa seis vezes maior para Bolsonaro por ofensas a quilombolas e negros

TRF2 julga recurso para elevar indenização para R$ 300 mil por declarações em palestra

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça que eleve para R$ 300 mil a multa ao deputado federal Jair Bolsonaro por declarações ofensivas às comunidades quilombolas e à população negra em palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril do ano passado. Em parecer ao Tribunal Regional Federal da 2a Região (TRF2), o MPF retomou o pedido inicial de indenização por danos morais coletivos e alegou que a multa depende da gravidade do fato e capacidade econômica do réu, pois a legislação firma que o cálculo deve obedecer aos critérios da solidariedade e exemplaridade. (mais…)

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‘Trago a minha história para a ciência que eu faço’, diz pesquisadora negra da USP

A geóloga Adriana Alves conta sua trajetória permeada pelo racismo

Por Fernando Tadeu Moraes, na Folha

​​A lembrança mais antiga que a geóloga Adriana Alves guarda é a de ter disputado com outras crianças da creche, aos cinco anos, quem conseguiria atirar as próprias meias sobre o muro que separava o estabelecimento de um terreno baldio. Na sua vez, Adriana tentou algo diferente: colocou uma pequena pedra dentro do bolo de meias. Foi a única que conseguiu ultrapassar a parede divisória. (mais…)

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Doutora em física, primeira professora negra do ITA denuncia preconceito de alunos e colegas: ‘Me odeiam’

Em entrevista no programa ‘Conversa com Bial’, Sônia Guimarães diz que precisa reafirmar sua autoridade em sala de aula diariamente. Ela ressalta baixo número de alunas meninas nos cursos do ITA.

Por G1

ônia Guimarães foi a primeira mulher negra a se tornar doutora em física no Brasil e a ser professora no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP). Mesmo após 25 anos trabalhando na instituição de ensino, ela afirma que ainda sofre preconceito por parte de alunos e de colegas. (mais…)

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Negros ainda lutam por direitos básicos, 30 anos após Constituição

Constituição de 1988 foi primeira a incluir racismo como crime

Por Débora Brito – Repórter da Agência Brasil

Este ano, a memória da abolição da escravatura é lembrada pelo movimento negro no contexto dos 30 anos da Constituição Federal que, assim como a lei abolicionista, representou um momento de reorganização da sociedade brasileira. Para os negros, a volta da democracia foi a oportunidade de legislar pelos direitos negados desde a abolição, há 130 anos. (mais…)

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Douglas Belchior: ‘Há um esforço da elite para apagar a memória da escravidão’

Movimento negro luta para ressignificar o 13 de Maio. Passados 130 anos da abolição, passado ainda marca a sociedade brasileira

Por Felipe Mascari, da RBA

São Paulo – Mesmo tendo três séculos e meio de escravidão registrado em sua história, ainda falta ao Brasil em geral o reconhecimento do que foi o período e suas consequências. De acordo com o professor, ativista e fundador da Uneafro, Douglas Belchior, negar o significado e o peso de sua história é um movimento proposital por parte da elite branca. “Sempre houve um esforço das elites para que se apagasse a memória da escravidão”, afirma à RBA. (mais…)

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O sujeito desidentificado e a liberdade negada à maioria minorizada

Que o Brasil é um país fundado a partir da concepção de superioridade racial do europeu branco, da subjugação e extermínio dos povos americanos originários e do esmagamento desumano e selvagem dos africanos sequestrados de sua terra original, não é certamente novidade alguma. O próprio Estado brasileiro reconhece essa sua barbárie original até os mais diversos pensadores e pesquisadores das ciências humanas e sociais denunciam este processo.

Por Richard Santos*, no Vermelho (mais…)

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Entenda: Escravizados deram contribuição essencial para a abolição no Brasil

Estudos conduzidos nos últimos anos mostram que o fim da escravidão no país não foi um presente dos brancos, mas uma árdua conquista dos negros após um longo processo de luta. Veja vídeo

Por Maria Irenilda Pereira, no EM

Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel (1846-1921) assinou o documento que oficialmente acabou com o regime de escravidão que perdurou por 300 anos no Brasil. A Lei Áurea entrou para a história e passou a ser reconhecida pelos brasileiros como a responsável pela libertação da população escrava do país. Essa ainda é a versão ensinada na maioria das escolas e universidades, mas revisões e pesquisas conduzidas nos últimos anos revelaram que um movimento nacional, gradativo, e com grande contribuição de Minas Gerais, antecipou e até mesmo forçou a queda da escravidão oficial no Brasil. (mais…)

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Passadas 13 décadas do fim da escravidão, população negra não tem direitos garantidos

Ativistas afirmam que os afrodescendentes brasileiros ainda sofrem com segregação no mercado de trabalho e racismo

Por Júnia Oliveira, no EM

São 77 anos de experiência, de vivência, como observadora dos vaivéns da história. Mas um ponto específico ela diz ainda esperar: o reconhecimento do povo negro em todos os seus direitos e méritos. “Aboliu, mas não acabou com a escravidão”, comenta dona Lúcia Maria dos Santos sobre a Lei Áurea, promulgada em 13 de maio de 1888. Assim como ela, negros de todo o país conclamam à denúncia no lugar da comemoração dos 130 anos da abolição da escravatura. Ato na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, marcou ontem as discussões em torno do tema na capital. Neste fim de semana, outros movimentos promovem debates e mobilizações. (mais…)

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