Debate sobre racismo é ridicularizado durante campanha eleitoral para Conselho de Medicina de SP

Eliane Gonçalves, na EBC

Os debates ficaram acirrados quando a neurocirurgiã Diana Lara Santana, que integra uma das chapas que disputam a nova direção do CREMESP, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, divulgou no Facebook que uma de suas plataformas de campanha é o combate ao preconceito racial contra médicos e contra a população negra. (mais…)

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Projeto Escola Sem Partido: quando o interesse privado sufoca a esfera pública. Entrevista especial com Fernanda Moura

por João Vitor Santos, em IHU On-Line

Numa semana em que o Brasil ainda rescaldava o resultado de sua seleção de futebol, o clima estava quente na Câmara Federal. Apesar de gritos e trocas de ofensas, o tema não era futebol, assunto que muitas vezes esquenta os ânimos. Tratava-se de mais uma sessão da comissão especial que discute o Projeto de Lei 7180/14, apelidado de Escola Sem Partido. Na última quarta-feira, 11-07, foram três horas de discussão – na comissão especial, instância que antecede a votação em plenário –, até a suspensão do debate, deixando o assunto “de molho”. “O que vemos é uma reação a um processo de democratização da sociedade brasileira que tem sido marcado pelo avanço dessa onda conservadora”, avalia a professora Fernanda Pereira Moura. Ela desenvolveu uma pesquisa de mestrado que buscou entender o que é o Escola Sem Partido, projeto que tem um autor na Câmara, Erivelton Santana – PSC/BA, mas que também “pipoca” desde a Câmara Federal até Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores. (mais…)

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O racismo vem da boca

Por Jarbas Tomaschewski, no Diário Popular

A mesma boca e o mesmo caso clínico, com uma única diferença: através da manipulação digital, a imagem do paciente ganhou duas cores de pele, branca e preta. Levada à análise de 636 dentistas de quatro municípios brasileiros, Pelotas, Caxias do Sul, Aracaju (SE) e Fortaleza (CE), foi solicitado aos profissionais a decisão pelo melhor tratamento. E aqui essa história muda de rumo. Sai de cena o tratamento odontológico e sobe ao palco o racismo institucional. Ao paciente de pele negra – que na verdade é branca -, a orientação foi por procedimentos menos complexos e mais baratos. (mais…)

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“Para você não romper o silêncio e manter as relações saudáveis, você tem que negar a sua cor”

Especialista no atendimento de mulheres negras, psicóloga Maria Jesus Moura fala sobre a importância de se levar em conta o racismo sofrido por suas pacientes e não negá-lo

Por Marina Rossi, no El País

Quando a psicóloga Maria Jesus Moura, ou somente Jesus Moura como é chamada, decidiu estudar os espaços de atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica, descobriu que algo importante estava faltando. “Encontrei a subnotificação das demandas raciais, e inclusive a desconsideração dos profissionais em notificar”, conta. Ou seja, o tipo de violência de gênero, e principalmente de raça, não eram levados em conta. “Em muitos relatos estava escrito ‘agrediu a mulher com palavras’. Quais palavras?”, pergunta ela. “Se você não registra o que foi dito, não tem como perceber e identificar o quanto isso é caro, doloroso e violento para essa mulher. A desconsideração do ‘o quê’ também é um tipo de violência”.

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‘Mulheres Negras Pautando o Futuro’: Uma Reflexão Sobre Inclusão na Tecnologia

No RioOnWatch

No dia 28 de junho, mulheres bem-sucedidas das áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) lotaram o Olabi, um espaço de coworking focado na tecnologia, em Botafogo, para imaginar um futuro mais inclusivo e representativo para STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática). O painel de discussão intitulado “Mulheres Negras Pautando o Futuro” foi formado pela diretora do projeto Olabi, Silvana Bahia; a repórter da Agência Pública e Coordenadora de Comunicações da Rede Umunna, Gabriele Roza; a professora de física experimental, Dra. Sonia Guimarães; e a diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, Dra. Jurema Werneck. (mais…)

