Justiça anula expulsão de universitário que ameaçou ‘matar negraida’

Juíza federal alega que Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, não seguiu o Código de Decoro Acadêmico e, por isso, o argumento de expulsão de Pedro Baleotti não é sustentável

Por Mariana Ferrari, especial para Ponte

A Justiça Federal de São Paulo mandou a Universidade Presbiteriana Mackenzie aceitar o estudante de Direito Pedro Baleotti, 25 anos, de volta nesta segunda-feira (21/1), de acordo com o Coletivo AfroMack, que acompanhava o caso. O rapaz foi expulso da faculdade no dia 12 de dezembro de 2018, depois que vídeos gravados por ele mesmo com falas racistas viralizaram nas redes sociais. As publicações foram feitas logo após o segundo turno das eleições e, nelas, o aluno aparecia usando uma camiseta do presidente recém-eleito Jair Bolsonao (PSL) e posava com uma arma, dizendo que estava indo votar no capitão reformado. Na sequência, em outra gravação, ele ameaçava “matar a negraiada”.

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Insultos racistas dão 18 meses de prisão a senador. Na Itália

Roberto Calderoli, do partido de extrema-direita Liga do Norte, atualmente no governo, comparou a ministra da integração, Cécile Kyenge, originária da República Democrática do Congo, com um “orangotango”

No Sapo

O senador italiano Roberto Calderoli foi condenado a 18 meses de prisão, por insultos racistas à então ministra da integração, Cécile Kyenge, em 2013. Durante um comício, na cidade de Treviglio, perto de Milão, perante cerca de 1500 pessoas, o senador comparou a ministra, originária da República Democrática do Congo, com um “orangotango”. A ex-ministra já reagiu à condenação no Facebook, escrevendo que “o racismo paga-se caro”. Kyenge considerou a sentença “encorajadora para todos os que lutam contra o racismo”, seja num terreno “legal, civico ou político”.

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Entidade retira prêmio de direitos humanos de Angela Davis por seu apoio à causa Palestina

Entre as duras críticas ao regime israelense, Davis costuma compará-lo ao apartheid imposto aos negros na África do Sul

Por Victor Farinelli, na Carta Maior

Uma grande polêmica abalou os Estados Unidos esta semana, depois que o Instituto de Direitos Civis de Birmingham (BCRI, por sua sigla em inglês), com sede em Alabama, recuou em sua decisão de entregar à famosa ativista Angela Davis o Prêmio Fred L. Shuttlesworth, inicialmente sem dar uma explicação mais específica a respeito.

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Marielle: Polícia sabe que assassinos são servidores da Segurança Pública

Ocorrido em 14 de março de 2018, o crime teria sido cometido por servidores da ativa e outros que já foram excluídos. Segundo fontes do governo, os criminosos fazem parte do grupo conhecido como ‘Escritório do crime’

Por Rafael Nascimento, em O Dia

A Polícia Civil tem provas de que os assassinos da vereadora do Psol Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Pedro Gomes, fazem parte dos quadros da Segurança Pública do Rio. Ocorrido em 14 de março de 2018, o crime teria sido cometido por servidores da ativa e outros que já foram excluídos. Segundo fontes do governo, os criminosos fazem parte do grupo conhecido como ‘Escritório do crime’ e agiram nos moldes da Deep Web, zona da internet onde o usuário tem mais facilidade para manter o anonimato e, assim, cometer crimes.

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“Venham”: Senadora boliviana responde ao comentário racista de deputado fluminense

Tomaz Amorim reproduz em sua coluna a resposta de uma senadora boliviana ao comentário racista feito por um deputado carioca do partido de Bolsonaro. “Tragam-no para que nós, as ‘índias’, o ensinemos sua própria história, tragam-no para que veja como um país de ‘índios’ dá aulas de humanidade, humildade, honestidade e sacrifício”

Na Fórum

O deputado estadual recém-eleito do PSL do Rio de Janeiro, Rodrigo Amorim, com a truculência infantil típica que se tornou comum nos noticiários do Brasil, acreditava ofender os bolivianos quando disse: “Quem gosta de índio, que vá para a Bolívia, que, além de ser comunista, ainda é presidida por um índio”. O deputado, atento ou não para o risco de criar um incidente diplomático muito distante de sua alçada de deputado fluminense, disse a frase ao defender, entre outras coisas, que a Aldeia Maracanã, espaço onde funcionou o Museu de Índio e onde hoje vivem famílias de indígenas, fosse transformada em “estacionamento ou shopping”.

