Justiça por Lindolfo: O Sangue LGBT também é sangue Sem Terra

Em nota, MST estende toda solidariedade à família, amigos e exige justiça

Da Página do MST

É com estrema indignação e exigindo justiça, que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) denuncia o assassinato do jovem gay e camponês Lindolfo Kosmaski. Lindolfo foi morto neste último sábado, 1º de maio de 2021, na cidade de São João do Triunfo, no estado do Paraná, onde residia. Indícios apontam que foi um crime de ódio, provocados pela homofobia, pois os assassinos além de dispararem dois tiros contra o jovem LGBT, também carbonizaram seu corpo.

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Professor aprovado em concurso público da UFS é impedido de assumir o cargo. Nota de Repúdio e Indignação

Os(as) professores(as) e pesquisadores(as) na área de Ciências Sociais e Humanidades junto com militantes de movimentos sociais, signatários(as) deste documento, vêm veementemente repudiar e manifestar indignação sobre o explícito caso de arbitrariedade na Administração Pública, racismo institucional e religioso, ocorrido com o Prof. Dr. Ilzver de Matos Oliveira, negro, candomblecista, aprovado em primeiro lugar como cotista no concurso público para docente do magistério superior, nos termos do Edital nº011/2019 da Universidade Federal de Sergipe / Centro de Ciências Sociais Aplicadas / Departamento de Direito.

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Justiça Federal condena autor de comentários racistas durante transmissão de evento online no Pará

Condenado foi denunciado pelo MPF

A Justiça Federal condenou a dois anos de prisão e multa um estudante da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) denunciado em 2018, pelo Ministério Público Federal (MPF), pelo crime de racismo, por ter feito um comentário racista na página da universidade no Facebook, durante uma transmissão ao vivo que mostrava ritual indígena em Santarém (PA) de recepção dos calouros indígenas e quilombolas.

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‘Somos invisibilizados’: Indígenas denunciam preconceito nas cidades brasileiras

A Mongabay começa a publicar hoje uma série de reportagens multimídia ancorada em dados sobre os indígenas que vivem nas áreas urbanas do país, incluindo metrópoles como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, o que revela que os indígenas estão muito mais inseridos nas áreas urbanas do que se imagina

  • Ao contrário da concepção de muitos brasileiros, que apenas reconhecem a identidade indígena dos povos que vivem na Floresta Amazônica, mais de um terço deles, ou cerca de 315 mil indivíduos, vivem em áreas urbanas.
  • Durante mais de um ano, mergulhamos nos dados do censo do IBGE e em outras bases de dados para produzir mapas e infográficos inéditos que mostram não só onde moram os indígenas em seis cidades do país, mas também seu acesso à educação, esgoto e outros serviços, além de sua diversidade étnica.
  • O acesso ao ensino superior é um marco: 81 mil indígenas de uma população de cerca de 900 mil estavam cursando o ensino superior em 2019, o que representa uma proporção muito maior do que a média brasileira no mesmo ano — 9% contra 5,8%, respectivamente.
  • Este projeto recebeu financiamento do programa de jornalismo de dados e direitos fundiários do Pulitzer Center on Crisis Reporting.

Por: Karla Mendes, em Mongabay

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O “adevogado” e o “conje”. Por Marilia Amorim*

Com ou sem laranjas, com ou sem “adevogados”, não existe hoje no país nenhum político, nenhum rábula ou magistrado com a potência discursiva de Lula

No A Terra é Redonda

A origem popular de Lula está marcada na linguagem. Ontem “menas laranjas”, hoje “adevogado”. É, aliás, uma propriedade da linguagem revelar o que somos. O torneiro mecânico que, para desespero de nossa elite do atraso, tornou-se presidente da República, não teve a possibilidade de completar seus estudos e será sempre alvo de chacotas, das mais brandas às mais perversas. Haverá sempre a necessidade doentia de diminuí-lo, até mesmo por ter perdido um dedo em seu ofício.

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Você conhece a história do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial?

Data 21 de março relembra o massacre de Sharpeville

Há 55 anos, o dia 21 de março é a data escolhida pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) para marcar a luta contra a discriminação racial. Este ano, o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial cai no próximo domingo. Será o dia de contar, a quem ainda não a conhece, a história do massacre de Sharpeville, ocorrido em 1960, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul.

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Diretores da fundação Palmares pedem demissão

O imbróglio envolve a mudança da sede da Palmares, que pode virar alvo de um processo por improbidade administrativa

Agência Estado, no Correio Braziliense

Três diretores da Fundação Palmares pediram demissão nesta semana, sob o argumento de que não há “viabilidade de diálogo” com o presidente da instituição, Sérgio Camargo. O imbróglio envolve a mudança da sede da Palmares, que pode virar alvo de um processo por improbidade administrativa. “Coerentes com nossos princípios morais e políticos, tomamos uma difícil decisão de desligamento de nossos cargos por não encontrarmos mais viabilidade de diálogo entre os diretores e o presidente”, diz a carta apresentada pelos demissionários.

Estadão/Broadcast apurou que Camargo pressionou os diretores a autorizar uma reforma para devolver a antiga sede da fundação, mas o contrato, que precisaria ser assinado por todos eles, estaria fora dos padrões da administração pública. O presidente teria, então, ameaçado os gestores: “Quem não tiver coragem de assinar que entregue o cargo”.

A reunião virtual ocorreu na quarta-feira, 10. No mesmo dia, Ebnezer Maurilio Nogueira da Silva, diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira, seguiu a “recomendação” de Camargo e saiu. Na quinta, 11, mais dois se demitiram: o diretor do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra, Raimundo Nonato de Souza Chaves, e o diretor de Gestão Interna, Roberto Carlos Concentino Braz.