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Nenhum ser humano é estrangeiro. Bauman e o difícil desafio das migrações

Quando foi embora, em 2017, aos 91 anos, Zygmunt Bauman nos privou de uma voz corajosa, de um olhar atento a cada sobressalto da história e pronto para acolher a contradição, para depois desmontá-la a partir de dentro. Nos seus escritos, o trabalho de uma vida inteira, dedicado a separar o núcleo das verdades inconfessáveis do falar anônimo, dos enganos da propaganda, do preconceito.

Por Maria Serena Natale, do Corriere della Sera, no IHU / tradução: Moisés Sbardelotto

No livro de 2016 que o jornal Corriere della Sera repropõe hoje com um prefácio de Donatella Di Cesare, Stranieri alle porte [Estrangeiros às portas], Bauman analisava a reação das sociedades europeias à crise migratória que acabara de tocar o ápice, enquadrando com clareza a inquietação do Ocidente e o novo verbo do securitarismo em um horizonte mais amplo, definido pelos dois polos da responsabilidade e da indiferença moral. (mais…)

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A inspiração por trás do livro aclamado de Geovani Martins

No dia 19 de junho, o escritor Geovani Martins falou na PUC-Rio sobre o lançamento de seu primeiro livro, aclamado pela crítica, O Sol na Cabeça

por Chris Harden, em RioOnWatch

Nascido em Bangu, na Zona Oeste do Rio, e tendo passado a sua adolescência no Vidigal, na Zona Sul, hoje morador da vizinha Rocinha–Geovani extraiu de suas próprias experiências nas favelas do Rio ideias para construir uma série de treze contos centrados em personagens fictícios, majoritariamente baseados em favelas por toda a cidade. Através de uma série de narrativas únicas, O Sol na Cabeça desenvolve uma imagem complexa da vida nas favelas, ao mesmo tempo em que destaca problemas comuns, como conviver com as UPPs e o preconceito cotidiano por parte da população mais abastada do Rio. Desde o seu lançamento em março deste ano, o livro foi recebido com tremendo sucesso. Críticos publicaram elogios através da mídia nacional e O Sol na Cabeça se tornou o primeiro livro brasileiro na história a vender direitos de publicação para traduções em nove países antes do seu lançamento. Direitos foram vendidos inclusive para uma adaptação cinematográfica. (mais…)

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Quando o racismo começa na família

Por Luanda Julião, no Justificando

Esse mês dois episódios, um com alunos na escola onde eu leciono e outro na minha família, fizeram emergir em minha consciência memórias longínquas, reacendendo em mim o desejo de escrever sobre algo que é quase tabu de se dizer numa sociedade onde embora as pesquisas[1] atestem que o Brasil é um país racista, as pessoas se autodeclaram como não racistas: o racismo dentro das famílias. (mais…)

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Resposta ao ‘influenciador’ e seus tweets racistas

“Eu espero que você faça um vídeo se retratando pra toda a população negra do Brasil que diariamente é perseguida ao entrar em lojas, é evitada nas calçadas à noite e é baleada por engano pela polícia”

Por Spartakus Santiago*, na Fórum

Oi, Cocielo. Vamos conversar?

Pra quem não sabe, o Cocielo é um dos maiores youtubers do Brasil. Ele tem um canal chamado “Canal Canalha”, que tem quase 17 milhões de seguidores. Esse cara já apareceu em clipe da Mc Loma e estava na Rússia vendo a Copa do Mundo patrocinado pela Adidas, Submarino, Gillete e outras marcas. Esse cara é um daqueles youtubers que fazem vídeos engraçados, sabe? E por isso tem vários seguidores adolescentes e crianças. Esse cara publicou no dia 30 de junho para seus quase 8 milhões de seguidores no Twitter a seguinte coisa: (mais…)

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