“Estão querendo implodir o sistema elétrico brasileiro”: comissão da Câmara dos Deputados discute a privatização da Eletrobras

A medida provisória que desestatiza a empresa foi discutida em audiência pública virtual, nesta sexta (7/5), da Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados (CLP). Especialistas também apontam risco de apagões e aumento das tarifas.

Pedro Calvi / CLP

No dia 23 de fevereiro, o governo federal entregou ao Congresso Nacional a Medida Provisória 1.031 de 2021, que prevê a privatização da empresa Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras. De acordo com o Ministério da Economia, as vendas de ações da Eletrobras poderão render R$ 100 bilhões até o fim de 2022. 

(mais…)

Ler Mais

Uma semana após discurso, veja principais ações de Bolsonaro contra o meio ambiente

Segundo especialistas, o projeto a ser apresentado no Senado é uma versão piorada da antiga MP da Grilagem

Vanessa Nicolav, Brasil de Fato 

Após descumprir promessa feita durante a Cúpula do Clima, ao cortar o orçamento destinado aos programas do Meio Ambiente em 35%, o governo Bolsonaro segue avançando pautas que enfraquecem ainda mais as leis ambientais no país.

(mais…)

Ler Mais

Lentidão da vacinação integra projeto de extermínio, diz professora da UFRJ

No TUTAMÉIA

“A lentidão do processo de vacinação é uma face desse extermínio, é mais um elemento desse extermínio, desse genocídio que está em curso no Brasil. A pandemia se tornou numa crise sanitária de extermínio da classe trabalhadora brasileira, de parte importante da classe trabalhadora brasileira”, aponta a professora Sara Granemann, da Faculdade de Serviço Social da UFRJ.

(mais…)

Ler Mais

Governo Bolsonaro avança na privatização da EBC e funcionários reagem

Ministros se reúnem nesta terça (16) para decidir inclusão de empresa pública no Plano Nacional de Desestatização (PND)

Redação Brasil de Fato

Ministros que integram o Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) se reúnem com o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (16) para decidir sobre o envio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para o Programa Nacional de Desestatização (PND).

(mais…)

Ler Mais

Indígenas isolados da Terra Indígena Massaco estão na mira da privatização

Em programa Adote Um Parque, governo quer passar para mãos de empresas privadas território com presença de indígenas em isolamento voluntário, condição que exige alto conhecimento especializado e consulta a entidades indígenas

Por Antonio Oviedo, Fany Ricardo, Rafael Pacheco e Tiago Moreira, ISA

Reserva Biológica (Rebio) do Guaporé foi incluída, no último mês, no programa Adote Um Parque, do Governo Federal. Nesse programa, as empresas “adotam” Unidades de Conservação e passam a se responsabilizar por elas. Os investimentos, que variam de R$ 50 para empresas nacionais a R$ 70 por hectare para estrangeiras, envolvem ações de monitoramento, prevenção e combate a incêndios florestais e desmatamento ilegal, infraestrutura e manutenção das UCs.

(mais…)

Ler Mais

Privatização do Serpro contraria legislação e ameaça segurança nacional, afirma MPF em nota técnica

Venda da empresa pública encontra obstáculos na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e na Lei de Segurança Nacional, aponta o documento

O Ministério Público Federal (MPF) enviou nesta quinta-feira (25) ao Ministério da Economia nota técnica em que alerta sobre os obstáculos legais à privatização do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), incluído no Programa Nacional de Desestatização do governo federal. O documento esclarece que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD – Lei 13.709/2018) veda a pessoas jurídicas de direito privado o tratamento de dados pessoais relacionados à segurança pública, à defesa nacional e à segurança do Estado, como faz o Serpro. A nota técnica foi enviada também ao Banco Nacional de Defesa Econômica (BNDES) e ao Tribunal de Contas da União (TCU).

A análise foi elaborada pelo Grupo de Trabalho Tecnologia da Informação e Comunicação da Câmara de Consumidor e Ordem Econômica do MPF (3CCR). O documento destaca que, se o Serpro for privatizado, seu capital deixará de ser integralmente público e seus bancos de dados poderão ser geridos de forma terceirizada, o que é expressamente vedado pelo § 4º do art. 4º da LGPD. Para o MPF, não há dúvida de que as atividades realizadas pelo Serpro se enquadram na vedação estabelecida pela lei, uma vez que o próprio estatuto da empresa afirma que os serviços realizados por ela “são afetos a imperativos de segurança nacional, são essenciais à manutenção da soberania estatal, visam garantir a inviolabilidade dos dados governamentais e são de relevante interesse coletivo”.

Entre as atividades restritas a entidades públicas realizadas pelo Serpro estão, por exemplo, o processamento dos dados do imposto de renda de toda a população brasileira, inclusive autoridades do país, como chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ministros do Tribunal de Contas da União e membros do Ministério Público. Para o MPF, a manutenção do sigilo desses dados é uma questão de segurança do Estado, pois, além de revelar valores recebidos, bens do indivíduo e informações familiares, “a declaração de imposto de renda pode revelar a preferência política do cidadão, ao mostrar uma doação que tenha feito a um candidato ou partido político”.

Além disso, o Serpro é responsável pelo Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), que realiza todo o processamento, controle e execução financeira, patrimonial e contábil do governo federal brasileiro, alerta a nota técnica.

Soberania ameaçada – Outro obstáculo à privatização do Serpro é a própria Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/83), afirma o MPF. De acordo com a norma, configura crime contra a segurança nacional entregar ou permitir a entrega a governo ou grupo estrangeiro de dados e documentos classificados como sigilosos, bem como revelar tecnologias ou sistemas automatizados de processamento de dados em uso ou desenvolvimento no país, reputados essenciais para sua defesa, segurança ou economia.

Nesse sentido, o MPF ressalta que o Serpro desenvolve programas indispensáveis para a segurança e a defesa nacional, como sistemas governamentais e corporativos em uso nas Forças Armadas, entre eles, por exemplo, o programa que auxilia o Exército a emitir certificados de registros de armamentos. “No processo de privatização, o Serpro poderá vir a ser controlado por empresa estrangeira, de modo que governos estrangeiros poderiam controlá-lo direta ou indiretamente, tendo acesso a dados e tecnologias em desenvolvimento no Brasil essenciais para sua defesa, segurança e economia”, pontua a nota técnica.

Íntegra da Nota Técnica

Secretaria de Comunicação Social
Procuradoria-Geral da República

Ler Mais

DPU recomenda suspensão de reajuste de planos de saúde

O defensor público-geral federal, Daniel Macedo, e o defensor nacional de direitos humanos da Defensoria Pública da União (DPU), Atanasio Darcy Lucero Júnior, recomendaram nesta sexta-feira (19) à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que, em cinco dias úteis, tome medidas para suspender o reajuste dos planos de saúde em 2021 e as cobranças retroativas das correções referentes a 2020.

(mais…)

Ler Mais