Tudo começou em março do ano passado, quando Sérgio Camargo decidiu mudar a instituição para um prédio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Como o aluguel consumia um terço do orçamento anual da entidade, a transferência contou com o apoio da diretoria, mas Camargo perdeu os prazos para fazer a licitação da mudança e da contratação das obras, tanto da antiga como da futura sede.

Camargo queria autorizar uma reforma parcial do edifício da antiga sede para devolvê-la, mas ele precisaria de obras mais amplas e, portanto, mais caras. Ao longo do ano, os proprietários chegaram a oferecer desconto para manter o contrato com a Fundação Palmares, sem sucesso.

Enquanto não devolve formalmente o escritório antigo, a Palmares continua a pagar aluguel. Por outro lado, a nova sede, para onde o acervo da instituição foi enviado em dezembro – com obras de arte, fotografias e até cartas de alforria de escravos, como mostrou o Estadão -, também precisa de ampla reforma e, enquanto isso não é feito, não tem condições de abrigar os funcionários, que trabalham de casa. Camargo, por sua vez, despacha de um gabinete da Secretaria Especial de Cultura na Esplanada dos Ministérios.

Na carta de demissão, os três gestores alegam que suas decisões foram “indeferidas ou ignoradas” em detrimento das posições de pessoas sem prerrogativa de voto, que “participavam de reuniões e interferiam nas decisões, causando ingerência de forma generalizada”. O documento não cita nomes, mas se trata de uma referência à chefe de gabinete de Camargo, Conceição Barbosa, e à sua assessora de Comunicação Social, Raquel Brugnera, segundo apurou o Estadão/Broadcast.”

Contudo, as mesmas pessoas não assumem os riscos da condução das ações dos departamentos e se isentam das suas consequências. Seja por má fé ou falta de conhecimento de nossas áreas, assistimos estarrecidos ao Senhor Presidente ser conduzido ao erro por servidores de longa data que trabalharam fielmente nas antigas gestões desta Fundação”, diz um trecho da carta. “Como diretores e coordenadores dos departamentos que compõem a instituição, fomos voto vencido, mesmo sendo maioria em decisões cruciais ao bom andamento de projetos, ações de mudança da sede e demais políticas públicas que poderiam ser entregues à população até este momento”.

Ainda segundo o documento, os compromissos assumidos por Camargo em sua posse não teriam sido cumpridos mesmo após “inúmeras tentativas de interlocução”.

A Palmares tem cinco cargos de direção. Em janeiro, Alexandre Fineas, diretor de Gestão Estratégica, já havia deixado a instituição por desavenças com Camargo, sendo substituído de forma interina por Simoni Andrade Hastenreiter. O diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro, Laércio Fidelis, é o único titular que permanece no cargo.

Conhecido por ser um apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Camargo se identifica como “negro de direita, antivitimista, inimigo do politicamente correto, livre” em sua conta no Twitter e preside a Fundação Palmares desde novembro de 2019. Ele já entrou em embate com vários artistas e lideranças do movimento negro nas redes sociais.

A Palmares foi criada por lei em 1998 para promover e preservar os valores culturais, históricos, sociais e econômicos da influência negra na formação da sociedade brasileira.

No Twitter, Camargo disse que os diretores serão substituídos nos próximos dias. “A Fundação Palmares pertence ao Brasil e é mantida com recursos dos pagadores de impostos. Seu compromisso é com a satisfação do público, não dos gestores. O trabalho continua, sem qualquer alteração nas diretrizes”, escreveu ele.

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‘Ser mulher é uma construção cultural perfeitamente habitável’, diz Laerte Coutinho

Em entrevista a Breno Altman, cartunista falou sobre questões de gênero, as dificuldades de fazer humor durante a pandemia e Bolsonaro

Por Camila Alvarenga, no Opera Mundi

No programa 20Minutos desta sexta-feira (12/03), o jornalista Breno Altman entrevistou a cartunista Laerte Coutinho, que falou sobre a transgeneridade no país, tema que vem conquistando espaço nas discussões sobre gênero e sexualidade. Para a artista, há uma percepção com “limitação” no que se refere aos gêneros, prevalecendo uma “ideia binária” do que é ser homem ou mulher, como se fossem as “únicas duas possibilidades” que existem dentro da sociedade.

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“Minorias tudo bem mas quietas e caladinhas”

por Fernanda Câncio, no Buala

É uma felicidade que na mesma semana se tenham cruzado o caso Caupers e o de Mamadou Ba: são da mesma família, sim. Mas exatamente ao  contrário.

“Uma coisa é a tolerância para com as minorias e outra, bem diferente, a promoção das respetivas ideias: os judeus não são nenhuma vanguarda iluminada, nenhuma elite. Não estão destinados a crescer e expandir-se até os não judeus serem, eles próprios, uma minoria. E nas sociedades democráticas são as minorias que são toleradas pela maioria – não o contrário. (…) A verdade – que o chamado lobby judeu gosta de ignorar – é que os judeus não passam de uma inexpressiva minoria, cuja voz é enorme e despropositadamente ampliada pelos media.”

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“Sua raça é resistente à dor”: mulheres relatam racismo em atendimentos médicos

Ofensas explícitas, diagnósticos imprecisos e procedimentos desnecessários fazem pacientes negras e indígenas evitarem consultas e tratamentos

Por Marília Moreira, em AzMina

“Agora eu uso a desculpa da pandemia, mas na verdade o buraco é bem mais embaixo”. É desse modo que a estudante universitária Jé Hámãgãy, 23 anos, justifica o fato de estar evitando ir a médicos desde que o seu filho nasceu, há pouco mais de seis meses. 

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