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Projeto artístico nas ruas expõe discurso de ódio contra população LGBT

Criado por designer periférico como trabalho de conclusão de curso, ‘Lambe da esquina’ tem como objetivo explicitar ataques e causar reflexão na sociedade

Por Paloma Vasconcelos, na Ponte

A violência contra LGBTs, do discurso de ódio aos assassinatos, é tema central de uma pesquisa feita por Bruno Herbert, 22 anos, morador de Parelheiros, periferia da zona sul de São Paulo, a fim de explicitar os danos causados pelo discurso de ódio e gerar reflexão da população como um todo. O projeto foi apresentado como TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) de design gráfico no Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e ganhou corpo ao ser disseminado pelas paredes da cidade.

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A volta do Prêmio Nobel que não abandona suas teorias racistas sem base científica

James Watson, codescobridor da estrutura do DNA de 90 anos, defende em um documentário que “negros são menos inteligentes”

Por Manuel Ansede, no El País

“Entre os brancos e os negros existem diferenças nos resultados dos testes de inteligência. Eu diria que a diferença é genética”. O biólogo James Watson, prêmio Nobel de Medicina em 1962 por ser um dos descobridores da estrutura do DNA, voltou a lançar ao mundo suas teorias racistas, desta vez no documentário Decoding Watson [Decodificando Watson], que estreou na noite de quarta-feira na televisão pública norte-americana PBS.

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Bolsonaro, Estado laico e liberdade religiosa

Por Sayid Marcos Tenório

O processo eleitoral de 2018 trouxe à tona vários temas que pareciam ser consenso na sociedade brasileira, como a laicidade do Estado e liberdade de culto. Aquele conceito de que o Brasil é um país de diversidade cultural reconhecida, tolerante e que convive bem com novas culturas, não existe mais. Já era! O que emergiu da campanha e das urnas foi uma onda avassaladores de ódio, preconceito, racismo e intolerância.

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MP-BA instaura procedimento para apurar ataques de ódio e intolerância à Mãe Stella

Por Bruno Wendel , no Correio

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um procedimento para apurar os diversos ato de ódio e intolerância religiosa contra Mãe Stella de Oxóssi, após a morte da líder religiosa, uma das maiores representantes do Candomblé no país. Mãe Stella, que morreu no dia 27 de dezembro, era chefe do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, no bairro de São Gonçalo do Retiro, em Salvador, desde 1976.

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O homem mediano assume o poder. Por Eliane Brum

O que significa transformar o ordinário em “mito” e dar a ele o Governo do país?

No El País

Desde 1 de janeiro de 2019, o Brasil tem como presidente um personagem que jamais havia ocupado o poder pelo voto. Jair Bolsonaro é o homem que nem pertence às elites nem fez nada de excepcional. Esse homem mediano representa uma ampla camada de brasileiros. É necessário aceitar o desafio de entender o que ele faz ali. E com que segmentos da sociedade brasileira se aliou para desenhar um Governo que une forças distintas que vão disputar a hegemonia. Embora existam várias propostas e símbolos do passado na eleição do novo presidente, a configuração encarnada por Bolsonaro é inédita. Neste sentido, ele é uma novidade. Mesmo que seja uma difícil de engolir para a maioria dos brasileiros que não votou nele, escolhendo o candidato oposto ou votando branco, nulo ou simplesmente não comparecendo às urnas. Bolsonaro encarna também o primeiro presidente de extrema direita da democracia brasileira. O “coiso” está no poder. O que significa?

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