Em novo ataque ao futuro do país, PL de Bolsonaro desvincula recursos do pré-sal para saúde e educação

Governo enviou ao Congresso projeto para privatização do excedente do pré-sal que vai para a União. Observatório Social do Petróleo vê na proposta desmonte de estratégia ampla de desenvolvimento criada no governo Lula

Por Redação RBA

O presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou ao Congresso Nacional projeto de lei para privatização do petróleo excedente do pré-sal que atualmente vai para a União. Na proposta, que veio a público nesta quinta-feira (9), o Ministério da Economia também inclui desvinculação da receita da venda do óleo fino, que era destinada ao Fundo Social do Pré-sal, para investimentos nas áreas de educação e saúde. P PL autoriza a venda do óleo extraído pelos contratos de partilha, hoje comercializados pela Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA), estatal que também é alvo do apetite privatista do governo federal.

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Eletrobrás: por que rechaçar a privatização

Com robusta capacidade de estocar energia e sistema de transmissão que conecta o país, a estatal será essencial para a transição energética. Mas governo quer entregá-la a mãos privadas – e implodir chances de reconstruir o Brasil

Por Ronaldo Bicalho*, em Outras Palavras

A privatização da Eletrobras restringe de forma decisiva as possibilidades de acesso da sociedade brasileira à energia necessária ao seu desenvolvimento econômico e bem-estar.

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O que o Brasil pode perder sem a Eletrobras

TCU aprova a privatização da estatal brasileira. Em contexto de graves crises ecológicas e geopolíticas, o país desperdiça potencial para se desenvolver, a partir de energia limpa e barata. Especulação e termelétricas serão a tônica do retrocesso

Por Clarice Ferraz*, publicado originalmente Jornal dos Economistas, em Outras Palavras

A privatização da Eletrobras ignora o contexto das graves crises ecológica e geopolítica que o mundo enfrenta. Ambas impõem transformações profundas na organização industrial, assim como nas estruturas de governança que regem o setor elétrico dos países ao redor do mundo. Nesse sentido, este artigo apresenta uma breve discussão sobre essas questões, para provar o grave equívoco que seria levar esse projeto adiante.

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Censura, propaganda oficial e ameaça de extinção rondam a EBC

Em meio a um processo de privatização, Empresa Brasil de Comunicação (EBC) vive sob a censura do governo Bolsonaro, que utiliza a estrutura pública para a sua promoção

por Gésio Passos e Lucas Krauss*, Le Monde Diplomatique Brasil

Não é de hoje que os microfones da rádio Jovem Pan estão disponíveis para a unificação dos discursos neofascista e ultraliberal no Brasil. No dia 5 de fevereiro de 2018, no programa “Pânico”, o então candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, deu uma das primeiras declarações mais explícitas sobre a possibilidade de “fechamento” da Empresa Brasil de Comunicação (EBC): “sou favorável não é nem que privatize, mas que se extingua (sic) algumas estatais. A própria TV do governo, que não serve para nada”. Após nova pergunta a Bolsonaro, se extinguiria mesmo a EBC e como seria feita a “comunicação do governo”, ele respondeu: “sim, a EBC com toda certeza. A gente faz a comunicação com vocês”.

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Petrobrás: o pacto Bolsonaro-Adriano Pires

Lobista com negócios obscuros, futuro presidente da empresa poderia controlar preço dos combustíveis e acelerar, ao mesmo tempo, a privatização. Movimento serve de alerta: Lula precisa propor alternativa clara para a estatal

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Uma revelação do jornalista Tales Faria fechou o círculo e ajudou a entender, na tarde de ontem (29/3), o que até então parecia mistério, em relação à mudança de comando na Petrobras. Por que Jair Bolsonaro teria defenestrado, da presidência, o general Joaquim Silva e Luna, e colocado em seu lugar alguém – o lobista e Adriano Pires – que defende as mesmíssimas políticas hoje praticadas pela estatal? Segundo Tales, algo fez a diferença. O ex-capitão teria prometido a Pires entregar-lhe o comando da privatização da empresa, caso se reeleja em outubro.

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Luiz Simas: “Ataque ao carnaval público gerou o fortalecimento do carnaval privado”

Historiador critica a realização de megaeventos fechados e a “privatização” da festa enquanto carnaval de rua e desfiles de escolas de samba estão oficialmente impedidos de ocorrer

Por Anna Beatriz Anjos, Agência Pública

Luiz Antonio Simas é referência quando o assunto é carnaval e manifestações da cultura popular brasileira. O historiador, professor e compositor carioca duas vezes ganhador do aclamado prêmio Jabuti, tem sido uma voz crítica à realização de grandes eventos privados de carnaval enquanto a festa pública está impedida de tomar as ruas e as escolas de samba tiveram seus desfiles adiados por conta pandemia no Rio de Janeiro e em São Paulo.

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