Comunidade do Terreiro Caxuté, na Bahia, volta a ser alvo de ameaças por parte de Pastor da Igreja Ministério Restaurar

Comunidade Terreiro Caxuté

O pastor Francisco Pereira Roza, da Igreja Ministério Restaurar, vem realizando de forma reiterada atos de ameaça, racismo e intolerância religiosa contra a Comunidade do Terreiro Bantu-Indígena Caxuté.

Em seus cultos, o Senhor Francisco desrespeita as entidades ancestrais dos cultos de matriz africana (orixás, voduns, minkisis, exus, pomba giras, caboclos) associando-as com entidades negativas no panteão cristão, a exemplo, de diabos ou demônios. Membros da referida igreja já estiveram dentro do espaço do terreiro entregando jornais visando converter integrantes do terreiro à religião evangélica, em clara afronta à fé dos membros da comunidade.

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Caminhando pela reparação. Por Julio José Araujo Junior*

Em 2008, pessoas adeptas de religiões de matrizes africanas foram expulsas do morro de Dendê, na Ilha do Governador, por agressores que se afirmavam evangélicos. Como reação, surgiria a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e a caminhada pela liberdade religiosa. Esta
última é uma manifestação anual na avenida Atlântica que envolve diversos grupos religiosos em defesa do diálogo inter-religioso e do enfrentamento à discriminação.

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Juiz Nicolitt: ‘A pele negra é a pele do crime, como diz o Baco Exu do Blues’

Magistrado que mandou soltar violoncelista negro preso sem provas no Rio diz que, em um ano, se apreende a mesma quantidade de drogas em São Gonçalo do que foi apreendida em um avião da FAB

Por Caê Vasconcelos, na Ponte

André Luiz Nicolitt | Foto: Reprodução

Na magistratura há 19 anos, André Luiz Nicolitt sabe da importância que é ser um dos pouquíssimos juízes negros no Brasil. Em uma decisão histórica, assinada no último sábado (5/9), o juiz de Direito do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro), além de conceder liberdade provisória ao músico negro Luiz Carlos Justino, 23 anos, questionou o racismo por trás da prisão do violoncelista.

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Preso por ‘portar’ violoncelo, músico negro da Orquestra de Cordas da Grota é libertado

Por Caê Vasconcelos, na Ponte

No mesmo dia e horário do roubo alegado para prendê-lo, Luiz Justino fazia uma apresentação musical; neste sábado (05/09), juiz André Luiz Nicolitt mandou soltá-lo e questionou racialização da prisão

O violoncelista Luiz Carlos Justino, 23 anos, passou os últimos 12 anos de sua vida na Orquestra de Cordas da Grota, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Na quarta-feira (02/09), após se apresentar nas barcas, parou com mais dois colegas para tomar algo em uma padaria. Foi abordado pela polícia por “desconfiança” e preso por um roubo que aconteceu em 2017.

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Sobre identitarismos, antirracismos e lugares de fala. Por Dennis de Oliveira

No Jornal da USP

Determinados fenômenos ganham mais repercussão em função das diversas análises do que por eles em si. Foi o caso do filme da Beyoncé,  Black is King, produzido pelos estúdios Disney. O filme em si seria mais uma das megaproduções de um dos maiores oligopólios midiáticos se não fosse a repercussão da polêmica gerada pela crítica da professora Lilia Schwartz e as respostas em vários outros artigos, entre eles o de Djamila RibeiroAline RamosAza Njeri (que propõe uma leitura afrocentrada da produção de Beyoncé), entre várias outras. A repercussão continuou com um pedido de “desculpas” da própria Lilia Schwartz em seu Instagram no dia 4 de agosto. E, depois, Maria Rita Kehl volta a colocar o tema em pauta com um artigo intitulado “Lugar de cale-se”.

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Dois radialistas de cidade de MS são denunciados no MPF por racismo contra indígenas

A notícia crime contra os dois locutores foi protocolada nesta sexta-feira por entidades

Por Marcos Morandi, no Midiamax

Dois radialistas de Dourados são acusados de racismo contra moradores das aldeias da maior reserva de Mato Grosso do Sul. A notícia crime foi apresentada nesta  sexta-feira (4) por organizações indígenas, indigenistas e entidades que pedem providências em virtude  de comentários considerados racistas.

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Menino do Rio: Vidas negras importam?

Por Márcia Gomes de Oliveira, no EcoDebate

Menino do Rio…. Eu canto para Deus proteger-te“, escreveu Caetano Veloso, em 1978. Hoje, 8 em cada 10 presos em flagrante no Rio de Janeiro são negros.

Praias em tempos de Covid-19. Ipanema, 10 horas da manhã de sexta-feira. Corpos ao sol e cangas estendidas na areia, em desrespeito solene ao decreto municipal de contenção do Novo Coronavírus. Mas isso não é um problema, se você não for preto pobre.

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MPF esclarece sobre conflitos na região de General Carneiro (MT)

Mensagens de discriminação, de ódio e de ameaças aos indígenas têm circulado em redes sociais

O Ministério Público Federal em Barra do Garças, por meio do procurador da República Titular do 1º Ofício, Everton Pereira Aguiar Araújo, diante das recentes manifestações de discriminação, de ódio e de ameaça circulando em mídias sociais em relação aos povos indígenas circunvizinhos do município de General Carneiro, esclarece que:

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“Já trabalhou nua?”: processo contra promotora que defende índios no Xingu revela preconceito e machismo

Por Hellen Alves, no DCM

A Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Mato Grosso (FEPOIMT) emitiu nota de apoio à promotora Solange Linhares, afastada por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso após denúncia realizada pelo Ministério Público Estadual (MPMT). Solange é acusada de suposto desvio de R$ 985,7 mil de Termos de Ajustamento de Condutas destinados a projetos sociais para comunidades indígenas. 

Os projetos seriam “fantasia” ou “produto da imaginação” de Solange servindo para o “deleite” e “prazer” da investigada, segundo trechos da denúncia. O Movimento Nacional de Mulheres do Ministério Público afirma que ela foi tratada com demérito, por meio de nota de apoio à promotora.

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Cor, gênero e classe: os desafios da mulher preta

Para a professora Zélia Amador de Deus, a mulher preta é alvo de uma tríade de discriminações

Catarina Barbosa, Brasil de Fato

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base em dados de 2019, aponta que mais da metade dos brasileiros era de pretos ou pardos: 56,10%. As desigualdades podem ser verificadas em diversas estatísticas, contudo, elas são ainda mais gritantes quando se trata da mulher preta.

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